Archive for the ‘Assassinato’ Category

Rio volta à normalidade: 20 assassinatos

De Marcello Gazzaneo no Jornal do Brasil, hoje:
A suspeita de que traficantes do Morro da Cotia teriam ordenado o ataque a dois ônibus na Estrada Grajaú-Jacarepaguá, na Zona Norte, e o fechamento da via, na noite de terça-feira e madrugada de ontem, trouxe à rotina da cidade o terror das ações do tráfico. E apesar de o setor de inteligência da Secretaria de Segurança Pública monitorar as ações das quadrilhas durante os Jogos Pan-Americanos, a hipótese de que traficantes estejam por trás da manifestação dos moradores da favela, que terminou com dois ônibus e quatro carros queimados e outros dois coletivos apedrejados, não está descartada pela polícia.

O ataque aos veículos e o fechamento da estrada aconteceram depois do assassinato do estudante universitário Willian Alves Barbosa, 26 anos, que teria sido morto por policiais encapuzados. Pela manhã, mesmo com reforço do policiamento no local, os moradores voltaram à via para tentar bloquear o trânsito novamente. Cinco pessoas, que estariam empurrando a carcaça de veículos queimados para a pista, acabaram detidas.

Para o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, a informação de que os assassinos de William seriam policiais pode ter partido do tráfico, com o objetivo de inflamar os moradores da favela.

– Pode ser o movimento do tráfico querendo proteger suas ações. Procuramos antecipar esses fatos, mas não houve informações sobre esse tipo de movimentação – explicou Beltrame. – Não podemos arcar com acusações que podem ser do próprio tráfico.

O secretário não acredita que o episódio na Grajaú-Jacarepaguá e as 20 mortes ligadas às ações do tráfico em diversos pontos da cidade, ontem, tenham relação com o término dos Jogos Pan-Americanos. Beltrame classificou os casos como fatos isolados. Mas anunciou que o policiamento será reforçado na Grajaú-Jacarepaguá”.

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Em primeira mão: suposto assassino do menino Sidney é preso

Foi preso na manhã desta quinta-feira, 14, o acusado do assassinato do jovem Sidney Junior Andrade Souza, 10 anos, crime que chocou Montes Claros neste mês de junho. O preso, de nome Francisco Reis de Almeida, 19 anos, vulgo Dé, filho de Maria Rabo de Peixe, está neste momento sendo ouvido na delegacia regional de polícia civil.

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Fonte: Site do Jornal O Norte / Fotos: Wilson Medeiros

Montes Claros foi assolada pela barbárie

Uma visita ao avô que havia sido operado era o objetivo de Sidney Júnior no feriado de Corpus Christi. O pai levou de moto o irmão Cláudio de 07 anos e voltou para buscar Sidney que havia sido instruído para fazer parte do caminho à pé. Não mais de 05 minutos separaram o pai de seu último encontro com o filho, pois a casa do avô dista apenas 08 quadras. O garoto Sidney Júnior de apenas 10 anos foi encontrado morto na tarde de ontem, dia 11. Desaparecido desde às 12 horas da última quinta-feira o corpo foi achado próximo à sua residência por um catador de latas. Junto ao corpo sem camisa e com as calças baixadas até o joelho estavam apenas seus chinelos. O rosto foi completamente desfigurado.

Há explicação para este assassinato brutal? Sim, embora tentemos resistir bravamente. A primeira é que existem pessoas ruins que devem ser afastadas do convívio social pelo resto de suas vidas sem qualquer tipo de benefício. Cadeia até a morte. A segunda é a impunidade. Um facínora pode ser solto facilmente após 05 anos de cadeia, caso pegue uma pena de 30 anos, graças à nossa legislação penal. Mata-se hoje em Montes Claros e em qualquer outra parte do Brasil, sem hesitação, sem piedade porque a lei protege os criminosos.

Apesar disto alguns ainda vão evocar a teoria social do crime, como uma absurda hipótese de que pobreza gera violência. Se fosse assim nossa cidade seria um antro de criminosos há tempos, uma vez que sempre foi formada em sua maioria por pessoas pobres.

Outros irão gritar dizendo que há falta de policiais nas ruas. Acontece que não há polícia capaz de coibir um evento como esse. Não quero dizer com isto que ela seja eficiente, mas também não é a culpada.

A cidade está pasma, horrorizada e com nojo dos fatos. Estamos acuados, amedrontados, inertes. Qual será o limite para nossa estúpida vontade de esconder que Montes Claros já não é segura para nossos filhos, para nossa família? Quantos outros Sidney’s terão que ser assassinados, desfigurados, mutilados e jogados em matagais? Não se pode deixar que a morte do Sidney seja apenas um registro policial, uma estatística como se tornaram a Alana Ezequiel e o João Hélio no Rio de Janeiro.

Basta!

Foto: Montesclaros.com

PS: À família de Sidney Júnior minhas condolências. Que Deus abençoe a todos vocês. Mais um anjinho que volta para junto do Pai Eterno.

Veja 2 – Para nunca mais perguntar quem matou JFK

Resenha do livro Reclaiming History (algo como “História Resgatada”), do promotor americano Vincent Bugliosi.

“Ah… o assassino pode também ter sido Larry Crafard. Larry quem? Ora bolas, o vigia noturno do Carousel Club, a boate cujo dono era Jack Ruby, o homem que matou Lee Oswald. Crafard é o candidato a assassino preferido do maior de todos os autores de teorias conspiratórias, o promotor Jim Garrison, de Nova Orleans, vivido no cinema pelo astro Kevin Costner em JFK, filme de Oliver Stone, exibido no Brasil em 1991. Qual a evidência contra Larry Crafard? Depois do assassinato de Kennedy, o desempregado Crafard voltou de carona para sua cidade natal, no estado de Michigan. Só isso? Só. Mas é desse material que são construídas as teorias conspiratórias. A escassez de lógica, paradoxalmente, as torna bem mais difíceis de ser dinamitadas por provas reais.

Além de fluidas, incorpóreas, transmissíveis como o vírus da gripe no vagão do metrô, as teorias sobre a morte de JFK têm um grande aliado, a natural, e em muitos casos amplamente justificada, incredulidade das pessoas diante de versões oficiais. Sete de cada dez americanos recusam a idéia de que Lee Oswald agiu sozinho no dia 22 de novembro de 1963, em Dallas. Cinco em dez preferem acreditar que Deus criou todos os seres vivos como descrito no livro bíblico Gênesis a aceitar a teoria da evolução de Charles Darwin. Quatro em dez acham que o homem nunca foi à Lua e que a Nasa inventou tudo. O número de americanos que acreditam em anjos é maior que o daqueles que acreditam em antibióticos.

Mas, como Vincent Bugliosi mostra, não se pode colocar todo o peso da propagação das mentiras no caso JFK sobre os ombros das pessoas que acreditam nelas. O livro de Bugliosi tem o pomposo título de Reclaiming History, que pode ser traduzido para História Resgatada. Ele foi escrito não apenas para convencer o leitor de que Lee Oswald agiu sozinho mas para provar que as teorias conspiratórias não passam de idiotices produzidas por pessoas movidas pelas mais diversas razões. Essa é uma abordagem bem mais proativa do que, por exemplo, a adotada por outro formidável livro, Case Closed (Caso Encerrado), de Gerald Posner, que se limita a demonstrar que o tiro que matou Kennedy foi dado por Lee Oswald. Bugliosi faz um livro de combate. Ele assume o tom usado pelos promotores nos tribunais do júri. Quer e consegue incriminar Lee Oswald, que, pelas páginas de “História Resgatada”, finalmente enfrenta a justiça dos homens – uma vez que Jack Ruby o colocou diante do tribunal divino dois dias depois do crime. Bugliosi consegue também, e o faz com um prazer indisfarçável, destruir as teorias conspiratórias que proliferaram depois da morte de Kennedy.” Assinante lê mais aqui