Archive for the ‘Petrobras’ Category

Charge do Dia

glauco

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Crise na Petrobras?

Suplicy e Tasso

Será que os incomPTentes conseguiram abalar a saúde financeira da menina dos olhos do povo brasileiro? Sim porque é muito estranho os dois empréstimos feitos pela Petrobras no BB e na CEF. Mais estranho é que a CEF não atende a empresas do porte da Petrobras. Nem uma divisão específica para isto tem. E o mais estranho de tudo: os empréstimos foram para capital de giro?!?!?!

A Petrobras recorreu antes ao BB, em outubro, e pegou R$ 750,99 milhões, a um custo de 6,3% ao ano, o que correspondeu a 21% de todos os recursos do BB destinados aos exportadores no mês referente ao empréstimo.

Na CEF, que deveria financiar habitação, saneamento, agricultura, pequenas e médias empresas, o valor tomado foi de R$ 2 bilhões. O montante tomado pela Petrobras corresponde a 44% dos R$ 4,5 bilhões em créditos para empresas concedidos pelo banco estatal em outubro. Para efeito de comparação, neste ano de 2008, a Caixa destinou ao programa de financiamento da habitação popular R$ 1,5 bilhão.

A estatal divulgou nota no seu site e deixou tudo mais estranho ao informar que:

“Em outubro, a Companhia teve maiores gastos com impostos e taxas, com o recolhimento de mais de R$ 11,4 bilhões no mês…”

“…Parte desses pagamente refere-se ao Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro, devido ao maior Lucro Líquido apurado no terceiro trimestre de 2008. E participações especiais calculadas com base no valor de pico do preço do petróleo”.

Empréstimo para pagamento de impostos? Devia ir era para o SEBRAE aprender a provisionar dinheiro para pagamento de impostos.

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado decidiu realizar uma sessão para ouvir explicações de autoridades sobre a situação financeira da Petrobras.

Aprovou-se nesta quinta (27) um requerimento do PSDB. Prevê o comparecimento à comissão de quatro pessoas:

1. José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras;
2. Maria Fernanda Coelho, presidente da Caixa Econômica Federal;
3. Antônio Francisco de Lima Neto, presidente do Banco do Brasil;
4. Henrique Meirelles, presidente do Banco Central.

O objetivo é obter explicações sobre empréstimos de capital de giro que a Petrobras contraiu junto a bancos federais.

Ontem, 27/11, o Senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) leu na tribuna do Senado o Balanço da empresa:

“Em outubro, o passivo circulante líquido da Petrobras chegou a R$ 92,9 bilhões. São dívidas de curtíssimo prazo…”

“…O ativo circulante líquido, caixa e créditos de curto prazo, somou R$ 57 bilhões. Ou seja, tem um buraco de curto prazo de R$ 36 bilões…”

“…Isso significa que há um sério problema de liquidez. Por isso fizeram os empréstimos na Caixa e no Banco do Brasil, que não são corriqueiros”.

Leia mais em: Banco do Brasil também socorreu a Petrobras 
Estatal já corta consultorias e patrocínios 
Analistas vêem problema de gestão na Petrobras 
Empresa atrasa pagamentos, afirma Tasso 
Caixa não tem atendimento a clientes do porte da Petrobras 
Dilma nega crise na Petrobras

Veja 2: O poço das corrupções

Reportagem de Ronaldo França:
Maior empresa brasileira, com um faturamento anual de 205 bilhões de reais, a gigante Petrobras sempre foi uma presa atraente para as matilhas de corruptos que vivem em busca de negócios fáceis e do dinheiro público. Mas nunca um ataque aos cofres da estatal havia sido revelado e esquadrinhado com detalhes tão impressionantes quanto na semana passada. Quando veio à tona a operação Águas Profundas, da Polícia Federal, o que se viu foi um esquema construído dentro de seus corredores, nos quais os fraudadores circulavam com incrível desenvoltura. Os sócios Mauro Zamprogno, Fernando Stérea, Wladimir Gomes e Simon Clayton formaram a Angraporto especificamente para participar de concorrências na Petrobras e cooptaram funcionários da estatal do petróleo para sangrar seus cofres. Durante quatro anos, a partir de julho de 2003, eles obtiveram vantagens em cinco licitações, cujo valor total chega a 239 milhões de reais, pelo que se sabe até agora. O esquema, embora milionário, é pequeno comparado à média anual dos investimentos da companhia, de 32 bilhões de reais. As licitações nas quais se encontraram provas de irregularidade foram feitas para serviços como reparos em plataformas antigas, construídas na década de 80. O que impressiona é o poder que a quadrilha tinha de interferir em cada detalhe dos editais. A operação pode ser o fio da meada para se chegar a esquemas muito maiores nas entranhas da estatal.
(…) Além de fraudar licitações, a quadrilha simulava a necessidade de reparos técnicos, que eram pagos mediante a apresentação de notas frias. Para dificultar a fiscalização, criou pelo menos cinco empresas-fantasma, pelas quais transitavam o dinheiro a caminho das contas dos empresários e as propinas pagas aos funcionários da estatal, dois deles já demitidos. O pagamento também era feito em viagens internacionais e em presentes caros, como automóveis. Assinante lê mais aqui

Operação Águas Profundas: Entrevista com German Efromovich

germanefromovich.jpgProprietário do estaleiro Mauá Jurong, uma das empresas investigadas pela Polícia Federal na Operação Águas Profundas, o empresário German Efromovich afirma que está sendo vítima de uma “pilantragem” armada por seus concorrentes, mas ele não quis nomear os responsáveis pela suposta armação contra ele. Nascido na Bolívia e naturalizado brasileiro, Efromovich é dono de empresas em diversas áreas, entre as quais as companhias aéreas Ocean Air e a colombiana Avianca, do estaleiro Eisa e da empresa prestadora de serviços na área de petróleo Marítima. Em entrevista por telefone à Folha, ele afirma que nunca teve negócios com a Angraporto, empresa que seria o núcleo do suposto esquema, segundo a Polícia Federal:

FOLHA – Sua empresa está sendo acusada de participar de um esquema de fraude em licitações da Petrobras. Como o sr. responde?
GERMAN EFROMOVICH – É preciso deixar claro. A Polícia Federal está achando que a Mauá Jurong teve uma participação numa fraude da P-16. A incursão que ela fez ontem lá na Mauá [no escritório da companhia] não durou mais do que uma hora. Nenhuma pessoa da Mauá foi presa ou indiciada. É preciso ter muito cuidado, porque estão causando um dano, sem saber o que está acontecendo antes, através de uma pilantragem, de que podemos ter sido vítimas, “caídos” de babacas.

FOLHA – Vítimas de quem?
EFROMOVICH – Não sei. Não conheço os fatos. Está tudo de surpresa. Não sabemos de onde vem isso.
(…)

FOLHA – Existe uma disputa judicial entre a Marítima, também do seu grupo, com a Petrobras.
EFROMOVICH – Não vou responder isso pelo telefone. Esse mercado é uma guerra de tubarões, golpes baixos. Não sei se alguém está aprontando, ou alguém está nos preparando para alguma coisa.
(…)

FOLHA – A Mauá Jurong doou para campanhas de petistas no ano passado. Por quê?
EFROMOVICH – Está tudo documentado. Não fui eu que escolhi, nem sei. Essa ligação é maldosa, criminosa e escrota. Porque não está escondido. O que foi dado está nos documentos. Se doou, é dentro da lei. Assinante lê íntegra aqui

Charge do dia

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Até parece novidade: Empresa implicada em fraude ajudou o PT em 2006

De Fábio Zanini na Folha de S. Paulo, hoje:
“A Iesa Óleo e Gás, uma das empresas implicadas pela Polícia Federal na Operação Águas Profundas, que investiga fraudes em licitações da Petrobras, foi uma das maiores doadoras do PT no ano passado. De acordo com dados registrados pelo partido no Tribunal Superior Eleitoral, foram três doações em 2006, totalizando R$ 1,562 milhão. A Iesa foi a sexta maior contribuinte ao partido no ano.

A Folha analisou as contas de 2006 dos maiores partidos do país (PT, PSDB, DEM, PMDB, PP e PR), e apenas o PT recebeu doações da Iesa. A empresa admite que fez a doação por ter sido beneficiada no governo Luiz Inácio Lula da Silva.

“A empresa quis prestigiar o PT porque o governo abriu o mercado de óleo e gás para empresas nacionais, obrigando todas as obras contratadas pela Petrobras a terem índice de nacionalização elevado, contrariando orientação de governos passados. A Iesa é filha direta dessa política”, disse a empresa, por meio de sua assessoria”. Assinante da Folha leia mais aqui

A volta dos que não foram: Silvinho Land Rover

silvinho.jpgQuem andava com saudade de Silvio “Land Rover” Pereira, aquele militante petista, ex-secretário-geral do partido, que caiu logo nos primeiros dias do mensalão? Pois é. Ele está de volta ao noticiário. Reportagem de Camila Pereira e Naiara Magalhães, na VEJA desta semana, mostra que ele, a mulher e um irmão são sócios de uma empresa de eventos chamada DNP. Até aí, tudo certo. VEJA teve acesso a documentos que provam que a Petrobras — ela mesma! — patrocinou a Cinemostra de Verão, no Espírito Santo. Oficialmente, as empresas que a idealizaram e executaram foram a TGS Consultoria e a Central de Eventos e Produções, ambas de propriedade de um mesmo dono, Julio Cesar dos Santos. E quem Santos subcontratou para organizar o evento? Sim, vocês acertaram: a empresa de Silvinho Land Rover. Ela recebeu, só por esse servicinho, R$ 55 mil. O tal Santos, vejam só, foi diretor da empresa municipal de São Paulo Anhembi Turismo, hoje SPTuris, na gestão da ex-prefeita Marta Suplicy. Não se esqueçam: Silvinho ganhou a Land Rover justamente de uma empreiteira que trabalhava para a Petrobras. Assinante lê aqui.

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Evo e a Petrobras

lulaeevo.jpgPor Irany Tereza, no Estadão On Line:
O acordo selado em torno das duas refinarias da Petrobras retomadas pelo governo boliviano marca o terceiro round perdido pela empresa para a Bolívia. “Primeiro foram as mudanças na produção de petróleo e gás, com a nacionalização e o aumento de tributação; depois, veio o acordo do gás e o aumento do preço e agora, com o acordo do refino, a pauta da Bolívia se esgota de maneira prejudicial à Petrobras”, disse Felipe Cunha, analista de petróleo do Banco Brascan. Ele considera, porém, que não havia outra saída para a estatal brasileira e o prejuízo assumido pela empresa, calculado pelo mercado em torno de US$ 80 milhões – diferença entre o valor investido pela estatal e o que será recebido pelas unidades – é ínfimo diante dos resultados da companhia.

“Contabilmente, é difícil calcular o impacto, mas, com certeza, será pequeno. A capacidade total de refino da Petrobras, no Brasil e no exterior, é de 2,227 milhões de barris por dia. A Bolívia representa 2,5% disso. O prejuízo afeta muito pouco e será diluído no resultado”, disse Cunha.

Comparações
Nesta sexta-feira, 11,, a Petrobras divulga o resultado financeiro alcançado no primeiro trimestre do ano. A expectativa do mercado financeiro é de lucro entre R$ 4,5 bilhões e R$ 5 bilhões. O consultor Adriano Pires usa esse valor para fazer uma comparação com a pendenga boliviana. “O lucro da Petrobras em três meses será, pelo menos, 20 vezes o valor pago pelas refinarias. A decisão brasileira foi correta. A Bolívia saiu ganhando no curto prazo, talvez confiando na ajuda da venezuelana PDVSA, caso não consiga operar as refinarias. Mas, no médio prazo, sairá perdendo porque não vai mais haver investimento, as refinarias tornarão a ser sucateadas e a Bolívia vai empobrecer ainda mais”, afirmou.

A analista de um grande banco, que tem como norma não divulgar pareceres sobre negociações empresariais, comentou que, mesmo não tendo provisionado o prejuízo com as refinarias no balanço deste ano, o valor é tão pequeno que poderá ser incluído em qualquer outra provisão da estatal. “Nem quando há ameaça de interrupção no fornecimento de gás, o que é muito mais grave, essa questão da Bolívia tem reflexo no valor das ações da Petrobras. A questão das refinarias, então, não terá o menor impacto. É mais uma questão moral que financeira”, disse.

Em relatório do Brascan, o analista Felipe Cunha ressalta que a permanência da Petrobras na Bolívia acaba sendo prejudicial para a empresa. Cunha frisa que, entre os aspectos negativos vistos pelo mercado com relação à Petrobras, está principalmente a manutenção de investimentos arriscados em determinados países, “especialmente na Bolívia”. “Esses investimentos reforçam a percepção de risco político sobre a empresa”, disse. Adriano Pires destaca que o decreto anunciado pelo presidente Evo Morales no último domingo, com a apropriação do controle da venda de derivados e a fixação de US$ 30 para o barril de petróleo, praticamente zerou o valor de mercado das refinarias. “Quanto mais tempo a Petrobras permanecesse com esses ativos, mais teria prejuízo.

E, diante do nervosismo dos movimentos sociais na Bolívia, não se sabe também que conseqüências danosas e imediatas poderiam resultar de um pedido de arbitragem internacional pela Petrobras. O que o (presidente) Morales fez foi um desrespeito”, disse o consultor.

PS: Vejam vocês: FHC vendeu a Telebrás por US$ 22 bilhões e pouco tempo depois a empresa não valia nem a metade. O PT disse que a venda foi subfaturada, a preço de banana. O Lula vendeu as refinarias da Petrobras na Bolívia com prejuízo de US$ 80 milhões entre o valor de compra e os investimentos de 1999 para cá. Cadê a “turmete” gritando? Uai, onde está o grito de “entreguismo”? Cadê O José Dirceu? O Genoíno? Esse é o PT.

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Bolívia reduz em 20% oferta de gás

gasbolivia.jpgJornal O tempo de hoje:
O governo boliviano anunciou ontem que vai reduzir em 20% as exportações de gás para Brasil e Argentina e justificou a medida pela produção menor do campo San Alberto, explorado pela Petrobras. O presidente da estatal petrolífera YPFB, Sebastián Daroca, afirmou que a redução das exportações foi uma medida para assegurar o fornecimento de gás para o mercado boliviano após a queda da produção autorizada no campo San Alberto de 10 a 3,4 milhões de metros cúbicos diários.

O campo é explorado por uma parceria entre a Petrobras, a hispano-argentina Repsol e a franco-belga TotalFinalElf. Segundo o executivo, a estatal vai suspender o envio de 1,2 milhão para Cuiabá, além de reduzir as exportações para São Paulo, pela Petrobras, de 24,6 milhões para 24 milhões de metros cúbicos. Leia mais aqui (link aberto)

Foto: Juan Karita/Associated Press