Archive for the ‘Venezuela’ Category

Mônica Veloso na Playboy

O blog nao divulga imagens de mulheres nuas ou semi-nuas. Porém, como a foto abaixo saiu na coluna da Mônica Bergamo na Folha de São Paulo, a reproduzo aqui para informar aos marmajos de plantão que a ex-amante do Renan Calheiros, a jornalista Mônica Veloso, posou na semana passada no Rio de Janeiro para seu ensaio nú para a Playboy de outubro. O cenário foi uma casa na Gávea, zona Sul da cidade.

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Além da expectativa sobre o desempenho da revista – ela terá participação nas vendas – Mônica Veloso confessa plano de continuar na TV, como apresentadora de um programa de entrevistas. A jornalista disse também que após a maratona de divulgação da Playboy, vai se dedicar a escrever um livro onde promete contar “coisas de Brasília que nunca foram publicadas”.

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“Brasilidade” eleva vendas de produtos de beleza, diz jornal americano

A indústria de cosméticos nacional aposta na “brasilidade” para impulsionar as vendas ao exterior – e a estratégia está funcionando, afirma nesta sexta-feira uma reportagem do jornal The New York Times. Apostando em essências de origem amazônica, o setor viu suas exportações alcançarem US$ 484 milhões no ano passado, um aumento de mais de 150% em relação a 2001, afirma o diário.

“Em um mercado de varejo receptivo à palavra ‘natural’, a existência abundante de óleos naturais, frutas e extratos de plantas do país também tem um papel crucial em elevar as vendas”, relata o NYT. Segundo a matéria, “executivos da indústria dizem que os produtos brasileiros são vistos como algo mais puro do que os provenientes de outras partes do mundo”.

Além disso, “a imagem dos brasileiros de pessoas saudáveis e atraentes” também influi na aceitação do produto nacional no exterior. De acordo com o texto, novos mercados de exportação, como Rússia, Cuba e Angola, já se abrem aos produtos de beleza brasileiros, somando-se aos tradicionais países da América do Sul, para onde vão 60% das vendas para o exterior.

O NYT lembra um fator histórico que colabora para o desenvolvimento do setor: a miscigenação de povos de distintas origens. “A mistura de sangue europeu, indígena, africano e japonês criou uma nação com todo tom de pele, tipo de cabelo e formato de corpo imaginável.”

“Fabricantes de produtos de beleza são forçados a atender a todos eles, o que significa que, independentemente de qual seja o mercado-alvo no exterior, eles têm um produto adequado.”

Chávez pede que partidários doem bens que não usam

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, pediu aos 5 milhões de venezuelanos inscritos em seu partido que abram mão de bens que não usam, como “uma geladeira, um caminhão ou um ventilador a mais” para se tornarem “verdadeiros socialistas”. Chávez disse que ficaria contente se “apenas cinco pessoas, nos cinco milhões se apresentassem.”Quem tem uma geladeira da qual não necessita, que a coloque na Praça Bolívar (em Caracas). Quem tem um caminhão do qual não precisa, um ventilador, um fogão… desprendam-se de algo. Não sejamos egoístas. Eu exijo!”, afirmou o líder venezuelano durante o programa Alô Presidente transmitido ontem para todo o país.

Chávez ressaltou que, ao contrário de Jesus Cristo, nunca pedirá aos venezuelanos para darem “toda a sua riqueza para os mais carentes”, mas apenas aquelas desnecessárias. Ele prometeu doar US$ 250 mil do próprio bolso – um prêmio recebido da Líbia – para dar início à campanha. “Vamos ver quem segue o exemplo”, desafiou, acrescentando que só quer em seu partido “verdadeiros socialistas”.

Àqueles que não tem riquezas, o pedido foi outro: “façam trabalho voluntário nos sábados e domingos, sem cobrar nada, para ajudar às comunidades. Não há revolução socialista sem trabalho voluntário”, afirmou o líder venezuelano. Desde que assumiu seu terceiro mandato, em janeiro, Chávez está promovendo uma série de reformas para implementar na Venezuela o modelo que ele chama de socialismo do século XXI. A Cantv, operadora de telefonia e maior empresa privada do país, teve sua reestatização oficializada há um mês como parte dessas reformas, que também incluíram a criação do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) para reunir todos ramos do chavismo.

Inspirado no líder cubano Fidel Castro, Chávez não se casa de atacar os “valores consumistas” dos países capitalistas. No entanto, boa parte dos venezuelanos parecem não concordar com tais críticas. De acordo com algumas pesquisas, mais de 80% da população rejeita a implementação no país de um regime semelhante ao que existe em Cuba e 45% vêem com desconfiança o socialismo do século XXI.

Graças aos altos preços do petróleo e ao descontrole dos gastos públicos, a Venezuela vive um boom de consumo como nenhum outro país latino-americano. Só no último ano, as vendas de roupas e calçados aumentaram 130% e as de alimentos, mais de 20%. A fila de espera para comprar alguns automóveis chega a dois anos e, por falta de investimentos no setor produtivo, há períodos em que açúcar e carne somem das prateleiras dos supermercados.

Agência Estado

Veja 4 – A “boliburguesia” de Chávez

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Conforme o próprio Chávez não se cansa de repetir, seu projeto consiste em eliminar a “elite oligárquica” do país – através da expropriação de empresas privadas, da censura aos formadores de opinião e da criação de um partido único, entre outras medidas autoritárias. O que o aspirante a ditador não diz (mas todo vendedor de artigos de luxo em Caracas sabe) é que ele está apenas substituindo a tradicional elite venezuelana por outra, formada por altos funcionários públicos corruptos, sindicalistas e empresários cujo principal mérito é bajular o ditador. Na Venezuela, essa nova classe é chamada de “boliburguesia”, uma alusão a duas das expressões mais usadas por Chávez: bolivariano e burguesia.
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A boliburguesia de Chávez pode ser facilmente identificada nas lojas de Caracas de duas maneiras. Primeiro, através do uso do bonezinho vermelho, peça básica do vestuário dos militantes chavistas. Segundo, pelo estranho hábito que seus integrantes têm de pagar tudo com pilhas e pilhas de dinheiro vivo.
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O carro preferido da elite bolivariana é o Hummer H2, de 100.000 dólares. A loja Super Autos vendeu, só neste ano, duas dezenas de unidades do modelo, a maioria para chavistas. Em março, o governador do estado de Carabobo, Luis Acosta Carlez, um expoente do chavismo e ele próprio dono de um Hummer, disse em uma entrevista na TV: “Por que nós, os revolucionários, não temos o direito de ter um Hummer? Se ganhamos dinheiro, podemos comprar”. Assinante lê mais aqui

Foto: Jorge Silva/Reuters

Veja 2 – Fala o homem que teve a sua TV roubada pelo tirano

marcel_granier.jpgPor Fábio Portela:
Até a semana passada, a Rádio Caracas Televisão era a maior emissora da Venezuela. Fundada em 1953, alcançou o primeiro lugar em audiência investindo em entretenimento, especialmente novelas e programas humorísticos. A RCTV, como se tornou conhecida, também transmitia os mais respeitados telejornais do país. Sob o comando do empresário Marcel Granier, noticiou, desde o fim dos anos 90, as constantes investidas do presidente Hugo Chávez contra a democracia venezuelana. No início, Granier liderou outros empresários do setor de comunicação. Neste ano, ficou isolado. Outras emissoras que se opunham a Chávez capitularam, e a RCTV passou a formar, junto com a Globovisión, a última trincheira a defender a sociedade dos atentados do governo contra as instituições democráticas. “Refletíamos o que ocorria no país. Defendíamos a democracia, a liberdade, o pluralismo e o intercâmbio de opiniões”, diz Granier. No último fim de semana, ele perdeu sua emissora. Por determinação direta de Chávez, a RCTV saiu do ar. Uma onda de protestos tomou conta de Caracas, a capital venezuelana. Talvez seja o último suspiro da democracia naquele país. Granier falou a VEJA.

Veja – Por que o presidente Hugo Chávez fechou a RCTV?
Granier – Ele não estava satisfeito com a linha editorial da emissora. Deixou claro que a decisão de fechar a RCTV teve motivação política e caráter retaliativo. Chávez não gosta de ouvir opiniões diferentes das dele, sobretudo quando são divulgadas pela emissora líder de audiência. Algum tempo atrás, ele teve problemas com outra estação, nossa concorrente. Pressionou essa emissora até que a linha editorial fosse alterada. Quando conseguiu o que queria, manifestou publicamente seu contentamento. No nosso caso, o presidente disse com todas as letras que gostaria de ver alterações em nossa linha editorial. Queria uma TV menos crítica. Nós nos recusamos a obedecer a essa imposição. A RCTV foi fechada por isso.

Veja – Como a Justiça se posicionou?
Granier – A Justiça apoiou o governo, mas é fácil entender por quê. O Poder Judiciário na Venezuela está sofrendo um violento processo de intervenção. Se um juiz decide contra os interesses chavistas, é destituído e substituído por outro favorável ao governo. Chávez ameaça e mantém os juízes em uma situação contínua de insegurança. Para se ter uma idéia do que se passa, um grupo de advogados analisou 6 000 decisões tomadas pela câmara política do Tribunal Supremo de Justiça, que julga os casos em que o governo é parte. Das 6 000 decisões, somente seis foram contrárias ao governo – e os juízes que tomaram essas decisões foram substituídos.

Veja – O governo confiscou equipamentos da RCTV?
Granier – Por ordem desse mesmo tribunal, o governo tomou nossa rede de antenas retransmissoras, que é a maior do país e cobre mais de 90% da Venezuela. Oficialmente, não é um confisco. Mantemos a propriedade das antenas. Só não podemos usá-las. O tribunal nos obrigou a ceder seu uso ao governo, que as utiliza sem pagar nada.
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Oito governadores estão mas mãos da Justiça

De Fernanda Guzzo e Leonel Rocha para o Correio Braziliense:
A divisão do poder federativo no Brasil está nas mãos da Justiça. Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vão decidir até o próximo ano o futuro de pelo menos oito governadores de vários partidos. Todos foram denunciados pelo Ministério Público ou por adversários derrotados nas eleições do ano passado e aguardam julgamento por crimes como compra de votos, abuso de poder político e econômico, além de uso da máquina administrativa na campanha. Desse grupo, três são do PSDB, o partido que corre maiores riscos de perder governadores, e dois do PMDB. Mas há governadores do PT, PDT e outras legendas menores.

Os casos que mais preocupam as cúpulas dos partidos são o de Ivo Cassol (PPS), de Rondônia, e o do tucano Cássio Cunha Lima, da Paraíba. Os dois foram denunciados pelo Ministério Público por crimes eleitorais, entre eles abuso de poder político e econômico. Cassol será julgado em processo separado pelo mesmo crime eleitoral que já provocou a condenação, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Rondônia, do senador Expedito Júnior (PR-RO). O parlamentar teve o mandato cassado, mas recorreu.

O processo de Cunha Lima também tira o sono da direção do PSDB. O governador paraibano foi denunciado pelo MPE porque teria distribuído R$ 4,5 milhões, no início do ano eleitoral, por meio de 30 mil cheques emitidos pela Fundação de Ação Comunitária (FAC), órgão do governo estadual, e pagos com recursos do Fundo Estadual de Combate à Pobreza. Segundo os procuradores, as irregularidades teriam sido suficientes para desequilibrar o resultado da eleição. O advogado do governador, Luciano Pires, alega que “não houve distribuição de cheques, mas sim atendimento a pessoas carentes por meio de recursos financeiros que tinham previsão orçamentária, antes do ano eleitoral, e dispositivo legal”.

A cúpula tucana evita tratar do assunto. Mas a possibilidade de perder governadores está obrigando a direção do PSDB a se mobilizar. “Parte da Executiva do partido está muito preocupada com os processos dos nossos governadores e fatalmente o assunto fará parte da agenda nacional do partido nas próximas semanas”, admitiu o deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO), membro da comissão executiva do partido. Ele chegou a cancelar uma viagem ao exterior prevista para a próxima semana para acompanhar de perto a tramitação do processo. O tucano Ottomar Pinto, governador de Roraima, também responde a processo no TSE. Já o governador de Alagoas, Teotônio Vilela Filho, aguarda julgamento de ação contra ele no TRE, mas o caso deverá chegar ao TSE.

Torcida

Se por um lado teme que o rigor do TSE ao julgar tucanos, Eduardo Gomes torce para que o tribunal tire o mandato do peemedebista Marcelo Miranda, governador de Tocantins. Isso porque uma condenação abriria espaço para o hoje tucano Siqueira Campos, primeiro governador do estado e autor da denúncia contra Miranda. Segundo a assessoria da direção nacional do PMDB, o partido está acompanhando a tramitação dos processos e tem recebido informações otimistas dos governadores denunciados. Os advogados dos peemedebistas acreditam que não há possibilidade de condenação dos seus clientes, porque todos se consideram inocentes.

Se todos os governadores acusados forem cassados, a Justiça Eleitoral deverá decidir em cada caso se convocará novas eleições ou se o segundo colocado no pleito poderá assumir. A segunda hipótese poderia provocar um troca-troca de ocupantes dos palácios de governo. O PMDB, por exemplo, perderia dois executivos estaduais – Luiz Henrique, de Santa Catarina, e Marcelo Miranda, do Tocantins — mas poderia assumir o poder na Paraíba e no Maranhão, caso o governador Jackson Lago, do PDT, seja condenado por abuso de poder político e utilização da máquina administrativa estadual, na ocasião sob responsabilidade do então governador José Reinaldo Tavares. Mesmo que veja seus dois governadores condenados, o PMDB manteria o poder porque continuaria administrando sete estados. O PT corre o risco de perder o governo de Sergipe por causa de ação contra Marcelo Déda, mas poderia ganhar o governo de Rondônia em caso de condenação de Ivo Cassol.

A possibilidade de haver uma dança de cadeiras nos governos estaduais pode ser ainda maior. Isso porque, além dessas ações, tramitam processos de impugnação de mandato eletivo nos TREs envolvendo executivos estaduais. Essas ações, no entanto, correm em segredo de Justiça. 

Governistas se mobilizam para manter direito à traição

Por Denise Madueño e Eugênia Lopes, no Estadão desta quinta:
Em reação contra o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Câmara já se prepara para recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) e até para aprovar uma lei capaz de proteger os deputados que troquem de partido. Na noite de anteontem, o TSE definiu, em resposta a uma consulta, que as legendas têm direito a ficar com a vaga de seus deputados, caso eles mudem de sigla. Com isso, esses parlamentares estariam sujeitos a perder o mandato.

A nova interpretação significa uma reviravolta em relação à prática habitual do Congresso, onde se pode pular de partido em partido sem punição, e atinge em cheio a base aliada ao Planalto – engordada com a cooptação de deputados eleitos por siglas de oposição. ‘Se houver acirramento hipotético de alguém querer tomar o mandato de outro alguém, aí pode ir para o Judiciário ou pode provocar uma legislação nova para regularizar de maneira absolutamente clara’, disse o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP).

Desde as eleições de outubro, 36 deputados trocaram de partido. A sigla que mais inflou foi o governista PR, criado pela fusão de PL e Prona, que se tornou abrigo de 16 deputados eleitos por outras legendas. Vem justamente da sigla a mais forte reação. O líder do PR, Luciano Castro (RR), foi o principal defensor da aprovação de lei que anule o entendimento do TSE.

‘Vamos ter uma urgência urgentíssima’, afirmou Castro, que classificou a interpretação do TSE de absurdo. ‘Podemos legislar para corrigir as aberrações.’ De acordo com o líder do PR, a permanência de um parlamentar em determinado partido é circunstancial e o eleitor, na hora de votar, não leva em conta a legenda do candidato. ‘Vota porque conhece a trajetória do político, seu trabalho.’”
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