Archive for the ‘Comércio’ Category

Montadoras têm 300 mil veículos e R$ 12 bi parados nos pátios

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As fabricantes de automóveis no país vivem, neste final de ano, uma das maiores quedas nas vendas, prejudicadas pela falta de crédito e aumento dos juros. Apesar da produção reduzida, para acompanhar a demanda desaquecida, as montadoras têm 305 mil veículos parados em seus pátios, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).

Considerando cálculo do mercado de que os veículos representam R$ 40 mil de capital de giro, em média, os pátios cheios representam ao menos R$ 12 bilhões parados. Isso sem contar com os custos de manutenção e as perdas com ausência de financiamentos.

Também em uma conta aproximada, um estoque como esse representa algo em torno de R$ 4 bilhões em impostos.

De acordo com o presidente da Anfavea, Jackson Schneider, o estoque ao final de novembro representava 56 dias, sendo 25 na indústria e outros 31 nas concessionárias.

A última vez que o setor registrou estoque tão alto foi em setembro de 2001, quando bateu 57 dias. Em outubro deste ano, o estoque estava em 38 dias, sendo 13 na indústria e 25 nas concessionárias.

Além da queda de venda e produção, o mês de novembro também registrou outros dados negativos: houve queda nas exportações e as indústrias registraram a primeira redução de postos de trabalho desde dezembro de 2006.

“Ninguém levantou investimento de forma irresposável. A freada foi muito forte e surpreendente”, afirmou Schneider.

Com as quedas consecutivas de outubro e novembro, a Anfavea revisou suas projeções de venda, produção e exportação para o ano.

Fonte: Folha News

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Consumidor aproveita prechinchas no comércio

Paula Takahashi e Marinella Castro para O Estado de Minas

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O momento pode ser incerto e o futuro da economia, ainda mais nebuloso, mas de uma coisa o consumidor pode estar certo, o mercado está fazendo o que pode, e, em alguns casos, o que não pode, para manter o aquecimento das compras, seja no comércio, no financiamento habitacional, seja no de carros. Redução em até 50% do valor das mercadorias para quem antecipar as compras, cupons premiados e até a manutenção de parcelamentos estendidos, sem juros, estão valendo para garantir crescimento nas vendas.

“A hora certa de comprar é agora. O dólar subiu 35%, mas a alta não será repassada ao consumidor. As promoções estão mantidas e os prazos também”, anuncia Ricardo Nunes, dono da rede mineira de eletrodomésticos Ricardo Eletro. Ele completa o recado inflamado dizendo que o mesmo não poderá ser mantido para o ano que vem. “Quem pensa que os preços vão cair está enganado. No ano que vem, os reajustes serão inevitáveis”, admite.

As promoções como apelo de vendas vale para todos, independentemente do tamanho do negócio. Marcelo Mazuhy é dono da Villa Kids, loja infantil, localizada nos bairros Buritis e Funcionários. Para não deixar o cliente escapar, a loja lança promoções semanais com produtos diversificados. Esta semana o tênis infantil variando de R$ 37 a R$ 40 pode ser levado por R$ 27,90. “As promoções vão durar até o dia 24”. Na rede de lojas Toulon, especializada no público masculino, quem antecipar as compras pode parcelar a conta por mais vezes e ainda levar alguns itens com até 50% de desconto. Uma estratégia que já começou a funcionar, segundo o gerente Giovani Joaquim da Silva.

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Feliz por realizar o sonho perseguido há um ano e sem preocupações com a crise mundial, a família do auxiliar de produção Elio Rubens da Silva foi ontem comprar a TV Phillips LCD de 32 polegadas. “A TV é o presente de Natal para minha esposa. A criança já ganhou roupas e brinquedos. O dinheiro que sobrou será para a ceia do Natal. Não me preocupo com esta crise porque estou trabalhando”, diz Elio, que dividiu a compra em 12 parcelas fixas de R$ 115. Segundo Ricardo Nunes, as compras acima de 10 parcelas têm taxa de juros média de 3,99% ao mês.

No Magazine Luiza, até o Natal haverá distribuição de cupons que atraem o consumidor com a oferta de prêmios. A loja informa que as linhas de empréstimo pessoal, parcelamento no cartão de crédito e consórcio continuam valendo para quem não pode pagar à vista.

A doméstica Elisete de Fátima comprou ontem o seu presente de Natal, uma TV de 29 polegadas, no valor de R$ 660, que vai pagar em três parcelas. “Ainda vai sobrar R$ 200 para viajar no Natal.” Elisete também não está preocupada com a crise, mas comenta que o risco é a vida ficar mais cara.

Um dos mais afetados pela queda do consumo, o setor automobilístico, além de flexível às negociações e descontos, ainda aumenta o pacote de ofertas de opcionais e cortesias oferecidas ao cliente, tudo para garantir o fechamento do negócio. Mauro Pinto de Moraes, presidente do Sindicato de Concessionários e Distribuidores de Veículos Automotores de Minas Gerais (Sincodiv-MG), explica que as montadoras estão abrindo mão de duas estratégias para chamar a atenção. Uma delas são as taxas de juros subsidiadas. “As taxas estão menores hoje do que estavam em setembro, antes do fortalecimento da crise”, afirma Mauro. Outra medida é a oferta de mais atrativos na mesa de negociações para agradar o cliente. “Tem também as menores entradas no pagamento que chamam a atenção”, ressalta.

Tudo isso sem contar os preços dos veículos, que estão menores do que antes. “Estamos abertos a qualquer negociação. É a chance para fazer um grande negócio”, garante Carlos Alberto Vanselow, diretor de vendas das concessionárias Roma. Oportunidade que a operadora de financiamentos Rita de Cássia não perdeu. “É a primeira vez que compro um carro e ganho tantos benefícios. Para quem está interessado em comprar, este é o momento”, garante Rit,a que comemora os R$ 4 mil de desconto, mais o insulfilm, IPVA e emplacamento que ganhou no momento da compra. “Quando a taxa estava boa, eu nunca teria ganhado tanto desconto e benefícios. No fim das contas, acabei saindo no lucro e ainda fiz um ótimo negócio”, avalia.

Carros de segunda mão, porém, não vivem o seu melhor momento no mercado. “No caso dos usados, a coisa está ainda pior porque eles estão, no mínimo, 20% mais baratos. Para quem compra, é um momento muito propício, mas muitas concessionárias já não aceitam esses veículos na troca porque estão com o pátio cheio”, afirma Mauro.

Fotos: Jorge Gontijo/EM/D.A Press – Paulo Filgueiras/EM/D.A Press

Lá vem a crise…

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Para os otimistas de plantão as notícias ontem foram as piores. Nunca vi tanto prenúncio de desastre e mau agouro para a economia juntos. Pelo jeito lá a crise se instalou forte em SP e BA que decidiram prorrogar o pagamento do ICMS. Em SP, José Serra (PSDB) prorrogou o pagamento de 50% do ICMS referente a dezembro. Na Bahia de Jaques Wagner (PT) o governo anunciou que vai parcelar o ICMS em 04 vezes.

No RJ as montadoras e a CSN anunciam férias coletivas de 18 mil funcionários. As montadoras tais como, Volks, Peugeot, Citroën e as empresas CSN e Michelin, elevaram em 30% o número de funcionários em férias coletivas.

Os números do mercado automobilístico referentes a novembro, que devem ser divulgados no começo de dezembro, podem assustar até os mais pessimistas. As vendas no país apresentaram queda de aproximadamente 30% e devem fechar o mês com um total de 170 000 unidades emplacadas. Em outubro, que já apresentou desaceleração. A GM, que enfrenta a pior crise de sua história nos Estados Unidos, foi a montadora que mais perdeu mercado.

Para piorar o mercado divulgou-se também que há pouco mais de três meses as transportadoras rodoviárias faziam fila na porta das montadoras para aumentar sua frota e atender o mercado. A demanda era tão forte que algumas empresas de transporte chegavam a recusar clientes e escolher as cargas mais rentáveis. A crise mudou completamente esse quadro. Hoje, parte da capacidade instalada está ociosa, os planos de investimentos estão sendo revistos e já há pressão para reduzir o preço do frete.

Minas Gerais, estado que concentra cerca de 70% da produção nacional de gusa, foi o mais atingido pela retração do mercado ferro-gusa provocada principalmente pela queda na demanda internacional. Só em Sete Lagoas – município que concentra a maior produção de ferro-gusa da América Latina, com 22 empresas instaladas -, 2,3 mil trabalhadores foram demitidos, ou mais de 40% dos 5,5 mil empregados, diretos e indiretos, das fábricas. Na semana passada, o diretor da mineradora MMX afirmou que nada menos que 103 dos 161 fornos de ferro-gusa existentes no Brasil estavam parados.

Se foram notícias ruins para o país da “marolinha” do presidente Lula, imagina para o mundo. O relatório elaborado e distribuído entre os 375 maiores bancos de 70 países que integram o Instituto de Finanças Internacionais prevê queda de 3,5% no PIB dos EUA e de pelo menos 1,5% no crescimento de Europa e Japão no último trimestre deste ano. o relatório prevê que o Mundo terá o pior trimestre desde 80.

Chávez ameaça estatizar escolas privatizadas que não ensinarem o “socialismo do século 21”

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Por Fabiano Maisonnave, na Folha:
No dia em que a Venezuela voltou às aulas, o presidente Hugo Chávez apareceu em duas cadeias obrigatórias de rádio e televisão, nas quais ameaçou com fechamento as escolas privadas do país que não respeitarem “o sistema educacional bolivariano”. “Não podemos aceitar que o setor privado faça o que lhe der vontade. Eles acham que, por serem privados, podem se negar a uma inspeção. Eles devem se subordinar ao sistema educacional nacional e bolivariano. Quem não quiser terá de fechar a escola”, disse Chávez, ontem pela manhã, na primeira transmissão. “Intervém-se, nacionaliza-se e se assume a responsabilidade por essas crianças”, completou.
(…)
O governo anunciou na semana passada que pretende implantar a “educação bolivariana” nos próximos anos, mas o projeto ainda não estaria pronto. Uma versão preliminar do currículo revelada na semana passada inclui como tema obrigatório, por exemplo, o estudo do chamado socialismo do século 21. “Havia aqui textos que se regiam por programas oficiais, que tinham uma educação ideologizada, eurocêntrica. Foi por meio dela que nos ensinaram a admirar Cristóvão Colombo e o Super-Homem”, disse Chávez, que prometeu implantar o “sistema bolivariano” em todo o país até abril de 2010.As declarações de Chávez foram duramente criticadas pela Câmara de Educação Privada, que reúne 257 escolas, com cerca de 100 mil alunos. “Não vamos, por pressão do governo, eliminar nossas propostas livres e assumir a que o governo até agora não nos apresentou”, disse à Folha o presidente da entidade, Octavio de Lamo.”Se a educação bolivariana fosse tão boa, não teríamos todos os filhos de funcionários públicos em colégios privados. Por que o presidente Chávez não tenta convencer seus mais fervorosos seguidores a inscrever seus filhos nas escolas oficiais de educação?”, questionou De Lamo, em referência a uma prática bastante conhecida no país.

Juiz decide hoje se Cacciola fica preso

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 Por Maria Luiza Rabello e Lorenna Rodrigues, na Folha desta segunda:
Está marcada para hoje, às 11h (horário de Brasília), a primeira audiência judicial do ex-banqueiro Salvatore Cacciola em Mônaco, foragido da Justiça brasileira desde 2000. Tanto o governo brasileiro quanto o advogado de Cacciola no Brasil, Carlos Ely Eluf, consideram a sessão de hoje decisiva para um eventual processo de extradição do ex-banqueiro. O juiz pode decidir por prendê-lo para fins de extradição, pode liberar Cacciola por entender que os crimes dos quais é acusado no Brasil não foram cometidos em Mônaco ou ainda mantê-lo detido para dar um prazo maior para que as autoridades brasileiras justifiquem o pedido de extradição. Cacciola está detido em um comissariado (delegacia) em Mônaco, sob responsabilidade da Interpol, desde anteontem.

Foto: Estadão

Luciano Pavarotti morre aos 71 anos

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Luciano Pavarotti, considerado por muitos o maior tenor de sua geração, morreu nesta quinta-feira, em sua cidade natal Módena, na Itália, aos 71 anos, após luta contra um câncer de pâncreas desde 2006 quando fora submetido a uma cirurgia.

O cantor morreu ao amanhecer, por volta das 5h (hora local), em sua casa, segundo a rede de televisão italiana RAI, que reproduziu informações do empresário do artista, Terri Robson. A notícia se espalhou rapidamente e a Polícia teve de cercar a casa de Pavarotti para que a família pudesse manter a intimidade, já que era grande o número de fãs no local.

Saúde

Desde a noite de quarta-feira os meios de comunicação italianos apontavam para uma brusca piora no estado de saúde de Pavarotti, que havia sido hospitalizado em agosto com forte febre e princípio de pneumonia. No entanto, no dia 25 do mesmo mês, foi liberado pelos médicos para terminar a recuperação em casa. O tenor não foi mais visto em público desde sua cirurgia em 2006.

No início do verão, durante uma cerimônia em sua homenagem, na ilha de Ischia, perto de Nápoles (sul), a mulher de Pavarotti garantiu que ele estava bem e preparava um novo disco.

Sucesso internacional

Nascido em 12 de outubro de 1935, Pavarotti cantou no mundo inteiro, do Teatro Scala de Milão ao Metropolitan Opera de Nova York, passando pela Torre Eiffel e a Praça Vermelha, sem esquecer da Cidade Proibida, adaptando-se a todos os públicos e variando seu estilo, ao cantar, por exemplo, com Sting ou Mariah Carey, para defender causas humanitárias.

Pai de quatro filhas e avô, ele se casou pela segunda vez em dezembro de 2003 com sua ex-secretária Nicoletta Mantovani, pelo menos 30 anos mais nova.

Marine revela que recebeu ordem para executar mulheres e crianças

frank_wuterich.jpgUm cabo dos fuzileiros americanos disse nesta quinta-feira que recebeu ordem para atirar contra mulheres e crianças no povoado iraquiano de Hadiya, durante a audiência preliminar contra um sargento acusado de liderar o massacre, em 2005. Na abertura da audiência sobre o caso contra o sargento Frank Wuterich, em Camp Pendleton (200 km ao sul de Los Angeles), o cabo Humberto Mendoza contou que após a explosão de uma bomba em uma estrada próxima a Hadiya, que matou um marine, o sargento Wuterich ordenou que seu grupo atirasse contra casas que supostamente abrigavam rebeldes.

Segundo o cabo Mendoza, horas após a explosão da bomba o sargento Wuterich liderou uma operação contra os rebeldes e determinou que se atirasse em qualquer pessoa que abrisse a porta após o chamado dos marines.

“Ele disse: só esperem a porta abrir e atirem”, revelou Mendoza, admitindo que disparou contra um homem adulto.

Dentro de uma casa, Mendoza disse que recebeu ordem de outro marine, Stephen Tatum, para atirar contra sete mulheres e crianças que estavam escondidas em um quarto: “Quando abri a porta, havia apenas mulheres e crianças (…) e depois de poucos segundos, percebi que não eram uma ameaça (…) pareciam assustados”.

Logo após sair do quarto, Mendoza encontrou Tatum e relatou que lá só havia mulheres e crianças, mas mesmo assim recebeu ordem de atirar.

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O cabo revelou que ainda tentou argumentar com Tatum, dizendo que “eram apenas mulheres e crianças”, mas o outro marine ficou calado. Algum tempo depois, quando estava diante da casa, Mendoza ouviu um forte barulho e quando voltou ao quarto, encontrou todos mortos.

Um investigação paralela realizada pelo major Haytham Faraj encontrou uma menina que sobreviveu ao massacre e que afirma que Mendoza foi o homem que atirou contra o grupo no quarto, no dia 19 de novembro de 2005.

O trabalhador brasileiro e suas férias

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 Matéria de Peri de Castro para a REvista EXAME:

Férias e feriados parecem passar sempre rápido demais, mas os brasileiros aparentemente têm pouco a reclamar nesse sentido, pelo menos quanto ao que determina a lei. Numa pesquisa sobre legislação trabalhista realizada em 33 países da Europa e da América Latina pela consultoria americana Mercer Human Resources, o Brasil aparece como vice-campeão mundialde folgas. 

Os trabalhadores brasileiros têm direito assegurado oficialmente a 40 dias de folga, em média, levando-se em conta os 30 dias de férias e os dez “dias festivos” nacionais – os feriados que valem para todos os Estados.

Esse número deixa o Brasil à frente de 39 países, na lista da consultoria, e atrás apenas da Finlândia, com 44 dias de descanso por ano. Empatados com os brasileiros no ranking dos dias não-trabalhados estão a os franceses e os lituanos, ambos com 40. Na América Latina, os brasileiros são os mais “descansados”.

País Total (dias)
Finlândia 44
Brasil 40
Lituânia 40
França 40
Argentina 39
Malta 38
Áustria 38
Estônia 38
Grécia 37
Chipre 36
Eslovênia 36
Espanha 36
Polônia 36
Suécia 36
Dinamarca 35
Luxemburgo 35
Eslováquia 35
Venezuela 35
Alemanha 34
Portugal 34
Hungria 33
Colômbia 33
Bulgária 32
Itália 31
Letônia 31
República Checa 31
Chile 30
Bélgica 30
Irlanda 29
Países Baixos 28
Romênia 28
Reino Unido 28
México 22

A boa posição no ranking, no entanto, não significa comemoração para todos. Mesmo no universo de trabalhadores com carteira assinada, uma fatia muito significativa jamais consegue usufruir desses 40 dias, de acordo com o diretor de desenvolvimento e negócios da Mercer, Marcelo Ferrari.

“O número é uma base legal, é a teoria, mas na prática, a gente sabe que boa parte dos funcionários das empresas vende um terço ou mais dos dias a que tem direito, por razões econômicas, e que outra parcela grande nunca consegue tirar os 30 dias de férias porque a dinâmica de trabalho não permite que a pessoa fique tanto tempo afastada”, explica.

Para o consultor, também é fundamental levar em conta que não é o número de dias de folga que determina o ritmo da economia de um país, mas sim como os dias trabalhados são aproveitados. Nos países de produtividade elevada – aqueles com alto nível educacional, governo eficiente e empresas com processos de gestão avançados – é possível trabalhar por menos horas ao longo do dia e por menos dias durante o ano sem ficar para trás em termos de competitividade.

“Na Suécia, o número de folgas anuais chega a 36, próximo aos 40 do Brasil, mas a cultura de planejamento a longo prazo e de espírito coletivo deles é muito mais desenvolvida. Não existe, essa idéia de que tudo ‘é para ontem’, como aqui porque o que tinha que ser resolvido já estava sendo trabalhado há tempos. Isso é um exemplo de que, quanto mais eficiente é a maneira de
trabalhar, mais espaço também haverá para a vida pessoal sem prejuízos à economia”, diz.

Segundo Ferrari, o México é o exemplo contrário. O país, onde férias e feriados correspondem a apenas 22 dias, foi o que apresentou menor número de descansos anuais da lista da Mercer, mas não por isso pode ser considerado o país mais produtivo.

Ele ressalta, porém, que se a quantidade de folgas no Brasil não é determinante para a produtividade, faz diferença no custo de manter um empregado, tanto pelo fato de a empresa ter que pagar por um número grande de horas não-trabalhadas quanto por uma peculiaridade de legislação brasileira, o adicional de férias. Por lei, o trabalhador com registro em carteira tem direito a um acréscimo de 30% do salário, no mês em que sai de férias, o que para o consultor é uma contradição vista em poucos lugares do mundo.

“Somos um dos únicos países onde o trabalhador ganha mais quando está em descanso do que nos meses em que trabalha. É uma lógica difícil de entender”, afirma.

“Brasilidade” eleva vendas de produtos de beleza, diz jornal americano

A indústria de cosméticos nacional aposta na “brasilidade” para impulsionar as vendas ao exterior – e a estratégia está funcionando, afirma nesta sexta-feira uma reportagem do jornal The New York Times. Apostando em essências de origem amazônica, o setor viu suas exportações alcançarem US$ 484 milhões no ano passado, um aumento de mais de 150% em relação a 2001, afirma o diário.

“Em um mercado de varejo receptivo à palavra ‘natural’, a existência abundante de óleos naturais, frutas e extratos de plantas do país também tem um papel crucial em elevar as vendas”, relata o NYT. Segundo a matéria, “executivos da indústria dizem que os produtos brasileiros são vistos como algo mais puro do que os provenientes de outras partes do mundo”.

Além disso, “a imagem dos brasileiros de pessoas saudáveis e atraentes” também influi na aceitação do produto nacional no exterior. De acordo com o texto, novos mercados de exportação, como Rússia, Cuba e Angola, já se abrem aos produtos de beleza brasileiros, somando-se aos tradicionais países da América do Sul, para onde vão 60% das vendas para o exterior.

O NYT lembra um fator histórico que colabora para o desenvolvimento do setor: a miscigenação de povos de distintas origens. “A mistura de sangue europeu, indígena, africano e japonês criou uma nação com todo tom de pele, tipo de cabelo e formato de corpo imaginável.”

“Fabricantes de produtos de beleza são forçados a atender a todos eles, o que significa que, independentemente de qual seja o mercado-alvo no exterior, eles têm um produto adequado.”

Design e tecnologias feitas para 90% da população

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Lifestraw – para beber água do rio

Está acontecendo em Nova York uma mostra bem interessante – a Design for the Other 90%  sobre tendências de design na criação objetos e produtos para a população mais carente. No site da exposição há os dizeres – a maioria dos designers é focada em criar produtos para apenas 10% da população mundial [a parte mais rica e favorecida].

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Qdrum – sem peso nos ombros. É só empurrar a roda com água

Projetar produtos para 90% da população [menos favorecida] inclui desenvolver o Q Drum, uma roda/reservatório usada para carregar altas quantidades de água a grandes distâncias na África. Ou ainda o LifeStraw, uma espécie de canudo com filtro usado em regiões carentes, onde as pessoas são obrigadas a tomar água direto em poços e rios.

O site da mostra Design for the Other 90% é bem completo e conta com diversos outros projetos [cerca de 30].

Dedado do blog do Tiago Dória

Terremoto no Peru: Mais de 500 mortos

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 O número de mortes no terremoto registrado nesta quarta-feira no Peru está entre 500 e 510, segundo um novo balanço provisório de vítimas divulgado por Roberto Ocño, comandante do Corpo de Bombeiros.

“O número aumentou e está entre 500 e 510 mortos. Os feridos já passam de 1.600”, disse. “Muitos mortos estão sob os escombros das casas. Nas ruas, muitos morreram até de infarto”, acrescentou Ocño, que foi contatado por telefone enquanto trabalhava nas áreas mais afetadas. Segundo estimativas da ONU, o terremoto teria deixado 450 mortos e 1.500 feridos.

Segundo o Itamaraty  há cinco mil brasileiros morando no Peru. Por enquanto não há registro de brasileiros mortos ou feridos durante o terremoto.

Fiéis são encontradas com vida sob destroços de igreja

Os bombeiros encontraram nesta quinta-feira duas fiéis vivas em meio aos escombros da igreja de San Clemente, em Pisco, uma das regiões mais atingida pelo terremoto da tarde de ontem. Estima-se que 300 pessoas participavam da missa no momento da tragédia.

A operação de resgate aconteceu nesta quinta poucos momentos antes da chegada do presidente Alan Garcia no local, que ultrapassou as barreiras de segurança e entrou nas ruínas da igreja.

Na falta de veículos apropriados para a remoção dos destroços, uma centena de bombeiros voluntários de Lima estão trabalhando no local.

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