Archive for the ‘Terror’ Category

Chávez ameaça estatizar escolas privatizadas que não ensinarem o “socialismo do século 21”

hugo-chavez.jpg

Por Fabiano Maisonnave, na Folha:
No dia em que a Venezuela voltou às aulas, o presidente Hugo Chávez apareceu em duas cadeias obrigatórias de rádio e televisão, nas quais ameaçou com fechamento as escolas privadas do país que não respeitarem “o sistema educacional bolivariano”. “Não podemos aceitar que o setor privado faça o que lhe der vontade. Eles acham que, por serem privados, podem se negar a uma inspeção. Eles devem se subordinar ao sistema educacional nacional e bolivariano. Quem não quiser terá de fechar a escola”, disse Chávez, ontem pela manhã, na primeira transmissão. “Intervém-se, nacionaliza-se e se assume a responsabilidade por essas crianças”, completou.
(…)
O governo anunciou na semana passada que pretende implantar a “educação bolivariana” nos próximos anos, mas o projeto ainda não estaria pronto. Uma versão preliminar do currículo revelada na semana passada inclui como tema obrigatório, por exemplo, o estudo do chamado socialismo do século 21. “Havia aqui textos que se regiam por programas oficiais, que tinham uma educação ideologizada, eurocêntrica. Foi por meio dela que nos ensinaram a admirar Cristóvão Colombo e o Super-Homem”, disse Chávez, que prometeu implantar o “sistema bolivariano” em todo o país até abril de 2010.As declarações de Chávez foram duramente criticadas pela Câmara de Educação Privada, que reúne 257 escolas, com cerca de 100 mil alunos. “Não vamos, por pressão do governo, eliminar nossas propostas livres e assumir a que o governo até agora não nos apresentou”, disse à Folha o presidente da entidade, Octavio de Lamo.”Se a educação bolivariana fosse tão boa, não teríamos todos os filhos de funcionários públicos em colégios privados. Por que o presidente Chávez não tenta convencer seus mais fervorosos seguidores a inscrever seus filhos nas escolas oficiais de educação?”, questionou De Lamo, em referência a uma prática bastante conhecida no país.

Anúncios

Marine revela que recebeu ordem para executar mulheres e crianças

frank_wuterich.jpgUm cabo dos fuzileiros americanos disse nesta quinta-feira que recebeu ordem para atirar contra mulheres e crianças no povoado iraquiano de Hadiya, durante a audiência preliminar contra um sargento acusado de liderar o massacre, em 2005. Na abertura da audiência sobre o caso contra o sargento Frank Wuterich, em Camp Pendleton (200 km ao sul de Los Angeles), o cabo Humberto Mendoza contou que após a explosão de uma bomba em uma estrada próxima a Hadiya, que matou um marine, o sargento Wuterich ordenou que seu grupo atirasse contra casas que supostamente abrigavam rebeldes.

Segundo o cabo Mendoza, horas após a explosão da bomba o sargento Wuterich liderou uma operação contra os rebeldes e determinou que se atirasse em qualquer pessoa que abrisse a porta após o chamado dos marines.

“Ele disse: só esperem a porta abrir e atirem”, revelou Mendoza, admitindo que disparou contra um homem adulto.

Dentro de uma casa, Mendoza disse que recebeu ordem de outro marine, Stephen Tatum, para atirar contra sete mulheres e crianças que estavam escondidas em um quarto: “Quando abri a porta, havia apenas mulheres e crianças (…) e depois de poucos segundos, percebi que não eram uma ameaça (…) pareciam assustados”.

Logo após sair do quarto, Mendoza encontrou Tatum e relatou que lá só havia mulheres e crianças, mas mesmo assim recebeu ordem de atirar.

vitimas.jpg

O cabo revelou que ainda tentou argumentar com Tatum, dizendo que “eram apenas mulheres e crianças”, mas o outro marine ficou calado. Algum tempo depois, quando estava diante da casa, Mendoza ouviu um forte barulho e quando voltou ao quarto, encontrou todos mortos.

Um investigação paralela realizada pelo major Haytham Faraj encontrou uma menina que sobreviveu ao massacre e que afirma que Mendoza foi o homem que atirou contra o grupo no quarto, no dia 19 de novembro de 2005.

Choque entre trens mata oito e fere 111

acidentetrens.jpg

Ao menos oito pessoas morreram e 111 ficaram feridas no choque entre dois trens urbanos, às 16h09 de ontem, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense. O trem prefixo UP-171, com oito vagões e capacidade para 850 pessoas, atingiu o quarto e último vagão da composição WP- 908, sem passageiros, que transitava na mesma via, em sentido oposto. Foi o pior acidente ferroviário no Rio nos últimos dez anos. Em 1996, batida de um trem de passageiros com outro de carga deixou 15 mortos.

O trem vazio estava em teste e não conseguiu passar a tempo para a via paralela. Foi atingido pelo outro, que ia da Central do Brasil (centro) para Japeri (Baixada), provavelmente a cerca de 80 km/h. O acidente aconteceu próximo à estação de Austin, em Nova Iguaçu. “As ferragens foram sugando as pessoas aos poucos. Consegui pular e saí por cima do trem. Foi horrível : muito pânico, muita criança chorando e gente correndo”, contou o auxiliar de cozinha Edson Carlos Andrade, 33, que estava no primeiro vagão do trem de passageiros e voltava de seu primeiro dia de trabalho, na Urca (zona Sul).

Saiu com apenas um ferimento leve no joelho, mas se perdeu de um amigo, identificado só como Didi. Até as 21h, a Supervia (concessionária de transporte ferroviário no Rio) não informou quantos passageiros estavam no trem. De acordo com testemunhas, a maior parte dos mortos e feridos viajava no primeiro vagão. Devido à violência da batida, corpos ficaram mutilados e desfigurados. Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros, Pedro Marco Cruz Barbosa, os cadáveres estavam em “estado muito sofrido”.

Socorro
Maíra Reis, 17, estudante, mora em frente ao local do acidente e estava no quarto quando ouviu o estrondo. “Subimos ao terraço (de onde é possível ver a linha férrea), vimos as pessoas, ensangüentadas, gritando e pedindo socorro. Foi uma correria, os moradores saíram das casas para ajudar.” Os bombeiros confirmaram o nome de dois dos mortos na colisão: Norival Ribeiro do Nascimento, 50, e Jesse da Silva Lorosa, 70, terceiro-sargento aposentado da PM.

O maquinista do trem que estava com passageiros teria pulado pela janela na hora da colisão e se salvado. Ele não tinha sido localizado até as 21h. A falta de informação era a principal queixa das pessoas que procuravam seus familiares no local do acidente. “Minha mulher costuma chegar em casa neste horário e até agora nada. Não tenho certeza se ela estava no trem. Estamos aqui preocupados e eles não dão informações”, reclamava Genivaldo Jovino Teixeira, 41. (Folhapress)

Terremoto no Peru: Mais de 500 mortos

terremotoperu.jpg

 O número de mortes no terremoto registrado nesta quarta-feira no Peru está entre 500 e 510, segundo um novo balanço provisório de vítimas divulgado por Roberto Ocño, comandante do Corpo de Bombeiros.

“O número aumentou e está entre 500 e 510 mortos. Os feridos já passam de 1.600”, disse. “Muitos mortos estão sob os escombros das casas. Nas ruas, muitos morreram até de infarto”, acrescentou Ocño, que foi contatado por telefone enquanto trabalhava nas áreas mais afetadas. Segundo estimativas da ONU, o terremoto teria deixado 450 mortos e 1.500 feridos.

Segundo o Itamaraty  há cinco mil brasileiros morando no Peru. Por enquanto não há registro de brasileiros mortos ou feridos durante o terremoto.

Fiéis são encontradas com vida sob destroços de igreja

Os bombeiros encontraram nesta quinta-feira duas fiéis vivas em meio aos escombros da igreja de San Clemente, em Pisco, uma das regiões mais atingida pelo terremoto da tarde de ontem. Estima-se que 300 pessoas participavam da missa no momento da tragédia.

A operação de resgate aconteceu nesta quinta poucos momentos antes da chegada do presidente Alan Garcia no local, que ultrapassou as barreiras de segurança e entrou nas ruínas da igreja.

Na falta de veículos apropriados para a remoção dos destroços, uma centena de bombeiros voluntários de Lima estão trabalhando no local.

Quer acompanhar pelos blogs do Peru? Clique aqui.

Veja 3: Chávez, o eterno

chavez.jpgReportagem de Diogo Schelp:
Outro dia, outro passo de Hugo Chávez em seu projeto de se converter na versão século XXI do manjado ditador latino-americano. Na semana passada, o presidente venezuelano já tinha quase pronta a nova proposta de reforma constitucional a ser votada ainda neste ano pelo Congresso venezuelano. A principal novidade será a concessão do direito de se reeleger quantas vezes quiser e puder. O privilégio só vale para o presidente, pois seria mantido o veto à reeleição de governadores e prefeitos. A aprovação das mudanças na Constituição é dada como certa, já que todos os deputados venezuelanos são chavistas – a estranha unanimidade na Assembléia Nacional deve-se ao fato de a oposição ter boicotado as eleições parlamentares de 2005, reclamando de fraude. No poder há oito anos, o presidente venezuelano busca agora se tornar governante vitalício, a exemplo de seu mentor Fidel Castro.
(…)
Hugo Chávez sempre teve o cuidado de legitimar sua permanência no governo com a convocação de eleições e plebiscitos. Não é uma estratégia original. Na verdade, trata-se de um procedimento quase padrão nos países atormentados por presidentes vitalícios. Não é sem razão que Alexander Lukashenko, melancolicamente conhecido como o “último ditador da Europa”, perfila agora entre os “muy amigos” de Chávez. Proibido de entrar em qualquer um dos países da União Européia, Lukashenko acaba de assinar com a Venezuela a venda de 1 bilhão de dólares em armamento moderno. Um levantamento feito pela cientista política Jennifer Gandhi, da Universidade Emory, nos Estados Unidos, mostra que os ditadores que mantêm fachadas institucionais são aqueles que por mais tempo conseguem ficar no poder. Perpetuar-se no cargo tornou-se também a ambição do presidente boliviano Evo Morales, uma cria de Chávez. Há duas semanas, deputados do partido de Morales propuseram incluir na nova Constituição o direito à reeleição sem limite na Bolívia. Chávez é o mau exemplo. Assinante lê mais aqui

Foto: AFP

Charge do dia

ronaldo.jpg

Veja 4: Médicos e monstros

asha.jpgpoliciaislondres.jpg

Os primeiros homens-bomba do Oriente Médio deram origem a um estereótipo equivocado do terrorista islâmico. Ele foi inicialmente descrito como um jovem pobre, solitário e pouco instruído. O martírio seria sua forma de alcançar algum grau de prestígio social, ainda que póstumo, em sua comunidade. Esse perfil partia do pressuposto de que só alguém sem perspectivas sociais seria capaz de acabar com a própria vida num atentado. O ataque contra o aeroporto de Glasgow, na Escócia, no sábado 30, e os atentados frustrados com dois carros-bomba no dia anterior, em Londres, mostram uma dinâmica psicológica mais fugidia. Os oito presos pela polícia britânica por envolvimento na conspiração terrorista têm alto nível educacional e desfrutavam um bom padrão de vida – as oportunidades profissionais eram cortesia da Inglaterra, país cujos cidadãos pretendiam massacrar. Seis deles eram empregados do serviço inglês de saúde pública.
(…)
A presença de diplomas universitários na guerra santa islâmica não chega a surpreender. Mohamed Atta, líder dos atentados de 11 de setembro de 2001, acabara de concluir pós-graduação em planejamento urbano numa universidade alemã. A participação de engenheiros e médicos no terrorismo islâmico é alta. O número 2 da Al Qaeda, Ayman al-Zawahiri, é médico. Ele já disse considerar vantajoso recrutar militantes nessas duas carreiras. Não apenas por mostrarem habilidade no planejamento de atentados complexos como pela facilidade com que são aceitos nos países do Primeiro Mundo. “O fato de serem inteligentes ou bem-sucedidos não os impede de se sentirem motivados pelo mesmo tipo de ressentimento de outros fanáticos islâmicos”, disse a VEJA o especialista em terrorismo Bill Durodié, da Universidade Cranfield, na Inglaterra. O terrorismo islâmico alimenta-se de uma salada de idéias. A mais significativa é o sentimento de que eles são as vítimas de uma conspiração ocidental para mantê-los pobres e destruir o Islã. Misturam-se a essa convicção totalmente descolada da realidade elementos inerentes ao islamismo – como a crença na superioridade absoluta de sua religião. Assinante lê mais aqui

Fotos: Reuters e Simon Dawson/AP