Archive for the ‘Salário’ Category

Ministros ficam na linha de tiro no Rio

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Bandidos da Favela do Jacarezinho atacaram a tiros, por duas vezes, o trem em que viajavam os ministros das Cidades, Márcio Fortes, e da Secretaria dos Portos, Pedro Brito, ontem, no Rio de Janeiro. Eles foram inaugurar um trecho revitalizado da linha férrea, para levar cargas até o Porto do Rio. Em pânico, os ministros e os 70 passageiros tiveram de se jogar no chão.PS: Oh país da piada pronta, sô. É o PT criando o “trem-bala” no Rio de Janeiro.

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Pesquisa sobre vitimização em favelas do Rio de Janeiro da Professora Alba Zaluar

zaluar.jpg“Resolvemos comparar duas áreas da cidade que apresentam os maiores contrastes em relação à renda, escolaridade, condições de infra-estrutura urbana, etc. Olhem só os resultados dos crimes assistidos pelos moradores nas suas respectivas vizinhanças: na zona sul, assalto, extorsão de policiais e uso e consumo de drogas é varias vezes superior. As favelas da AP4,( Barra-Jacarepaguá), dominadas por milícias, conseguem o que a segurança privada da zona sul não consegue evitar. Na favela só ganha assassinato de vizinhos e amigos, além dos tiros disparados por PMs. Alguma coisa está profundamente errada na política de segurança da cidade.”

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Marine revela que recebeu ordem para executar mulheres e crianças

frank_wuterich.jpgUm cabo dos fuzileiros americanos disse nesta quinta-feira que recebeu ordem para atirar contra mulheres e crianças no povoado iraquiano de Hadiya, durante a audiência preliminar contra um sargento acusado de liderar o massacre, em 2005. Na abertura da audiência sobre o caso contra o sargento Frank Wuterich, em Camp Pendleton (200 km ao sul de Los Angeles), o cabo Humberto Mendoza contou que após a explosão de uma bomba em uma estrada próxima a Hadiya, que matou um marine, o sargento Wuterich ordenou que seu grupo atirasse contra casas que supostamente abrigavam rebeldes.

Segundo o cabo Mendoza, horas após a explosão da bomba o sargento Wuterich liderou uma operação contra os rebeldes e determinou que se atirasse em qualquer pessoa que abrisse a porta após o chamado dos marines.

“Ele disse: só esperem a porta abrir e atirem”, revelou Mendoza, admitindo que disparou contra um homem adulto.

Dentro de uma casa, Mendoza disse que recebeu ordem de outro marine, Stephen Tatum, para atirar contra sete mulheres e crianças que estavam escondidas em um quarto: “Quando abri a porta, havia apenas mulheres e crianças (…) e depois de poucos segundos, percebi que não eram uma ameaça (…) pareciam assustados”.

Logo após sair do quarto, Mendoza encontrou Tatum e relatou que lá só havia mulheres e crianças, mas mesmo assim recebeu ordem de atirar.

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O cabo revelou que ainda tentou argumentar com Tatum, dizendo que “eram apenas mulheres e crianças”, mas o outro marine ficou calado. Algum tempo depois, quando estava diante da casa, Mendoza ouviu um forte barulho e quando voltou ao quarto, encontrou todos mortos.

Um investigação paralela realizada pelo major Haytham Faraj encontrou uma menina que sobreviveu ao massacre e que afirma que Mendoza foi o homem que atirou contra o grupo no quarto, no dia 19 de novembro de 2005.

Choque entre trens mata oito e fere 111

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Ao menos oito pessoas morreram e 111 ficaram feridas no choque entre dois trens urbanos, às 16h09 de ontem, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense. O trem prefixo UP-171, com oito vagões e capacidade para 850 pessoas, atingiu o quarto e último vagão da composição WP- 908, sem passageiros, que transitava na mesma via, em sentido oposto. Foi o pior acidente ferroviário no Rio nos últimos dez anos. Em 1996, batida de um trem de passageiros com outro de carga deixou 15 mortos.

O trem vazio estava em teste e não conseguiu passar a tempo para a via paralela. Foi atingido pelo outro, que ia da Central do Brasil (centro) para Japeri (Baixada), provavelmente a cerca de 80 km/h. O acidente aconteceu próximo à estação de Austin, em Nova Iguaçu. “As ferragens foram sugando as pessoas aos poucos. Consegui pular e saí por cima do trem. Foi horrível : muito pânico, muita criança chorando e gente correndo”, contou o auxiliar de cozinha Edson Carlos Andrade, 33, que estava no primeiro vagão do trem de passageiros e voltava de seu primeiro dia de trabalho, na Urca (zona Sul).

Saiu com apenas um ferimento leve no joelho, mas se perdeu de um amigo, identificado só como Didi. Até as 21h, a Supervia (concessionária de transporte ferroviário no Rio) não informou quantos passageiros estavam no trem. De acordo com testemunhas, a maior parte dos mortos e feridos viajava no primeiro vagão. Devido à violência da batida, corpos ficaram mutilados e desfigurados. Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros, Pedro Marco Cruz Barbosa, os cadáveres estavam em “estado muito sofrido”.

Socorro
Maíra Reis, 17, estudante, mora em frente ao local do acidente e estava no quarto quando ouviu o estrondo. “Subimos ao terraço (de onde é possível ver a linha férrea), vimos as pessoas, ensangüentadas, gritando e pedindo socorro. Foi uma correria, os moradores saíram das casas para ajudar.” Os bombeiros confirmaram o nome de dois dos mortos na colisão: Norival Ribeiro do Nascimento, 50, e Jesse da Silva Lorosa, 70, terceiro-sargento aposentado da PM.

O maquinista do trem que estava com passageiros teria pulado pela janela na hora da colisão e se salvado. Ele não tinha sido localizado até as 21h. A falta de informação era a principal queixa das pessoas que procuravam seus familiares no local do acidente. “Minha mulher costuma chegar em casa neste horário e até agora nada. Não tenho certeza se ela estava no trem. Estamos aqui preocupados e eles não dão informações”, reclamava Genivaldo Jovino Teixeira, 41. (Folhapress)

Massacre em Ponte Nova

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Uma rebelião na cadeia da Delegacia Regional de Ponte Nova, na Zona da Mata de Minas, resultou na morte de 25 presos, na madrugada de ontem. Segundo as primeiras apurações da polícia, uma gangue que disputava o poder na prisão com um bando rival, arrombou as celas e, com um revólver, cercou as vítimas numa delas, ateando fogo em colchões. As chamas se alastraram e os 25 homens foram carbonizados. Ao ouvir os gritos de socorro, PMs que faziam a vigilância tentaram evitar o massacre, mas disseram ter sido recebidos a bala. Quando o reforço chegou, era tarde. Foi a terceira maior tragédia da história no sistema prisional do Brasil, atrás apenas das chacinas nos presídios do Carandiru (SP), em 1992, na qual morreram 111 detentos, e Urso Branco (RO), em 2002, quando 27 perderam a vida. A cadeia de Ponte Nova foi interditada, sendo os presos transferidos para outras cidades do estado. Deputados federais da CPI Carcerária chegam hoje à cidade para participar das investigações.

Fotos: Sidney Looes (EM) / Ronaldo Arlindo da Silva / Jornal Listão Notícias

Terremoto no Peru: Mais de 500 mortos

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 O número de mortes no terremoto registrado nesta quarta-feira no Peru está entre 500 e 510, segundo um novo balanço provisório de vítimas divulgado por Roberto Ocño, comandante do Corpo de Bombeiros.

“O número aumentou e está entre 500 e 510 mortos. Os feridos já passam de 1.600”, disse. “Muitos mortos estão sob os escombros das casas. Nas ruas, muitos morreram até de infarto”, acrescentou Ocño, que foi contatado por telefone enquanto trabalhava nas áreas mais afetadas. Segundo estimativas da ONU, o terremoto teria deixado 450 mortos e 1.500 feridos.

Segundo o Itamaraty  há cinco mil brasileiros morando no Peru. Por enquanto não há registro de brasileiros mortos ou feridos durante o terremoto.

Fiéis são encontradas com vida sob destroços de igreja

Os bombeiros encontraram nesta quinta-feira duas fiéis vivas em meio aos escombros da igreja de San Clemente, em Pisco, uma das regiões mais atingida pelo terremoto da tarde de ontem. Estima-se que 300 pessoas participavam da missa no momento da tragédia.

A operação de resgate aconteceu nesta quinta poucos momentos antes da chegada do presidente Alan Garcia no local, que ultrapassou as barreiras de segurança e entrou nas ruínas da igreja.

Na falta de veículos apropriados para a remoção dos destroços, uma centena de bombeiros voluntários de Lima estão trabalhando no local.

Quer acompanhar pelos blogs do Peru? Clique aqui.

Rio volta à normalidade: 20 assassinatos

De Marcello Gazzaneo no Jornal do Brasil, hoje:
A suspeita de que traficantes do Morro da Cotia teriam ordenado o ataque a dois ônibus na Estrada Grajaú-Jacarepaguá, na Zona Norte, e o fechamento da via, na noite de terça-feira e madrugada de ontem, trouxe à rotina da cidade o terror das ações do tráfico. E apesar de o setor de inteligência da Secretaria de Segurança Pública monitorar as ações das quadrilhas durante os Jogos Pan-Americanos, a hipótese de que traficantes estejam por trás da manifestação dos moradores da favela, que terminou com dois ônibus e quatro carros queimados e outros dois coletivos apedrejados, não está descartada pela polícia.

O ataque aos veículos e o fechamento da estrada aconteceram depois do assassinato do estudante universitário Willian Alves Barbosa, 26 anos, que teria sido morto por policiais encapuzados. Pela manhã, mesmo com reforço do policiamento no local, os moradores voltaram à via para tentar bloquear o trânsito novamente. Cinco pessoas, que estariam empurrando a carcaça de veículos queimados para a pista, acabaram detidas.

Para o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, a informação de que os assassinos de William seriam policiais pode ter partido do tráfico, com o objetivo de inflamar os moradores da favela.

– Pode ser o movimento do tráfico querendo proteger suas ações. Procuramos antecipar esses fatos, mas não houve informações sobre esse tipo de movimentação – explicou Beltrame. – Não podemos arcar com acusações que podem ser do próprio tráfico.

O secretário não acredita que o episódio na Grajaú-Jacarepaguá e as 20 mortes ligadas às ações do tráfico em diversos pontos da cidade, ontem, tenham relação com o término dos Jogos Pan-Americanos. Beltrame classificou os casos como fatos isolados. Mas anunciou que o policiamento será reforçado na Grajaú-Jacarepaguá”.

Veja 2: As autoridades da incompetência, negligência, cinismo e deboche

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Reportagem de Diego Escosteguy e Otávio Cabral:
Congonhas, pouco depois das 3 e meia da madrugada de quarta-feira. Da cabeceira da pista, debaixo de uma garoa forte, um grupo de funcionários da Infraero observava o trabalho dos bombeiros. Naquele instante, as chamas estavam praticamente extintas e começava a etapa mais dramática de toda tragédia – o resgate dos corpos das vítimas. O grupo estava a aproximadamente 100 metros do local onde o Airbus explodiu depois de se chocar com o prédio da TAM. Um dos funcionários da Infraero, João Brás Pereira, supervisor do aeroporto, tinha uma visão privilegiada da tragédia. Do lugar em que estava, do alto, era possível enxergar com clareza um cenário capaz de despertar sentimentos variados, como tristeza, dor, revolta ou consternação. Mas ele e os outros funcionários da Infraero estavam rindo. Apontavam para o lugar da tragédia, faziam algum comentário e riam. Riram durante quase cinco minutos, até perceber que estavam sendo fotografados. A Infraero é a estatal responsável pela administração dos aeroportos do país. Está na linha de frente na escala de responsabilidade pelo caos aéreo que assombra o Brasil há mais de dez meses. Não se sabe exatamente do que os funcionários da estatal achavam graça. Certamente não era – é melhor acreditar – dos corpos carbonizados ou da destruição provocada pelo acidente.

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Brasília, pouco depois das 8 da noite de quinta-feira, dois dias depois do acidente. No 3º andar do Palácio do Planalto, o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, e seu auxiliar, Bruno Gaspar, foram flagrados assistindo e comemorando uma notícia do Jornal Nacional, da Rede Globo, que apontava uma possível falha mecânica no avião da TAM como provável causa do acidente – o que, só na fantasia deles, livraria o governo de qualquer responsabilidade. Felizes e sem saber que havia uma câmera apontada para eles, Marco Aurélio Garcia e o auxiliar extravasaram sua satisfação com gestos obscenos. Informado do flagra, o assessor do presidente, inicialmente, negou a comemoração, mas, confrontado com as imagens, disse que os gestos eram uma reação privada captada de maneira clandestina pela televisão. Ou seja, ninguém tinha nada a ver com aquilo. Depois, em nota, tentou politizar o episódio: “O sentimento que extravasei em privado foi e é de repúdio àqueles que trataram sordidamente de aproveitar a comoção que o país vive para insistir na postura partidária de oposição sistemática a um governo duas vezes eleito pela imensa maioria do povo brasileiro”. Traduzindo: o importante para o assessor presidencial é mostrar à sociedade que o governo nada tem a ver com o acidente. O resto – os mortos, a tragédia, o caos aéreo – é mero detalhe. Top, top, top para quem não concordar. Assinante lê mais aqui

Fotos: Marcelo Liso(AFBPress) e Ag. O Globo

Editorial: Agora, é guerra declarada

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Por Fernando Exman:
Os controladores de vôo resolveram declarar guerra ao governo e ao Comando da Aeronáutica. Revoltados com a demora do governo para reajustar os salários da categoria, a falta de interlocutores para a negociação e as falhas nos equipamentos de trabalho, cogitam realizar novas operações-padrões como as que fustigaram ontem passageiros em todo o país. Até as 18h30, a ação havia causado atrasos em 38,1% de 1.475 vôos previstos, segundo a Infraero.Depois de cobrar hora e dia para o fim do apagão no setor, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou ontem ao comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, que adote as medidas necessárias para solucionar os problemas. Além disso, rechaçou o boato segundo o qual demitiria o presidente da Infraero, tenente-brigadeiro José Carlos Pereira. Nos bastidores, integrantes do governo reclamam da má-vontade dos controladores.

A insatisfação rendeu atitudes. A cúpula da Aeronáutica ampliou as investigações para descobrir se houve má-fé dos controladores. E alardeou que está disposta a punir líderes e responsáveis pela ação. A destoar no coro só o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que preferiu trilhar o caminho aberto pela colega Marta Suplicy. Ele disse que o crescimento da economia causa o gargalo logístico. Leia mais aqui (link aberto)

Nunca antes neste planeta…

Folha On Line, ontem:
Cerca de cem representantes de igrejas católicas e evangélicas do Distrito Federal fizeram hoje um protesto em frente ao Palácio do Planalto contra as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o aborto. Em entrevista para 154 emissoras católicas de rádio nesta segunda-feira, Lula disse que o Estado não pode ficar alheio ao aborto, embora ele pessoalmente seja contrário à prática.

O padre Pedro Stein, um dos organizadores da manifestação, disse que Lula deu sinais claros de que é a favor do aborto. “Ele não quis falar isso antes das eleições para não perder votos. O Lula tem duas falas. Como pessoa, diz que é católico. Como presidente, tem um procedimento diabólico”, criticou.

Católico praticante, Gilberto Rodrigues Moraes disse que ficou decepcionado com o discurso confuso de Lula sobre o aborto. “Eu gostaria de perguntar ao presidente quem ele é. Se ele é católico, ou se é contra a vida”, afirmou.

Na entrevista, Lula se mostrou favorável à criação de medidas públicas que evitem a morte de jovens que recorrem a essa prática. Ele afirmou que, como presidente da República, entende o drama de jovens meninas que recorrem à prática como forma de evitar a gravidez indesejada. Mas como pai, marido e cidadão, se mostrou contrário ao aborto.

“São duas coisas totalmente distintas. Eu tenho dito, na minha vida política, que sou contra o aborto. E tenho dito publicamente que não acredito que ninguém faça aborto por opção ou por prazer. O Estado não pode abdicar de cuidar disso como uma questão de saúde pública, porque senão é levar à morte muitas jovens neste país”, afirmou.

A discussão sobre o aborto voltou à cena esta semana às vésperas do encontro de Lula com o papa Bento 16. A Igreja Católica é contrária à prática do aborto. Lula não pretende discutir o tema com o papa durante o encontro reservado que terá com Bento 16 na próxima quinta-feira no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo.

Segundo o porta-voz da Presidência, Marcelo Baumbach, “não existe a intenção” de Lula abordar esse tema com o sumo pontífice. Entre os assuntos que Lula deseja conversar com Bento 16, o porta-voz destacou a desintegração das famílias e a educação dos jovens.

“Vai depender da dinâmica da discussão, mas não existe a intenção do presidente de abordar esse tema. O enfoque deve ser na juventude, educação e na família”, afirmou o porta-voz.

Clodovil: mulheres estão vulgares e siliconadas

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O deputado Clodovil Hernandes (PTC-SP) afirmou na noite dessa quinta-feira que as mulheres se tornaram “vulgares” e siliconadas. Ele deu a declaração momentos antes de se encontrar com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que ele entrevistará para seu programa na TV JB.Ao comentar porque não estava mais costurando vestidos para mulheres, Clodovil resolveu atacar o sexo feminino. “As mulheres ficaram muito ordinárias, ficaram vulgares, cheias de silicone e hoje em dia uma mulher trabalha deitada e descansa em pé e a gente não pode concordar com esse tipo de coisa”, atacou.

Fonte: Terra