Archive for the ‘Moc’ Category

Feliz Natal e que Deus abençoe a família de todos nós

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Sem-terra brigam por área no Norte de Minas

Girleno Alencar para o Hoje em Dia

O clima de tensão tomou conta, na manhã de ontem, da Fazenda Sanharó, de 789 hectares, na zona rural de Montes Claros, que foi invadida em abril de 2003 pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). Quase houve um conflito entre dois grupos. Os sem-terra Adão Luiz Moreira, Antônio Oswaldo Desidério da Silva e Ateilton Alves dos Santos ameaçaram entrar na propriedade, sob alegação de que têm direito a terras no local, pois teriam sido assentados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), quando a área foi desapropriada, em 2006, mas depois teriam sido expulsos pela entidade, em 29 de maio de 2007, por terem denunciado, segundo eles, irregularidades no acampamento.

Os atuais ocupantes da fazenda não permitiram que os três entrassem nas terras, alegando que eles teriam saído espontaneamente do local, por não querer plantar. O clima ficou tenso e os envolvidos chamaram a Polícia Militar, para que fosse lavrada a ocorrência policial. O HOJE EM DIA acompanhou a chegada dos três sem-terra, que apresentaram documentação do Incra enviada ao Ministério Público Federal, com data de julho de 2008, apontando-os como tendo direito a terras na área.

O sem-terra Adão Luiz Moreira, 44 anos, afirma que participou da invasão de abril de 2003, adquirindo direito sobre a terra. No entanto, ele alega que passou a discordar de algumas medidas tomadas por outros sem-terra, “como a venda de bens da fazenda, incluindo uma balança de pesar gado, serralheria e pipa”. Segundo ele, como punição por discordar dessas medidas, teria sido obrigado a transportar 3 mil tijolos e, depois, amarrado a uma árvore.

De acordo com o sem-terra, as 13 famílias que não concordaram com a venda dos equipamentos acabaram sendo expulsas do assentamento, mas oito teriam voltado à fazenda, em dezembro daquele ano. Adão Moreira faz outras acusações aos coordenadores do acampamento. Ele afirma ainda que, depois, começaram a ser desviadas cestas básicas que são distribuídas pela Conab. Já Antônio Oswaldo Desidério da Silva, 49 anos, apresentou outra denúncia: os pastos teriam sido arrendados para fazendeiros da região e era feita também cobrança indevida da taxa de energia elétrica. De acordo com ele, seu filho, Waldemar, de 27 anos, “não teve condições de pagar a luz e foi trabalhar na cidade, como servente de pedreiro, por três dias. Quando voltou, tomaram sua mochila e ameaçaram sua filha de seis anos”, afirmou o sem-terra.

Na manhã de ontem, um dos coordenadores do acampamento, Walteide Ferreira Coelho, afirmou que o Incra determinou que a área fosse dividida entre 31 famílias, o que teria ocorrido. De acordo com ele, Adão e Antônio Oswaldo teriam saído da fazenda porque não queriam trabalhar, “o que desagradou o movimento”. Ele acusou também os três, alegando que teriam posto fogo em 30 sacas de milho, recentemente colhidas, além de matarem animais do assentamento. Coelho afirmou que suspeita das pessoas que foram expulsas da fazenda, porque tem “recebido ameaças” e teria descoberto que o número do telefone seria de Adão Moreira.

As famílias que estão na fazenda afirmaram também que não permitirão a entrada dos sem-terra expulsos e, caso o Incra pretenda colocá-los em alguma área, que arranje outra. Segundo elas, a Comissão Pastoral da Terra teria levado os três para a Fazenda Americana, em Grão Mogol, mas a presença deles no local teria aumentado a rixa com os os ocupantes daquela área, Ainda de acordo com as acusações, teria ocorrido até troca de tiros, com várias pessoas ficando feridas.

Incra promete apurar denúncias
No dia 21 de julho, o Incra encaminhou correspondência ao Ministério Público Federal informando que 31 famílias devem ser assentadas na Fazenda Sanharó, e 26 já foram selecionadas, legitimadas e homologadas na área, entre elas as expulsas. O órgão informou também que as famílias ainda não foram divididas em lotes e que suspendeu os atos administrativos relativos à implantação do projeto de assentamento, solicitando a apuração das irregularidades denunciadas pelos assentados e pela Procuradoria da República. Além disto, o Incra está formando uma comissão de sindicância para apurar as denúncias contra o MST e a forma de seleção das famílias atendidas com terras e cestas básicas.

Prefeitos derrotados atrapalham trabalho das equipes de transição

Luiz Ribeiro para o Estado de Minas 

A Assembléia Legislativa de Minas aprovou este ano uma lei que obriga a criação de comissões de transição dos governos municipais. Na prática, o objetivo é garantir aos futuros prefeitos o acesso às contas públicas, programas, convênios e outras questões da administração. Mas em várias cidades do estado a lei não está sendo cumprida, por causa da rivalidade política. Quem está prestes a sair sonega informações a quem vai entrar na prefeitura em 1º de janeiro. É o que ocorre, por exemplo, em Montes Claros, quinta maior cidade do estado, em Ipatinga, Sete Lagoas e Pouso Alegre, entre outras.

“Do jeito que está, vamos tomar posse às cegas, pois até agora não sabemos quantos funcionários realmente tem a prefeitura, qual o valor da folha de pagamento, quais as dívidas que vão vencer a curto prazo. Não sabemos nem mesmo qual o estoque de medicamentos nos postos. A atual administração sonegou as informações. Por isso, estou receoso de que venha ocorrer um prejuízo incalculável para o funcionamento da máquina administrativa”, reclamou Luiz Tadeu Leite (PMDB), prefeito eleito de Montes Claros. Ele derrotou no segundo turno o atual prefeito, Athos Avelino (PPS).

Tadeu Leite e Athos Avelino já foram aliados – oriundos do mesmo grupo político –, sendo que o segundo foi vice-prefeito do primeiro na segunda gestão na prefeitura (1993/1996). Eles romperam em 2004, quando Athos derrotou Tadeu Leite na corrida à prefeitura. Mas o distanciamento se consolidou de vez no segundo turno deste ano, quando Athos adotou um estilo agressivo contra o seu ex-aliado.

As diferenças entre eles interferiram no processo de transição desde o seu começo. No início de novembro, o prefeito eleito criou uma equipe de transição com 16 integrantes. Porém, Athos Avelino anunciou que sua administração só aceitaria dialogar com um grupo de cinco pessoas. A condição foi aceita por Tadeu Leite. O atual prefeito baixou um decreto fixando que as informações solicitadas seriam repassadas até 15 de dezembro.

No entanto, o prefeito eleito diz que até agora sua comissão de transição não teve acesso aos dados mais importantes da prefeitura. Ele afirma que não pretende acionar a Justiça para conseguir os dados, mas que, nos primeiros dias do futuro governo, vai encomendar uma auditoria nos diversos setores da administração e promover um recadastramento para saber o número de servidores, o total de contratados e onde realmente eles estão trabalhando.

Athos Avelino nega que tenha criado qualquer obstáculo para repassar dados da prefeitura. “Pode até ser que alguma informação ainda não esteja disponível, como a questão financeira, pois o exercício será fechado em 31 de dezembro. Mas não houve da minha parte nenhuma ordem para restringir as informações”, disse Avelino, que prometeu dar uma entrevista nesta terça-feira para “prestar contas à comunidade”.

Justiça
Outra cidade do Norte de Minas vive situação bem parecida à de Montes Claros. Em Bocaiúva, o prefeito eleito, Ricardo Veloso (PSDB), disse segunda-feira, a nove dias da posse, que não tinha conhecimento de nada sobre a prefeitura. “Até agora, estou às escuras, sem saber de nada”, afirmou. Ele conta que deveria receber ainda na segunda-feira um relatório da atual administração, do prefeito Alberto Caldeira (PMDB), seu ferrenho adversário. A entrega do documento foi determinada pela Justiça, que acolheu ação impetrada por Ricardo Veloso. “Tive que recorrer à Justiça, pois o atual prefeito simplesmente se negou a fornecer os dados para a nossa comissão de transição”, argumenta Veloso.

O atual prefeito, Alberto Caldeira, disse que o seu adversário teve acesso aos setores da prefeitura. “Mas, aí, por questões políticas, ele decidiu acionar a Justiça, que nos deu prazo até 24 de dezembro para fornecer as informações. E o prazo será atendido”, declarou. Alberto Caldeira acusa Ricardo Veloso de permanecer em cima do palanque. “Na minha opinião, ele tem que descer do palanque e pensar em trabalhar”, alfinetou.

Cassado o Vereador Ildeu Maia (PP/MG)

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O blog do Luis Carlos Gusmão deu uma barrigada geral na imprensa de Montes Claros e divulgou de antemão a cassação do Vereador Sebastião Ildeu Maia (PP/MG). Segundo o blog  “o Juiz Richardson Xavier Brant, da 2ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Montes Claros, cassou o mandato do ex-presidente da Câmara de Vereadores de Montes Claros, Ildeu Maia, do PP, por improbidade administrativa, quando exerceu o mandato de Presidente da Câmara Municipal de Montes Claros, no período de 2005/2006.

Como miséria pouca é bobagem a sentença suspendeu também os direitos políticos do vereador por 03 anos. Assume em seu lugar o Vereador Júnior Samambaia.

Esta decisão deve deixar muita gente sem dormir este fim-de-semana em Montes Claros. Os vereadores presos pela Polícia Federal na operação “Pombo-Correio” e o prefeito eleito Tadeu Leite estão tendo a certeza, com esta sentença, que a justiça está atuando com rigor contras todas as mazelas, eleitorais ou não, cometidas pelos políticos.

De acordo com a site do TJMG (clique aqui) a sentença proferida ontem, 12/12, só será publicada dia 16/12, tornando muito difícil que haja tempo hábil para que um recurso seja aceito com efeito suspensivo antes da diplomação dia 18/12.

Copiado do Política de Buteco

Montes Claros é uma droga

 O Jornalista Luis Carlos Gusmão escreveu um post duro contra Montes Claros. Discordo em quase tudo, principalmente da parte onde fiz que é impossível denunciar. É diferente, aí já é medo de morrer. A Bíblia já diz, seja quente ou seja frio, morno vomitarei. E para mim o post é morno mas vale a leitura da sua opinião.

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Mesmo sendo o principal centro urbano do Norte de Minas, apresentando características de capital regional, com um raio de influência abrangendo todo o norte de Minas e parte do sul da Bahia, Montes Claros não deixa de ser também uma cidadezinha atrasada, mesquinha e provinciana.

Mesmo possuindo o segundo entroncamento rodoviário nacional, com mais 360 mil habitantes, tendo um destacado pólo de desenvolvimento da região Norte de Minas Gerais, onde vivem quase dois milhões de habitantes, a cidade é mandada por um grupinho metido a besta, que faz de tudo para controlar o poder.

Mesmo sendo um pólo universitário, com duas universidades públicas e diversas faculdades privadas oferecendo cursos nas diversas áreas do conhecimento, em níveis técnico, de graduação, pós-graduação Lato Sensu e Stricto Sensu, Montes Claros continua besta.

Mesmo sendo uma cidade de gente famosa como o seresteiro Gonçalves Chaves, o antropólogo Darcy Ribeiro, o escritor Cyro dos Anjos, o músico Beto Guedes, o historiador Hermes de Paula, a ministra do STF, Cármem Lúcia, o sertanejo Tião Carreiro e tantos outros, continua sendo a cidade da dona Maria, do seu João e de tantos idiotas que continuam acreditando em demagogos e safados.

Na comunicação, mesmo tendo dezenas de rádios comerciais, comunitárias e clandestinas, vários jornais diários, emissoras e retransmissoras de Televisão e uma faculdade de jornalismo, ainda é uma cidade onde a imprensa que o povo escuta é a rádio peão.

Só por aí já se vê que essa cidade é uma droga. Mas Montes Claros, mesmo tendo Polícia Federal, Policia Civil e Militar, ainda é a cidade que esconde marginas, como fez com Fernandinho Beira Mar, que acoberta quadrilhas que roubam cargas de medicamentos, que mantém lavanderias com fachadas de concessionárias e outros impérios. E ai daquele que denunciar. No outro dia o corpo é encontrado cheio de formiga na boca, e ninguém viu, ninguém sabe…

Mas, a maior droga da cidade é a droga da política. Aqui, prefeitos que constróem prédios fantasmas, exemplo do Cesu, são recompensados, por causa da adormecida justiça. Vereadores que compram notas mentirosas para encherem os bolsos continuam livres e deputados envolvidos com o narco recebem como recompensa, caminhões de votos.

A partir do dia 1º de janeiro, uma droga reassume o poder político da cidade. Para comemorar, marginais avisam diariamente a chegada dessa droga, soltando foguetes em frente à Prefeitura.

Vi no Blog do Luis Carlos Gusmão

Jornalistas de Montes Claros 1: Vi, li e não gostei

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Li na coluna do Aldeci Xavier:

De Primeira Hora

· Tomando como base o dito popular de que cada caso é um caso, por questão de justiça vale ressaltar que entre as diversas lideranças que estiveram na embarcação de Tadeu Leite e obtiveram ou não êxito nas urnas é importante que a história reconheça o papel dos vereadores Athos Mameluque, Fátima Pereira e Rosemberg Medeiros que durante os quatros anos do governo do prefeito Athos Avelino permaneceram na oposição. O interessante é que esses sacrificaram suas eleições em decorrência do posicionamento assumido. O registro é importante, levando em consideração que neste momento que antecede o início de uma nova administração, essas pessoas devem ter o trabalho reconhecido, não sendo colocados em vala comum.  Muitos que esconderam a mão neste período, ou até mesmo durante a campanha do prefeito eleito Tadeu Leite, agora fazem questão de aparecer na foto.

Não Aldeci, não concordo com você. Aliás, raramente concordo com você! Te acho completamente parcial e rimos muito à época das eleições dos seus comentários. É incrível como você muda de opinião tão rapidamente (não critico quem muda de opinião, isso até pode ser sinal de evolução).

Não concordo com você porque acho que um prefeito eleito pelo povo não deve fazer suas escolhas pelos companheiros de primeira hora. Afinal, não foi este o erro maior do prefeito Athos Avelino?

Não concordo com você porque você acha que quem passou os quatro anos da administração na oposição deve ter lugar na administração. Isso não é mérito nem credencia ninguém para assumir função pública.

Não concordo com você porque não acho que estes vereadores sacrificaram suas eleições por posicionamento de oposição assumidos. Sacrificaram por uma série de motivos, mas principalmente porque estavam envolvidos na operação “Pombo Correio” da Polícia Federal e foram presos por desvio de dinheiro público. Assim como Lipa Xavier, Ademar Bicalho, Aurindo Ribeiro, Raimundo do INSS e Marcos Nem. Todos eles tiveram menos votos que na eleição anterior e a maioria não foi eleito.

E ainda não concordo com você quando fala que sacrificaram sua eleição por sua posição política. Sacrificaram sua eleição por falta de competência.

Enfim Aldeci, vamos torcer sinceramente para que as escolhas do próximo prefeito não sejam como as suas e como a do atual prefeito Athos, que em detrimento da competência e de outras virtudes, escolhe sua equipe baseado no fato de ”serem companheiros de primeira hora”.

Ainda na mesma coluna do Aldeci, li também:

Homenagem

· E falando na vereadora Fátima Pereira, na reunião de ontem, terça-feira, o vereador Ademar Bicalho deu prova do reconhecimento do trabalho da vereadora ao propor homenageá-la com a medalha de Mérito educacional professora Maria Aparecida Bispo de Moura. O projeto de resolução foi aprovado por unanimidade. Diga-se de passagem, Fátima escreveu seu nome na história regional, ao iniciar a revolução do setor de educação no Norte de Minas.

“Diga-se de passagem”, Fátima Pereira foi demitida a bem do serviço público quando ocupava a função de Delegada Regional de Ensino. Fátima responde a vários processos na justiça, já tendo sido inclusive, condenada em alguns (Veja AQUI) . Fátima foi presa na Operação Pombo Correio da Polícia federal e responde a Ação Civil Pública por isso.

Mas pensando bem, se o prefeito reeleito de Unaí Antério Mânica, acusado de ser o mandante da “chacina de Unaí” recebeu a Medalha do Mérito Legislativo da Assembléia de Minas e Jairo Ataide, acusado de “quebrar” a Cooperativa de Montes Claros recebeu homenagem da Confederação das Cooperativas pelos “relevantes serviços prestados”, tem mesmo a ver essa homenagem à Fátima Pereira.

Kibado do Política de Buteco

PS: Este texto entra para a minha coleção “Post´s que queria ter escrito” (rsrsrsrsrsrs). Parafraseando Lula, Aldeci sifu! Cada dia mais eu amo esses caras do PB.

Montes Claros: Homicídio n.º 81 em 2008

Moradores da zona rural de Montes Claros, acostumados com a tranqüilidade, temem pelo aumento da insegurança após o registro de mais um homicídio na tarde de domingo, 30 de novembro.

O jovem Pedro Elton dos Reis Silveira, de 16 anos foi assassinado, por volta das 17h30, com dois tiros, sendo um no pescoço e outro nas costas. O crime ocorreu no distrito de Ermidinha, distante 40 quilômetros do perímetro urbano da cidade.

Dois suspeitos, um deles conhecido pela alcunha de “Ney”, em um veículo Vectra, de cor verde, estão sendo procurados pela polícia. Segundo a PM, os desconhecidos são apontados por testemunhas como sendo os autores do homicídio.

A Visita
Testemunhas informaram aos investigadores da polícia que, os criminosos chegaram à casa da vítima e gritaram pelo seu nome. Ao sair para atender a visita indesejada, o jovem adolescente foi surpreendido com um tiro no pescoço. Ferido, ele tentou retornar para dentro de casa, mas foi acertado com outro tiro nas costas. Pedro Elton não resistiu aos ferimentos e morreu na porta de sua moradia.

Consumado o crime, os atiradores fugiram do local. Os motivos e autoria do homicídio são desconhecidos, mas a polícia suspeita de vingança. De acordo com levantamentos feitos na cena do crime, a vítima teria agredido um outro adolescente na região há cerca de seis meses.

O corpo de Pedro Elton foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), após levantamento realizado pela perícia técnica da Polícia Civil. O Boletim de Ocorrência (BO) lavrado pela PM foi entregue na delegacia de plantão da PC que irá instaurar inquérito policial para apurar o assassinato.

Controvérsia
Apesar dos 81 homicídios registrados em Montes Claros, a Policia Civil insiste em desconsiderar os assassinatos ocorridos na zona rural do município. Deste total, segundo a PC, apenas 79 homicídios fazem parte das estatísticas de crimes torpes registrados na cidade.

Kibado do Blog Bastidores do Crime

Conflitos agrários no Norte de Minas serão investigados

Girleno Alencar para o Hoje em Dia

MONTES CLAROS – A Relatoria do Direito Humano à Alimentação e Terra Rural, entidade nacional ligada a movimentos sociais, realiza hoje, em Montes Claros, audiência pública para debater as denúncias de violação dos direitos humanos em conflitos agrários, no Norte de Minas. As áreas mais críticas seriam a dos remanescentes quilombolas Brejo dos Crioulos, entre os municípios de Varzelândia e São João da Ponte, e a de ocupação em São Francisco.

O relator da entidade, Clóvis Zimmermann, e a assessora Jônia Rodrigues começaram a apurara as denúncias ontem, quando visitaram Brejo dos Crioulos. Hoje, a partir das 14 horas, eles participam da audiência pública, no auditório da Câmara Municipal. A entidade visita a região pela primeira vez. O Norte de Minas tem cerca de 40 ocupações, promovidas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), a Liga dos Camponeses Pobres e a Via Campesina.

A Relatoria do Direito Humano afirma que a visita a Brejo dos Crioulos seria para verificar as condições de acesso ao território e de produção de alimentos pelos quilombolas. O relatório aponta a existência de 460 comunidades quilombolas em Minas Gerais e somente uma teria a titulação da terra. “Além disso, essa única comunidade, a Porto Coris, teve suas terras alagadas para a construção da Usina Hidrelétrica de Irapé. É para esse cenário marcado pela constante negação dos direitos das comunidades tradicionais quilombolas que a rede de direitos humanos Plataforma Dhesca Brasil levará sua próxima missão”, alega Clóvis Zimmermann, da coordenação do projeto Relatorias Nacionais em Direitos Humanos, Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais.

A entidade foi acionada pela Comissão Pastoral da Terra e o Centro de Agricultura Alternativa, sob alegação de 450 famílias de Brejo dos Crioulos “nunca foram atendidas na reivindicação pela área, composta por propriedades improdutivas, nem recebem atendimento do Estado”. “Sem terra para plantar e sem assistência à produção agrícola, o acesso à alimentação básica fica seriamente comprometido. Além disso, as famílias são ameaçadas por pistoleiros da região. A denúncia é que a situação na localidade é bastante tensa”, alegam os coordenadores da entidade.

Tadeu corre risco de não assumir Prefeitura de Montes Claros

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O assunto ontem no Kentura Kent, como deve ter sido em todos os outros butecos da cidade como vocês podem ver pelo comentário do Pirula aí abaixo, foi a possível não diplomação do prefeito eleito de Montes Claros, Luiz Tadeu Leite.

No caso da não diplomação de Tadeu, Athos assume. Já fazendo previsões, a turma discorreu, caso Tadeu não assuma, sobre a dificuldade de Athos governar. Ele, que foi barrado pelas urnas, teria enorme dificuldade em governar a cidade, já que mesmo perdendo com margem pequena de votos, não foi a vontade da maioria.

Mas, como tudo são especulações e tudo pode acontecer, não custa lembrar o caso do Governador da Paraíba Cássio Cunha Lima, do PSDB, cassado recentemente. O PSDB entrou com ação tentando impedir que o segundo colocado assuma o governo. No documento de 12 páginas, defende que sejam realizadas novas eleições, já que o segundo colocado não atingiu a maioria dos votos e portanto, não representa a vontade da população. Segundo o partido, a decisão ainda vai contra o artigo 77 da Constituição Federal, que garante vitória em eleição para quem tiver a maioria dos votos.

– O eleitorado, em disputa entre apenas dois candidatos, escolhe aquele que realmente tem a preferência da maioria. Conseqüentemente, também fica registrada a repulsa da maioria ao candidato derrotado -, está escrito na página 2 do documento.

A ação está no Supremo e, por sorteio, caiu nas mãos do ministro Celso de Mello. Ainda não há previsão para julgamento.

Já a cassação do Prefeito de Recife, João da Costa, no TRE de Pernambuco, foi reformada e transformada em multa. O juiz de primeira instância Nildo Guerra Nery condenou Costa em plena campanha eleitoral. Cassou o registro da candidatura dele e o deixou com os direitos políticos suspensos por três anos. Fez isso por considerar que Costa praticou abuso de poder econômico e político ao utilizar a máquina administrativa da Prefeitura em favor da candidatura dele. Toda a sentença de Nildo Nery está baseada em investigações iniciadas pela promotora com atribuição eleitoral Andréa Nunes.

Kibado do Política de Buteco

Eleições 2008: um novo momento político; Minas mais dividida

1 – As eleições municipais de 2008, por ser referente a um processo de muita amplitude no país, envolvendo mais de 5.500 cidades e 51 mil vagas de vereadores tem seus resultados interpretados, por cada força política, de diferentes formas. Para o PCdoB, a análise do resultado deve se referenciar em dois grandes objetivos que orientam a ação partidária desse período: como ele contribuiu para reforçar o projeto nacional em desenvolvimento no país e para a acumulação eleitoral do PCdoB com vistas à construção partidária.

2 – Abertas as urnas pode-se constatar o apoio da população ao projeto nacional e popular em construção. A base de sustentação do governo Lula, com 14 partidos, elegeu 4.099 prefeitos e 37 mil e 400 vereadores. No interior da base, cresceu o centro e a esquerda. O PMDB conquistou 1.201 administrações municipais e elegeu 8.497 vereadores, ampliando sua votação em relação a 2004. os partidos de esquerda (PT,PSB,PCdoB,PDT) alcançaram 1257 administrações municipais e 11.254 vereadores. A base governista vai administrar 20 capitais, das quais 11 da esquerda e 6 do PMDB.

3 – A vitória do projeto nacional não se relaciona apenas com os espaços conquistados pelas forças que integram o governo do presidente Lula. Muitos candidatos da oposição tiveram que se apresentar como defensores de projetos que têm a marca das administrações populares e como amigos do presidente Lula. Isso prova que a população já incorporou esses avanços institucionais como conquista e que não admitirá a lógica do modelo neoliberal, um projeto que não aceita o aumento dos gastos públicos para melhorar a vida do povo.

4- Os partidos de oposição recuaram em seus espaços institucionais com a perda de mais de 400 prefeituras, embora tenha mantido a administração de São Paulo, a mais importante cidade do país, dentre as 6 capitais que conquistou. Esse resultado fortaleceu a candidatura do Serra para a presidência da República que tem mais influência, é mais conhecido do que o Aécio e conseguiu atrair o PMDB para a sua chapa municipal.

5 – O PCdoB alcançou importantes vitórias na aplicação da tática de maior ousadia. Conquistou 1 milhão, 767 mil votos em todo o país, nas eleições majoritárias. Reelegeu Edvaldo Nogueira em Aracaju, manteve-se em Olinda com Renildo Calheiros, foi ao segundo turno em São Luis com Flávio Dino que teve 45% dos votos, além das destacadas campanhas em Porto Alegre, Florianópolis, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Velho.

Flexão na correlação de forças em Minas Gerais
6 – Minas Gerais sai das eleições municipais de 2008 mais dividida e com menor influência do PSDB, partido do governador. Aécio perdeu em importantes cidades pólos, que são determinantes na política das macro-regiões de Minas. Nestes locais a disputa se deu majoritariamente entre os aliados do presidente Lula e aliados de Aécio. A polarização era explicitada na publicidade dos candidatos, enquanto nos programas de rádio e TV de um lado eram exibidos depoimentos de Aécio, do outro do presidente Lula e de seus ministros.

7- Tratando de cidades com mais de 200 mil eleitores, o campo de Lula ganhou em Contagem com Marília Campos (PT), Betim com Maria do Carmo (PT), Montes Claros com Tadeu Leite (PMDB), Uberaba com Anderson Adauto (PMDB). Já Aécio Neves ganhou apenas em Uberlândia, com Odelmo Leão (PP) e Juiz de Fora com o presidente do PSDB mineiro Custódio Matos, em uma vitória apertadíssima (menos de 1% de diferença) no segundo turno em cima da petista Margarida Salomão. O caso de Belo Horizonte, por sua complexidade, é analisado em separado.

8 – Nas 25 cidades com mais de 100 mil habitantes, os aliados do governo Lula levaram ampla vantagem, imprimindo um conjunto de vitórias, como no caso de Governador Valadares, Teófilo Otoni, Pouso Alegre, Varginha, Alfenas, Coronel Fabriciano, Ipatinga, Ribeirão das Neves e outras.

9 – Com o resultado eleitoral, 22 partidos dividem o espaço das prefeituras mineiras, incluindo aí o PCdoB que conquistou duas administrações. O partido que mais cresceu em número de prefeituras e percentual de votos foi o PT, ampliando sua força política. Foi de 85 prefeituras para 109 (9,96% para 12,72%). O PMDB reduziu o número de prefeituras e votos. Elegeu 142 prefeitos em 2004 e agora ganhou 120 administrações municipais (16,65 para 14,02%). O PSDB, embora tenha ido de 150 para 160 prefeituras (17,58% para 18,73%), não elegeu na maioria das grandes cidades.

10 – A disputa em Minas Gerais teve como marca a decisão do governador e do prefeito da capital de apresentarem a chamada “aliança” entre PT e PSDB como modelo para Minas e para o Brasil. Dissimularam as diferenciações programáticas e buscaram dizer que esta articulação era o melhor da política, chegando o deputado Ciro Gomes a caracterizar como “escória” da política os que estivessem fora. E, em torno dessa aliança agregaram a quase totalidade dos partidos da base do governo estadual.

11 – O governador constrangeu quase todas as candidaturas. Interferiu na convenção do PMDB, além de intervir nas direções nacionais do PTB e do PR para impedir que esses partidos incorporassem a coligação do PCdoB e do PRB, partido esse que ficou com posição firme de independência, apesar do assédio do Palácio da Liberdade.

12 – Mesmo com todo o esforço dos palácios para ganhar no primeiro turno, a população de Belo Horizonte disse não à tese da chamada “aliança” e exigiu com seu voto a um segundo turno. Apesar do tempo de TV do candidato oficial (12 minutos), do aparecimento intenso através de depoimento do governador e do prefeito e do uso de suas máquinas administrativas, da enorme estrutura da campanha e da intimidação criada sobre os servidores públicos e em cima da população com a ameaça de paralisação das obras e dos programas sociais.

13 – O posicionamento do PCdoB e a campanha desenvolvida pela candidata Jô Moraes, que foi a primeira e a mais firme a denunciar o acordo de Aécio e Pimentel, foi decisivo para levar a disputa ao segundo turno. A campanha da comunista conseguiu incorporar um amplo bloco de alianças, com importantes lideranças e militantes de diversas forças e partidos políticos, notadamente do Partido dos Trabalhadores. O partido e sua candidata alcançaram grande repercussão nacional por sua demarcação política, o que a fez liderar as pesquisas por 50 dias. A acirrada disputa e a ida do pleito para o segundo turno fez com que a tese da “aliança” não se tornasse uma alternativa política, reduzindo-a à uma vitória eleitoral.

A campanha se polarizou e Márcio Lacerda teve 43,59%, Leonardo Quintão teve 41,26%, Jô Moraes PCdoB-PRB alcançou 8,8%, Sérgio Miranda-PDT 3,4%, Vanessa Portugal-PSTU-PSOL, 0,57%, Gustavo Valadares-DEM 1,51%, Jorge Periquito-PRTB 0,38%, André Alves-PTdoB 0,35%, Pedro Paulo-PCO 0,13%. No segundo turno, Márcio Lacerda ganhou com 59% contra 41% de Leonardo Quintão, numa campanha marcada pela total despolitização.

15 – O governador sofreu desgaste com o segundo turno da capital e a derrota de seu partido na maioria das cidades com mais de 100 mil habitantes. Deve enfrentar no próximo ano uma posição mais firme de deputados estaduais oposicionistas, no PCdoB, no PMDB e no PT, que teve sua bancada acrescida de deputados mais identificados como oposição ao projeto neoliberal do governador.

16 – É importante ressaltar que a presença do PCdoB nessas eleições, em Minas teve como marca principal suas candidaturas majoritárias num total de 18 para prefeito e nove para vice-prefeito. Destaca-se aqui a eleição dos dois primeiros prefeitos eleitos pela legenda do PCdoB em Minas – de Ibiá (no Triângulo) e Urucânia (na Zona da Mata) e as disputas nas cidades de BH e Contagem. A candidatura do deputado Carlin Moura em Contagem, nessa importante cidade operária da região metropolitana, disputando com a candidata à reeleição do PT e o ex-prefeito do PSDB alcançou o elevado percentual de 12% dos votos válidos, ficando em terceiro com oito candidatos na disputa. Tivemos bom resultado também em Cataguases, ficando em segundo lugar, com 20% dos votos.

17 – Nas eleições proporcionais o Partido disputou em 185 cidades, com 667 candidatos o que resultou na eleição de 39 vereadores, com 157.392, 1,40% dos votos válidos do Estado. Ampliamos em 50% a votação nas eleições de 2004 e em 70% a bancada. No entanto, é importante registrar a perda de mandatos em quatro grandes cidades: Betim, Montes Claros, Juiz de Fora o perda do mandato popular do Paulão em Belo Horizonte. Estas perdas trazem prejuízo para a ação partidária e a ação nos movimentos sociais e necessitam ser analisadas como reveses importantes para o futuro do partido no estado.

18 – O PCdoB em Minas sai dessa batalha eleitoral com importante aprendizado e algumas tarefas imediatas. Visando extrair lições e generaliza-las devera ser reformulado um projeto de estruturação para 2009, sob responsabilidade da secretaria de organização, que terá na reunião ampliada da direção estadual de 06 de dezembro o início do processo de preparação. O partido terá como foco o fortalecimento da estruturação partidária e formação, construção da estratégia do partido para as eleições de 2010, com foco no reforço da representação federal e na chapa estadual. A ação do PCdoB de Minas deve reestruturar sua intervenção nos movimentos sociais, populares, de trabalhadores e juvenil, retomando um intenso calendário de lutas e mobilizações para o próximo período.

Belo Horizonte, 15 de novembro de 2008

Comitê Estadual do PCdoB de Minas Gerais

Fonte: http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=46806

80ª pessoa assassinada em Montes Claros neste ano

Na tarde desta terça-feira 18, mais uma pessoa foi executada em Montes Claros. A vítima foi um homem de 29 anos, Renilson Antunes dos Santos, conhecido como Guinha, morador da Rua C, no Bairro Ciro dos Anjos.

Xu Medeiros

Ele foi executado com dois tiros, segundo informações, a vítima teria dado uma carona para uma mulher ainda não identificada, até o fórum da cidade, ao sair do local o carro de Guinha, um Corsa de cor vermelha, foi cercado por uma moto, o passageiro teria feito os disparos.

No local nove cápsulas deflagradas foram encontradas, de acordo com os peritos a arma usada no homicídio foi uma pistola modelo 380. No carro marca de tiros podem ser vistas por toda à parte. Há suspeitas que o crime tenha ligação com o tráfico de drogas. 

Mulher
A esposa da vítima esteve no local, Ana Paula Fernandes Silva, disse aos policias que não têm suspeitas de quem possa ter cometido o crime.

Entre os pertences da vítima foram encontrados R$ 1.159,00 além de um aparelho celular e documentos pessoais. O rapaz foi executado na esquina das Ruas General Carneiro com João Souto, centro, por volta das 15h.

Ligações
Durante os trabalhos da polícia o aparelho celular da vítima não parou de tocar. De acordo com os policias as ligações recebidas podem ajudar nas investigações. Eles afirmam ainda que em poucos dias os suspeitos possam ser presos.

Homicídios
Durante todo o ano de 2007 o número de homicídios chegou a 79, faltando um mês e 11 dias para o fim de 2008, esse índice foi superado. Em Montes Claros Renilson foi à vítima de número 80 este ano. Apesar de ações conjuntas entre polícia civil e militar o crime não para.

Xu Medeiros

Moradores vizinhos da cena do crime afirmam que o local é tranqüilo e lamentam que a insegurança esteja por toda à parte.

Fotos: Xu Medeiros

Kibado do blog Xu Medeiros