Archive for the ‘Brasil’ Category

Charge do Dia

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Menino de 9 anos salva a mãe de estupro ao morder orelha do agressor

Reprodução/TV Tem Orelha machucada após mordida de criança em Bauru

Foto: Reprodução/TV Tem Orelha machucada após mordida de criança em Bauru

A coragem de um menino de 9 anos salvou a mãe dele de um estupro na última segunda-feira (5) em Bauru, a 329 km de São Paulo. Segundo testemunhas e a Polícia Militar, a vítima apanhou muito e só não foi estuprada porque o filho a defendeu. O menino pulou nas costas do agressor e mordeu a orelha dele, até que o homem largasse a mãe.

O homem teria invadido a casa no Jardim Araruna e tentado estuprar a dona da residência. O suspeito, de 35 anos, já tinha passagem na polícia por lesão corporal e direção perigosa. Ele foi socorrido no Pronto-Socorro central, onde levou dez pontos na orelha e fez exame de HIV.

A família e os vizinhos passaram a tarde desta segunda prestando depoimento. No fim da tarde, o suspeito também foi ouvido na delegacia do município.

Fonte: Portal G1

Reforma Ortográfica

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Como o assunto do momento é a nova reforma ortográfica da língua portuguesa deixo aí para download um guia com as novas regras do gramático Douglas Tufano. Download aqui. Bons estudos!

Papai Noel existe (e é do PT)

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Este espaço teimou em duvidar do tal Fundo Soberano do Brasil. O cofrinho anunciado pelo ministro Mantêga – em linguagem debochada para chamar os jornalistas de ignorantes – seria capitalizado com o superávit primário excedente.

O que foi dito aqui é que, se houvesse excedente, não seria primário. Traduzindo: o superávit que o governo faz não é sobra, nem pode conter sobra, porque serve para abater a dívida pública. Por isso é primário.

Traduzindo de novo: superávit primário excedente é um aborto da natureza.

E esse aborto acaba de ser realizado com sucesso. Por medida provisória, o governo vai emitir 14 bilhões de reais para forrar o tal Fundo. Como a crise está aí e não há vestígio de dinheiro sobrando, se dará o milagre: o próprio governo vai aumentar o superávit primário em 14 bilhões de reais…

Cortar 14 bilhões para emitir 14 bilhões. Para que?

É simples. O dinheiro cortado é o do orçamento, carimbado, de gasto obrigatório em determinados fins, como a saúde pública. O dinheiro emitido para o glorioso Fundo Soberano do Brasil é bem mais livre, permitindo a Lula investir, com soberania, nos projetos de maior retorno eleitoral.

Como se vê, nem todos serão iguais perante a crise.

Retirado do blog do Guilherme Fiuza

Microempresa poderá parcelar débitos fiscais

A Receita Federal ofereceu uma nova possibilidade às pequenas e microempresas que estão fora do Supersimples de ingressar no sistema tributário – que unifica em um único recolhimento os principais impostos federais, o ICMS e o ISS. O órgão regulamentou, por meio de uma instrução normativa publicada no dia 31 de dezembro, a possibilidade de parcelamento em até cem vezes para os débitos fiscais referentes a fatos ocorridos até 30 de junho de 2008. A novidade, no entanto, só se aplica às empresas que pretendem entrar no Supersimples pela primeira vez, excluindo-se, desta forma, aquelas que estão na iminência de sair do sistema por inadimplência. O parcelamento já havia sido anunciado na semana passada, em uma resolução da Receita.

Desde que entrou em vigor, em julho de 2007, o Supersimples impõe como condição de permanência no sistema a manutenção em dia do pagamento dos tributos. Na época em que saiu a lei, foi permitido um parcelamento em até 120 vezes. A nova instrução normativa representa uma segunda chance para as empresas que almejam entrar no Supersimples e não o fizeram em função de débitos adquiridos a partir do segundo semestre de 2007. De acordo com Douglas Rogério Campanini, da ASPR Auditoria e Consultoria, muitas empresas de pequeno porte não têm condições de liquidar os débitos pelas regras “tradicionais” de parcelamento da Receita, em 60 meses. “Por vezes esse tipo de parcelamento inviabiliza o próprio negócio”, diz Campanini. Na opinião dele, a medida também é benéfica para a Receita Federal, pois garantirá uma verba a mais em tempos de crise econômica.

Por outro lado, a principal crítica em relação a nova possibilidade de parcelamento é ela não abarcar as as empresas que já estão no Supersimples e em vias de serem excluídas do sistema. Segundo o advogado Marcos Tavares Leite, sócio do Faria de Sant´Anna e Tavares Leite Advogados, cerca de 400 mil empresas estão nessa situação – a maioria pela inadimplência e o restante em função de cadastro ou por impossibilidades societárias. Segundo ele, o reparcelamento era um anseio dos micro e pequenos empresários. “Essas empresas continuam sob o risco de voltarem à informalidade e ainda há as que pensam em pedir o desenquadramento voluntariamente, pois o Simples não se mostrou vantajoso”, diz Leite.

Outro alerta de advogados para as empresas que optarem pelo parcelamento é que tenham cautela para manter a regularidade dos débitos vincendos, pois uma nova inadimplência acarretará na exclusão do sistema. A Receita Federal informou que o parcelamento não foi oferecido aos inadimplentes que já estão no Supersimples porque seria um tratamento desigual perante aquelas empresas que ingressam agora no sistema.

Fonte: Valor Online

Charge do Dia

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Reforma do Palácio do Planalto custará R$ 88 milhões

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Em obras 1. O edital da reforma do Palácio do Planalto divulgado ontem mostra que a Presidência da República não pretende economizar. Somente o sistema de ar condicionado vai custar R$ 15 milhões, valor próximo ao total gasto na reforma do Alvorada, que saiu por R$ 18 milhões.

Em obras 2. Segundo o edital, os elevadores sairão por R$ 1,5 milhão. A reforma do espelho d’água custará R$ 551 mil, e novos móveis estão orçados em R$ 425 mil. No total, o novo Palácio do Planalto deverá custar R$ 88 milhões.

Sem-terra brigam por área no Norte de Minas

Girleno Alencar para o Hoje em Dia

O clima de tensão tomou conta, na manhã de ontem, da Fazenda Sanharó, de 789 hectares, na zona rural de Montes Claros, que foi invadida em abril de 2003 pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). Quase houve um conflito entre dois grupos. Os sem-terra Adão Luiz Moreira, Antônio Oswaldo Desidério da Silva e Ateilton Alves dos Santos ameaçaram entrar na propriedade, sob alegação de que têm direito a terras no local, pois teriam sido assentados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), quando a área foi desapropriada, em 2006, mas depois teriam sido expulsos pela entidade, em 29 de maio de 2007, por terem denunciado, segundo eles, irregularidades no acampamento.

Os atuais ocupantes da fazenda não permitiram que os três entrassem nas terras, alegando que eles teriam saído espontaneamente do local, por não querer plantar. O clima ficou tenso e os envolvidos chamaram a Polícia Militar, para que fosse lavrada a ocorrência policial. O HOJE EM DIA acompanhou a chegada dos três sem-terra, que apresentaram documentação do Incra enviada ao Ministério Público Federal, com data de julho de 2008, apontando-os como tendo direito a terras na área.

O sem-terra Adão Luiz Moreira, 44 anos, afirma que participou da invasão de abril de 2003, adquirindo direito sobre a terra. No entanto, ele alega que passou a discordar de algumas medidas tomadas por outros sem-terra, “como a venda de bens da fazenda, incluindo uma balança de pesar gado, serralheria e pipa”. Segundo ele, como punição por discordar dessas medidas, teria sido obrigado a transportar 3 mil tijolos e, depois, amarrado a uma árvore.

De acordo com o sem-terra, as 13 famílias que não concordaram com a venda dos equipamentos acabaram sendo expulsas do assentamento, mas oito teriam voltado à fazenda, em dezembro daquele ano. Adão Moreira faz outras acusações aos coordenadores do acampamento. Ele afirma ainda que, depois, começaram a ser desviadas cestas básicas que são distribuídas pela Conab. Já Antônio Oswaldo Desidério da Silva, 49 anos, apresentou outra denúncia: os pastos teriam sido arrendados para fazendeiros da região e era feita também cobrança indevida da taxa de energia elétrica. De acordo com ele, seu filho, Waldemar, de 27 anos, “não teve condições de pagar a luz e foi trabalhar na cidade, como servente de pedreiro, por três dias. Quando voltou, tomaram sua mochila e ameaçaram sua filha de seis anos”, afirmou o sem-terra.

Na manhã de ontem, um dos coordenadores do acampamento, Walteide Ferreira Coelho, afirmou que o Incra determinou que a área fosse dividida entre 31 famílias, o que teria ocorrido. De acordo com ele, Adão e Antônio Oswaldo teriam saído da fazenda porque não queriam trabalhar, “o que desagradou o movimento”. Ele acusou também os três, alegando que teriam posto fogo em 30 sacas de milho, recentemente colhidas, além de matarem animais do assentamento. Coelho afirmou que suspeita das pessoas que foram expulsas da fazenda, porque tem “recebido ameaças” e teria descoberto que o número do telefone seria de Adão Moreira.

As famílias que estão na fazenda afirmaram também que não permitirão a entrada dos sem-terra expulsos e, caso o Incra pretenda colocá-los em alguma área, que arranje outra. Segundo elas, a Comissão Pastoral da Terra teria levado os três para a Fazenda Americana, em Grão Mogol, mas a presença deles no local teria aumentado a rixa com os os ocupantes daquela área, Ainda de acordo com as acusações, teria ocorrido até troca de tiros, com várias pessoas ficando feridas.

Incra promete apurar denúncias
No dia 21 de julho, o Incra encaminhou correspondência ao Ministério Público Federal informando que 31 famílias devem ser assentadas na Fazenda Sanharó, e 26 já foram selecionadas, legitimadas e homologadas na área, entre elas as expulsas. O órgão informou também que as famílias ainda não foram divididas em lotes e que suspendeu os atos administrativos relativos à implantação do projeto de assentamento, solicitando a apuração das irregularidades denunciadas pelos assentados e pela Procuradoria da República. Além disto, o Incra está formando uma comissão de sindicância para apurar as denúncias contra o MST e a forma de seleção das famílias atendidas com terras e cestas básicas.

Charge do Dia

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Prefeitos derrotados atrapalham trabalho das equipes de transição

Luiz Ribeiro para o Estado de Minas 

A Assembléia Legislativa de Minas aprovou este ano uma lei que obriga a criação de comissões de transição dos governos municipais. Na prática, o objetivo é garantir aos futuros prefeitos o acesso às contas públicas, programas, convênios e outras questões da administração. Mas em várias cidades do estado a lei não está sendo cumprida, por causa da rivalidade política. Quem está prestes a sair sonega informações a quem vai entrar na prefeitura em 1º de janeiro. É o que ocorre, por exemplo, em Montes Claros, quinta maior cidade do estado, em Ipatinga, Sete Lagoas e Pouso Alegre, entre outras.

“Do jeito que está, vamos tomar posse às cegas, pois até agora não sabemos quantos funcionários realmente tem a prefeitura, qual o valor da folha de pagamento, quais as dívidas que vão vencer a curto prazo. Não sabemos nem mesmo qual o estoque de medicamentos nos postos. A atual administração sonegou as informações. Por isso, estou receoso de que venha ocorrer um prejuízo incalculável para o funcionamento da máquina administrativa”, reclamou Luiz Tadeu Leite (PMDB), prefeito eleito de Montes Claros. Ele derrotou no segundo turno o atual prefeito, Athos Avelino (PPS).

Tadeu Leite e Athos Avelino já foram aliados – oriundos do mesmo grupo político –, sendo que o segundo foi vice-prefeito do primeiro na segunda gestão na prefeitura (1993/1996). Eles romperam em 2004, quando Athos derrotou Tadeu Leite na corrida à prefeitura. Mas o distanciamento se consolidou de vez no segundo turno deste ano, quando Athos adotou um estilo agressivo contra o seu ex-aliado.

As diferenças entre eles interferiram no processo de transição desde o seu começo. No início de novembro, o prefeito eleito criou uma equipe de transição com 16 integrantes. Porém, Athos Avelino anunciou que sua administração só aceitaria dialogar com um grupo de cinco pessoas. A condição foi aceita por Tadeu Leite. O atual prefeito baixou um decreto fixando que as informações solicitadas seriam repassadas até 15 de dezembro.

No entanto, o prefeito eleito diz que até agora sua comissão de transição não teve acesso aos dados mais importantes da prefeitura. Ele afirma que não pretende acionar a Justiça para conseguir os dados, mas que, nos primeiros dias do futuro governo, vai encomendar uma auditoria nos diversos setores da administração e promover um recadastramento para saber o número de servidores, o total de contratados e onde realmente eles estão trabalhando.

Athos Avelino nega que tenha criado qualquer obstáculo para repassar dados da prefeitura. “Pode até ser que alguma informação ainda não esteja disponível, como a questão financeira, pois o exercício será fechado em 31 de dezembro. Mas não houve da minha parte nenhuma ordem para restringir as informações”, disse Avelino, que prometeu dar uma entrevista nesta terça-feira para “prestar contas à comunidade”.

Justiça
Outra cidade do Norte de Minas vive situação bem parecida à de Montes Claros. Em Bocaiúva, o prefeito eleito, Ricardo Veloso (PSDB), disse segunda-feira, a nove dias da posse, que não tinha conhecimento de nada sobre a prefeitura. “Até agora, estou às escuras, sem saber de nada”, afirmou. Ele conta que deveria receber ainda na segunda-feira um relatório da atual administração, do prefeito Alberto Caldeira (PMDB), seu ferrenho adversário. A entrega do documento foi determinada pela Justiça, que acolheu ação impetrada por Ricardo Veloso. “Tive que recorrer à Justiça, pois o atual prefeito simplesmente se negou a fornecer os dados para a nossa comissão de transição”, argumenta Veloso.

O atual prefeito, Alberto Caldeira, disse que o seu adversário teve acesso aos setores da prefeitura. “Mas, aí, por questões políticas, ele decidiu acionar a Justiça, que nos deu prazo até 24 de dezembro para fornecer as informações. E o prazo será atendido”, declarou. Alberto Caldeira acusa Ricardo Veloso de permanecer em cima do palanque. “Na minha opinião, ele tem que descer do palanque e pensar em trabalhar”, alfinetou.

2008 em frases

Janeiro

– “Rezem para mim. O negócio está feio. Estou saindo satisfeito porque sou assim mesmo, mas que a coisa é preta, é.” (Vice- presidente José Alencar, na saída do hospital Sírio-Libanês, depois de sessões de quimioterapia contra o câncer).

Fevereiro

– “Transparência, no governo Lula, é como lingerie de bordel: o que revela é sempre um escândalo.” (Roberto Jefferson, presidente do PTB).

– “Um homem negro não ficaria muito tempo na posição de presidente dos Estados Unidos. Provavelmente o matariam.” (Doris Lessing, escritora britânica, Nobel de Literatura, referindo-se ao então pré-candidato democrata Barack Obama).

Março

– “Nossa economia é resistente e, a longo prazo, confio que continuará crescendo, porque seus fundamentos são sólidos”. (George Bush, risonho, discorrendo sobre o futuro no instante em que a crise engolia o presente. O dos EUA e o do resto do mundo).

– “Sabemos que estamos em forte desaceleração.” (Henry Paulson, secretário do Tesouro dos EUA, em locução premonitória).

– “Seria tão bom se o Poder Judiciário metesse o nariz apenas nas coisas deles, o Legislativo apenas nas coisas deles e o Executivo apenas nas coisas deles. Nós iríamos criar a harmonia estabelecida na Constituição.” (Lula, irritado com o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, que enxergara propósitos eleitoreiros no programa Territórios da Cidadania).

– “O que eu disse, repito: no ano eleitoral não podemos ter incremento, alargamento de programas sociais. O programa pode ser elogiável, mas tem época em que não deve ser implantado. As regras jurídicas não são de fachada. Paga-se um preço por viver em uma democracia.” (Marco Aurélio Mello, dando de ombros para a irritação de Lula).

– “Nós estamos em estol. Nessa velocidade, qualquer coisa que sair errada te leva para o chão.” (Alan Greenspan, ex-presidente do Fed, valendo-se de uma analogia aeronáutica -“perda total da sustentação”- para fazer soar os tambores da crise americana).

Abril

– “A Dilma é uma espécie de mãe do PAC”. (Lula, num pa©mício no Rio, exibindo a munição da candidata à sua sucessão).

– “Vim para mostrar o aumento do PIB e para botar o PIB na mesa.” (Guido Mantega, posando de macho em encontro com economistas de agências de avaliação do risco-país, nos EUA).

– “Eu queria desejar e dirigir um especial cumprimento às mulheres aqui da frente que hoje animam, sem dúvida, este comício.” (Dilma Rousseff, a dodói de Lula, trocando as bolas em cerimônia oficial do PAC, em Belo Horizonte).

Maio

– “Reconheço que saiu da minha máquina, mas foi sem dolo nem má-fé. Tive uma surpresa quando percebi que tinha enviado.” (José Aparecido Nunes Pires, ex-funcionário da Casa Civil, com dificuldades para explicar como o arquivo com o dossiê anti-FHC foi parar na caixa de e-mails de André Fernandes, assessor do tucano senador Alvaro Dias).

– “Ele só falava para mim que foi a Erenice [Guerra] que preparou um dossiê. Ele usou um banco de dados seletivo. Ele me contou que no dia 8 de fevereiro foi chamado para fazer isso.” (André Fernandes, arrastando a secretária executiva da Casa Civil, lugar-tenente de Dilma, para o centro da encrenca do dossiê).

– “Não estou certo do que vou fazer depois de deixar a Presidência. Logo após o seu mandato, o vice-presidente Al Gore ganhou um Oscar e um Prêmio Nobel. Quem sabe eu poderia ganhar um prêmio. A loteria, por exemplo.” (O presidente George Bush, fazendo piada para jornalistas na fase pré-crise).

Junho

– “Nós estaremos juntos de qualquer forma. Se não for agora, de imediato, será daqui a noventa dias. Por isso, trago esta saudação ao companheiro Geraldo Kassab.” (Goldman, no mesmo discurso, trocando as bolas pela segunda vez).

– “Eles adotaram aquilo que o comunicador de Hitler, Joseph Goebbels, dizia: uma mentira repetida muitas vezes torna-se verdade. E como mentem. Eles agora querem inventar trocando as letras, chamando de CSS.” (O senador Mão Santa, do PMDB piauiense, erguendo barricadas contra a recriação da CPMF, que acabaria empacada na Câmara).

– “Ninguém que tiver cometido algum erro vai ser protegido por nós, não vamos salvar a pele de ninguém.” (José Serra, o governador tucano de São Paulo, prometendo isenção na apuração do esquema de pagamento de propinas da multinacional Alstom, que fez negócios durante o governo Covas).

– “A causa é maior que o cargo, que está a serviço da causa” (Marina Silva, explicando a razão do desembarque do ministério do Meio Ambiente).

– “O Minc já falou em uma semana mais do que a Marina falou em cinco anos e meio.” (Lula, na posse de Carlos Minc, realçando as diferenças do sucessor de Marina).

Julho

– “Espero que Daniel Dantas tenha o mais amplo direito de defesa, que consiga provar que é inocente.” (Tarso Genro, na fase em que a PF ainda não transformara o investigador Protógenes em investigado).

– “Saí do país usando meu passaporte, com carimbo e tudo.” (O sem-banco Salvatore Cacciola, tentando negar que fugira do Brasil para a Itália).

– “É ilusão pensar que inflação elevada não vá levar à redução da atividade econômica. Já conhecemos essa história no Brasil.” (O presidente do BC, Henrique Meirelles, justificando a política de juros lunares como tática de combate à inflação).

– “Se eles nos congelarem, não haverá mais petróleo para os EUA. E o preço do petróleo vai a US$ 300 o barril.” (O companheiro Hugo Chávez, numa fase em que não lhe passava pela cabeça que a cotação do petróleo roçaria os US$ 50).

Agosto

– “Da mesma forma que a gente faz a reforma agrária na terra, vamos fazer uma reforma aquária, na água.” (Lula, justificando a inacreditável proposta de converter a Secretaria da Pesca em ministério).

– “Se fosse por importância econômica, seria melhor criar o ministério da Banana, que movimenta 7 milhões de toneladas por ano.” (O líder tucano José Aníbal (SP), expondo o ridículo do projeto, que seria, depois, retirado pelo Planalto).

– “Agora posso dizer o que quiser; xingar, se eu quiser; dizer que amo, dizer que odeio. Não preciso ser politicamente correto, no sentido da ética pública.” (Gilberto Gil, depois de bater em retirada do ministério da Cultura).

– “Temos de fazer uma lei adequada ao nosso país. Não adianta querer fazer lei de país civilizado porque este país não o é.” (O juiz da Satiagraha, Fausto Martin De Sanctis, num rasgo de sinceridade na CPI dp Grampo).

– “Toda polícia do mundo usa algemas. Temos que garantir a integridade do preso, do policial e de terceiros.” (O diretor da PF, Luiz Fernando Corrêa, abespinhado com a decisão do Supremo que limitou o uso de algemas em operações policiais).

– “O importante é que cumpram as decisões do Supremo. Se ele cumpre de bom humor, de mau humor, se cumpre rindo ou se cumpre chorando, essa é uma outra questão.” (Gilmar Mendes, o presidente do STF, dando de ombros para os queixumes da PF).

– “Não sou amarelão.” (O ginasta Diego Hypólito, justificando a queda que converteu em fiasco uma das esperanças de ouro da delegação brasileira nas olimpíadas de Pequim).

Setembro

– “Vayanse al carajo yankees de mierda, que aqui hay um pueblo digno”. (Hugo Chávez, valendo-se de um linguajar que transforma o ‘sifu’ de Lula em vocábulo de criança).

– “Que crise? Vai perguntar pro Bush!” (Lula, em resposta a jornalista que lhe perguntaram o que achava da crise).

– “Todos os que achavam que havia uma luz no fim do túnel agora se dão conta de que é uma locomotiva, que vem em sua direção.” (Peer Steinbrueck, ministro das Finanças da Alemanha).

– “Para mim, o modelo é contínuo. Um modelo sem a presença de ilhas. Os índios brasileiros são visceralmente avessos a qualquer idéia de nichos, guetos, cercas, muros, viveiros.” (Carlos Ayres Britto, ao relatar o processo da demarcação da reserva Raposa Serra do Sol).

Outubro

– “Graças a Deus, a crise americana não atravessou o Atlântico.” (Lula, em nova demonstração de otimismo surreal).

– “Aqui, se a crise chegar, vai ser uma marolinha.” (Lula, proferindo aquela que teria potencial para vencer qualquer concurso de frase do ano).

– “É um empréstimo de mais de 200 milhões de dólares para um projeto que não presta.” (Rafael Correa, presidente do Equador, mostrando os dentes pela primeira vez ao BNDES, às voltas com o risco de calote).

– “Escreve aí: a Marta vai ganhar.” (Lula, numa demonstração de que se sai melhor como presidente do que como vidente).

– “Agora vamos vencer a máquina estadual, a federal e a Universal.” (Fernando Gabeira, antes de ser vencido pelas máquinas estadual e federal).

Novembro

– “O PT não perdeu na capital. Deixou de ganhar.” (Aloizio Mercadante, o senador petista).

“Quem vence em São Paulo vence as eleições.” (Sérgio Guerra, o presidente do PSDB, pegando carona na vitória da parceria Serra-Kassab).

– “Ninguém falou mal do governo, ninguém falou mal do presidente Lula.” (Lula, faturando o refresco que lhe deram os candidatos a prefeito de todos os partidos).

– “Yes, we can” (Barack Obama, já eleito, repisando o bordão de sua campanha).

– “Se Obama fracassar, a frustração será tão grande que serão necessários muitos séculos para que um negro seja de novo eleito presidente dos Estados Unidos.” (Lula).

 – “Obama é jovem, bonito e também bronzeado.” (Silvio Berlusconi, primeiro-ministro da Itália, festejando, à maneira dele, a eleição de Barack Obama).

– “O presidente eleito, Obama, será presidente de todos os americanos. O fato de ele ser negro vem em segundo plano, mesmo que isso confira à sua eleição um caráter histórico.” (Colin Powell, republicano, negro, ex-secretário de Estado da gestão Bush, soltando fogos pela vitória do democrata Obama, a quem manifestara apoio).

Dezembro

– “Não dá para identificar de onde vem essa força. Há diversos colaboradores do bandido Daniel Dantas com a tentativa de produzir provas por meio de investigações. E isso durante todo o processo”. (Protógenes Queiroz, enigmático, falando sobre as pressões que diz ter recebido enquanto esteve à frente da Satiagraha). 

– “Vamos usar todos os mecanismos para repudiar esta dívida ilegítima e corrupta.” (Rafael Correa, presidente do Equador, renegando o financiamento do BNDES).

– “A questão da dívida externa dos países da região é um tema que já está instalado na agenda internacional.” (Fernando Lugo, presidente do Paraguai, dando sinais de que é a próxima encrenca companheira).

– “Na medida em que todo mundo fala em crise, toma café de crise, almoça crise, janta crise, dorme com crise e acorda com crise, isso vai criando um determinado pânico na sociedade, e as pessoas começam a se retrair.” (Lula, agora já impressionado com o vulto da marolinha).

– “Em 2010, 2011, não estarei mais aqui [em São Paulo]. Meu mandato termina em 2010.” (José Serra, deixando claro que o que lhe interessa não é a reeleição para o Bandeirantes, mas a eleição para o Planalto).

– “Ganhamos musculatura e acumulamos força para o período mais difícil.” (Guido Mantega, festejando o PIB de 6,8% do terceiro trimestre e admitindo, finalmente, que haverá tempos difíceis).

– “É melhor reduzir temporariamente a jornada e os salários do que perder o emprego.” (Armando Monteiro Neto, presidente da CNI, alvejando os direitos da CLT).

– “Não sei o que o sujeito disse, só vi seus sapatos. Se querem saber, eram 42.” (George Bush, riso amarelo, reagindo às sapatadas de que foi alvo no Iraque).

– “Gente, por favor. Ninguém tire os sapatos porque, aqui, como é muito calor, a gente vai perceber antes de alguém decidir jogá-lo, por causa do chulé.” (Lula, na entrevista da cúpula da América Latina e do Caribe, fazendo piada com a desgraça alheia).

Fonte: Blog do Josias