Archive for the ‘UNIMONTES’ Category

Entrevista: Aloízio Mercadante

Impagável a entrevista com Aloizio Mercadante publicada no Estadão desta sexta. Leiam trechos. Por Ana Paula Scinocca e Expedito Filho:

Na sessão de votação pela cassação de Renan Calheiros o sr. chegou a defender a tese de que o julgamento fosse adiado. Por que deixou para propor isso só no dia do julgamento e na sessão secreta?
Eu não cheguei a defender na sessão. Fiz uma ampla consulta para verificar se havia alguma condição política de se chegar a essa conclusão e procurei apresentar os argumentos que me chegaram no momento que me vi diante do fato de ter de decidir se o Renan tinha de ser cassado ou não. Minha leitura foi de que não havia uma prova conclusiva, inquestionável, mostrando que o Renan recebeu recursos da empreiteira Mendes Júnior por meio do lobista (Cláudio Gontijo) para pagar suas despesas pessoais. Porém, ao apresentar sua defesa foram levantados questionamentos, como sua evolução patrimonial, que não configuram, até este momento, um crime que possa levar à cassação de mandato. (…)

Senador, não ficou claro por que o sr. não apresentou a proposta para adiar a sessão antes.
Eu não tinha chegado a essa convicção.

O sr. só se convenceu da necessidade do adiamento no dia da sessão secreta?
Quando eu fui preparando meu pronunciamento e construindo os meus argumentos, me vi diante de uma situação na qual eu não achava uma solução satisfatória para o Senado.
(…)
O voto abstenção é o voto que também arquiva…
Nãooooooo! Se vencesse a abstenção, a matéria não seria arquivada e voltaria para o Conselho de Ética.

Senador, a vitória da abstenção anteontem era tão improvável quanto nós ganharmos na loteria.
É verdade.
(…)
Renan Calheiros deve se licenciar da presidência do Senado?
Eu disse isso a ele. Eu disse: “Renan, eu acho que não podemos mais continuar com essa crise no Senado. Decidida essa questão, você deveria se licenciar.” Não renunciar, porque é um prejulgamento, é uma condenação antecipada. Acho que ele deveria se licenciar para concluir o processo e para que o Senado possa evoluir com tranqüilidade.

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Calheiros: confira como votaram os senadores

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O presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL), foi absolvido do processo de cassação do mandato, na tarde desta quarta-feira, após votação secreta no Plenário do Senado. O resultado divulgado pela Casa apontou que 40 senadores votaram pela absolvição, 35 pela cassação, enquanto outros seis se abstiveram. Ouvidos pelo Terra, no entanto, 41 senadores disseram que votaram a favor da perda de mandato.

Apenas nove senadores confirmaram o voto a favor de Calheiros. O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) e o próprio Renan Calheiros disseram que se abstiveram da votação. Outros 23 parlamentares não abriram o voto e nove não foram encontrados.

Confira como votaram os senadores:

Cassação
Adelmir Santana (Democratas-DF)
Alvaro Dias (PSDB-PR)
Arthur Virgílio (PSDB-AM)
Augusto Botelho (PT-RR)
César Borges (Democratas-BA)
Cícero Lucena (PSDB-PB)
Cristovam Buarque (PDT-DF)
Demóstenes Torres (Democratas-GO)
Eduardo Azeredo (PSDB-MG)
Eduardo Suplicy (PT-SP)
Efraim Morais (Democratas-PB)
Eliseu Resende (Democratas-MG)
Flávio Arns (PT-PR)
Flexa Ribeiro (PSDB – PA)
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)
Gerson Camata (PMDB-ES)
Heráclito Fortes (Democratas-PI)
Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE)
Jayme Campos (Democratas-MT)
Jonas Pinheiro (Democratas-MT)
José Agripino (Democratas-RN)
José Nery (Psol-PA)
Kátia Abreu (Democratas-TO)
Lúcia Vânia (PSDB-GO)
Magno Malta (PR-ES)
Mão Santa (PMDB-PI)
Marco Maciel (Democratas-PE)
Mário Couto (PSDB-PA)
Marisa Serrano (PSDB-MS)
Osmar Dias (PDT-PR)
Papaléo Paes (PSDB-AP)
Patrícia Saboya (PSB-CE)
Paulo Paim (PT-RS)
Pedro Simon (PMDB-RS)
Raimundo Colombo (Democratas-SC)
Renato Casagrande (PSB-ES)
Romeu Tuma (Democratas-SP)
Rosalba Ciarlini (Democratas-RN)
Sérgio Guerra (PSDB-PE)
Sérgio Zambiasi (PTB-RS)
Tasso Jereissati (PSDB-CE)

Absolvição
Almeida Lima (PMDB-SE)
Epitácio Cafeteira (PTB-MA)
Euclydes Mello (PTB-AL)
Francisco Dornelles (PP-RJ)
Gilvam Borges (PMDB-AP)
Gim Argello (PTB-DF)
João Tenório (PSDB-AL)
José Maranhão (PMDB-PB)
Wellington Salgado de Oliveira (PMDB-MG)

Abstenção
Aloizio Mercadante (PT-SP)
Renan Calheiros (PMDB-AL)

Não abriu o voto
Antônio Carlos Valadares (PSB-SE)
Delcidio Amaral (PT-MS)
Edison Lobão (Democratas-MA)
Fátima Cleide (PT-RO)
Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC)
Ideli Salvatti (PT-SC)
Inácio Arruda (PCdoB-CE)
João Durval (PDT-BA)
João Pedro (PT-AM)
João Ribeiro (PR-TO)
João Vicente Claudino (PTB-PI)
José Sarney (PMDB-AP)
Leomar Quintanilha (PMDB-TO)
Marcelo Crivella (PRB-RJ)
Maria do Carmo Alves (Democratas-SE)
Neuto De Conto (PMDB-SC)
Romero Jucá (PMDB-RR)
Roseana Sarney (PMDB-MA)
Sibá Machado (PT-AC)
Tião Viana (PT-AC)
Valdir Raupp (PMDB-RO)
Valter Pereira (PMDB-MS)

Não foi encontrado
Antonio Carlos Júnior (Democratas-BA)
Expedito Júnior (PR-RO)
Jefferson Peres (PDT-AM)
Marconi Perillo (PSDB-GO)
Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR)
Paulo Duque (PMDB-RJ)
Serys Slhessarenko (PT-MT)

Foto: Arquivo

Pesquisa sobre vitimização em favelas do Rio de Janeiro da Professora Alba Zaluar

zaluar.jpg“Resolvemos comparar duas áreas da cidade que apresentam os maiores contrastes em relação à renda, escolaridade, condições de infra-estrutura urbana, etc. Olhem só os resultados dos crimes assistidos pelos moradores nas suas respectivas vizinhanças: na zona sul, assalto, extorsão de policiais e uso e consumo de drogas é varias vezes superior. As favelas da AP4,( Barra-Jacarepaguá), dominadas por milícias, conseguem o que a segurança privada da zona sul não consegue evitar. Na favela só ganha assassinato de vizinhos e amigos, além dos tiros disparados por PMs. Alguma coisa está profundamente errada na política de segurança da cidade.”

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Rico gasta 10 vezes mais que maioria pobre

A desigualdade ainda é o grande problema nacional. A Pesquisa de Orçamento Familiar do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que 10% de brasileiros mais ricos gastam 10 vezes mais que os 40% mais pobres. O estudo constata que o brasileiro trabalha para pagar as contas. Em média, 74,69% da renda mensal é usada em habitação, alimentação e transporte. Só depois vêm as despesas com saúde (6,49%) e educação (4,08%). A desigualdade em Minas Gerais é menor do que a média brasileira: os mais ricos gastam 8,9 vezes mais que os pobres.

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ParaPan: Atletas do Parapan começam “maratona” para mostrar seu valor no esporte em dia de muitas vaias aos políticos

parapan-americano-2007-logo.jpgTodos os 1.300 atletas entraram na quadra da Arena Olímpica, na Barra da Tijuca, na tarde do Dia dos Pais, com medalhas: as da vida. Vencedores, estão prontos para viver sete dias de superação de limites, os quais já estão acostumados a derrotar. Mais modesta que o Maracanã, a Arena Olímpica serviu de palco para a abertura da terceira edição dos Jogos Parapan-Americanos, mas nem por isso recebeu uma festa menos emocionante.

O colorido e as coreografias ficaram novamente a cargo da carnavalesca da Imperatriz Leopoldinense, Rosa Magalhães, e do diretor artístico Luiz Stein. Talvez o único pecado tenha sido cometido pelas autoridades municipais, estaduais e federais, que estavam responsáveis pela distribuição dos convites para a cerimônia de abertura e que foram incapazes de lotar o ginásio.

O desfile dos atletas das 25 delegações participantes deu início à festa, que começou pontualmente. Mas, quando, ao som de “Brasileirinho”, o nadador Clodoaldo Silva entrou à frente dos outros 230 brasileiros carregando a bandeira do Brasil, a arquibancada de convidados reagiu.

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De pé, aplaudiram a delegação que festejava a emoção de competir em casa. Um revezamento de atletas antecedeu o encontro entre tocha e pira parapan-americana. A chama foi trazida pelas mãos de Sebastião da Costa Neto, que sofre de paralisia cerebral e é ex-jogador de futebol de sete. Em seguida, a deficiente visual e velocista Anelise Hernany conduziu a chama até o cadeirante Luiz Cláudio Pereira. Dono de nove medalhas paraolímpicas no atletismo, em três participações – Los Angeles-1984, Seul-1988 e Barcelona-1992 -, Luiz Cláudio acendeu a pira, que vai ficar instalada na Vila Parapan-Americana.

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, agradeceu às autoridades municipais, estaduais e federais. E, como no Pan, o público reagiu. Ao mencionar o ministro do Esporte, Orlando Silva, e dizer que ele representava o presidente Lula, Nuzman teve que ouvir um misto de aplausos e vaias.

O prefeito Cesar Maia também foi vaiado. Já o governador Sérgio Cabral, que abriu oficialmente os Jogos, foi aplaudido. Nuzman lembrou que pela primeira vez os Jogos Parapan-Americanos estão sendo realizados na mesma cidade que o Pan e que o Parapan-2007 classifica para as Paraolimpíadas de Pequim, no ano que vem.

A grande vaia

Um vídeo primoroso feito em cima das vaias dadas ao governo desde a abertura do Pan no Rio de Janeiro até a passeata ocorrida em São Paulo e em outras capitais brasileiras. Vale a pena assistir.

PS: Reparem no rosto de assombro da Dona Marisa Letícia, a “Galega”, diante da vaia.

O melô da classe média

Em tempos de classe média golpista vale a pena ver o clipe da música abaixo. A letra é uma delícia.

Veja 2: Socialite de “catigoria”

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A vida de presidiária da socialite que sacudia Brasília com festas de arromba e jantares temperados com pó de ouro nas páginas amarelas.

“Hoje, a socialite Wilma Magalhães, de 45 anos, é uma submergente. Filha de um garçom e de uma dona-de-casa, Wilma enriqueceu no início dos anos 90 ao montar duas empresas (câmbio e factoring) no ramo de, digamos assim, prestação de serviços. Principal símbolo do colunismo social de Brasília, a então emergente Wilma desfilava roupas de grifes caras, costumava ser vista a bordo de carrões importados e recebia em sua mansão alguns dos principais políticos do país, a quem servia faustosos jantares regados a champanhe e temperados com pó de ouro. A casa de Wilma caiu há dois meses. A socialite foi condenada a uma pena de seis anos de prisão sob a acusação de ter montado um esquema criminoso para legalizar propinas recebidas por um dos principais símbolos da corrupção nacional, o ex-deputado João Alves, um dos célebres anões do Orçamento. Divorciada, mãe de dois filhos, Wilma teve de trocar a vida de badalação por uma cela do tamanho do lavabo de sua casa. Depois de uma temporada em regime fechado, ela foi liberada para trabalhar de dia. Todas as noites, porém, volta para o xilindró. Baixo-astral? Que nada. Wilma continua saltitante. “Sou chiquérrima”, diz ela, sem perder a pose.”
(…)
Veja – A senhora se sentiu discriminada na cadeia pelo fato de ser rica?
Wilma – Não. Ao contrário: as detentas adoram o fato de eu ser socialite. Elas dizem que, se tivessem o dinheiro que eu tenho, pagavam o melhor advogado e não ficavam presas nem mesmo por um minuto. Mas a minha situação na cadeia não está tão ruim assim para ficar gastando dinheiro à toa. Um advogado me disse que liberdade não tem preço. Tem, sim. Acho melhor cumprir a pena do que entregar a ele quase tudo o que ganhei na vida.
Assinante lê mais aqui

Sentiu o golpe?

Será que o presidente Lula sentiu o golpe das vaias? Cada um que interprete como quiser as frases abaixo, ditas tanto em Cuibá como em Campo Grande.

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“Se quiserem brincar com a democracia, ninguém sabe nesse país colocar mais gente na rua do que eu”.

“Deus fez o homem perfeito, com duas orelhas, uma para ouvir as vaias e a outra pra ouvir aplausos.”

“Se alguém acha que com estupidez vai atrapalhar que a gente faça o que precisa ser feito pode tirar o cavalo da chuva”.

“Ninguém vai me ver de cara feia por isso. Podem ficar certos meus companheiros e companheiras que ninguém vai ficar com saudade de ver o Lula na rua. Com a democracia não se brinca, o que vem depois dela é sempre muito pior.”

“Os que estão vaiando são os que mais deveriam estar aplaudindo. Foram os que ganharam muito dinheiro no meu governo. É só ver quanto ganharam os banqueiros, os empresários. Não conheço um deles que tem uma biografia que lhe permita sequer falar em democracia nesse país. E eu conheço muitos deles.”

“A política tem um lado mesquinho, um lado pequeno. Quem perde fica dentro de casa acendendo vela, fazendo coisa para que não dê certo. Mas isso é de uma imbecilidade total. Acho um exagero a quantidade de mesquinharia que se fala numa campanha. Fui quase um gentleman na disputa com o meu adversário. Ele, que era um gentleman, virou quase que coisa louca na TV, brabo.”

“Todo mundo sabe das relações que eu tenho com o PSDB na maioria dos Estados. Sou amigo de muita gente do PFL. Não consigo misturar minha relação pessoal com questão partidária, mas tem gente que não pensa assim. Essa gente fez a Marcha com Deus pela Liberdade em 64 que resultou no golpe militar, essa gente que pensa assim levou o Getúlio Vargas ao suicídio, levou João Goulart a renunciar, ficou contente com 23 anos de regime militar e está incomodada com a democracia porque a democracia pressupõe o pobre ter direito, ter Bolsa-Família, sim.”

“Uma companheira como a Dilma, que está aqui com esta cara de fada, ficou três anos e meio presa, por lutar por liberdade.”

“Passei ali, tinha meia dúzia de meninos, gritando: ‘Fora, fora, fora, fora’. Alguém de vocês que tem mais idade, pelo amor de Deus, diga para eles que a eleição acabou em outubro. Acabou a eleição, e o mandato é de quatro anos. Mandem eles se prepararem para a próxima. Esta já foi”.

“Na época da eleição, 10 pobres valem mais que um jantar com um banqueiro. Mas, depois das eleições, meio banqueiro vale mais que 10 mil pobres.”

Aeroporto de Gibraltar

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 Para aqueles que estão reclamando da proximidade de aeroportos com residências vejam as fotos do Aeroporto de Gibraltar. Óbvio que o perigo é enorme, mas com as devidas normas de segurança respeitadas há como conviver bem com o aeroporto como vizinho. Reparem que o sinal vermelho fecha e interrompe o tráfego de veículos.

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Pesquisa liga maconha e psicose

maconha.jpgO uso de maconha pode elevar a chance de uma pessoa se tornar psicótica em até 40%, de acordo com pesquisadores que fizeram uma análise de estudos publicados anteriormente. Há tempos, uma corrente de médicos suspeita de uma conexão entre a patologia e a droga, enfatizando a necessidade de se avaliar os riscos de longo prazo da maconha. A pesquisa está na revista científica The Lancet. “A evidência disponível agora sugere que a cannabis não é tão inofensiva quanto muita gente pensa”, disse Stanley Zammit, um dos autores do trabalho e professor de Medicina Psicológica da Universidade de Cardiff.