Archive for the ‘Políticos’ Category

Prefeitos derrotados atrapalham trabalho das equipes de transição

Luiz Ribeiro para o Estado de Minas 

A Assembléia Legislativa de Minas aprovou este ano uma lei que obriga a criação de comissões de transição dos governos municipais. Na prática, o objetivo é garantir aos futuros prefeitos o acesso às contas públicas, programas, convênios e outras questões da administração. Mas em várias cidades do estado a lei não está sendo cumprida, por causa da rivalidade política. Quem está prestes a sair sonega informações a quem vai entrar na prefeitura em 1º de janeiro. É o que ocorre, por exemplo, em Montes Claros, quinta maior cidade do estado, em Ipatinga, Sete Lagoas e Pouso Alegre, entre outras.

“Do jeito que está, vamos tomar posse às cegas, pois até agora não sabemos quantos funcionários realmente tem a prefeitura, qual o valor da folha de pagamento, quais as dívidas que vão vencer a curto prazo. Não sabemos nem mesmo qual o estoque de medicamentos nos postos. A atual administração sonegou as informações. Por isso, estou receoso de que venha ocorrer um prejuízo incalculável para o funcionamento da máquina administrativa”, reclamou Luiz Tadeu Leite (PMDB), prefeito eleito de Montes Claros. Ele derrotou no segundo turno o atual prefeito, Athos Avelino (PPS).

Tadeu Leite e Athos Avelino já foram aliados – oriundos do mesmo grupo político –, sendo que o segundo foi vice-prefeito do primeiro na segunda gestão na prefeitura (1993/1996). Eles romperam em 2004, quando Athos derrotou Tadeu Leite na corrida à prefeitura. Mas o distanciamento se consolidou de vez no segundo turno deste ano, quando Athos adotou um estilo agressivo contra o seu ex-aliado.

As diferenças entre eles interferiram no processo de transição desde o seu começo. No início de novembro, o prefeito eleito criou uma equipe de transição com 16 integrantes. Porém, Athos Avelino anunciou que sua administração só aceitaria dialogar com um grupo de cinco pessoas. A condição foi aceita por Tadeu Leite. O atual prefeito baixou um decreto fixando que as informações solicitadas seriam repassadas até 15 de dezembro.

No entanto, o prefeito eleito diz que até agora sua comissão de transição não teve acesso aos dados mais importantes da prefeitura. Ele afirma que não pretende acionar a Justiça para conseguir os dados, mas que, nos primeiros dias do futuro governo, vai encomendar uma auditoria nos diversos setores da administração e promover um recadastramento para saber o número de servidores, o total de contratados e onde realmente eles estão trabalhando.

Athos Avelino nega que tenha criado qualquer obstáculo para repassar dados da prefeitura. “Pode até ser que alguma informação ainda não esteja disponível, como a questão financeira, pois o exercício será fechado em 31 de dezembro. Mas não houve da minha parte nenhuma ordem para restringir as informações”, disse Avelino, que prometeu dar uma entrevista nesta terça-feira para “prestar contas à comunidade”.

Justiça
Outra cidade do Norte de Minas vive situação bem parecida à de Montes Claros. Em Bocaiúva, o prefeito eleito, Ricardo Veloso (PSDB), disse segunda-feira, a nove dias da posse, que não tinha conhecimento de nada sobre a prefeitura. “Até agora, estou às escuras, sem saber de nada”, afirmou. Ele conta que deveria receber ainda na segunda-feira um relatório da atual administração, do prefeito Alberto Caldeira (PMDB), seu ferrenho adversário. A entrega do documento foi determinada pela Justiça, que acolheu ação impetrada por Ricardo Veloso. “Tive que recorrer à Justiça, pois o atual prefeito simplesmente se negou a fornecer os dados para a nossa comissão de transição”, argumenta Veloso.

O atual prefeito, Alberto Caldeira, disse que o seu adversário teve acesso aos setores da prefeitura. “Mas, aí, por questões políticas, ele decidiu acionar a Justiça, que nos deu prazo até 24 de dezembro para fornecer as informações. E o prazo será atendido”, declarou. Alberto Caldeira acusa Ricardo Veloso de permanecer em cima do palanque. “Na minha opinião, ele tem que descer do palanque e pensar em trabalhar”, alfinetou.

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2008 em frases

Janeiro

– “Rezem para mim. O negócio está feio. Estou saindo satisfeito porque sou assim mesmo, mas que a coisa é preta, é.” (Vice- presidente José Alencar, na saída do hospital Sírio-Libanês, depois de sessões de quimioterapia contra o câncer).

Fevereiro

– “Transparência, no governo Lula, é como lingerie de bordel: o que revela é sempre um escândalo.” (Roberto Jefferson, presidente do PTB).

– “Um homem negro não ficaria muito tempo na posição de presidente dos Estados Unidos. Provavelmente o matariam.” (Doris Lessing, escritora britânica, Nobel de Literatura, referindo-se ao então pré-candidato democrata Barack Obama).

Março

– “Nossa economia é resistente e, a longo prazo, confio que continuará crescendo, porque seus fundamentos são sólidos”. (George Bush, risonho, discorrendo sobre o futuro no instante em que a crise engolia o presente. O dos EUA e o do resto do mundo).

– “Sabemos que estamos em forte desaceleração.” (Henry Paulson, secretário do Tesouro dos EUA, em locução premonitória).

– “Seria tão bom se o Poder Judiciário metesse o nariz apenas nas coisas deles, o Legislativo apenas nas coisas deles e o Executivo apenas nas coisas deles. Nós iríamos criar a harmonia estabelecida na Constituição.” (Lula, irritado com o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, que enxergara propósitos eleitoreiros no programa Territórios da Cidadania).

– “O que eu disse, repito: no ano eleitoral não podemos ter incremento, alargamento de programas sociais. O programa pode ser elogiável, mas tem época em que não deve ser implantado. As regras jurídicas não são de fachada. Paga-se um preço por viver em uma democracia.” (Marco Aurélio Mello, dando de ombros para a irritação de Lula).

– “Nós estamos em estol. Nessa velocidade, qualquer coisa que sair errada te leva para o chão.” (Alan Greenspan, ex-presidente do Fed, valendo-se de uma analogia aeronáutica -“perda total da sustentação”- para fazer soar os tambores da crise americana).

Abril

– “A Dilma é uma espécie de mãe do PAC”. (Lula, num pa©mício no Rio, exibindo a munição da candidata à sua sucessão).

– “Vim para mostrar o aumento do PIB e para botar o PIB na mesa.” (Guido Mantega, posando de macho em encontro com economistas de agências de avaliação do risco-país, nos EUA).

– “Eu queria desejar e dirigir um especial cumprimento às mulheres aqui da frente que hoje animam, sem dúvida, este comício.” (Dilma Rousseff, a dodói de Lula, trocando as bolas em cerimônia oficial do PAC, em Belo Horizonte).

Maio

– “Reconheço que saiu da minha máquina, mas foi sem dolo nem má-fé. Tive uma surpresa quando percebi que tinha enviado.” (José Aparecido Nunes Pires, ex-funcionário da Casa Civil, com dificuldades para explicar como o arquivo com o dossiê anti-FHC foi parar na caixa de e-mails de André Fernandes, assessor do tucano senador Alvaro Dias).

– “Ele só falava para mim que foi a Erenice [Guerra] que preparou um dossiê. Ele usou um banco de dados seletivo. Ele me contou que no dia 8 de fevereiro foi chamado para fazer isso.” (André Fernandes, arrastando a secretária executiva da Casa Civil, lugar-tenente de Dilma, para o centro da encrenca do dossiê).

– “Não estou certo do que vou fazer depois de deixar a Presidência. Logo após o seu mandato, o vice-presidente Al Gore ganhou um Oscar e um Prêmio Nobel. Quem sabe eu poderia ganhar um prêmio. A loteria, por exemplo.” (O presidente George Bush, fazendo piada para jornalistas na fase pré-crise).

Junho

– “Nós estaremos juntos de qualquer forma. Se não for agora, de imediato, será daqui a noventa dias. Por isso, trago esta saudação ao companheiro Geraldo Kassab.” (Goldman, no mesmo discurso, trocando as bolas pela segunda vez).

– “Eles adotaram aquilo que o comunicador de Hitler, Joseph Goebbels, dizia: uma mentira repetida muitas vezes torna-se verdade. E como mentem. Eles agora querem inventar trocando as letras, chamando de CSS.” (O senador Mão Santa, do PMDB piauiense, erguendo barricadas contra a recriação da CPMF, que acabaria empacada na Câmara).

– “Ninguém que tiver cometido algum erro vai ser protegido por nós, não vamos salvar a pele de ninguém.” (José Serra, o governador tucano de São Paulo, prometendo isenção na apuração do esquema de pagamento de propinas da multinacional Alstom, que fez negócios durante o governo Covas).

– “A causa é maior que o cargo, que está a serviço da causa” (Marina Silva, explicando a razão do desembarque do ministério do Meio Ambiente).

– “O Minc já falou em uma semana mais do que a Marina falou em cinco anos e meio.” (Lula, na posse de Carlos Minc, realçando as diferenças do sucessor de Marina).

Julho

– “Espero que Daniel Dantas tenha o mais amplo direito de defesa, que consiga provar que é inocente.” (Tarso Genro, na fase em que a PF ainda não transformara o investigador Protógenes em investigado).

– “Saí do país usando meu passaporte, com carimbo e tudo.” (O sem-banco Salvatore Cacciola, tentando negar que fugira do Brasil para a Itália).

– “É ilusão pensar que inflação elevada não vá levar à redução da atividade econômica. Já conhecemos essa história no Brasil.” (O presidente do BC, Henrique Meirelles, justificando a política de juros lunares como tática de combate à inflação).

– “Se eles nos congelarem, não haverá mais petróleo para os EUA. E o preço do petróleo vai a US$ 300 o barril.” (O companheiro Hugo Chávez, numa fase em que não lhe passava pela cabeça que a cotação do petróleo roçaria os US$ 50).

Agosto

– “Da mesma forma que a gente faz a reforma agrária na terra, vamos fazer uma reforma aquária, na água.” (Lula, justificando a inacreditável proposta de converter a Secretaria da Pesca em ministério).

– “Se fosse por importância econômica, seria melhor criar o ministério da Banana, que movimenta 7 milhões de toneladas por ano.” (O líder tucano José Aníbal (SP), expondo o ridículo do projeto, que seria, depois, retirado pelo Planalto).

– “Agora posso dizer o que quiser; xingar, se eu quiser; dizer que amo, dizer que odeio. Não preciso ser politicamente correto, no sentido da ética pública.” (Gilberto Gil, depois de bater em retirada do ministério da Cultura).

– “Temos de fazer uma lei adequada ao nosso país. Não adianta querer fazer lei de país civilizado porque este país não o é.” (O juiz da Satiagraha, Fausto Martin De Sanctis, num rasgo de sinceridade na CPI dp Grampo).

– “Toda polícia do mundo usa algemas. Temos que garantir a integridade do preso, do policial e de terceiros.” (O diretor da PF, Luiz Fernando Corrêa, abespinhado com a decisão do Supremo que limitou o uso de algemas em operações policiais).

– “O importante é que cumpram as decisões do Supremo. Se ele cumpre de bom humor, de mau humor, se cumpre rindo ou se cumpre chorando, essa é uma outra questão.” (Gilmar Mendes, o presidente do STF, dando de ombros para os queixumes da PF).

– “Não sou amarelão.” (O ginasta Diego Hypólito, justificando a queda que converteu em fiasco uma das esperanças de ouro da delegação brasileira nas olimpíadas de Pequim).

Setembro

– “Vayanse al carajo yankees de mierda, que aqui hay um pueblo digno”. (Hugo Chávez, valendo-se de um linguajar que transforma o ‘sifu’ de Lula em vocábulo de criança).

– “Que crise? Vai perguntar pro Bush!” (Lula, em resposta a jornalista que lhe perguntaram o que achava da crise).

– “Todos os que achavam que havia uma luz no fim do túnel agora se dão conta de que é uma locomotiva, que vem em sua direção.” (Peer Steinbrueck, ministro das Finanças da Alemanha).

– “Para mim, o modelo é contínuo. Um modelo sem a presença de ilhas. Os índios brasileiros são visceralmente avessos a qualquer idéia de nichos, guetos, cercas, muros, viveiros.” (Carlos Ayres Britto, ao relatar o processo da demarcação da reserva Raposa Serra do Sol).

Outubro

– “Graças a Deus, a crise americana não atravessou o Atlântico.” (Lula, em nova demonstração de otimismo surreal).

– “Aqui, se a crise chegar, vai ser uma marolinha.” (Lula, proferindo aquela que teria potencial para vencer qualquer concurso de frase do ano).

– “É um empréstimo de mais de 200 milhões de dólares para um projeto que não presta.” (Rafael Correa, presidente do Equador, mostrando os dentes pela primeira vez ao BNDES, às voltas com o risco de calote).

– “Escreve aí: a Marta vai ganhar.” (Lula, numa demonstração de que se sai melhor como presidente do que como vidente).

– “Agora vamos vencer a máquina estadual, a federal e a Universal.” (Fernando Gabeira, antes de ser vencido pelas máquinas estadual e federal).

Novembro

– “O PT não perdeu na capital. Deixou de ganhar.” (Aloizio Mercadante, o senador petista).

“Quem vence em São Paulo vence as eleições.” (Sérgio Guerra, o presidente do PSDB, pegando carona na vitória da parceria Serra-Kassab).

– “Ninguém falou mal do governo, ninguém falou mal do presidente Lula.” (Lula, faturando o refresco que lhe deram os candidatos a prefeito de todos os partidos).

– “Yes, we can” (Barack Obama, já eleito, repisando o bordão de sua campanha).

– “Se Obama fracassar, a frustração será tão grande que serão necessários muitos séculos para que um negro seja de novo eleito presidente dos Estados Unidos.” (Lula).

 – “Obama é jovem, bonito e também bronzeado.” (Silvio Berlusconi, primeiro-ministro da Itália, festejando, à maneira dele, a eleição de Barack Obama).

– “O presidente eleito, Obama, será presidente de todos os americanos. O fato de ele ser negro vem em segundo plano, mesmo que isso confira à sua eleição um caráter histórico.” (Colin Powell, republicano, negro, ex-secretário de Estado da gestão Bush, soltando fogos pela vitória do democrata Obama, a quem manifestara apoio).

Dezembro

– “Não dá para identificar de onde vem essa força. Há diversos colaboradores do bandido Daniel Dantas com a tentativa de produzir provas por meio de investigações. E isso durante todo o processo”. (Protógenes Queiroz, enigmático, falando sobre as pressões que diz ter recebido enquanto esteve à frente da Satiagraha). 

– “Vamos usar todos os mecanismos para repudiar esta dívida ilegítima e corrupta.” (Rafael Correa, presidente do Equador, renegando o financiamento do BNDES).

– “A questão da dívida externa dos países da região é um tema que já está instalado na agenda internacional.” (Fernando Lugo, presidente do Paraguai, dando sinais de que é a próxima encrenca companheira).

– “Na medida em que todo mundo fala em crise, toma café de crise, almoça crise, janta crise, dorme com crise e acorda com crise, isso vai criando um determinado pânico na sociedade, e as pessoas começam a se retrair.” (Lula, agora já impressionado com o vulto da marolinha).

– “Em 2010, 2011, não estarei mais aqui [em São Paulo]. Meu mandato termina em 2010.” (José Serra, deixando claro que o que lhe interessa não é a reeleição para o Bandeirantes, mas a eleição para o Planalto).

– “Ganhamos musculatura e acumulamos força para o período mais difícil.” (Guido Mantega, festejando o PIB de 6,8% do terceiro trimestre e admitindo, finalmente, que haverá tempos difíceis).

– “É melhor reduzir temporariamente a jornada e os salários do que perder o emprego.” (Armando Monteiro Neto, presidente da CNI, alvejando os direitos da CLT).

– “Não sei o que o sujeito disse, só vi seus sapatos. Se querem saber, eram 42.” (George Bush, riso amarelo, reagindo às sapatadas de que foi alvo no Iraque).

– “Gente, por favor. Ninguém tire os sapatos porque, aqui, como é muito calor, a gente vai perceber antes de alguém decidir jogá-lo, por causa do chulé.” (Lula, na entrevista da cúpula da América Latina e do Caribe, fazendo piada com a desgraça alheia).

Fonte: Blog do Josias

Processos ameaçam 15 prefeitos eleitos em MG

Chico Ferramenta (PT), de Ipatinga, é um dos 15 prefeitos eleitos que podem ser diplomados com restrições
Chico Ferramenta (PT), de Ipatinga, é um dos 15 prefeitos eleitos que podem ser diplomados com restrições

Márcio de Morais para o Estado de Minas 

Em 15 municípios de Minas a diplomação do prefeito, a ser feita até quinta-feira, será apenas um prenúncio de que alguns eleitos podem até ganhar o documento oficial do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), mas não levar o mandato. Em outras duas, é o vice-prefeito que corre o risco de perder o cargo.

O caso mais conhecido é do petista Chico Ferramenta, de Ipatinga (Vale do Aço), que, apesar de ter sido o mais votado na sua cidade, responde a ação de impugnação de registro de candidatura, inelegibilidade e rejeição das contas do município, relativas a mandatos anteriores. A diplomação é de responsabilidade dos 349 juízes eleitorais que atuam nas comarcas de todo o estado. Em Nova Serrana, o prefeito eleito Paulo César Freitas (PDT) deveria ter sido diplomado. Por causa de pendências junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a cidade pode ter que realizar novas eleições.

O objetivo da diplomação é tornar o candidato apto a assumir, no próximo dia 1º de janeiro, o mandato político de quatro anos para o qual foi escolhido pelos eleitores. Entre os candidatos que estão com a diplomação sob risco, há casos, como o da cidade de Mendes Pimentel, em que o prefeito eleito, José Carmo de Souza, responde por faltas cometidas na “vida pregressa”. O resumo do processo disponibilizado pelo TRE não informa que falta é ou qual a sua gravidade.

Em Divisa Alegre, tanto prefeito quanto seu vice respondem também por “abuso de direito” e substituição de candidatura, em que o registro foi indeferido por troca de candidato às vésperas da eleição.

Nos 17 municípios, os prefeitos ou vices podem ser diplomados pelo TRE com restrições e a posse definitiva no cargo, não acontecer. O mandato de cada um deles está na condicional – podem não ser confirmados pela Justiça Eleitoral. Seus diplomas podem até sair, mas estão sub judice e poderão ainda ser retirados dos seus titulares, caso os processos que respondem na Justiça Eleitoral não lhes sejam favoráveis. Por ser a diplomação um processo descentralizado, o TRE não sabe informar, por exemplo, quantos vereadores estão sob risco de não obter diploma e assumir o mandato.

O TRE explicou na segunda-feira que, para um candidato ser diplomado, o seu registro tem de obter a devida aprovação (deferimento) do tribunal. Esse deferimento pode ser provisório e, estando sub judice, ser cassado pela Justiça a qualquer tempo, até mesmo momentos antes da diplomação. O indeferimento do registro implica, de acordo com orientações do TSE encaminhadas ao TRE na última semana, na não-diplomação do eleito. Mas, por princípios constitucionais que asseguram direito de defesa, uma sentença provisória (liminar) ou mesmo definitiva, de última instância, poderá restabelecer o direito de diplomação a um candidato indeferido, dando-lhe condições legais de assumir o mandato até mesmo fora da data oficial do calendário eleitoral.

Para evitar que os prefeitos cujos mandatos estão sob discussão judicial não sejam previamente condenados pela opinião pública, o TRE afirmou que não informa a situação atual do registro de cada um, se foram deferidos, se o deferimento ainda depende de confirmação ou se foram indeferidos. “A situação pode ser revertida com uma liminar e, mesmo indeferido pelo TRE, o eleito obter o direito à diplomação”, explicou ao Estado de Minas um observador credenciado do processo eleitoral em Minas.

Opções
Segundo o TRE, há várias alternativas possíveis para esses processos. A primeira é a não-diplomação. Se um candidato obtém menos de 50% dos votos válidos, o TSE impede a diplomação. Nesse caso não são contabilizados os votos nulos das urnas. O tribunal tem a opção de diplomar o segundo colocado. Outra opção é a posse do presidente da Câmara Municipal, no caso de a chapa (prefeito e vice) mais votada ser integralmente impugnada. Isso só será feito, no entanto, após a posse dos vereadores e a conseqüente escolha do novo presidente do Poder Legislativo local.

Caso nenhuma dessas opções seja possível, cabe ao TRE convocar novas eleições no prazo de 20 a 40 dias. “Como não há agenda para a convocação de novas eleições este mês, uma nova eleição só vai acontecer no ano que vem”, esclareceu o mesmo observador.

Em pelo menos um município mineiro, no entanto, a Justiça Eleitoral já decidiu que haverá novas eleições majoritárias, antes mesmo de proclamar os eleitos. É a cidade de Fronteira dos Vales (entre o Jequitinhonha e o Mucuri). Por quatro votos a um, o TRE mineiro decidiu semana passada pela realização de novo pleito em Fronteira dos Vales.

A data não foi confirmada, pois depende da aprovação do calendário eleitoral pelo TRE. Os candidatos a prefeito e vice locais tiveram seus registros cassados pelo juiz da 4ª Zona Eleitoral de Águas Formosas, Emerson Chaves Motta, sob acusação de distribuição de brindes e promoção de churrasco para os eleitores. 
 
Foto: Cristina Horta/EM/D.A press(26/5/08)

Charge do Dia

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Cassado o Vereador Ildeu Maia (PP/MG)

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O blog do Luis Carlos Gusmão deu uma barrigada geral na imprensa de Montes Claros e divulgou de antemão a cassação do Vereador Sebastião Ildeu Maia (PP/MG). Segundo o blog  “o Juiz Richardson Xavier Brant, da 2ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Montes Claros, cassou o mandato do ex-presidente da Câmara de Vereadores de Montes Claros, Ildeu Maia, do PP, por improbidade administrativa, quando exerceu o mandato de Presidente da Câmara Municipal de Montes Claros, no período de 2005/2006.

Como miséria pouca é bobagem a sentença suspendeu também os direitos políticos do vereador por 03 anos. Assume em seu lugar o Vereador Júnior Samambaia.

Esta decisão deve deixar muita gente sem dormir este fim-de-semana em Montes Claros. Os vereadores presos pela Polícia Federal na operação “Pombo-Correio” e o prefeito eleito Tadeu Leite estão tendo a certeza, com esta sentença, que a justiça está atuando com rigor contras todas as mazelas, eleitorais ou não, cometidas pelos políticos.

De acordo com a site do TJMG (clique aqui) a sentença proferida ontem, 12/12, só será publicada dia 16/12, tornando muito difícil que haja tempo hábil para que um recurso seja aceito com efeito suspensivo antes da diplomação dia 18/12.

Copiado do Política de Buteco

A imagem da corrupção em Januária

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Ezequiel Fagundes para O Tempo

O documento mais forte do Ministério Público (MP) de Minas Gerais que serviu de base para a Justiça afastar do cargo o prefeito de Januária, Sílvio Joaquim Aguiar (PMDB), saiu do computador pessoal do próprio prefeito.

Acusado de montar um esquema de compra de apoio político de vereadores para impedir a cassação de seu mandato, Aguiar virou alvo de uma operação de busca e apreensão em sua casa no último dia 20 de novembro. A pedido do MP, o juiz Cássio Azevedo Fontenele autorizou a realização do pente fino. Aguiar é o sexto prefeito desde 2004.

As buscas se estenderam também à casa do superintendente da prefeitura, Vandeth Mendes Júnior, e ao gabinete dos dois na prefeitura. Na residência de Aguiar, foram apreendidos documentos, dois computadores, CDs, DVDs e um vídeo de 41 minutos – contendo cenas de corrupções -, que foi obtido na íntegra por O TEMPO. Não há áudio no vídeo.

As imagens mostram o prefeito Sílvio Joaquim Aguiar, o advogado Vandeth e os vereadores Weber Abreu dos Santos (PP), Weber Ribeiro de Oliveira (PP), Mário Silvério Viana (PV), Geraldo Eustáquio Nunes Dias (PPS) e João Gomes Teixeira (PSC).

O MP solicitou também o afastamento imediato dos cinco vereadores, no entanto, o magistrado ainda não julgou a liminar do pedido.

Os vídeos foram gravados em um mesmo lugar, na sala da casa do prefeito Aguiar, onde a mesa de jantar serviu de palco para os negociadores. Nas imagens, Vandeth Júnior aparece acertando a negociata com os parlamentares, combinando valores e fazendo o pagamento da propina, em maços de notas de R$ 100.

Apontado, dentro das investigações, como o principal colaborador do prefeito no esquema, Vandeth está em todas as imagens no vídeo. Ele divide as cenas com outra pessoa, que aparece sempre sentada ao seu lado. Segundo informações de bastidores, essa pessoa, ainda não identificada, seria filho de Sílvio Aguiar.

Nas primeiras cenas, Vandeth – usando óculos e cavanhaque – aparece comandando uma reunião em conjunto com cinco vereadores. Ele aparece gesticulando e mostrando documentos aos parlamentares. Com o maço de dinheiro nas mãos, o advogado Vandeth expõe as dezenas de cédulas diante dos vereadores durante as negociações.

Segundo o MPE, foram oferecidos R$ 15 mil para cada um dos cinco parlamentares de Januária. O dinheiro tem origem desconhecida. As imagens mostram ainda que, depois do primeiro contato, os vereadores se reuniram separadamente com Vandeth. O vereador Weber Abreu – trajando camisa pólo com listras azuis e brancas — é filmado mostrando boletos bancários que, segundo o MP, na realidade são alguns de seus débitos na cidade. Em seguida, Abreu se levanta, coloca um maço de dinheiro no bolso da calça e deixa a sala.

Jornalistas de Montes Claros 1: Vi, li e não gostei

aldeci

Li na coluna do Aldeci Xavier:

De Primeira Hora

· Tomando como base o dito popular de que cada caso é um caso, por questão de justiça vale ressaltar que entre as diversas lideranças que estiveram na embarcação de Tadeu Leite e obtiveram ou não êxito nas urnas é importante que a história reconheça o papel dos vereadores Athos Mameluque, Fátima Pereira e Rosemberg Medeiros que durante os quatros anos do governo do prefeito Athos Avelino permaneceram na oposição. O interessante é que esses sacrificaram suas eleições em decorrência do posicionamento assumido. O registro é importante, levando em consideração que neste momento que antecede o início de uma nova administração, essas pessoas devem ter o trabalho reconhecido, não sendo colocados em vala comum.  Muitos que esconderam a mão neste período, ou até mesmo durante a campanha do prefeito eleito Tadeu Leite, agora fazem questão de aparecer na foto.

Não Aldeci, não concordo com você. Aliás, raramente concordo com você! Te acho completamente parcial e rimos muito à época das eleições dos seus comentários. É incrível como você muda de opinião tão rapidamente (não critico quem muda de opinião, isso até pode ser sinal de evolução).

Não concordo com você porque acho que um prefeito eleito pelo povo não deve fazer suas escolhas pelos companheiros de primeira hora. Afinal, não foi este o erro maior do prefeito Athos Avelino?

Não concordo com você porque você acha que quem passou os quatro anos da administração na oposição deve ter lugar na administração. Isso não é mérito nem credencia ninguém para assumir função pública.

Não concordo com você porque não acho que estes vereadores sacrificaram suas eleições por posicionamento de oposição assumidos. Sacrificaram por uma série de motivos, mas principalmente porque estavam envolvidos na operação “Pombo Correio” da Polícia Federal e foram presos por desvio de dinheiro público. Assim como Lipa Xavier, Ademar Bicalho, Aurindo Ribeiro, Raimundo do INSS e Marcos Nem. Todos eles tiveram menos votos que na eleição anterior e a maioria não foi eleito.

E ainda não concordo com você quando fala que sacrificaram sua eleição por sua posição política. Sacrificaram sua eleição por falta de competência.

Enfim Aldeci, vamos torcer sinceramente para que as escolhas do próximo prefeito não sejam como as suas e como a do atual prefeito Athos, que em detrimento da competência e de outras virtudes, escolhe sua equipe baseado no fato de ”serem companheiros de primeira hora”.

Ainda na mesma coluna do Aldeci, li também:

Homenagem

· E falando na vereadora Fátima Pereira, na reunião de ontem, terça-feira, o vereador Ademar Bicalho deu prova do reconhecimento do trabalho da vereadora ao propor homenageá-la com a medalha de Mérito educacional professora Maria Aparecida Bispo de Moura. O projeto de resolução foi aprovado por unanimidade. Diga-se de passagem, Fátima escreveu seu nome na história regional, ao iniciar a revolução do setor de educação no Norte de Minas.

“Diga-se de passagem”, Fátima Pereira foi demitida a bem do serviço público quando ocupava a função de Delegada Regional de Ensino. Fátima responde a vários processos na justiça, já tendo sido inclusive, condenada em alguns (Veja AQUI) . Fátima foi presa na Operação Pombo Correio da Polícia federal e responde a Ação Civil Pública por isso.

Mas pensando bem, se o prefeito reeleito de Unaí Antério Mânica, acusado de ser o mandante da “chacina de Unaí” recebeu a Medalha do Mérito Legislativo da Assembléia de Minas e Jairo Ataide, acusado de “quebrar” a Cooperativa de Montes Claros recebeu homenagem da Confederação das Cooperativas pelos “relevantes serviços prestados”, tem mesmo a ver essa homenagem à Fátima Pereira.

Kibado do Política de Buteco

PS: Este texto entra para a minha coleção “Post´s que queria ter escrito” (rsrsrsrsrsrs). Parafraseando Lula, Aldeci sifu! Cada dia mais eu amo esses caras do PB.

Lula ‘apanha’ indefeso na 3ª vigília pró-aposentados

Vigilia aposentados (Moreira Mariz/Ag.Senado)

Um político pode mudar. Pode até mudar radicalmente. Mesmo que uma migração do socialismo sindical para o pragmatismo liberal pareça exagerada.

Mas Lula jamais deve ter imaginado que seria surrado em vigílias comandadas pelo companheiro Paulo Paim (PT-SP).

Iniciada na noite de terça (2), arrastou-se até as 6h05 desta quarta (3) a terceira madrugada de vigília em defesa dos aposentados.

Lula e seu governo apanharam indefesos por mais de dez horas. Sob aplausos de uma platéia de cerca de 30 aposentados.

Gente inconformada com a recusa do governo do ex-PT de apoiar três projetos de Paim. Que tonificam pensões e aposentadorias da Previdência.

Dessa vez, até o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), deu as caras. Ficou até a meia-noite. Antes de sair, contou:

“Meu avô tem 85 anos. Durante toda sua vida contribuiu para a Previdência com o equivalente a dez salários mínimos. Hoje, recebe uma aposentadoria que não chega a dois salários”.

Os microfones da tribuna do Senado não tiveram sossego. Os discursos jorraram, em catadupas, até o alvorecer.

Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez, onze…etc., etc. e tal.

Lula e sua administração foram brindados com adjetivos acerbos. “Caloteiro” e “Estelionatário”, por exemplo. Mas o vozerio não parece tirar o sono do presidente.

Por ora, incomodou-se apenas a Viúva. As três vigílias -duas até o nascer do Sol e outra encerrada à 1h- vão injetar na folha de pagamentos do Senado um bom adicional de horas-extras.

O cálculo, ainda por fazer, envolve um sem-número de funcionários obrigados a acompanhar os senadores em suas noitadas.

Gente da TV e da Rádio Senado, da Agência Câmara, dos gabinetes, da Mesa Diretora, do serviço de som, da Taquigrafia, o Cafezinho, disso e daquilo.

Não vai sair barato.

Vi no Blog do Josias

Aécio defende fim do caciquismo político no PSDB

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Juliana Cipriani para O Estado de Minas  

O governador Aécio Neves (PSDB) defendeu segunda-feira o fim das decisões de cúpula em seu partido e a discussão de uma proposta de governo com bandeiras fortes antes da escolha do nome daquele que disputará a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com o mineiro, um dos cotados para ser o candidato tucano à Presidência da República, a legenda cansou de perder eleições por causa do caciquismo político. “Foi-se o tempo em que uma, duas, ou três pessoas indicavam os candidatos do partido. Isso é diferente. O PSDB cansou de perder eleições, até porque as decisões foram muito centralizadas e eu faço aqui até a minha mea culpa: eu participei de algumas dessas decisões”, afirmou.

Aécio voltou a defender as prévias para definir o nome do PSDB que disputará o pleito de 2010 – a escolha será entre ele e o governador de São Paulo, José Serra. Mas, antes desses acertos, o governador de Minas afirmou que o partido precisa se dedicar à construção de uma proposta para o Brasil. “Acho que antes de decidir quem será candidato, tem que definir qual a sua proposta, o que vai diferenciá-lo do governo que está aí, o que nós vamos mostrar de novo para a população”, disse.

Na definição das bandeiras, Aécio põe duas das suas: a questão gerencial e um novo pacto federativo, com a redistribuição de competências e tributos entre União, estados e municípios. Aécio acredita que o debate no próximo pleito será pautado pela questão da gestão. Isso ocorrerá tendo em vista que, segundo ele, o presidente Lula se apropriou da visão econômica do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), não podendo mais questionar os métodos tucanos.

Privatizações “Não há mais espaço para o atual governo, por exemplo, questionar as privatizações, se privatizou um número expressivo de rodovias, para ficar apenas num exemplo. Não há mais como combater a responsabilidade fiscal, se ele adotou a responsabilidade fiscal como instrumento de governabilidade”. Em tempos de crise econômica, segundo Aécio, a atuação do governo Lula nesse campo ficará mais perceptível. “Nos tempos de bonança é mais fácil você, de alguma forma, administrar sem controle, gastar sem controle. Em tempos de crise, com a perspectiva da redução de investimentos, vamos perceber quanto mal vem fazendo ao Brasil esse aumento descontrolado do gasto público”, disse.

Aécio defende a união do partido para que o PSDB possa agregar outras legendas já que, para ele, isoladamente não é possível vencer as eleições. “O candidato será aquele que tiver melhores condições de incorporar esse projeto, tirar da população brasileira confiança e tiver capacidade de agregar outras forças políticas no seu entorno.” O governador voltou a dizer que não deixará o partido “Estou muito bem no PSDB, acho que o PSDB e o PMDB podem trabalhar para construir, juntos, um projeto para o Brasil”, afirmou.

A sucessão de 2010 foi assunto de um encontro entre Fernando Henrique e Aécio na noite de segunda-feira no Palácio das Mangabeiras. FHC fica na residência oficial do governador até nesta terça-feira, quando faz uma palestra em evento da Associação de Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil em Minas Gerais (ADVB/MG) para falar da conjuntura política e econômica do país. Os dois não falaram com a imprensa após o jantar, que teve a participação do ministro Marco Aurélio Melo, que também estava na capital.

Crise na Petrobras?

Suplicy e Tasso

Será que os incomPTentes conseguiram abalar a saúde financeira da menina dos olhos do povo brasileiro? Sim porque é muito estranho os dois empréstimos feitos pela Petrobras no BB e na CEF. Mais estranho é que a CEF não atende a empresas do porte da Petrobras. Nem uma divisão específica para isto tem. E o mais estranho de tudo: os empréstimos foram para capital de giro?!?!?!

A Petrobras recorreu antes ao BB, em outubro, e pegou R$ 750,99 milhões, a um custo de 6,3% ao ano, o que correspondeu a 21% de todos os recursos do BB destinados aos exportadores no mês referente ao empréstimo.

Na CEF, que deveria financiar habitação, saneamento, agricultura, pequenas e médias empresas, o valor tomado foi de R$ 2 bilhões. O montante tomado pela Petrobras corresponde a 44% dos R$ 4,5 bilhões em créditos para empresas concedidos pelo banco estatal em outubro. Para efeito de comparação, neste ano de 2008, a Caixa destinou ao programa de financiamento da habitação popular R$ 1,5 bilhão.

A estatal divulgou nota no seu site e deixou tudo mais estranho ao informar que:

“Em outubro, a Companhia teve maiores gastos com impostos e taxas, com o recolhimento de mais de R$ 11,4 bilhões no mês…”

“…Parte desses pagamente refere-se ao Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro, devido ao maior Lucro Líquido apurado no terceiro trimestre de 2008. E participações especiais calculadas com base no valor de pico do preço do petróleo”.

Empréstimo para pagamento de impostos? Devia ir era para o SEBRAE aprender a provisionar dinheiro para pagamento de impostos.

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado decidiu realizar uma sessão para ouvir explicações de autoridades sobre a situação financeira da Petrobras.

Aprovou-se nesta quinta (27) um requerimento do PSDB. Prevê o comparecimento à comissão de quatro pessoas:

1. José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras;
2. Maria Fernanda Coelho, presidente da Caixa Econômica Federal;
3. Antônio Francisco de Lima Neto, presidente do Banco do Brasil;
4. Henrique Meirelles, presidente do Banco Central.

O objetivo é obter explicações sobre empréstimos de capital de giro que a Petrobras contraiu junto a bancos federais.

Ontem, 27/11, o Senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) leu na tribuna do Senado o Balanço da empresa:

“Em outubro, o passivo circulante líquido da Petrobras chegou a R$ 92,9 bilhões. São dívidas de curtíssimo prazo…”

“…O ativo circulante líquido, caixa e créditos de curto prazo, somou R$ 57 bilhões. Ou seja, tem um buraco de curto prazo de R$ 36 bilões…”

“…Isso significa que há um sério problema de liquidez. Por isso fizeram os empréstimos na Caixa e no Banco do Brasil, que não são corriqueiros”.

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Tadeu corre risco de não assumir Prefeitura de Montes Claros

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O assunto ontem no Kentura Kent, como deve ter sido em todos os outros butecos da cidade como vocês podem ver pelo comentário do Pirula aí abaixo, foi a possível não diplomação do prefeito eleito de Montes Claros, Luiz Tadeu Leite.

No caso da não diplomação de Tadeu, Athos assume. Já fazendo previsões, a turma discorreu, caso Tadeu não assuma, sobre a dificuldade de Athos governar. Ele, que foi barrado pelas urnas, teria enorme dificuldade em governar a cidade, já que mesmo perdendo com margem pequena de votos, não foi a vontade da maioria.

Mas, como tudo são especulações e tudo pode acontecer, não custa lembrar o caso do Governador da Paraíba Cássio Cunha Lima, do PSDB, cassado recentemente. O PSDB entrou com ação tentando impedir que o segundo colocado assuma o governo. No documento de 12 páginas, defende que sejam realizadas novas eleições, já que o segundo colocado não atingiu a maioria dos votos e portanto, não representa a vontade da população. Segundo o partido, a decisão ainda vai contra o artigo 77 da Constituição Federal, que garante vitória em eleição para quem tiver a maioria dos votos.

– O eleitorado, em disputa entre apenas dois candidatos, escolhe aquele que realmente tem a preferência da maioria. Conseqüentemente, também fica registrada a repulsa da maioria ao candidato derrotado -, está escrito na página 2 do documento.

A ação está no Supremo e, por sorteio, caiu nas mãos do ministro Celso de Mello. Ainda não há previsão para julgamento.

Já a cassação do Prefeito de Recife, João da Costa, no TRE de Pernambuco, foi reformada e transformada em multa. O juiz de primeira instância Nildo Guerra Nery condenou Costa em plena campanha eleitoral. Cassou o registro da candidatura dele e o deixou com os direitos políticos suspensos por três anos. Fez isso por considerar que Costa praticou abuso de poder econômico e político ao utilizar a máquina administrativa da Prefeitura em favor da candidatura dele. Toda a sentença de Nildo Nery está baseada em investigações iniciadas pela promotora com atribuição eleitoral Andréa Nunes.

Kibado do Política de Buteco