Archive for the ‘Cinema’ Category

Muito além do mensalão

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 Por Ana Paula Siqueira e Edson Sardinha:
Em lua-de-mel com a opinião pública por ter determinado a abertura de processo contra os 40 acusados de participarem do mensalão, o Supremo Tribunal Federal (STF) tem pela frente a árdua tarefa de examinar cerca de 200 procedimentos judiciais envolvendo congressistas.

Um em cada seis parlamentares da atual legislatura está sob investigação na mais alta corte do país, responsável por encaminhar e julgar questões criminais e administrativas relacionadas a integrantes do Legislativo federal. Dos 513 deputados e 81 senadores que estão no exercício do mandato, 105 são alvo de algum tipo de investigação no Supremo.

Levantamento feito com exclusividade pelo Congresso em Foco revela que, até o último dia 29, havia 172 inquéritos e ações penais contra 92 deputados (veja a lista)  e outros 23 contra 13 senadores (clique aqui) em tramitação no STF. Apenas quatro partidos (PCdoB, Psol, PTdoB e PHS) e dois estados (Amapá e Mato Grosso do Sul) não têm nenhum de seus representantes sob o foco da Justiça.

Além do mensalão, em 52 casos o Supremo já encontrou elementos suficientes para transformar 23 deputados e cinco senadores em réus de ações penais. O restante das investigações está na fase de inquérito, procedimento a partir do qual são instaurados os processos criminais. Leia mais aqui.

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Proposta pode voltar a inchar câmaras municipais

vitorpenido.jpgA Frente Parlamentar Municipalista, que reúne 240 deputados federais, pretende reduzir os limites de gastos das câmaras municipais como forma de negociar a ampliação das vagas de vereadores no país. Ela vai apresentar uma emenda aglutinativa à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 333/2004, encampada pelo Congresso Nacional, em resposta à resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de 2004, que reduziu de 60.320 para 51.875 as cadeiras nas câmaras municipais. A matéria está prestes a ser votada em plenário, em meio a uma queda-de-braço que se arma entre vereadores e suplentes de um lado, que brigam pelo crescimento dos legislativos municipais, e a própria Frente Parlamentar Municipalista, de outro, que pretende diminuir despesas, como forma de evitar um novo desgaste ao Congresso Nacional. A PEC 333/04 propõe a ampliação das cadeiras de vereadores no país de 51.875 para 57.034 . Em Minas, o número de vagas nos 853 municípios passaria de 7.853 para 8.695. Se essa emenda for aprovada, os plenários das câmaras municipais vão inchar já em janeiro do ano que vem, antes das eleições de outubro, com a posse de 5.159 suplentes em todo o país, entre os quais, 842 em Minas.

“Vamos reduzir os gastos das câmaras municipais do país. Não posso acreditar que um deputado vai ter coragem de votar um negócio desses. O que se gasta hoje nas cidades com legislativos é um absurdo”, diz o deputado federal Vítor Penido (DEM), presidente da Frente. Os parlamentares querem reduzir os limites constitucionais de despesas dos legislativos municipais. Se isso ocorrer, poderão negociar a ampliação das vagas de vereadores. “Se admitirmos o mesmo número de vereadores antes da resolução do TSE, nosso problema será baixar os gastos das câmaras”, afirma Vítor Penido.

A Constituição estabelece que as câmaras de cidades com até 100 mil habitantes podem gastar até 8% das receitas correntes; nas câmaras de cidades entre 100 mil e 300 mil habitantes, as despesas podem alcançar 7% das receitas. Municípios com mais de 500 mil habitantes – e aí se incluem Belo Horizonte, Contagem, Juiz de Fora e Uberlândia – podem repassar ao legislativo até 5% das receitas tributárias não vinculadas e transferências constitucionais não vinculadas. Em 2005, Belo Horizonte repassou R$ 83,5 milhões. Em 2006 foram R$ 86,9 milhões. Para este ano estão previstos R$ 102 milhões, ou seja, uma despesa equivalente a R$ 8,5 milhões ao mês – R$ 283,3 mil por dia.

Apesar de a proposta de emenda constitucional em pauta na Câmara dos Deputados estabelecer uma diminuição de 0,5% em relação ao atual patamar de despesas das câmaras nas diferentes faixas de população, a redução é considerada insuficiente. “A legislação diz que é necessário gastar 15% do orçamento municipal com a saúde e, ao mesmo tempo, autoriza a despesa de quase a metade com a atividade legislativa. Temos de reduzir em muito mais esses gastos”, reitera Penido.

Críticas

Opinião diferente manifesta o vereador de Coromandel Rogério Rodrigues (PDT), presidente da Associação Brasileiras de Câmaras Municipais (Abracam). “A proposta define o número máximo de vereadores para que cada município, com a autonomia garantida pela Constituição, defina o tamanho do plenário”, afirma. Segundo Rodrigues, a Câmara dos Deputados não pode deixar para a Justiça Eleitoral a prerrogativa de legislar. “Essa proposta de emenda constitucional nem está resgatando todas as vagas eliminadas pelo TSE”, diz. Rodrigues tampouco aceita as críticas relacionadas aos gastos elevados das câmaras municipais. “Um estudo realizado em 2005 indicou que os legislativos municipais do país gastam, em média, apenas 3,5% das despesas orçamentárias dos municípios”, assinala, em referência a trabalho encomendado ao Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM).

O estudo do IBAM revelou que em 2005, apesar da redução de 16,48% das cadeiras das câmaras municipais do país, em seu conjunto as despesas desses legislativos cresceram em 7,58%. “Isso é um importante indicativo de que os salários dos vereadores nunca foram o maior item de despesa das câmaras”, afirma Rogério Rodrigues.

Entretanto, alguns deputados têm outra interpretação para esses números. Segundo eles, que evitam se identificar para não se indispor com as bases municipais, o aumento dos gastos se deve ao fato de que nas grandes cidades, em que os salários dos vereadores são maiores, ter havido crescimento e não redução dos plenários. Foi o caso da Câmara Municipal de Belo Horizonte, que antes da resolução do TSE tinha 37 cadeiras e agora saltou para 41.

Em números

Vagas de vereadores no país antes da resolução de 2004 do TSE: 60.320

Destas, 9.095 eram em Minas. Hoje são 51.875 cadeiras nas câmaras municipais do Brasil, das quais, 7.853 em Minas.

A PEC 333/2004 eleva para 57.034 o número de vereadores no país, dos quais, 8.695 em Minas. 

Pressão segura trem da alegria

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Um novo trem da alegria na Câmara dos Deputados está ameaçado de descarrilar, com aproximadamente 260 mil servidores na beira de ganharem estabilidade, sem passar por concurso público. O Palácio do Planalto escalou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, para convencer a base aliada a não apoiar a manobra, que é defendida por governadores petistas. “Difícil, muito difícil, praticamente impossível”, já vaticina o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), sobre a aprovação. Diante do receio de outro desgaste na opinião pública, admite-se agora apenas a votação, nas próximas semanas, de matéria efetivando servidores. A bateria palaciana foi direcionada contra a Proposta de Emenda Constitucional 54/99, de autoria de Zenaldo Coutinho (PSDB-PA), que garante estabilidade a servidores das administrações direta e indireta contratados sem concurso antes da Constituição de 1988. Só essa PEC efetiva cerca de 200 mil servidores que prestam serviços temporários a estados e municípios. Outra PEC, do deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE), efetiva servidores requisitados há mais de cincos anos, desde que tenham sido aprovados em concurso no órgão de origem. Só na Câmara há 810 que podem ser beneficiados.

Tragédia de Congonhas: Caixa-preta do Airbus indica falha de piloto

tamluto.jpgDe Fernando Rodrigues na Folha de S. Paulo, hoje:
“A caixa-preta do Airbus-A320 da TAM que caiu em São Paulo no dia 17 indica que houve erro do piloto na operação da alavanca de aceleração das turbinas, além de captar o desespero dos pilotos em tentar frear o avião no solo. Embora menos provável, uma pane no computador do avião também não pode ser descartada, isoladamente ou em conjunto com o provável erro humano.

A Folha teve acesso aos dados, que chegaram ontem ao Congresso em um CD-ROM com cerca de 60 arquivos de dados e áudio.

A primeira falha, cuja hipótese havia sido antecipada pela Folha na semana passada, ocorreu pouco antes do pouso, quando o manete de controle do motor direito foi mantido numa posição de aceleração. Deveria estar em ponto morto, como o outro manete.

Ao pousar, os sistemas eletrônicos interpretaram esse procedimento como um desejo do piloto de acelerar. As duas turbinas passaram a acelerar automaticamente. Os freios aerodinâmicos não foram acionados. O freio automático dos pneus também não funcionou.

Pode ter contribuído para a aceleração anormal um segundo erro: apenas o manete da turbina esquerda foi colocado na posição de reverso máximo. Essa turbina estava com o reversor, equipamento que auxilia a frenagem ao inverter o fluxo de ar na turbina, funcionando -a outra, não.

Mesmo com o reversor inoperante na turbina direita, o procedimento correto deveria ter sido colocar ambos os manetes em reverso. Mas o direito permaneceu acelerando, segundo o registro.

A Airbus divulgou comunicado na semana passada alertando operadores de seus aviões justamente sobre a necessidade de cumprir essas duas operações, baseada já em dados preliminares da caixa-preta. Houve outros acidentes semelhantes com o A320 atribuídos a falha do piloto.

O avião da TAM estava com o reversor direito desativado havia quatro dias, em razão de um problema hidráulico.

Perdendo o controle, o piloto então tentou parar o avião pressionando os dois pedais à sua frente, freando os pneus do trem de pouso. Ao mesmo tempo, com as mãos, segurou o quanto pôde o mecanismo interno que controla a direção da bequilha, a roda da frente do equipamento. Mas as turbinas continuaram a acelerar.

Na semana passada, o brigadeiro responsável pela investigação, Jorge Kersul, disse que não está excluída a hipótese de falha nos computadores. “O dado do parâmetro pode indicar que o manete estava em tal posição, mas quem prova que o problema não foi eletrônico? O manete pode estar em outra posição e o problema ser de sinal eletrônico que o computador está emitindo. A gente pode ouvir algo [no gravador de voz] que o manete não sai do lugar, está enroscado”, disse à CPI do Apagão Aéreo.

O arquivo de áudio a que a Folha teve acesso revela que o piloto e o co-piloto emitem frases lacônicas, mas importantes.

Ao tocar o chão na pista principal de Congonhas, uma voz na cabine diz: “Reverso um apenas”. Ou seja, o piloto e o co-piloto sabiam que só um reversor estava operante.

Em seguida, outra frase: “Spoiler nada…”. Ou seja, os spoilers (freios aerodinâmicos na parte de cima das asas), que abrem automaticamente no pouso, não funcionaram.

O tom fica dramático: “Desacelera, desacelera, desacelera!”. Aumenta o pânico: “Não dá, não dá, não dá”. Por fim, a frase já conhecida: “Vira, vira, vira”.

Trailer: Transformers

Trailer: Piratas do Caribe 3

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(clique na imagem para assistir)

Filme da Semana: Ghost Rider

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O dublê, astro e piloto de motocicleta Johnny Blaze (Nicolas Cage) fez um pacto com o diabo para proteger as duas pessoas que ele mais amava: seu pai e sua namorada da adolescência, Roxanne (Eva Mendes). Agora, o demônio veio cobrar a dívida. À noite, na presença do mal, ele se transforma no Motoqueiro Fantasma, o justiceiro demoníaco. Mas Johnny está decidido a confrontar o seu destino e a usar sua maldição e seus poderes em defesa dos inocentes.

(Ghost Rider) EUA, 2007. Direção: Mark Steven Johnson. Elenco: Nicolas Cage, Eva Mendes e Raquel Alessi. Duração: 115 min

Crítica, galeria de imagens e trailers

Transformando salas de cinema em salas de games

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Nova tendência internacional: uso de salas de cinema para atender ao público ligado em jogos. Isto já é realidade na Espanha. Em Madri está em operaçao desde o final do ano passado um novo complexo chamado Cinegames. Nas salas, os jogadores pagam o ingresso como se fossem assistir a um filme (ao preço promocional de 2,90 euros), mas ao sentarem-se em suas poltronas podem desafiar os presentes em uma partida multi-jogador.

Cada assento é equipado com monitores LCD de 17 polegadas e um controle de jogo. É possível ter 50 jogadores na mesma partida, que tem duraçao média de uma hora. Quem nao quiser jogar pode pagar um bilhete de espectador (1 euro) e acompanhar tudo na tela de cinema, auditorio com capacidade total que varia entre 100 e 120 pessoas.

Para quem joga, o grande lance se desenvolve na tela pequena, mas é na telona que sao exibidos os melhores momentos do jogo e os scores mais altos, enviados por um editor que tem um trabalho próximo ao de um video jockey. Há uma espécie de narrador na sala, que comenta as jogadas no sistema de som, animando as partidas. O som da sala é espetacular (surround 7.1) o q torna a experiência do jogo mais marcante.

Fonte: Blue Bus

Oscar 2007

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Tudo bem que a tônica deste Oscar foi mesmo a “mea culpa” da Academia com o Martin Scorsese. Mas para mim deu mesmo a lógica do melhor. O Oscar para ele deveria ter vindo em Taxi Driver, mas, ainda sim, prefiro Os Infiltrados. É um filme despido de tudo o que Hollywood gosta: moralismo barato e sentimentalismo. Vamos aos vencedores… And the winner is:

Melhor Filme
Os Infiltrados

Melhor Diretor
Martin Scorsese – Os Infiltrados

Melhor Atriz
Helen Mirren – A rainha

Melhor Ator
Forester WHitaker – O último rei da Escócia

Melhor Ator Coadjuvante
Alan Arkin – Pequena Miss Sunshine

Melhor Atriz Coadjuvante
Jennifer Hudson – Dreamgirls – Em busca de um sonho

Melhor Direção de Arte
O Labirinto do Fauno – México

Melhor Maquiagem
O Labirinto do Fauno

Melhor Curta de Animação
The Danish Poet – da Noruega

Melhor Curta-Metragem
West Bank History – um musical sobre que acontece na Palestina

Melhor Edição de Som
Cartas de Iwo Jima

Melhor Som
Dreamgirls – Em busca de um sonho

Melhor Longa de Animação
Happy Feet – O Pingüim

Melhor Roteiro Adaptado
Os Infiltrados

Melhor Figurino
Maria Antonieta

Melhor Fotografia
O Labirinto do Fauno

Melhor Filme Estrangeiro
A vida dos outros – Alemanha

Melhor Documentário de Curta-Metragem
O Sangue do Distrito Yingzhou

Melhor Documentário de Longa-Metragem
Uma Verdade Inconveniente

Melhor Trilha Sonora
Gustavo Santaolalla – Babel

Melhor Roteiro Original
Pequena Miss Sunshine

Melhor Canção
Melissa – Uma verdade Inconveniente

Melhor Montagem
Os Infiltrados

Framboesa de Ouro 2007 – Vencedores

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Como sempre acontece às vésperas da premiação do Oscar a Golden Raspberry Award Foundation divulgou a lista completa dos vencedores do Framboesa de Ouro. Como bem disse o Judão nada de anormal na relação. Apenas uma ressalva: apesar do Instinto Selvagem 2 ser uma porcaria, o BloodRayne seria mais justo como pior filme. Vamos aos vencedores…. And the Gold Razzies goes to:

:: Pior Filme
Instinto Selvagem 2

:: Pior Ator
Marlon Wayans & Shawn Wayans (O Pequenino)

:: Pior Atriz
Sharon Stone (Instinto Selvagem 2)

:: Pior Ator Coadjuvante
M. Night Shyamalan (A Dama na Água)

:: Pior Atriz Coadjuvante
Carmen Electra (Uma Comédia Nada Romântica e Todo Mundo em Pânico 4)

:: Pior Casal
Shawn Wayans e OU Kerry Washington OU Marlon Wayans (O Pequenino)

:: Pior Remake ou Rip-Off
O Pequenino (Rip-Off de um episódio do Pernalonga)

:: Pior Pre ou Seqüência
Instinto Selvagem 2

:: Pior Diretor
M. Night Shyamalan (A Dama na Água)

:: Pior Roteiro
Instinto Selvagem 2

O trailer da semana – Letters from Iwo Jima

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Depois de A Conquista da Honra, o combate da ilha de Iwo Jima entre japoneses e estadunidenses na Segunda Guerra Mundial é visto sob o ponto de vista dos defensores do território. Mal equipados, os nipônicos lutam em nome do imperador e não temem morrer por sua pátria – mas há homens no combate que guardam ainda esperança de sobreviver.

(Letters from Iwo Jima) EUA, 2006. Elenco: Ken Watanabe, Kazunari Ninomiya, Tsuyoshi Ihara. Duração: 140 minutos.

Crítica, galeria de imagens e trailer

Fonte: Omelete