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Menino de 9 anos salva a mãe de estupro ao morder orelha do agressor

Reprodução/TV Tem Orelha machucada após mordida de criança em Bauru

Foto: Reprodução/TV Tem Orelha machucada após mordida de criança em Bauru

A coragem de um menino de 9 anos salvou a mãe dele de um estupro na última segunda-feira (5) em Bauru, a 329 km de São Paulo. Segundo testemunhas e a Polícia Militar, a vítima apanhou muito e só não foi estuprada porque o filho a defendeu. O menino pulou nas costas do agressor e mordeu a orelha dele, até que o homem largasse a mãe.

O homem teria invadido a casa no Jardim Araruna e tentado estuprar a dona da residência. O suspeito, de 35 anos, já tinha passagem na polícia por lesão corporal e direção perigosa. Ele foi socorrido no Pronto-Socorro central, onde levou dez pontos na orelha e fez exame de HIV.

A família e os vizinhos passaram a tarde desta segunda prestando depoimento. No fim da tarde, o suspeito também foi ouvido na delegacia do município.

Fonte: Portal G1

Cabo absolvido da morte de João Roberto pertenceria à milícia Liga da Justiça

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Marcelo Gomes e Marco Antônio Martins – Extra
 
RIO – O cabo PM William de Paula, absolvido pela Justiça na última quarta-feira pelo assassinato do menino João Roberto Amorim Soares, de 3 anos, foi indiciado no relatório final da CPI das Milícias da Assembléia Legislativa (Alerj). Além de William, outras 225 pessoas foram incluídas no relatório.

William foi citado por testemunhas ouvidas pela CPI. De acordo com os depoimentos, o cabo pertenceria à milícia “Liga da Justiça”, que atua na Zona Oeste do Rio, principalmente em Campo Grande. Segundo testemunhas, o policial não teria papel de destaque no organograma do grupo.

– Há provas contra todos os 226 indiciados no relatório da CPI, inclusive contra o William. Nem ele, nem todos os outros policiais citados podem continuar trabalhando a serviço do Estado – disse o deputado Marcelo Freixo (PSOL), que presidiu a CPI.

O relatório, que seria votado na Alerj na última quarta-feira, voltará a ser apreciado pelo plenário da Casa nesta terça, às 16h30m. A votação foi adiada porque, na última hora, o deputado Jorge Theodoro, o Dica (PMDB), apresentou uma emenda para retirar da lista dos indiciados o vereador de Caxias Sebastião Ferreira da Silva, o Chiquinho Grandão (PV).

O relatório é resultado de cinco meses de trabalho da CPI. As provas obtidas contra os indiciados serão encaminhadas ao Ministério Público, à Polícia Federal e à Justiça Eleitoral, com o pedido de prisão de mais de cem dos suspeitos investigados por formação de quadrilha, extorsão e homicídio.

Grupo é acusado de diversos crimes
A milícia “Liga da Justiça”, que atuaria há pelo menos oito anos na Zona Oeste do Rio, sobretudo em Campo Grande, começou a ser desbaratada em dezembro do ano passado, com a prisão do vereador Jerominho (PMDB). Ele e o irmão, o ex-deputado estadual Natalino (sem partido), que foi preso este ano, são acusados de chefiar o grupo paramilitar, que contaria com a participação de mais de 40 pessoas – a maioria policiais civis e militares, bombeiros e agentes penitenciários.

A milícia é acusada de diversos crimes, como homicídios; tráfico de drogas e de armas; tortura; ameaças de morte; exploração de máquinas caça-níqueis e de serviços delegados, como televisão a cabo e transporte alternativo.

Fonte: Jornal Extra

Dois crimes com marcas de crueldade chocam MG

Luiz Ribeiro e Fábio Fabrini oara o Estado de Minas 

Dois crimes separados por cerca de 600 quilômetros, mas equiparados em nível de crueldade chocam duas cidades mineiras. Na Região Metropolitana de BH, em um assalto com requintes de covardia, a mãe de um cabo do Corpo de Bombeiros foi queimada, na manhã de sábado, em Brumadinho, depois de ter o corpo encharcado com gasolina. Em Jequitinhonha, a 677 quilômetros da capital, o assassinato de um garoto de 10 anos deixou revoltada a população local e provocou ameaças de linchamento contra o assassino confesso, um adolescente de 17 anos.

No crime registrado na Grande BH, três homens invadiram o sítio em que a vítima passava o fim de semana com o marido, jogaram gasolina em seu corpo e atearam fogo, supostamente para forçá-la a entregar dinheiro arrecadado numa festa religiosa. Até o fim da tarde de sábado, nenhum suspeito havia sido preso.

O crime ocorreu por volta das 6h, numa área de pouco movimento do distrito de Conceição do Itaguá. Os ladrões, armados, arrombaram a casa e renderam o casal Carlos José de Sales, de 58 anos, e Neide Fátima Rezende Fátima, de 54. Enquanto um dos criminosos, encapuzado, vigiava o sítio do lado de fora, os outros dois reviravam tudo. De acordo com a ocorrência da Polícia Militar, eles exigiam o que havia no cofre e a quantia arrecadada na Festa de Nossa Senhora da Conceição, feita pela comunidade católica na segunda-feira. Carlos José ajudou no evento, trabalhando no caixa, mas o dinheiro não tinha sido guardado por ele, tampouco havia cofre na casa.

Frustrado, o homem encapuzado teria achado uma garrafa com dois litros de gasolina e despejado tudo sobre Neide Fátima, com o objetivo de fazer tortura psicológica e descobrir o que procurava. Pouco depois, num momento de maior tensão, ateou fogo à mulher, que teve queimaduras no rosto, costas, braços e peito.

Carlos José e os dois homens que não usavam capuz apagaram o fogo. Mas a ação não parou. Logo depois, as vítimas foram presas no banheiro para que a casa fosse saqueada. Os ladrões levaram duas televisões, um violão, um rádio, dois celulares e jóias de Neide Fátima. Fugiram por uma estrada vicinal, com o Ford Explorer do casal, que pediu socorro a um dos filhos.

Eles foram levados numa viatura da PM para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte. Até o fim da tarde de sábado, Neide Fátima permanecia internada em estado gravíssimo no centro de terapia intensiva. De acordo com a equipe médica, ela teve queimaduras de terceiro grau e passou por cirurgia para limpar os ferimentos. O marido dela levou coronhadas, mas não precisou ser atendido. Eles são pais do cabo João Carlos de Sales, de 22, que é clarinetista da Banda do Corpo de Bombeiros, em Belo Horizonte.

Confissão
No Vale do Jequitinhonha, a polícia identificou sexta-feira o assassino do garoto Isaac Sena Gil, de 10 anos. Depois de um dia desaparecido, ele foi encontrado morto, à beira do Córrego Labirinto, nas proximidades da área urbana do município de Jequitinhonha. Um adolescente de 17 anos – vizinho da vítima e que, inclusive, havia ajudado nas buscas – foi apontado como o autor e confessou o crime.

O menor está detido na delegacia de Jequitinhonha, onde, revoltados, moradores ameaçaram linchá-lo. Isaac foi estrangulado após ter sido violentado sexualmente. De acordo com as investigações, o autor do crime atraiu a criança para um matagal e teria cometido o assassinato porque o menino disse que denunciaria o abuso.

Ensaio sobre a surdez

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Não quero ouvir os tiros.
Também não quero ouvir a indignação.

Não se choquem com esse flagrante pornográfico da violência urbana. Por favor, não façam um relatório. Não chamem a Anistia Internacional. Não acionem os burocratas. Não transformem minha dor num projeto de lei.

Estou bem na foto. Estou protegendo os meus sentidos.

Se na próxima passagem desse revólver pela porta da minha casa acontecer o pior, talvez vocês nem fiquem sabendo. É normal que não sintam a minha falta. Também não sentirei falta da indignação de vocês. Se ela morrer, assim como eu, tanto faz.

Neste Dia Internacional dos Direitos Humanos, faça uma boa ação. Delete um email de solidariedade hipócrita, sem passá-lo adiante. Deixe um pregador “progressista” falando sozinho. Salve alguém de ler um paper da ONU.

Não assista ao show de algum artista decadente em benefício das criancinhas da África.

Neste Dia Internacional dos Direitos Humanos, desconfie da indústria da indignação e da comiseração. Não compre pacotes prontos de bondade. Desempregue um despachante da dor alheia.

Tente fazer ou, ao menos, sentir alguma coisa você mesmo, sem intermediários. Se não conseguir, não faça nada. Será melhor.

Discurso imaginário de uma criança no morro da Mangueira, Rio de Janeiro, fotografada por MICHEL FILHO em 5/12/2008.

Guilherme Fiúza, Jornalista.

Júri recompensa a incompetência de PMs que mataram João

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Sofri na mão de leitores tecnicistas quando critiquei a decisão do Ministério Público estadual, que pediu em 28 de junho a absolvição de um PM que matou o estudante Daniel Duque, numa briga na porta de uma boate em Ipanema, no Rio. Eu apenas defendia que essa atitude abriria a porta para outros atos de impunidade. Não deu outra, seis meses depois.

Agora há pouco o Júri acabou de absolver o PM William de Paula da acusação de homicídio do menino João Roberto, de apenas 3 anos, que foi morto depois que o policial e um colega confundiram o carro dirigido pela mãe dele com um veículo com bandidos em fuga. O Júri condenou o policial militar apenas por lesão corporal, por ter ferido a mãe e um irmão do menino. A pena: um ano de serviços comunitários.

Novamente tudo indica que a absolvição aconteceu em função da atuação do Ministério Público, que acusou o PM de homicídio doloso (quando há intenção). Ninguém tem dúvida de que os PMs não mataram intencionalmente o menino. Tanto assim que o PM admitiu ontem que cometeu o erro ao confundir o carro. Portanto, os jurados entenderam que o PM não teve a intenção de matar a criança.

Só que a incompetência dos PMs, que custou a vida de uma criança, foi recompensada com a absolvição do homicídio. Se o Ministério Público tivesse acusado o policial de homicídio culposo, talvez o Júri entendesse melhor como poderia contribuir para a redução da impunidade no Rio.

Agora será mais uma família a lidar com a sensação de que seu parente é morto mais uma vez. E quantas famílias ainda estarão expostas a erros graves como esses, cometidos por agentes do Estado?

Kibado do blog do Jorge Antônio Barros

Foto: Hipólito Pereira/ Agência O GLOBO