Archive for the ‘Mentira’ Category

Afinal de quem é a Record News?

Saiu na coluna do Daniel Castro na Folha de hoje:

“Em editorial lido ontem no “Jornal da Record”, a Record atacou a Globo, acusando-a de ter feito “uma operação covarde e leviana para impedir o sucesso do lançamento da Record News”, com a presença do presidente Lula, na última quinta. A Record disse que a Globo sempre operou no “subterrâneo do poder constituído” e que já usou “o Brasil e os brasileiros para os seus interesses mais vis” (…)

Segundo a Record, o editorial foi uma resposta à “pressão desesperada” que a Globo fez nos bastidores, na semana passada, para sensibilizar ministros de que a Record News é uma operação ilegal, já que a Record tem dois canais abertos na cidade de São Paulo.
(…)
A Record negou que a Record News seja irregular. A legislação proíbe uma mesma pessoa ou entidade de explorar “mais de uma outorga do mesmo tipo de serviço de radiodifusão na mesma localidade”. A Record diz que a TV Record de São Paulo é do bispo Edir Macedo, mas a Rede Mulher, nome oficial da Record News, não.”

A Globo respondeu com uma nota dura: “Esse ataque leviano não chega a ser surpreendente: é de se esperar que um grupo que lucra pela manipulação de fé religiosa queira também manipular a opinião pública.”

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Afinal, se o bispo Edir Macedo não é o dono porque discursou na inauguração e apertou o botão dando início as operações?

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Exclusivo: PF expõe vísceras do Corinthians/MSI

kiadualib.jpgReportagem de Bob Fernandes e Rogério Lorenzoni:
Por mais que pareça ficção, o que se lerá aqui é uma história verídica, repleta de intrigas, mentiras, mas muitas mentiras mesmo, ciúmes entre homens, deslizes, traições, ameaças e, até, um romance numa alta corte da Justiça fluminense. O enredo passeia, ainda, por gabinetes bem próximos ao do presidente da República, no Palácio do Planalto, além do seu próprio gabinete. Tudo resumido em um relatório da Polícia Federal com 72 páginas, produto de investigações e interceptações telefônicas feitas com autorização judicial. Este Editor-chefe de Terra Magazine e o colunista da Folha de S.Paulo Juca Kfouri tiveram acesso ao material, assim como, pelo menos, um dos advogados de pessoa citada.

Não por acaso, com uma ou outra alteração por questões de estilo ou espaço, o texto das reportagens é, nuclearmente, o mesmo.

Essa história tem nome, como é habitual nas ações da Polícia Federal: Operação Perestroika.

O mote foi a parceria Corinthians/MSI.

Kia, Ricardinho e o milhão
Aqui neste espaço o enredo começa a ser tecido numa conversa entre Kia Joorabchian, o empresário iraniano que representava o fundo MSI (Media Sports Investment), ex-parceiro do Corinthians, e o jogador Ricardinho (agora no Besiktas, na Turquia), na qual o atleta é informado:

– (…) conforme combinaram o dinheiro vai ser pago hoje, mas que acha que só vai ser creditado amanhã, pois está pagando fora do país.

Ricardinho, então, pergunta se será avisado do crédito e Kia diz que sim, ao pedir que ele fale com o advogado da parceria, Alexandre Verri, “para confirmar a transação”.

Kia informa que o crédito é de US$ 1,144 milhão.

Quantias milionárias são o que há de mais comum nas conversas.

No dia 14 de agosto de 2006, por exemplo, às 12h16, a noiva de Kia, a advogada Tatiana Alonso, informa ao homem do futebol da parceria, Paulo Angioni, que conversou com o noivo e este disse que só poderia dar R$ 400 mil por mês para o técnico Emerson Leão – o que derruba a versão de que a MSI não participou da transação por não concordar com ela.

Dinheiro da FPF
Pouco menos de uma hora depois, Angioni liga para Tatiana e conta que Alberto Dualib, então presidente do Corinthians, hoje afastado, se comprometeu a pagar a diferença de R$ 100 mil com dinheiro da Federação Paulista de Futebol.

E, ainda no mesmo dia, Angioni diz a Renato Duprat que Leão pediu R$ 3 milhões no ato da contratação, o mesmo valor dali a um ano e mais R$ 1 milhão se classificar o Corinthians para a Libertadores.

Duprat, por sinal, como se verá, não será mero coadjuvante neste enredo, e impressionará pela capacidade de ludibriar.

Quanto a Duprat, sem cargo formal o braço direito de Dualib depois que Kia se afastou, pode ser explicado com a mesma fórmula que um jornalista russo um dia usou para definir o próprio Kia: “É um ator de negócios”.

No mesmo dia 14 de agosto, por sinal, sem que uma coisa tenha a ver com a outra, Angioni diz a Duprat que Marcelinho tem que sair do clube e Duprat informa já ter acertado a saída dele com Boris Berezovski. Fica claro que, embora também alardeasse ser contrária à contratação do jogador, era a MSI quem pagava o salário e os direitos de imagem de Marcelinho.

Ameaça no celular
No dia seguinte, 15, Angioni relata que a FPF antecipará R$ 2 milhões para pagar Leão a título de um empréstimo que será pago apenas no ano seguinte, em quatro parcelas.

Já no dia 21, Angioni comunica a Nojan Bedroud, diretor da MSI, que está deixando a empresa, porque prefere trabalhar com Kia fora do Corinthians.

Dinheiro, muito dinheiro, por dentro, por fora, emprestado, dinheiro.

Dinheiro que leva Gisele, ex-mulher de Carlos Alberto- que hoje está no clube alemão Werder Bremen-, a deixar uma ameaça gravada em seu celular, exatamente às 11h10 do dia 5 de setembro, dizendo que “vai abrir a boca sobre o depósito do salário que é feito metade aqui e metade na Suíça”. Gisele garante ter comprovante em mãos.

Enquanto isso, de Londres, repetidas vezes Duprat fala com Dualib e promete não só resolver rapidamente o envio de dinheiro para pagar as contas do clube, como a própria sucessão de Kia na MSI, além da garantia de faltar pouco para legalizar a entrada de Berozovski no Brasil.

Mas o agosto corintiano não acaba.

Leão “idiota” e bagunça corintiana
No dia 26, Kia diz para a noiva que Berezovski considera Leão um “idiota” e que o Corinthians é “uma bagunça política”.

Impaciente, Tatiana diz ao noivo que eles estão trabalhando muito no Brasil e que Berezovski está brincando com a vida deles. E apela para que ele saia “dessa bagunça, abandone essa merda”.

Setembro chega, mas a crise permanece.

O casal Kia/Tatiana volta a se falar no primeiro dia do mês e ele se queixa de que o jornal “Financial Times” noticiou seu interesse pela compra do West Ham, o que nega: “Apenas pusemos o Tevez e o Mascherano lá porque não tínhamos outra opção”, explica.

Tatiana devolve, no mesmo telefonema:

-Talvez isso seja um aviso, não quero passar em Londres pelo que estamos passando no Brasil, vamos tocar os negócios do seu pai, porque o Boris é um bilionário que não faz nada na vida, só besteiras, que nem consegue avaliar as conseqüências de suas intervenções idiotas, porque sabe que nada o atinge, diferentemente de pessoas normais com empregos normais. (Ela, Tatiana, e Kia, seriam desse mundo de normalidade).

“100 pau”
Dualib, já em Londres, reclama de falta de dinheiro e manifesta preocupação, no dia 25, ao dizer que a conta do hotel vai ser de “100 pau” e que “100 pau”, no cartão dele, “na hora” o imposto de renda pega.

Desde o “escândalo Ivens Mendes” que o presidente corintiano parece ter problemas com o “um-zero-zero”… Naquele episódio, ao combinar determinada operação, Dualib refere-se ao “um-zero-zero”.

Só que os problemas do futebol brasileiro parecem coisa de criança quando confrontados com os dos parceiros que o Corinthians arrumou, sem nem sequer ter a desculpa de que não sabia com quem estava se metendo.

Nada de Boris
Exemplo disso é o diálogo entre Dualib e Duprat, no dia 8 de outubro, sempre de 2006, precisamente às 17h52, o primeiro em Londres, o segundo em São Paulo.

Duprat revela que o “pessoal de Badri Patarkatsishvili(o empresário georgiano sócio de Berezovski) está preocupado com a situação na Geórgia e que ele está mandando toda sua família para Londres”.

Dualib aconselha que ele saia da Geórgia “antes que o matem” e acrescenta que Andrés Sanchez, que se apresenta como líder da oposição no Parque São Jorge, “está sabendo o que falar na Federal, porque, depois da nota oficial da MSI que desmente a participação de Berezovski na parceria, ninguém mais pode falar em Boris, o Boris acabou, tá fora e se ele (Andrés) falar o que o Boris é, fode com tudo”.

Duprat concorda e diz que “Boris não é, que é o Badri que é”.

Palavras combinadas
Exatos 48 minutos depois dessa conversa, Sanchez quer saber o que Dualib e Nesi Curi, vice-presidente do Corinthians, vão falar na PF, para que ele também fale. A PF já investigava o caso.

Dualib então revela que pedirá adiamento do depoimento e que Andrés Sanchez deve fazer o mesmo, porque é preciso saber antes, com o pessoal em Londres, o que foi que Berezovski disse em seu depoimento quando detido em São Paulo.

Sanchez concorda e acrescenta que mandará seu advogado tentar o adiamento:

-Vou falar o que vocês (Dualib e Curi) falarem.

Sem confiança
Estranhamente, Dualib encerra a ligação com o seguinte comentário:

-Quem acompanhou o depoimento do Berezovski foi o Duprat e eu não estou conseguindo falar com ele…

De fato, ninguém confia em ninguém.

Tanto que, em seguida, Dualib volta a falar com Duprat, para informá-lo do que conversara com Sanchez. Duprat o aconselha a não confiar nele e Dualib argumenta que “se ele foi chamado é porque também está envolvido”.

E pede que “Londres fale com Marco Polo Del Nero” (presidente da FPF e advogado) para que todos recebam a mesma orientação.

Duprat promete falar com Marco Polo.

Esperando Badri
Entre tantas angústias, a maior delas, a falta de dinheiro, continua.

No dia 10 de outubro, Curi, vice-presidente do Corinthians, pergunta a Duprat se o dinheiro já chegou e este diz que o assunto está sendo discutido naquele momento, que Berezovski está na sua frente. Curi fala para Duprat cobrá-lo, porque ele prometera mandar o dinheiro imediatamente, mas Duprat explica que “quem manda dinheiro é o Badri, não o Boris”, e que Badri está por chegar.

São inúmeras, mais de vinte, as conversas semelhantes entre Duprat e a direção corintiana. Sem que o dinheiro chegue.

E ainda não se chegou à novela sobre como Berezovski pretendia voltar a entrar no Brasil, outra vez com Duprat como um dos intermediários.

Verri “quer ferrar o Kia”
O fim da novela é conhecido: Berezovski não voltou ao Brasil e tem agora contra si, assim como Kia, um mandado de prisão e as acusações de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, a exemplo do que acontece, em relação aos dois últimos itens, com Dualib, Curi, Duprat, Angioni e Verri, o advogado da parceria, do escritório Veirano, o mesmo de Tatiana Alonso, agora esposa de Kia.

Mas os capítulos da novela são também interessantes e serão contados mais adiante.

No dia 12 de outubro, Duprat conversa com um homem não identificado e diz que “parece que Verri entregou tudo, fez um estrago em seu depoimento, que a PF até ficou surpresa com tanta informação, parece até que ele quer ferrar o Kia, que ele mostrou direitinho como é a operação, como vem de fora”.

Conta em Nova York
Duprat ainda opina que “a única coisa que parece irregular é a compra de jogadores e que sabe pelo Dualib que o Corinthians tem uma conta em Nova York ainda do tempo da parceria com a Hicks&Muse”.

Ao ser perguntado se sabe quem é que está no inquérito, Duprat responde que é “o Protógenes, o mesmo da outra vez”. (Referência ao delegado da PF Protógenes Queiroz)

Na mesma conversa, Duprat comenta que Dualib despediu o filho do Grondona (Julio Grondona, presidente da Associação de Futebol da Argentina e vice-presidente da Fifa):

-(…) que é o cara responsável pela fiscalização de lavagem de dinheiro na Fifa, o que causou mal-estar quando a PF foi à Fifa e mandaram falar exatamente com o Grondona, que até foi questionado por ser o responsável por essa área e o filho estar envolvido com o Corinthians.

Duprat acha que Kia pôs, “estrategicamente”, o filho de Grondona no clube.

“Discurso mentiroso”
Paralelamente a tudo isso, outra história se desenrolou – ou não se desenrolou -, a de Nilmar, tão enrolada como as demais, razão pela qual o leitor dela será poupado.

Porque melhor é a nova conversa mantida entre Dualib e Duprat, no dia 16 de outubro.

O cartola pergunta:

-É para manter o discurso mentiroso sobre o Boris, que ele não tem nada a ver, que é tudo com o Badri?

Duprat diz:

– Tem de falar a verdade, que o Boris nada tem a ver com a MSI.

Diz, e dá risada.

E de repente o Flamengo quase entra na dança.

Operação Flamengo
Kia Joorabchian, no dia 31 de outubro, determina que Paulo Angioni fale com Verri para que este explique como será a entrada deles no clube carioca depois de ouvir que “o Flamengo quer abrir as portas para Kia”.

-Só preciso de um mês para terminar tudo com o Corinthians e começar a investir no Flamengo – assegura Kia.

Novela curta. Melhor, uma minissérie porque rapidamente se esgota.

No dia anterior, ao receber nova cobrança de envio de dinheiro, Duprat diz a Dualib:

-O problema é em Londres, porque eles não têm em nome de quem mandar.

Neta de Dualib
Na verdade, não dá para acreditar numa só palavra de Duprat.

Nem mesmo quando, aparentemente com sensatez, aconselha Dualib a não brigar com Curi, “pois não é hora”.

Só que Dualib está indignado ao telefone neste dia 23 de novembro:

-(…)porque ele não pode fazer o que está fazendo, chamando minha neta de ladra, porque tirei notas, de 14 anos para cá, para poder livrar a cara do Nesi da investigação e se não tivesse feito isso ele estaria enrolado juntamente com o Mello (Carlos Roberto Mello, ex-vice-presidente de finanças do Corinthians).

Novembro termina, dezembro começa, e tudo permanece na mesma.

Dinheiro incerto
No dia 3, Duprat diz a Curi que contratou o centroavante Borges, no Japão. O jogador, como se sabe, de fato veio do futebol japonês, mas para o São Paulo.

No dia 6, Curi diz a Duprat que todas as contratações estão sendo desmentidas na imprensa e Duprat afiança que mandará muito dinheiro a partir do dia 15: primeiro um dinheiro para cobrir o déficit; depois mais US$ 5 milhões e depois mais US$ 10 milhões. E começa a falar sobre a contratação de Cícero, meia do Figueirense.

Este foi parar no Fluminense.

Um pouco mais tarde, no mesmo dia, é Dualib quem cobra Duprat ao dizer que precisa de ao menos US$ 1 milhão. Duprat responde que será esse o valor e que o mandará “amanhã”.

Varig, Kia e o Galo
No dia 22, às 10h01, Duprat voa mais alto. A um interlocutor não identificado, diz que “eles vão comprar mais quatro clubes no Brasil para lavar dinheiro” e diz “que o russo agora é o dono da Varig”.

Berezovski, é verdade, quis montar sua lavanderia, mas não comprou a Varig.

Uma semana depois, Duprat fala a alguém não identificado que é contra o empréstimo do lateral Coelho para o Atlético Mineiro, “porque existe algum esquema entre o Kia, o Nesi e o Atlético”.

Coelho, como sabem até as montanhas das Alterosas, é hoje jogador do Galo.

Duprat onipresente
Mas Duprat não desiste, Duprat insiste, está em todas.

E em conversa com um dos vice-presidentes do Corinthians, Jorge Kalil, manifesta sua surpresa com o fato de a Unimed querer Carlos Alberto emprestado e pagando tudo, salário e direito de imagem:

– Como é que um plano de saúde tira dinheiro do caixa para pagar empréstimo de jogador?- pergunta, provavelmente pela sua experiência com a falida Unicor, que fez papel semelhante no Santos e quebrou.

No mesmo diálogo, Duprat diz a Kalil que Carla Dualib, a neta do presidente, prefere ele, Kalil, como laranja do avô a Edgard Soares, outro vice de Dualib.

“Aquela mulher gorda”
O clima esquenta.

Curi diz a Duprat que “está arranjando uns guardas para bater em Martinez” (diretor de futsal do clube) e pergunta se Berezovski vem mesmo ao Brasil. Duprat diz que sim, “mas se ele não vier já tenho outro judeu” e acrescenta que está tentando pegar Robinho emprestado.

Não é incrível que alguém pudesse acreditar?

Enquanto pululam quimeras, esquentam as negociações para Berezovski vir ao país.

Dualib garante num diálogo com Curi que Duprat já acertou tudo com Brasília.

Nesi garante que “aquela mulher gorda estava atrapalhando” e Dualib a identifica como Clara Arnt, “da ala radical do PT e contra o Boris”.

Clara, secretária pessoal de Lula, confirma à reportagem a tentativa de se fazer Berezoviski chegar ao presidente:

-Fui contra desde sempre que o presidente o recebesse.

No gabinete de Lula
Curi acrescenta que o presidente Lula teria gostado da visita deles – os dirigentes corintianos -, mas que é bom não comentar nada sobre o fato de terem ido falar sobre o Boris, para que ninguém mais trabalhe contra.

Sim, Dualib, Curi e Duprat estiveram com o presidente da República e pediram que ele se esforçasse para eliminar as barreiras que impediam a entrada do bilionário russo no Brasil. (Encontro esse noticiado pelo Blog do Boleiro neste Terra Magazine).

Numa cena constrangedora, Curi até pediu que Lula ligasse na frente deles para Berezovski. Não foi atendido, segundo relata Gilberto Carvalho, chefe de gabinete da Presidência, ouvido sobre o episódio pela reportagem na última quarta-feira, 5 de setembro:

-A pedido da direção do Corinthians, nos limitamos a ver se era possível conseguir a extensão do asilo político dele na Inglaterra para o Brasil e não sabíamos sobre o russo o que sabemos hoje. Agora temos tratado de extradição com a Rússia e é impensável tê-lo aqui. Além do mais, vi Duprat apenas na audiência com o presidente e jamais falei com ele sobre qualquer assunto depois disso-, garante Carvalho embora confirme que houve gestão, na mesma direção, do jornalista Breno Altman, ligado ao ex-ministro José Dirceu.

Em nome de Zé?
Altman chegou a viajar para a Europa para se encontrar com Berezovski e, quando da primeira vinda do russo ao Brasil, organizou reuniões para ele.

A justificativa é simples: o russo queria investir no Brasil em estádios, biodiesel, etanol etc, e estava até disposto a passar parte do ano por aqui.

Dono de uma fortuna avaliada na casa dos US$ 4 bilhões, Berezovski mobilizou diversos segmentos, aí incluída a Assembléia Legislativa de São Paulo, por intermédio do deputado estadual petista Vicente Cândido, um dos articuladores da frustrada vinda do bilionário; segundo o deputado mesmo dizia, sempre em nome de José Dirceu.

Mas a Operação Perestroika -alusão ao processo conduzido por Mikhail Gorbatchev que culminou com a abertura política na Rússia- traz de volta o mesmo nome de um velho personagem da corrupção no futebol brasileiro.

O retorno de Moreira?
Em 1982 a revista Placar desvendou um esquema de manipulação de resultados dos jogos da Loteria Esportiva que se tornou conhecido como a “Máfia da Loteria”. Sobressaía-se, então, um jornalista cearense de nome Flávio Moreira. Ele trabalhava na agência Sport Press e era quem escolhia os 13 jogos da loteca.

Descobriu-se que Moreira fazia a escolha de acordo com os grupos que manipulavam os resultados pelo país afora.

Pois é um tal Flávio Moreira quem procura Duprat -segundo o relatório da PF- para oferecer seus serviços para “classificar” o Corinthians no Campeonato Paulista, nega-se a falar mais pelo telefone e manda tirar suas referências com Paulo Pelaipe, diretor de futebol do Grêmio.

Duprat, surpreendentemente, o dispensa e a conversa não evolui ou, pelo menos, não tem novos registros nas escutas da PF.

Uma fonte ouvida pela reportagem garante que Flávio Moreira é Flávio Moreira.

Futebol, corrupção… e amor
Esta novela, como quase todas, está recheada de histórias de amor. Uma com final feliz em Londres e outra permeada por suspeita de corrupção no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Kia Joorabchian passou pelo Brasil e levou para Londres a bela morena Tatiana, com quem se casou na sexta 7, o dia da Pátria (a nossa…), em luxuosa cerimônia.

O outro caso de amor tem como palco a Cidade Maravilhosa.

Revelado por meio de uma conversa entre o presidente do Flamengo, e dono de cartório no Rio, Márcio Braga, com o ex-juiz de Direito e ex-presidente do Fluminense, atualmente ouvidor da CBF, Francisco Horta.

Ambos tratam de uma ação que corre sobre as eleições na Federação Estadual do Rio de Janeiro.

Vingança de ex-mulher
Braga critica uma liminar concedida por um desembargador e alega que este faz tudo que um outro poderoso desembargador pede.

Horta comenta que o magistrado que concedeu a liminar estaria “emocionalmente quebrado”, pois se separou da mulher e começou a namorar uma juíza, filha de um casal de desembargadores.

Horta revela que foi procurado pela ex-mulher do desembargador que concedeu a liminar. Ela, segundo Horta, queria lhe entregar um dossiê sobre o ex-marido, mas ele não a teria recebido. E comenta:

-Pior que uma traição conjugal é a corrupção, é gente vender sentença.

Braga concorda, acrescenta que atua junto à Justiça há quase 50 anos e que sempre houve corrupção, mas que nos últimos 10 anos eles perderam a vergonha.

Operação abortada
No futebol brasileiro, não é bem assim.

Ao que se sabe, e quanto mais se sabe, mais se demonstra que vergonha nunca houve.

E mais não se sabe desta novela porque, estranhamente, quando a PF mais avançava em suas investigações e se preparava para os capítulos finais da Operação Perestroika, eis que o Ministério Público Federal apresentou denúncia à Justiça, o que abortou a seqüência dos trabalhos.
 
Terra Magazine

Entrevista Eros Grau: “Isso é uma coisa inconcebível. Juiz não tem direito de antecipar voto”

erosgrau.jpgAlvo de uma intensa troca de mensagens por computador que abalaram a mais alta corte do País, o ministro Eros Roberto Grau, do Supremo Tribunal Federal (STF), nega que tenha antecipado seu voto sobre o mensalão, cujo julgamento será retomado hoje. Repudia a insinuação de que teria comentado com a ministra Cármen Lucia que estava decidido, antes mesmo do início do julgamento, a rejeitar a denúncia contra os 40 acusados. “A gente só atribui a outras pessoas o que é capaz de praticar.”

Eros Grau afirma que jamais adiantou sua manifestação. “Para mim isso é uma coisa inconcebível, é uma irresponsabilidade. O juiz não tem direito de antecipar o voto”, argumenta. “Se o fizer, além de trair a si próprio acaba se comprometendo com uma posição que, às vezes, não será a posição final dele. Para um juiz é coisa muito grave.”

Ele repudia a sugestão de que tenha havido uma troca para escolha do substituto do ministro Sepúlveda Pertence, que pediu aposentadoria. O pacto teria sido mencionado pelo ministro Ricardo Lewandowski, em mensagem à ministra, enquanto transcorria a sessão de quarta-feira no STF: “Isso só corrobora que houve uma troca”, escreveu Lewandowski. “Só quem é capaz de trocar, naturalmente pensa nesses termos”, rebate Grau.

Na manhã de sábado, depois de três dias de julgamento, ele acordou às 10 e meia. Deveria viajar para São Paulo, onde seria operado no Hospital Albert Einstein de um aneurisma coronariano – o que o afastaria da conclusão do julgamento. A operação estava programada havia dois meses. Mas o ministro decidiu ficar em Brasília. Seu médico, o angiologista Batista Muraco, autorizou o adiamento para a primeira quinzena de setembro. “Se eu saísse agora iriam dizer que estava escapando à responsabilidade”, argumenta Eros Grau.

Sem perder a fleuma, e o bom humor, o ministro – que mantém em seu gabinete um acervo de 4 mil processos, incluindo recursos extraordinários, ações de inconstitucionalidade e reclamações – falou ao Estado sobre as correspondências que vazaram e o julgamento do mensalão.

O senhor ficou chocado com as mensagens que o citam?

Fiquei perplexo também com a divulgação. É uma coisa muito séria. A divulgação pode ser caracterizada como violação de sigilo de correspondência. O conteúdo é muito desagradável. A gente só atribui a outras pessoas o que é capaz de praticar. Fiquei estupefato. Eu não imaginaria isso de outras pessoas, não seria capaz de imaginar porque eu jamais seria capaz de fazer algumas coisas. Realmente foi surpreendente.

Vai conversar com os ministros?

Sou uma pessoa civilizada e educada. No tribunal a gente é condenado a viver durante muitos anos uns com os outros, mas não tive a oportunidade de conversar com nenhum deles, nem mesmo para cumprimentá-los, salvo a moça que fica do meu lado (a ministra Cármen Lucia).

O senhor estava mesmo decidido a rejeitar a denúncia?

Achei isso muito estranho. Não comentei, é evidente que não. Como é que ia comentar? É o tipo da coisa que não se comenta. Como é que vai aceitar ou rejeitar uma denúncia antes de conhecê-la? Isso é preconceito. O que o juiz não deve ter é preconceito. Eu sou influenciado pela minha formação, cultura e tradição. Chegar e dizer que tem um negócio assim, que sou contra ou a favor, é dizer que estou desqualificado e despreparado para qualquer julgamento. O magistrado não pode agir movido pelo sentimento pessoal. Se for assim, corremos o risco de partirmos para a desordem. Cada um sairá na rua com o seu tacape. Um negócio terrível. O Judiciário está aí exatamente para segurar essas insanidades.

A denúncia de antecipação de voto pode contaminar o processo?

Há um artigo na Loman (Lei Orgânica da Magistratura) que proíbe a divulgação antecipada do voto. De fato, pode contaminar o processo. Amanhã ou depois, se alguém quiser inviabilizar a ação de um determinado juiz poderá dizer que ele antecipou, só para tentar tirá-lo do julgamento. É uma irresponsabilidade enorme, uma coisa primária.

Falam em “salto social”, numa citação ao relator do caso, o ministro Joaquim Barbosa.

O Joaquim não precisa disso, ele é muito maior pelo que conquistou, é muito maior do que pode sonhar a vã filosofia dos menores, do que pode imaginar a vã filosofia dos menos. Quem é já é.

As mensagens revelam “possível domínio de grupo” no STF pelos próximos três anos…

Isso é uma coisa inteiramente dissociada da realidade, uma coisa no plano de mitômano. Não vejo nenhum sentido nisso. Aliás, 3 anos que faltam a quem? Fiquei orgulhoso quando passei a suspeitar que estivessem se referindo a mim. Restam 3 anos para me aposentar, ou melhor, 2 anos e 359 dias (ele completou 67 anos no dia 19). Pode ter sido uma referência a mim. Mas não me preocupa. Estou no Supremo para cumprir meu dever e pouco preocupado com quem vai votar comigo ou não vai votar comigo. Tenho que votar com a minha convicção, com minha consciência. Cada um que cuide da sua vida. Já é muito.

A corte é dividida em grupos?

Ao que me consta não existem grupos no Supremo. Às vezes há naturais alinhamentos por convicção, que a gente apura só quando termina uma votação. Aí a gente é capaz de dizer que 6 votaram assim, 5 votaram de outra forma, mas a composição desse grupo é variável, pela circunstância de cada caso. É visão mínima essa de identificar grupos, uma visão muito pequena. Estou no Supremo há três anos. Eu digo sempre que há juízes que chegam feitos, vejo e aprendo muito com Peluso (o ministro César Peluso), pessoa admirável. Tive que aprender muito.

O mensalão o impressiona?

Não impressiona nem mais nem menos do que um caso de furto simples.É preciso ter uma visão isenta de qualquer paixão. Eu tenho que examinar isso (o mensalão) sem emocionalidade e com a mesma serenidade que examino todo e qualquer processo, especialmente de ordem criminal, que passa na minha mão. Essa coisa de querer aparecer não é comigo. Fujo das luzes para ficar mais iluminado.

O STF está preparado para conduzir processo com 40 acusados?

Está mostrando isso. A presidente (ministra Ellen Gracie) conduz a ação com serenidade. Em nenhum momento comprometeu-se a liberdade de expressão da defesa. E o Joaquim (Barbosa) está indo muito bem. O julgamento é uma coisa muito bonita. Ali está a nata, o que há de melhor na advocacia. Tivemos uma exposição do procurador-geral (Antonio Fernando de Souza) muito bem feita e, sobretudo, o voto do relator, uma peça técnica que realmente permitiu a todos votarem com convicção. Julgamento sem paixão é uma garantia para a sociedade.

O julgamento é importante para a imagem do Judiciário?

Será um marco, não para o Supremo, mas para a sociedade. O Supremo nunca deu razão a ser menos considerado. A sociedade é que talvez não tenha sido capaz de compreender a importância do Supremo. Agora vai compreender melhor. Como instituição, o Supremo permanece íntegro. O Supremo é maior que seus ministros. Socialmente o julgamento do mensalão tem repercussão muito grande. Vai ficar na história, mas para mim não é mais importante que qualquer outro caso.

Como foi a decisão contra 19 acusados do mensalão?

Não divergi muito. No caso do Gushiken (Luiz Gushiken, ex-ministro de Lula) acho que há uma bela ilação. O cara lá é inimigo do Gushiken. Ora, eu sou seu inimigo. Aí eu o denuncio, que você mandou fazer isso e aquilo. É o único dado (contra Gushiken). Então, me parece uma ilação. Na primeira parte, com relação ao Dirceu e ao Genoino, todo mundo votou, foi unânime (exclusão de Dirceu e Genoino da acusação por peculato). Não houve divergência. Esse negócio de quadrilha também é muito difícil de ser recebida (a denúncia). Não está bem caracterizado.

Processo assim o assusta?

É tão importante quanto qualquer outro. Eu não posso, e não tenho o direito, de atribuir maior ou menor importância a esse ou àquele processo. Senão, não sou capaz de exercer meu ofício com a serenidade necessária. Sou um juiz, isso é uma coisa fabulosa. Vou ficar bom, mais prudente ainda e sereno, na hora em que estiver quase saindo (do tribunal). Cada dia a gente vai se aperfeiçoando mais, a gente não pode se encantar pela coisa. Tem que cumprir. Meu ofício não é mais importante que o do jardineiro ou de quem cuida da saúde das pessoas.

O senhor conhece algum dos acusados do mensalão?

Lógico. Sei quem é Genoino, quem é Zé Dirceu. Encontrei o Dirceu 3 ou 4 vezes na minha vida, mas não tenho amizade. O Zé Dirceu era líder estudantil, mas nessa época eu já tinha saído da faculdade. Ele não é do meu tempo. Nunca tivemos relação pessoal. Amizade é ir na casa do sujeito. Nunca fui (na casa de José Dirceu).

Como conheceu o presidente?

Vi o presidente Lula pela primeira vez na faculdade do Largo São Francisco, fim dos anos 70. Havia um conselho apartidário que ele ouvia de vez em quando. A gente se reunia na campanha política dele, mas nunca fui do PT. Eu o conheci nessa ocasião, nunca tivemos relação pessoal. Foi sempre em função da minha ligação com o grupo jurídico que participava daquele conselho. Depois só tive contato com ele no dia em que me convidou para o STF. O ministro Márcio (Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça) me ligou e disse que Lula queria falar comigo. Liguei e ele me fez o convite daquele jeito muito peculiar seu. “Eros, você já morou em Brasília?”, “Eu não”, “Pois então agora vai morar.”

O presidente Lula ligou para falar do mensalão?

Imagina! Eu respeito o presidente e ele me respeita. Imagina se ia ligar. Admito até que o presidente possa me ligar um dia para falar do meu romance (“Triângulo no Ponto”, editado pela Nova Fronteira). Mas não ligou e nem faria isso para falar de um assunto desses (o processo). Isso não se faz.

As provas do caso do mensalão são fortes?

Por ora são só indícios. Isso tudo está muito bem explicitado no relatório e no voto do Joaquim. O relatório e o voto são um guia para todo o colegiado. Tenho que me basear neles.

Consciência tranqüila?

Absolutamente tranqüila. Levantei (no sábado) às 10 e meia. Se não estivesse em paz ia dormir tanto assim? A tranqüilidade é absoluta. Vou passar o dia avançando no Dom Pedro II, obra do José Murilo de Carvalho, uma beleza. Depois vou dar uma desligada. Domingo eu retomo o processo.

Até onde vai sua independência?

Ah, ela vai até… digamos que ela seguirá assim: eu já não sou nenhum menino, nenhum canto de sereia me fascina mais. Estou preso pela Constituição. Minha independência e a de todos os juízes é exercida nos limites da Constituição. Quem diz o que a Constituição é somos nós, ministros do Supremo. Essa é a grande responsabilidade dos ministros. A independência é do tamanho da responsabilidade.

Juíza diz que foi enganada pela Anac

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Por Rogério Pagnan e Leila Suwwan, na Folha desta terça:
A juíza do TRF (Tribunal Regional Federal) Cecília Marcondes disse ontem que recebeu das mãos da própria diretora da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) Denise Abreu o documento com as falsas medidas de segurança para pousos de aviões em pista molhada no aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

O documento foi utilizado para convencer a Justiça a liberar, no início do ano, as operações no aeroporto, que estavam restritas para alguns tipos de aviões. O problema é que a tal norma em questão, a IS-RBHA 121-189, não estava em vigor. A “norma” que constava do recurso ao TRF (3ª Região) vedava às empresas o uso de aviões com um reverso inoperante em pistas molhadas. (…). Na última quinta-feira, em depoimento na CPI do Apagão Aéreo do Senado, Denise disse que o documento não tem valor legal por se tratar de um “estudo interno”, publicado no site de internet da agência por “falha da área de informática”.

“Ela [Denise] estava presente, tinha ciência absoluta da existência daquele documento que estava sendo apresentado para mim. Até porque todos falavam a respeito dele”, disse ontem a juíza. “Ou mentiram na CPI ou agiram com improbidade pelo fato de não terem aplicado as regras estabelecidas por aquele documento. (…) Não é só a pessoa da juíza que está sendo enganada. Está sendo enganada uma instituição, está sendo enganado um Poder do Estado e por um órgão que está também inserido dentro do Poder do Estado. Isso é o mais grave de tudo.” Assinante lê aqui.

Caso Renan: Sujou de novo!

De Leonardo Souza na Folha de S. Paulo, hoje:
“O frigorífico Mafrial não tem autorização para comprar e vender carne, o que contraria a última versão apresentada pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL) para explicar a venda de gado a empresas fantasmas. Ele disse que nunca negociou diretamente com as empresas de fachada Carnal Carnes e GF da Silva Costa, mas sim por meio do Mafrial.

Segundo os comprovantes de inscrição e situação cadastral do Mafrial na Receita Federal e na Secretaria Estadual de Fazenda de Alagoas, o frigorífico só está autorizado a abater, armazenar e entregar carnes, não negociar. O frigorífico não pode emitir nota fiscal de venda de carne, portanto não poderia comprar gado”.

Será? Fraude no reverso da turbina

tamluto.jpgO ex-blog do César Maia possui crédito e deixa para a prática administrativa na Prefeitura do Rio a produção de seus factóides. Portanto o texto abaixo foi postado apenas para que todos tenham conhecimento do que se publica pela blogosfera política brasiliera. Não acredito que o governo tenha feito o que sugere o dirigente da TAM. Na minha opinião são eles, a TAM, que querem se antecipar e criar situações de confusão para os possíveis processos judiciais de indenização.

“Transcrevo -mudando os termos para evitar identificação- informação recebida de um alto dirigente da TAM:
              
– Sobre a informação de um diretor da TAM acerca de um dos reversos da turbina, que foi divulgada pelo Jornal Nacional da TV Globo e que tanta polêmica gerou dando uma justificativa ao governo, posso afirmar -pois sou testemunha- que um alto personagem do governo contatou a alta direção da empresa (TAM) dizendo que ou eles davam uma boa saída ao governo, ou ele (alto personagem), garantia que baixada a poeira, o governo iria quebrar a TAM. Foi um problema, pois admitir qualquer coisa dessas seria assumir o seguro dos passageiros sem seguradora, o que levaria a uma grave situação financeira. A saída encontrada foi dar uma explicação que do ponto de vista técnico e do mercado segurador, não muda nada. O governo com isso teria garantida uma saída “honrosa” e a TAM ficaria coberta, pois o não uso eventual de um dos reversos é fato regular. Afirmo mais: o top, top, top do senhor Marco Aurélio Garcia, não foi pela surpresa. Ele sabia que viria a matéria e simplesmente fez os gestos como se confirma uma operação. Tradução do top, top: – É isso aí. Fu…….mos, eles.”

E agora, Renan?

Clique na imagem para ver a matéria do Jornal Nacional (14/06) que comprova falhas nos recibos apresentados pelo Senador Renan Calheiros ao Conselho de Ética do Senado. E agora, Senador?

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