Archive for the ‘Polícia’ Category

Menino de 9 anos salva a mãe de estupro ao morder orelha do agressor

Reprodução/TV Tem Orelha machucada após mordida de criança em Bauru

Foto: Reprodução/TV Tem Orelha machucada após mordida de criança em Bauru

A coragem de um menino de 9 anos salvou a mãe dele de um estupro na última segunda-feira (5) em Bauru, a 329 km de São Paulo. Segundo testemunhas e a Polícia Militar, a vítima apanhou muito e só não foi estuprada porque o filho a defendeu. O menino pulou nas costas do agressor e mordeu a orelha dele, até que o homem largasse a mãe.

O homem teria invadido a casa no Jardim Araruna e tentado estuprar a dona da residência. O suspeito, de 35 anos, já tinha passagem na polícia por lesão corporal e direção perigosa. Ele foi socorrido no Pronto-Socorro central, onde levou dez pontos na orelha e fez exame de HIV.

A família e os vizinhos passaram a tarde desta segunda prestando depoimento. No fim da tarde, o suspeito também foi ouvido na delegacia do município.

Fonte: Portal G1

Sem-terra brigam por área no Norte de Minas

Girleno Alencar para o Hoje em Dia

O clima de tensão tomou conta, na manhã de ontem, da Fazenda Sanharó, de 789 hectares, na zona rural de Montes Claros, que foi invadida em abril de 2003 pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). Quase houve um conflito entre dois grupos. Os sem-terra Adão Luiz Moreira, Antônio Oswaldo Desidério da Silva e Ateilton Alves dos Santos ameaçaram entrar na propriedade, sob alegação de que têm direito a terras no local, pois teriam sido assentados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), quando a área foi desapropriada, em 2006, mas depois teriam sido expulsos pela entidade, em 29 de maio de 2007, por terem denunciado, segundo eles, irregularidades no acampamento.

Os atuais ocupantes da fazenda não permitiram que os três entrassem nas terras, alegando que eles teriam saído espontaneamente do local, por não querer plantar. O clima ficou tenso e os envolvidos chamaram a Polícia Militar, para que fosse lavrada a ocorrência policial. O HOJE EM DIA acompanhou a chegada dos três sem-terra, que apresentaram documentação do Incra enviada ao Ministério Público Federal, com data de julho de 2008, apontando-os como tendo direito a terras na área.

O sem-terra Adão Luiz Moreira, 44 anos, afirma que participou da invasão de abril de 2003, adquirindo direito sobre a terra. No entanto, ele alega que passou a discordar de algumas medidas tomadas por outros sem-terra, “como a venda de bens da fazenda, incluindo uma balança de pesar gado, serralheria e pipa”. Segundo ele, como punição por discordar dessas medidas, teria sido obrigado a transportar 3 mil tijolos e, depois, amarrado a uma árvore.

De acordo com o sem-terra, as 13 famílias que não concordaram com a venda dos equipamentos acabaram sendo expulsas do assentamento, mas oito teriam voltado à fazenda, em dezembro daquele ano. Adão Moreira faz outras acusações aos coordenadores do acampamento. Ele afirma ainda que, depois, começaram a ser desviadas cestas básicas que são distribuídas pela Conab. Já Antônio Oswaldo Desidério da Silva, 49 anos, apresentou outra denúncia: os pastos teriam sido arrendados para fazendeiros da região e era feita também cobrança indevida da taxa de energia elétrica. De acordo com ele, seu filho, Waldemar, de 27 anos, “não teve condições de pagar a luz e foi trabalhar na cidade, como servente de pedreiro, por três dias. Quando voltou, tomaram sua mochila e ameaçaram sua filha de seis anos”, afirmou o sem-terra.

Na manhã de ontem, um dos coordenadores do acampamento, Walteide Ferreira Coelho, afirmou que o Incra determinou que a área fosse dividida entre 31 famílias, o que teria ocorrido. De acordo com ele, Adão e Antônio Oswaldo teriam saído da fazenda porque não queriam trabalhar, “o que desagradou o movimento”. Ele acusou também os três, alegando que teriam posto fogo em 30 sacas de milho, recentemente colhidas, além de matarem animais do assentamento. Coelho afirmou que suspeita das pessoas que foram expulsas da fazenda, porque tem “recebido ameaças” e teria descoberto que o número do telefone seria de Adão Moreira.

As famílias que estão na fazenda afirmaram também que não permitirão a entrada dos sem-terra expulsos e, caso o Incra pretenda colocá-los em alguma área, que arranje outra. Segundo elas, a Comissão Pastoral da Terra teria levado os três para a Fazenda Americana, em Grão Mogol, mas a presença deles no local teria aumentado a rixa com os os ocupantes daquela área, Ainda de acordo com as acusações, teria ocorrido até troca de tiros, com várias pessoas ficando feridas.

Incra promete apurar denúncias
No dia 21 de julho, o Incra encaminhou correspondência ao Ministério Público Federal informando que 31 famílias devem ser assentadas na Fazenda Sanharó, e 26 já foram selecionadas, legitimadas e homologadas na área, entre elas as expulsas. O órgão informou também que as famílias ainda não foram divididas em lotes e que suspendeu os atos administrativos relativos à implantação do projeto de assentamento, solicitando a apuração das irregularidades denunciadas pelos assentados e pela Procuradoria da República. Além disto, o Incra está formando uma comissão de sindicância para apurar as denúncias contra o MST e a forma de seleção das famílias atendidas com terras e cestas básicas.

PMs são presos por suspeita de roubar de assaltantes

Um sargento e três soldados da Polícia Militar foram presos esta semana, suspeitos de roubar ladrões. A Corregedoria diz que eles perceberam um assalto a um caixa eletrônico, mas resolveram esperar os ladrões saírem. Em seguida, assaltaram os assaltantes, que foram embora de mãos vazias. (veja as imagens)

Os ataques a caixas eletrônicos cresceram 36% em São Paulo. Este ano, já foram 302 casos. A Corregedoria da Polícia ainda não terminou a investigação dos quatro PMs suspeitos de roubar os ladrões.

– São policiais que, se estiverem comprovadamente envolvidos neste fato, esqueceram o juramento que prestaram, a farda que estão honrando, e serão responsabilizados por isso – afirma Marcelo Zanchetta, capitão da PM.

As câmeras dos bancos registram os ataques, mas quase sempre a polícia chega quando já é tarde. Os ladrões agem em bando porque, para atacar um caixa eletrônico, é preciso força e agilidade: cada caixa pesa meia tonelada.

Alguns ladrões montam um cenário para o roubo. Improvisam uma cortina com os cartazes de propaganda o banco. Quando pegam o dinheiro, os anúncios voltam para o lugar. Os bandidos fogem, antes da chegada da polícia.

Os três soldados estão presos na corregedoria e o sargento, no Presídio Romão Gomes, porque também foi flagrado com drogas. O assalto aconteceu na última sexta-feira, dia 12, em Guaianases.

Homem é morto em BH por pisar no pé de PM

Familiares, amigos e vizinhos de Cláudio Eustáquio protestaram contra o crime e pediram justiça

Familiares, amigos e vizinhos de Cláudio Eustáquio protestaram contra o crime e pediram justiça

Pedro Rocha Franco para o Estado de Minas

O assassinato do mecânico Cláudio Eustáquio da Silva, de 39 anos, que segundo testemunhas levou um tiro na barriga por ter pisado no pé de um sargento da Polícia Militar, revoltou parentes e vizinhos dele na Vila São José, na Região Noroeste de Belo Horizonte. Domingo, durante o sepultamento no Cemitério da Paz, houve protesto. O crime foi às 16h47 de sábado, em um bar da Praça São Vicente com Avenida Ivaí, no Bairro Padre Eustáquio, na mesma região. A primeira versão da PM é de que a vítima tentou assaltar o cabo Ednaldo Nogueira Borges, de 35 anos, que estava em companhia de um sargento, cujo nome não foi divulgado. Borges teria reagido, sacado a arma e atirado. Os militares trabalham no 34º Batalhão da PM e estavam à paisana no bar, bebendo e comendo feijão tropeiro. A própria PM assumiu as investigações do homicídio.

De acordo com uma vizinha da vítima, que pediu para não ser identificada temendo represália, o mecânico era honesto, trabalhador e tinha passado no bar para tomar uma cerveja, depois de receber seu 13º salário. “Era a pessoa mais honesta do mundo, de uma dignidade surpreendente, casado e com dois filhos”, lamentou. Segundo ela, Cláudio comentou com os amigos que ia sair para apostar no jogo do bicho e pisou no pé do policial sem querer. “Ele pediu desculpas, mas o sargento não aceitou. Eles discutiram e o cabo sacou a arma e atirou”, disse a vizinha, que junto a outros moradores fez faixas e cartazes de protesto. Cláudio chegou a ser socorrido no Hospital Alberto Cavalcante e transferido para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII (HPS), mas não resistiu ao ferimento e morreu.

O comandante do 34º Batalhão da PM, tenente-coronel Cícero Nunes Moreira, disse que o cabo Ednaldo Borges foi preso em flagrante e está recolhido na própria unidade onde trabalha. Para o tenente-coronel, o militar contou que o mecânico entrou no bar meio transtornado e pisou no pé do sargento. “O sargento achou que fosse uma brincadeira e falou alguma coisa com o rapaz, que saiu e voltou logo em seguida, dando uma trombada no sargento e agarrando-o pelo pescoço. O cabo se identificou como policial e mandou o sujeito parar. O homem, que era muito forte e tinha cerca de 1,90m de altura, viu a arma na cintura no cabo e tentou tomá-la. Os dois brigaram pela posse da arma, que disparou acidentalmente”, disse o comandante. O cabo arrolou o sargento e outras duas pessoas do bar como testemunhas, segundo Cícero Nunes.

Ainda de acordo com o tenente-coronel, o mecânico conseguiu sair do bar e caiu na rua, sendo socorrido pelos próprios PMs, que pediram uma ambulância. “O sargento tentou reanimar o mecânico, fazendo massagens cardíacas”, disse o comandante, ressaltando que foi feito o auto de prisão em flagrante e encaminhado à Justiça Militar. A arma, que pertence à corporação, foi apreendida. O cabo, segundo Cícero Gomes, foi submetido a exames toxicológico, de corpo de delito e residuográfico, para detectar presença de pólvora nas mãos. “Ednaldo reagiu em defesa do colega. Ele mesmo declara que o tiro foi acidental”, disse Cícero. 
 
Foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press

Homem é preso em BH por agredir a mãe de 85 anos

Rafael Passos – Portal Uai 

Um homem foi preso na noite desta quarta feira porque teria batido na própria mãe de 85 anos em Belo Horizonte. O caso de violência doméstica ocorreu na Unidade de Pronto Atendimento do bairro Primeiro de Maio, na Região Norte da capital.

Informações do guarda municipal Diógenes Martins dão conta de que Raimundo Francisco Soares, de 50 anos, agrediu Maria Joana de Souza no banheiro da unidade, onde ela está internada há cinco dias. Segundo o agente, funcionários da enfermagem ouviram gritos da mulher e acionaram a Guarda Municipal.

Aos guardas, Raimundo Soares não soube explicar o motivo da ação violenta. Mesmo assim, ele acabou preso. “Encontramos os dois no banheiro. Ela estava sentada em uma cadeira de rodas, com um aranhão no braço esquerdo”, relatou Diógenes Martins.

De acordo com Diógenes, Maria de Souza foi vítima de um acidente vascular cerebral (AVC) e sofre de anemia e desidratação. Ela aguarda transferência para um dos hospitais da rede pública de BH.

Raimundo Soares foi conduzido à 7ª Seccional de Venda Nova para prestar depoimento, enquanto a mãe dele permanece na UPA Primeiro de Maio.

Destaque do Dia: RBS TV flagra furto de donativos em Blumenau

 

Imagens feitas com microcâmera mostram soldados do Exército levando produtos em mochilas

Imagens feitas com microcâmera mostram soldados do Exército levando produtos em mochilas

 Uma reportagem veiculada pela RBS TV na noite deste domingo mostrou voluntários e soldados do Exército que trabalham na Vila Germânica, em Blumenau, no Vale do Itajaí, furtando roupas e mantimentos doados para às vítimas da enchente que atingiu Santa Catarina. As imagens mostraram pessoas saindo com o carro cheio de donativos.Os furtos ocorreram no Pavilhão 1 do Parque Vila Germânica, que é administrado pelo governo catarinense. O local funciona como uma central de triagem de produtos doados do Brasil inteiro.

Havia duas maneira de levar o material destinado aos flagelados das cheias. A primeira ocorria logo que os caminhões chegavam com os donativos. Os soldados descarregavam os produtos e empurravam para um monte. Outro grupo experimentava o material e, se servisse, colocava dentro de mochilas. Em seguida, saíam normalmente com mochilas cheias.

A reportagem gravou o seguinte diálogo entre os soldados:

— O que tu vai fazer com esse sutiã aí, véio? — pergunta um deles.

— Vou levar pra minha mãe. Esse eu peguei pra minha namorada — responde o colega.

O grupo aparece pegando roupas, tênis e outros objetos. Cada um sai com pelo menos duas mochilas cheias. O outro grupo que furtava os donativos eram os voluntários e os conhecidos deles. Eles chegavam de carro e selecionavam o que agradava.

As imagens mostraram uma mulher empurrando um carrinho de supermercados até o automóvel. Enquanto ela descarregava os produtos no porta-malas, o marido chegava com mais mantimentos.

As imagens foram feitas com uma microcâmera na última sexta-feira pelo cinegrafista Edson Silva. Somente os produtos de melhor qualidade eram desviados.

“Estarrecedoras”
O tenente-coronel Edson Rosti, comandante do 23º Batalhão da Infantaria (BI), classificou as imagens como “estarrecedoras” e afirmou que não deixam dúvidas do que aconteceu. Ele declarou que o 23º Batalhão de Infantaria (BI) vai apurar e o relatório será apresentado em 20 dias. Um inquérito policial militar deve ser instaurado.

O secretário de Desenvolvimento Regional de Blumenau, Paulo França, disse que vai mudar a estrutura de trabalho do pavilhão 1 da Vila Germânica para evitar os furtos. Ele falou que, se for preciso, vai contratar pessoas para fazer o serviço.

Para ver a reportagem que foi ao ar clique aqui.

Vi no site do jornal Zero Hora

Atraída pelo Orkut, mineira passa 9 dias em cárcere privado no Rio

Patrick estava com a namorada em barraco na Favela da Pavuna

Patrick estava com a namorada em barraco na Favela da Pavuna

Patrícia Rennó para o Estado de Minas

Medo, angústia e sofrimento foram os sentimentos de uma auxiliar de enfermagem de Varginha, no Sul de Minas, durante nove dias, enquanto mantida como refém pelo próprio namorado em uma favela no Rio de Janeiro. Depois de investigações, a Polícia Civil identificou o cativeiro e libertou a mulher na manhã de terça-feira, prendendo o seqüestrador em flagrante.

Segundo a polícia, C.C.V., de 32 anos, conheceu Patrick Leandro Ferreira, de 23, que usava o nome falso de Carlos Eduardo, o Cadu, e morava no Rio, num site de relacionamentos. Os dois marcaram um encontro em Varginha e namoraram durante três meses.

O delegado Otávio Miari Branquinho, de Varginha, informou que o rapaz chegou a conhecer os pais da moça e até se hospedou na casa deles. Em 29 de outubro, Carla e Patrick foram juntos para o Rio. Segundo a família, ela abandonou o emprego em um posto de saúde em Três Pontas, para acompanhar o rapaz, e não voltou mais para Minas. No dia 3, Patrick ligou para a mãe dela, que mora em Varginha, e ameaçou matar a moça se a família não depositasse R$ 100 mil na conta dela. O dinheiro não chegou a ser entregue pelos familiares. “A jovem chegou a ligar para mãe, chorando e dizendo que o rapaz só a libertaria se fosse pago o resgate”, disse o policial.

Pelo menos 35 policiais do Departamento de Operações Especiais (Deoesp), de Belo Horizonte, e da Divisão Anti-Seqüestro, do Rio de Janeiro, chegaram ao Parque Colúmbia na Favela da Pavuna, por volta das 6h de terça-feira e cercaram uma casa que tinha nos fundos o barraco de dois cômodos, onde a moça estava presa. Como a área da favela é muito perigosa, os agentes tiveram que usar armamento pesado e carros blindados. Sem ter como fugir, Patrick abriu a porta e se entregou. No momento, a vítima dormia em um colchonete no chão e foi socorrida pelos agentes. No local, havia apenas algumas roupas e utensílios domésticos. Segundo a polícia, não foi encontrado nenhum tipo de armamento com o rapaz ou na casa.

O delegado Denilson dos Reis Gomes, do Deoesp, que estava a frente das ações, disse que vizinhos da casa perceberam que estava ocorrendo algo errado e que a mulher ficava o tempo todo trancada, mas não denunciaram o rapaz por medo de retaliações. Durante conversa com o delegado, C.C.V. contou que a todo momento tinha medo de ser morta, já que o rapaz a ameaçava constantemente e dizia que atacaria familiares dela. “Ele chegou a agredi-la diversas vezes. Quando a encontramos, ela estava com uma marca roxa no rosto e tinha um corte na perna, feitos pelo suspeito com uma faca. Essa pode ter sido uma das armas que ele usava para mantê-la no cativeiro”, disse.

Para família, os dias em que C.C.V. ficou em poder de Patrick foi somente de desespero e esperança de que tudo corresse bem. “Ele parecia uma pessoa normal e enganou todo mundo. Estamos felizes com a volta da minha irmã”, ressaltou André Luiz Vieira.

O acusado já tem passagens pela polícia de Belo Horizonte por roubo e será indiciado por seqüestro. Ele e a vítima foram levados pela polícia, do Rio para Varginha, no fim da tarde de terça-feira. O rapaz foi levado para a cadeia de Varginha.

Na opinião do delegado Otávio Miari, o trabalho da polícia foi rápido por causa do apoio da Justiça e do Ministério Público. “A ação conjunta nos ajudou a resolver rapidamente o seqüestro”. Ele alertou que os internautas precisam ter cuidado com quem conversam pela internet, pois esses casos estão cada vez mais freqüentes. 

Confira a reportagem em vídeo da TV Alterosa.

Foto: Lucas Magalhães/Jornal Correio do Sul/Reprodução

Ex-PM cheira até a morte cocaína comprada de policiais fardados

O caso do ex-PM Marcelo Vieira da Silva, de 38 anos, que provavelmente morreu de uma overdose de cocaína, revela pelo menos três aspectos gravíssimos e nenhum deles tem a ver com o fato de ter transformado num inferno a vida da talentosa atriz Susana Vieira.

1) PMS TRAFICANTES – A namorada de Marcelo, Fernanda Cunha, revelou à polícia que ele adquiriu a droga das mãos de policiais militares fardados, em pleno Centro do Rio. Não é novidade a existência da sociedade entre policiais e traficantes de drogas em várias partes do país. Não é de hoje que eu ouço histórias de operações policiais montadas exclusivamente com o objetivo de apreender drogas que serão depois revendidas pelos próprios agentes da lei. Outro dia, vocês lembram, acharam cocaína dentro do alojamento de policiais do 12o BPM (Niterói). O que surpreende dessa vez é sabermos que policiais fardados estão negociando a morte em plena luz do dia, por alguns trocados.

2) TESTE ANTIDROGAS – Os sinais de paranóia demonstrados pela vítima, antes de morrer, apresentam fortes indícios de que Marcelo era um dependente químico há muito tempo. A diretora do Nepad (Núcleo de Estudos e Pesquisas em Atenção ao Uso de Drogas), Tereza Aquino, informou ao repórter Marcelo Dutra que só um usuário freqüente e antigo sofre da chamada “nóia da cocaína”, que são alucinações e sentimento de perseguição. A pergunta é como Marcelo – que só este ano foi expulso da PM – permaneceu tanto tempo sem que a corporação percebesse os sinais da doença. É por isso que há quem defenda que policiais sejam submetidos periodicamente a testes antidroga, o que ajudaria a detectar agentes públicos mais propensos a uma convivência absolutamente ilegal com traficantes. Eu, confesso, que ainda não tenho idéia formada à respeito. Mas é uma boa discussão. O que vocês acham?

3) FALTA DE INFORMAÇÃO – Por último, mas não menos importante, o episódio é um exemplo clássico de como o desconhecimento dos efeitos de drogas ilícitas pode impedir que um dependente seja salvo. Segundo o relato da namorada de Marcelo, ele demonstrou claros sinais de que estava sofrendo uma overdose, mas ela não o encaminhou para um atendimento médico de urgência. Achou que era apenas mais uma crise nervosa do namorado que no entanto agonizava diante dela. Não era. Naquele momento o coração e os pulmões de Marcelo estavam entrando em falência. E a causa teria sido uma só: o uso de uma droga que oferece momentos de euforia, traduzidos em muito brilho e fantasia, mas ao final leva à destruição do sistema nervoso central, num caminho sem volta.

Kibado do Repórter de crime

Júri recompensa a incompetência de PMs que mataram João

fotomenino
Sofri na mão de leitores tecnicistas quando critiquei a decisão do Ministério Público estadual, que pediu em 28 de junho a absolvição de um PM que matou o estudante Daniel Duque, numa briga na porta de uma boate em Ipanema, no Rio. Eu apenas defendia que essa atitude abriria a porta para outros atos de impunidade. Não deu outra, seis meses depois.

Agora há pouco o Júri acabou de absolver o PM William de Paula da acusação de homicídio do menino João Roberto, de apenas 3 anos, que foi morto depois que o policial e um colega confundiram o carro dirigido pela mãe dele com um veículo com bandidos em fuga. O Júri condenou o policial militar apenas por lesão corporal, por ter ferido a mãe e um irmão do menino. A pena: um ano de serviços comunitários.

Novamente tudo indica que a absolvição aconteceu em função da atuação do Ministério Público, que acusou o PM de homicídio doloso (quando há intenção). Ninguém tem dúvida de que os PMs não mataram intencionalmente o menino. Tanto assim que o PM admitiu ontem que cometeu o erro ao confundir o carro. Portanto, os jurados entenderam que o PM não teve a intenção de matar a criança.

Só que a incompetência dos PMs, que custou a vida de uma criança, foi recompensada com a absolvição do homicídio. Se o Ministério Público tivesse acusado o policial de homicídio culposo, talvez o Júri entendesse melhor como poderia contribuir para a redução da impunidade no Rio.

Agora será mais uma família a lidar com a sensação de que seu parente é morto mais uma vez. E quantas famílias ainda estarão expostas a erros graves como esses, cometidos por agentes do Estado?

Kibado do blog do Jorge Antônio Barros

Foto: Hipólito Pereira/ Agência O GLOBO

A imagem da corrupção em Januária

januaria
Ezequiel Fagundes para O Tempo

O documento mais forte do Ministério Público (MP) de Minas Gerais que serviu de base para a Justiça afastar do cargo o prefeito de Januária, Sílvio Joaquim Aguiar (PMDB), saiu do computador pessoal do próprio prefeito.

Acusado de montar um esquema de compra de apoio político de vereadores para impedir a cassação de seu mandato, Aguiar virou alvo de uma operação de busca e apreensão em sua casa no último dia 20 de novembro. A pedido do MP, o juiz Cássio Azevedo Fontenele autorizou a realização do pente fino. Aguiar é o sexto prefeito desde 2004.

As buscas se estenderam também à casa do superintendente da prefeitura, Vandeth Mendes Júnior, e ao gabinete dos dois na prefeitura. Na residência de Aguiar, foram apreendidos documentos, dois computadores, CDs, DVDs e um vídeo de 41 minutos – contendo cenas de corrupções -, que foi obtido na íntegra por O TEMPO. Não há áudio no vídeo.

As imagens mostram o prefeito Sílvio Joaquim Aguiar, o advogado Vandeth e os vereadores Weber Abreu dos Santos (PP), Weber Ribeiro de Oliveira (PP), Mário Silvério Viana (PV), Geraldo Eustáquio Nunes Dias (PPS) e João Gomes Teixeira (PSC).

O MP solicitou também o afastamento imediato dos cinco vereadores, no entanto, o magistrado ainda não julgou a liminar do pedido.

Os vídeos foram gravados em um mesmo lugar, na sala da casa do prefeito Aguiar, onde a mesa de jantar serviu de palco para os negociadores. Nas imagens, Vandeth Júnior aparece acertando a negociata com os parlamentares, combinando valores e fazendo o pagamento da propina, em maços de notas de R$ 100.

Apontado, dentro das investigações, como o principal colaborador do prefeito no esquema, Vandeth está em todas as imagens no vídeo. Ele divide as cenas com outra pessoa, que aparece sempre sentada ao seu lado. Segundo informações de bastidores, essa pessoa, ainda não identificada, seria filho de Sílvio Aguiar.

Nas primeiras cenas, Vandeth – usando óculos e cavanhaque – aparece comandando uma reunião em conjunto com cinco vereadores. Ele aparece gesticulando e mostrando documentos aos parlamentares. Com o maço de dinheiro nas mãos, o advogado Vandeth expõe as dezenas de cédulas diante dos vereadores durante as negociações.

Segundo o MPE, foram oferecidos R$ 15 mil para cada um dos cinco parlamentares de Januária. O dinheiro tem origem desconhecida. As imagens mostram ainda que, depois do primeiro contato, os vereadores se reuniram separadamente com Vandeth. O vereador Weber Abreu – trajando camisa pólo com listras azuis e brancas — é filmado mostrando boletos bancários que, segundo o MP, na realidade são alguns de seus débitos na cidade. Em seguida, Abreu se levanta, coloca um maço de dinheiro no bolso da calça e deixa a sala.

Nigeriano é preso por matar 110 “crianças bruxas”

O homem, que afirma ser o “bispo” Sunday Ulup-Aya, revelou a uma equipe de filmagem de um documentário que ele “livrou” as crianças de um espírito demoníaco que as possuía.

Mas, após sua prisão, ele teria dito à polícia que “apenas matou as bruxas que viviam dentro das crianças e não as próprias crianças”.

Duas crianças foram encontradas quando a polícia invadiu a casa onde ele estava, mas não foram encontradas provas de que ocorreram assassinatos no local.

Ativistas de defesa dos direitos infantis no país afirmam que muitos menores são abandonados, agredidos e até assassinados porque suas famílias acreditam que estas crianças são bruxas.

Pessoas que afirmam ser “pastores” conseguem extorquir dinheiro dessas famílias com a promessa de exorcizar as crianças, mas até agora ninguém havia sido preso ou processado.

A prisão de Ulup-Aya ocorreu depois que um ativista se fingiu interessado em um exorcismo e negociou o preço do ato com ele, que não sabia que havia policiais presentes.

Ele agora deve ser processado por assassinato.
Cinco outras pessoas também foram presas desde o fim de semana, e o governo do Estado de Akwa Ibom disse que planeja realizar novos flagrantes.

Crença
Sam Ikpe-Itauma, da organização Rede para os Direitos Infantis e Reabilitação (CRARN, na sigla em inglês), afirma que trabalha há seis anos para chamar a atenção do governo do Estado de Akwa Ibom para a questão das crianças abandonadas, vendidas a traficantes ou assassinadas.

Mas, a prisão só foi feita depois que uma equipe de documentaristas da Grã-Bretanha mostrou o filme no mês de novembro. “Tantas pessoas aqui acreditam que crianças possam ser possuídas por demônios que são raras as ações contra aqueles que alegam que podem libertar as crianças em exorcismos violentos”, disse.

A organização de Ikpe-Itauma cuida de 170 crianças que foram abandonadas ou sofreram abusos depois de serem acusadas de serem bruxas.

Segundo Ikpe-Itauma outros “pastores” que alegavam libertar crianças da possessão demoníaca em exorcismos violentos foram presos, mas então libertados discretamente pela polícia.

“Agora eu temo pela minha vida”, afirmou. O porta-voz do governo do Estado de Akwa Ibom, Aniekan Umanah, negou que as autoridades tenham sido constrangidas e obrigadas a agirem para a prisão de Ulup-Aya.

“Ninguém sabia a respeito dele, ele mora em um vilarejo muito remoto”, afirmou. Umanah acrescentou que o governo estadual cuida de crianças vítimas de abuso, mas não consegue encontrar os responsáveis por este abuso devido à “falta de documentação”. 
 
Fonte: BBC Brasil