Archive for the ‘Segurança’ Category

Charge do dia

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Senadores aprovaram diretores da Anac com elogios e quase sem nenhum questionamento

Hoje o governo reclama da qualidade dos diretores da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Palácio do Planalto e oposição falam a mesma língua. Senadores, deputados e ministros criticam a baixa qualidade dos integrantes da autarquia. Mas o cenário foi bem diferente em 15 de dezembro de 2005 (embora o Senado tenha se equivocado e redigido “15 de novembro” na ata da reunião), quando foram aprovados os nomes dos integrantes desse poderoso organismo.

Realizou-se nessa data a sessão na Comissão de Infra-Estrutura do Senado para sabatinar de uma vez quatro dos cinco diretores da Anac _ como determina a Constituição. Deveriam ser fortemente inquiridos, mas não o foram. A sessão de 2 horas e 19 minutos resultou apenas em uma ação entre amigos, com troca de elogios, conversas amenas, piadas e votos de feliz ano novo _ era o último dia de trabalho dos senadores antes das festas de fim de ano.

A transcrição da sessão de sabatina dos diretores da Anac revela com crueza a incapacidade do Senado na hora de cumprir uma de suas missões: investigar verdadeiramente se os indicados pelo Palácio do Planalto estão à altura do desafio de regular um determinado setor da economia.

Veja abaixo como os senadores se comportaram diante da indicação de Denise Abreu, Leur Lomanto, Milton Zuanazzi e Jorge Velozo para a Anac.

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A “sabatina” que não existiu

Mesmo com os relatórios epidérmicos sobre os indicados para a diretoria da Anac, nada impediria senadores de oposição de participar da sessão da Comissão de Infra-Estrutura. Depois das exposições dos currículos, começaria a sabatina.

Curiosamente, nada foi perguntado aos 3 indicados de fora do setor. Só o coronel aviador Velozo recebeu duas perguntas, mas foram genéricas (sobre o que ele achava que aconteceria com a Varig e sobre o estado da segurança dos vôos).

Poucos senadores falaram _e só para fazer enaltecer os indicados. Até porque o interesse de alguns ali era só votar e ir embora, sem prestar atenção no que era dito durante a sessão.

Veja abaixo algumas das frases retiradas durante a sessão no Senado:

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Retirado do blog do Fernando Rodrigues

Investigação que nada

Da coluna Painel, da Folha de S.Paulo, hoje:
“A entrevista em que Mônica Veloso reafirma que sempre tratou com o lobista Cláudio Gontijo sobre os pagamentos de pensão para sua filha com Renan Calheiros (PMDB-AL) em nada alterou o ânimo do Conselho de Ética do Senado por um desfecho rápido para o processo contra o presidente do Senado. O relator Epitácio Cafeteira (PTB-MA) vai aguardar apenas a defesa de Renan, que será entregue por escrito entre hoje e quarta-feira, segundo aliados, para concluir seu parecer pelo arquivamento da representação do PSOL. Nem Mônica nem seu advogado, Pedro Calmon, devem ser convocados a depor. A previsão dos renanzistas é que no máximo até a semana que vem o conselho vote o relatório de Cafeteira.”

Veja 4 – O crime na mira de Serra

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Por Rafael Corrêa:
Uma das vergonhas nacionais é o fato de bandidos continuarem agindo de dentro dos presídios. De sua cela, líderes de facções planejam assaltos, ordenam assassinatos e comandam rebeliões como as que levaram o caos às prisões paulistas há um ano. É óbvio, portanto, que uma das melhores formas de combater a criminalidade é tornar mais rigoroso o sistema prisional. Foi o que fez o tucano José Serra desde que assumiu o governo do estado de São Paulo. As evidências e os dados de inteligência recolhidos pela polícia mostram que o governo conseguiu retomar o controle dos presídios antes assolados pela indisciplina e dominados pela organização criminosa Primeiro Comando da Capital, o PCC. O resultado é que, de janeiro até abril deste ano, não ocorreu nenhuma rebelião e o número de fugas caiu 33%. A palavra de ordem de Serra é disciplina – todo preso que comete uma falta, seja o uso de celular, seja a agressão a um funcionário, deve ser investigado. E, se for o caso, punido com a perda de benefícios, como a progressão de pena, conforme prevê uma lei que parecia esquecida. Com isso, o número de processos administrativos cresceu 48% na média mensal em relação a 2006. Para acabar de vez com a impunidade, o governo montou uma rede, dentro dos presídios, para identificar as lideranças e provar sua responsabilidade naquilo que acontece de errado.

A tolerância anda próxima do zero. Um exemplo: no fim de fevereiro, alguns presos fizeram uma “greve branca”. Recusaram-se a comparecer a apresentações judiciais ou a trabalhar nas oficinas das penitenciárias. Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), encarregada de administrar o sistema prisional paulista, não houve nenhum incidente grave durante o movimento. No entanto, como o protesto dos presos, mesmo sendo pacífico, pode configurar uma infração, a SAP instaurou 2 193 processos para determinar se os presos serão punidos com a perda de benefícios. As providências não param por aí. Enquanto não são construídas novas unidades, o governo estadual se encarrega de diminuir as complicações decorrentes da superlotação. Os presídios que tinham regime semi-aberto e fechado foram reestruturados para abrigar somente um tipo de regime. Isso evita que presos do semi-aberto funcionem como fonte de informações e contrabando para os detentos do fechado. Os dezenove presídios avariados durante as rebeliões do ano passado passaram por reformas. Três deles, que foram totalmente destruídos, como o de Araraquara (veja fotos e quadros nestas páginas), tiveram sua segurança e capacidade ampliadas. O resultado são 4.500 novas vagas no sistema. Assinante lê mais aqui

Fotos Diego Padgurschi/Folha Imagem e Fabiano Accorsi

Veja 3 – Ataque ao território do tráfico

Por Ronaldo Soares:
A imagem que se vê na foto acima é apenas uma fatia, um naco da favelização que se espalha por cinco bairros da Zona Norte do Rio de Janeiro, no aglomerado conhecido como Complexo do Alemão. Espremem-se ali 130.000 pessoas em dezoito favelas, numa região que já foi industrial e hoje é o maior cemitério de fábricas da cidade. A imensa favela que se vê não surgiu em um descampado pela simples ação de invasores. Boa parte dos barracos ocupa o lugar em que antes havia uma cidade formal, que sucumbiu e se degradou. Essa é a gênese da imensa trincheira que se formou ali.

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Tomada pelos traficantes, a região virou um enclave em meio à cidade. É nesse cenário que se desenrola, há mais de duas semanas, uma guerra sem precedentes no Rio entre a polícia e os traficantes. A contagem de baixas já registra dezesseis mortos e cinqüenta feridos. Quase todos os feridos, aliás, são moradores atingidos pelos próprios traficantes, que pretendiam jogar a opinião pública contra a polícia. O que está em jogo ali não é apenas prender bandidos. O desafio do governo fluminense é reincorporar à cidade a região onde o tráfico de drogas impõe suas leis. Quem manda ali é o Comando Vermelho. O que está em jogo é o futuro da luta da cidade e do estado contra a bandidagem. Em caso de fracasso no Complexo do Alemão, a guerra terá sido perdida no Rio. Desmantelar o que é hoje uma das principais bases de operações do narcotráfico no Rio tornou-se o desafio. Na semana passada, o próprio governador Sérgio Cabral se referiu ao Complexo do Alemão da seguinte forma: “Há ali um foco de terroristas e de pessoas do mal”. A frase do governador dá a idéia da prioridade que a ação tem para o estado. Foi ali, em meio aos vales que se formam na Serra da Misericórdia, que aconteceram alguns dos crimes mais bárbaros de que se tem notícia. Um exemplo: no alto de um dos morros, o jornalista Tim Lopes foi julgado, torturado e morto, em 2002. É a partir dali que o Comando Vermelho se abastece de drogas, armas e munições para dominar a maioria das favelas da cidade. Um caderno de contabilidade do tráfico apreendido pela polícia mostrou que pelo menos 65 favelas enviavam dinheiro para uma espécie de caixa único da facção, operada a partir do complexo. O dinheiro serve para financiar ações criminosas, comprar armas e drogas e subornar policiais. Foi essa caixinha que financiou, por exemplo, a série de ataques a alvos civis que no fim do ano passado deixou dezenove mortos e mais de vinte feridos no Rio. “O que o governo está fazendo é emblemático. O Complexo do Alemão é o símbolo da perda de controle do poder público sobre o território”, diz o economista André Urani, do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets).
Assinante lê mais aquiFoto: Custódio Coimbra/Ag. O Globo

Milionários e seus bunkers de luxo

bunker01.jpgNas duas guerras mundiais, era comum o uso de fortificações subterrâneas para se proteger dos ataques. Eram os bunkers. Hitler mandou construir o mais célebre deles abaixo da chancelaria, em Berlim. Lá, de acordo com os registros históricos, teria se matado com sua mulher, Eva Braum, e a cachorra Blondie ao fim da Segunda Guerra, em 1945. O magnata e ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, autoridades soviéticas, albaneses, o terrorista Osama Bin Laden e o ditador iraquiano Saddam Hussein aderiram depois à idéia. Nos dias de hoje, versões luxuosas dessas estruturas começam a ser adotadas por milionários brasileiros como alternativa de segurança doméstica. Construídos embaixo de casas de luxo, esses abrigos são equipados com banheiro, cozinha, sala, DVD, televisão e um estoque de água, comida e remédios para até 30 dias, renovado a cada duas semanas. Levam em média um ano para ficar prontos e resistem a explosões moderadas, incêndios e até ao desabamento da casa superior. A estrutura é feita com um concreto especial utilizado em pontes e viadutos. As paredes têm de 40 centímetros a um metro de espessura.

Há oito anos existiam apenas nove bunkers no País. Hoje, 110 famílias, 82 delas em São Paulo, já contam com esse tipo de fortaleza para se proteger. “É uma medida extrema, com uma certa dose de exagero em 95% dos casos”, afirma o especialista em segurança Ricardo Chilelli, da RCI Consultoria, responsável pela construção de 71 desses bunkers e pela proteção de 52 das mais ricas famílias do País. Ele alerta para a necessidade de uma análise de risco para avaliar se o investimento compensa. “Não adianta construir um bunker se o criminoso puder abordar a vítima na área externa da propriedade”, esclarece.

O bunker é um apartamento fortificado de um único nível, localizado a cinco metros de profundidade. Há banheiro, quartos, sala, aparelhos eletrônicos, telefone e um circuito interno de tevê com visualização completa da casa principal, até mesmo no escuro. Em geral, fica embaixo do jardim, já que no subsolo da casa ficam concentrados os encanamentos e vigas de metal. Não há janelas. O sistema de ventilação tem canos duplos camuflados no jardim na forma de fontes ou de estátuas. Há um sistema de circulação com filtros de limpeza, para os casos de inserção de gases tóxicos. Para as emergências, estão disponíveis máscaras de ar para cada um dos usuários do bunker. O interfone é conectado com a empresa de segurança, vizinhos e empregados. Fora da casa há uma antena de celular camuflada, conectada a três celulares pré-pagos com cobertura na região. Esses aparelhos podem ter conexão via satélite ou com a internet. Alguns mais sofisticados possuem saída de emergência alternativa de 10 a 50 metros de extensão. A saída do bunker de um grande empresário brasileiro é numa discreta capela.

O custo varia de R$ 100 mil (os de 40 a 50 metros quadrados) a R$ 2 milhões (os de 200 metros quadrados). Mas há alternativas mais baratas para quem deseja se sentir mais seguro. Uma delas é o quarto do pânico, um dormitório convencional equipado discretamente com botões, portas de travas múltiplas, quadro de senhas e chaves especiais de tecnologia de ponta. As paredes, portas e janelas são protegidas contra arrombamento e à prova de balas, menos as de fuzis. Cerca de 554 brasileiros já desembolsaram de R$ 40 mil a R$ 200 mil para ter um. É o cidadão investindo pesado para tentar garantir a segurança que o Estado não oferece.

Fonte: Isto É Online

Documentos falsos são vendidos na internet por apenas US$ 14

É possível comprar documentos falsos na internet por apenas US$ 14, indica um estudo publicado nesta segunda-feira pelo grupo americano Symantec, líder mundial de programas anti-vírus.

Para obter acesso a um cartão de crédito americano, com seus códigos de identificação, é preciso gastar entre um e seis dólares, segundo este estudo realizado entre julho e dezembro de 2006. Um cartão britânico custa mais caro, entre dois e US$ 12.

Conseguir uma identidade completa falsa – a saber, uma conta bancária americana, um cartão de crédito, uma data de nascimento e um número de segurança social – custa entre US$ 14 e US$ 18.

O Symantec estima que no segundo semestre do ano passado foram pirateados 4.943 cartões de banco no total, em sua grande maioria cartões americanos. O grupo também encontrou transações sobre compra de contas bancárias na internet. Uma conta com um limite de até US$ 9 mil vale US$ 300, segundo o estudo. Para uma lista de 29.000 e-mails, é preciso contar com uns US$ 5.

“Para reduzir o risco de roubo de identidade, as organizações que armazenam informações pessoais deveriam adotar medidas de proteção dos dados”, recomenda a Symantec.
 
Fonte: Jornal Estado de Minas

Gol ou canelada?

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Lula esteve no Rio para assinar um acordo que prevê a liberação de R$ 100 milhões para a conclusão de obras voltadas para os Jogos Pan-Americanos. Tirou o sapato e a meia e bateu bola com o governador Sérgio Cabral (PMDB). Este ficou no gol, e o outro chutou três pênaltis, marcando duas vezes. “Tudo o que o senhor disse na campanha eleitoral está sendo cumprido”, derramou-se o governador. “Sérgio Cabral, se nós dois apenas respeitarmos a expectativa desse povo, o carinho que ele nos deu, nós dois passaremos para a história como a maior parceria entre os entes federativos deste País”, devolveu o boleiro.

É evidente que o Brasil não precisa parar à espera da resolução de alguns problemas — sendo a violência aquele hoje mais urgente. Est modus in rebus. Há uma medida para todas as coisas. A celebração dos R$ 100 milhões para os esportes, com direito a pezão de fora, é indecorosa no Rio de João Hélio, o menino esfolado, e de Alana, morta por bala perdida. Especialmente quando se sabe que, de efetivo, até agora, nada se fez que possa aumentar a segurança pública.