Archive for the ‘Arqueologia’ Category

Editorial: Agora, é guerra declarada

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Por Fernando Exman:
Os controladores de vôo resolveram declarar guerra ao governo e ao Comando da Aeronáutica. Revoltados com a demora do governo para reajustar os salários da categoria, a falta de interlocutores para a negociação e as falhas nos equipamentos de trabalho, cogitam realizar novas operações-padrões como as que fustigaram ontem passageiros em todo o país. Até as 18h30, a ação havia causado atrasos em 38,1% de 1.475 vôos previstos, segundo a Infraero.Depois de cobrar hora e dia para o fim do apagão no setor, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou ontem ao comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, que adote as medidas necessárias para solucionar os problemas. Além disso, rechaçou o boato segundo o qual demitiria o presidente da Infraero, tenente-brigadeiro José Carlos Pereira. Nos bastidores, integrantes do governo reclamam da má-vontade dos controladores.

A insatisfação rendeu atitudes. A cúpula da Aeronáutica ampliou as investigações para descobrir se houve má-fé dos controladores. E alardeou que está disposta a punir líderes e responsáveis pela ação. A destoar no coro só o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que preferiu trilhar o caminho aberto pela colega Marta Suplicy. Ele disse que o crescimento da economia causa o gargalo logístico. Leia mais aqui (link aberto)

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Relaxa e goza!

Clodovil agride comissário da Gol e pede jatinho para voar

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O deputado Clodovil Hernandes (PTC-SP) escapou de ser linchado pelos passageiros do vôo Gol 1847 que deveria ter decolado de Brasília às 15:30h com destino ao aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

Inconformado com a inexistência do assento que lhe havia sido destinado conforme o bilhete de embarque, Clodovil gritou com a tripulação do avião, recusou outros assentos que lhe foram oferecidos e por fim agrediu o comissário Gustavo. Foi quando um grupo de passageiros partiu para cima dele. Resgatado por alguns dos tripulantes Clodovil desembarcou e está desde então no posto da Polícia Federal no aeroporto de Brasília. A Gol tentou embarcá-lo em outros vôos ou em vôos da TAM. Ele se recusou. Exige que a Gol lhe providencie um jatinho.

A confusão montada por Clodovil atrasou em 40 minutos a decolagem do vôo 1847.

“Vou desligar o transponder e mergulhar mil metros”

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O Senador Wellington Salgado (PMDB-MG) vai mesmo apresentar à CPI do Apagão Aéreo um requerimento para que a Presidência da República lhe ceda um jato Legacy. Quer fazer a reconstituição do acidente. Veja a entrevista dele com a Mônica Bergamo, na Folha:

Mônica: Demóstenes Torres (DEM-GO) disse que, caso sua idéia vingue, os senadores vão receber auxílio-funeral, não diárias de viagem.
Mas tu acha que aquilo é o Triângulo das Bermudas? Que vai vir outro avião da Gol e bater? Você está convidado a ir comigo, para perder esse medo. O Legacy é seguro. Mas já começaram as piadas. Recebi um e-mail dizendo: “Leva a senadora Ideli Salvatti [PT-SC] de aeromoça”. Estou desconfiado que foi o senador Heráclito Fortes [DEM-PI] que mandou.

Mônica: Algum senador já se ofereceu para ir no avião?
O Romeu Tuma [DEM-SP] falou que vai comigo. É meu companheiro, não tem medo de nada. Acho que o Arthur Virgílio [PSDB-AM] também é macho o bastante. Isso você conta no dedo aqui.

Mônica: Como a reconstituição pode ajudar a elucidar o acidente?
Existe no local do acidente o chamado “buraco negro” [do espaço aéreo], que hoje eles falam que está coberto pelos radares. Eu iria desligar o transponder do avião, botar um senador na torre [onde ficam os controladores do tráfego aéreo] em terra, e falar: “Está me vendo? Sumi?”. Depois, mergulhava mil metros e falava: “Está me vendo? Em que altura estou?”. Claro que mandando os outros aviões saírem dali na hora, né? Quero um senador esperto na torre, o Mário Couto [PSDB-PA]. Se botar o [Eduardo] Suplicy [PT-SP], é perigoso.

Mônica: Levaria o Suplicy no avião?
Desde que ele não fosse até a cabine. Vai que, na hora de desligar o transponder, ele aperta o botão que desliga a turbina!

Foto: Antônio Cruz/ABr

Senador quer reconstituir tragédia do Boeing da GOL

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Anote o nome dele: Welington Salgado, milionário empresário carioca da área de Educação, senador pelo PMDB na vaga aberta com a transferência de Hélio Costa para o Ministério das Comunicações. Foi aquele cara que outro dia lamentou em discurso a quantidade de água que deperdiça quando faz xixi ao acordar – lembra?

Vejam agora a última dele segundo  notícia publicada esta tarde no site do Senado:

“O senador Wellington Salgado (PMDB-MG) apresentará um requerimento para realizar uma “reconstituição” das condições em que ocorreu o acidente aéreo envolvendo um avião da Gol e um jato Legacy, em setembro do ano passado, no qual morreram 154 pessoas. O anúncio do pedido foi feito pelo senador durante reunião realizada nesta terça-feira (22) pela CPI do Apagão Aéreo.

Wellington Salgado afirmou que requisitará um avião da Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A.) para realizar tanto o percurso do Legacy quanto o do avião da Gol, atravessando o local onde ocorreu a colisão. Ele afirmou que participará da reconstituição.

– Quero pedir autorização à torre para voar na mesma altura, à mesma velocidade, e chegar no ponto onde houve o acidente – declarou ele.

O senador ressaltou que, nessa reconstituição, o transponder poderia ser desligado para se verificar se isso impossibilitou o contato entre as duas aeronaves. O transponder é um aparelho utilizado para evitar a colisão entre aviões”.

Vi no blog do Noblat e no site do Senado Federal

PS: Podia pedir antes para reconstituir a tragédia do Titanic. Aí ficaríamos livres dele por um bom tempo.

Arqueólogo afirma ter achado túmulo do rei Herodes

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 Um arqueólogo israelense afirmou nesta terça-feira, 8 de maio de 2007, ter encontrado o túmulo do rei Herodes, o lendário construtor da Cidade Antiga de Jerusalém, o local sagrado das três maiores religiões do mundo – o judaísmo, o cristianismo e o islamismo.

O arqueólogo Ehud Netzer, da Universidade Hebraica de Jerusalém, afirmou que o túmulo foi encontrado no local conhecido como Herodium, uma colina no deserto da Judéia, onde o rei construiu seu palácio, próximo a Jerusalém. Netzer trabalha no sítio arqueológico do local desde 1970.

Netzer afirmou que a descoberta foi feita quando pesquisadores encontraram um pedaço de um sarcófago de calcário o qual acreditava-se ter sido de Herodes. Contudo, não havia ossos na urna, afirmou o arqueólogo. Netezer relatou que a localização do sarcófago e seus ornamentos indicam que trata-se do túmulo do antigo rei.

“É um sarcófago que não se pode encontrar em qualquer lugar”, disse. “É algo muito especial.”

Ntzer liderou a equipe que fez a descoberta, embora não tivesse no sítio no momento da descoberta, segundo a edição eletrônica do jornal Ha´aretz, que antecipou a notícia.

A tumba de Herodes foi, durante anos, um dos tesouros arqueológicos mais cobiçados da região.

Herodes, nascido em 73 a.C. em Ashkelon, hoje ao sul de Tel Aviv, declarou-se judeu apesar de seus pais não o serem, e foi nomeado governador da Judéia aos 25 anos.

Mais tarde, no ano 40 a.C, foi declarado “rei dos judeus” pelo Senado romano. Reinou entre 34 e 40 anos, segundo diferentes registros.

De acordo com as crônicas do historiador judeu Flávio Josefo, Herodes morreu no torno no ano 4 ou 5 a.C.

Acredita-se também que ele tenha promovido à expansão do Segundo Templo de Jerusalém, na Cidade Antiga, além de outras obras em Cesária, Jericó, Massada e outros lugares.

A lição não foi aprendida

Da Folha de S.Paulo, hoje:
“Sete meses depois do pior acidente aéreo da história do país, com 154 mortos, a Aeronáutica ainda não implementou as medidas de segurança previstas internamente para corrigir falhas no sistema de controle de tráfego aéreo e evitar acidentes. A FAB (Força Aérea Brasileira) diz que as medidas, elaboradas depois do acidente, estão “em análise”.

Em meios internacionais, contudo, o Brasil sustenta que tomou as precauções neces- sárias “imediatamente”. Em reunião da OACI (Organização da Aviação Civil Internacional) neste mês na Costa Rica, onde o país enfrenta pressões devido à crise aérea, o Brasil disse que as medidas já foram efetuadas.

“Todas as ações que podiam ser implementadas na esfera brasileira foram lançadas, incluindo a implementação de algumas recomendações preliminares de segurança”, conclui o documento oficial apresentado pelo país na OACI.

A Folha teve acesso à lista e às justificativas brasileiras e verificou que as medidas de segurança recomendadas não foram aplicadas, com exceção de mudanças no manual de regras e a aplicação de aulas de inglês aos controladores, planejadas anteriormente.”

Aerolula em Montes Claros

Devido à pequena distância de Brasília (em termos de distâncias aéreas) e pelo tempo quase sempre estável, sem nuvens, o Aeroporto de Montes Claros é frequentemente usado para treinamento da tripulação do avião presidencial A319CJ – VC1A Santos Dumont (AEROLULA). A foto acima foi tirada na última sexta-feira, 13/04, quando o mesmo taxiava para viagem de volta à Brasília.

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Empresas estariam pagando propina à Infraero, diz revista

infraero.gifA Polícia Federal no Paraná investiga a existência de um esquema de propina, um verdadeiro “mensalão”, que seria pago a diretores da Infraero por empresas que exploram publicidade e executam obras nos aeroportos do País, segundo revelou a revista IstoÉ na edição desta semana.

O “mensalão”, segundo a revista, envolve amigo pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Paraná Walter Sâmara e uma secretária do presidente. A reportagem da revista se baseia em declarações e documentos da empresária Sílvia Pfeiffer entregues à PF.

A Infraero, porém, rebateu as denúncias por meio de uma nota oficial divulgada em seu site. “Manifestamos nossa expectativa de que todas as informações que estimularam a onda de denúncias sobre nossa empresa sejam esclarecidas pelas instâncias competentes, no sentido da reposição ampla da verdade dos fatos, deixando claro que a Infraero vem sendo submetida ao jugo da manipulação de viés político ou econômico que visa abalar um patrimônio do povo brasileiro para a satisfação de interesses possivelmente inconfessáveis”, diz o comunicado datado de sexta-feira, 13, e assinado pela diretoria executiva da instituição.

A empresa, que é vinculada ao Ministério da Defesa e responsável pelo gerenciamento da operações aéreas no País, diz também na nota oficial que suas atividades são amplamente fiscalizadas por dez instâncias, incluindo o Tribunal de Contas da União (TCU), Controladoria Geral da União (CGU) e Ministério Público, além de uma auditoria interna independente à diretoria executiva.

“Todos esses órgãos desempenham suas funções com toda a liberdade no âmbito da instituição”, diz o comunicado. “Em nenhum desses órgãos há, sobre quaisquer dos assuntos levados ao noticiário, condenação de qualquer espécie contra a instituição ou seus dirigentes, estando todas as auditorias e sindicâncias em fase preliminar, cabendo ainda ampla defesa sobre possíveis falhas apontadas”, finaliza. 

Leia a matéria da revista IstoÉ aqui (link aberto)

Fonte: Agência Estado / Foto: Aniele Nascimento (Gazeta do Povo)

Como nasceu o motim

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Por Hugo Studart e Rodrigo Rangel
Quarta-feira 21 de março, 20 horas. O ministro da Defesa, Waldir Pires, chega ao bar Azulejaria, um dos mais badalados de Brasília, para um encontro secreto com sete sargentos controladores de vôo. Eles haviam solicitado audiência formal, mas Waldir explicou que não queria confusão com o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito. Por isso, propôs o encontro heterodoxo. Marcou no apartamento de um assessor, mas faltou luz. Acabou num bar, tomando vinho e cerveja com os sargentos. Pires disse que não havia a mínima chance de se concretizar, com menos de dois anos, a desmilitarização reivindicada pelos controladores. “Tememos que essa informação chegue ao restante da tropa”, avisou um dos sargentos. “A revolta vai ser grande.” Waldir saiu. Os sargentos ficaram. Ali mesmo, foi decidida a radicalização.

CAOS ANUNCIADO

Sexta-feira 30 de março, 6 horas. Agentes do Centro de Inteligência da Aeronáutica observam a chegada dos controladores ao Cindacta 1, em Brasília. Eles sabiam que naquele dia haveria um movimento radical. Mas o comandante Saito não avisou o ministro Waldir. O movimento começou quando entrou o turno das 14 horas. A turma anterior não saiu e iniciou uma greve de fome. Às 17 horas, o caos era completo. Waldir chegou ao aeroporto, deu entrevistas dizendo que estava tudo bem e embarcou para o Rio. Foi o último a decolar.

O MOTIM

Brasília, 18h37. Os controladores invadiram a sala de controle e tomaram todas as posições. Dentre eles, três dos que estão sendo investigados por suspeita de falhar no acidente do vôo 1907 da Gol. O caos se alastrou para os centros de controle aéreo de Manaus, Recife e Curitiba. Um oficial entrou e avisou que o comandante da unidade, coronel Carlos Aquino, queria falar com os líderes. “Se ele quiser, então que venha aqui”, respondeu um sargento. Minutos depois, Aquino foi lá e perguntou quem eram os quatro sargentos mais antigos da tropa. Disse que prenderia os quatro – e que os demais deveriam voltar ao trabalho. “Então vai ter que prender todos”, respondeu um deles. Não poderia. Havia dezenas de aviões no ar. Saito deu ordens para só prender depois que todos os aviões aterrissassem.

A CONTRA-REBELIÃO

Eram 20h quando oficiais baseados em Brasília, Rio de Janeiro, Recife e Manaus começaram a trocar telefonemas nervosos. Saito queria prender 18 cabeças da rebelião. Chamou quatro promotores para lhe dar suporte legal. A logística foi preparada. Os hotéis de trânsito da FAB serviriam de cadeia. Ônibus foram deslocados para levar os amotinados. A Polícia da Aeronáutica foi mobilizada. “Se entrar, alguém vai morrer”, avisou um controlador, por celular, a um colega militar do lado de fora.

A CONTRA-ORDEM

Por volta das 21 horas, Gilberto Carvalho, o chefe de gabinete do presidente, telefonou para o comandante Saito. Disse que gostaria de conversar com ele. “O que o sr. vai fazer?”, perguntou o assessor. “A primeira coisa é colocar todos os aviões no chão”, explicou. “Depois vou assumir o serviço.” Por fim, avisou que iria prender os amotinados. Carvalho então alcançou Lula em pleno ar. Do avião, o presidente deu uma contra-ordem. Através do assessor, mandou o comandante da Aeronáutica abortar a operação. E o afastou da crise. Quem estava em Brasília?, quis saber Lula. De ministro importante, só Paulo Bernardo, do Planejamento. Às 22h30, Bernardo chegou ao Cindacta, em companhia de Erenice Guerra, subchefe da Casa Civil. Saíram de lá quase 1 hora da manhã, com a promessa de Bernardo de desmilitarização imediata do controle aéreo, e de que não haveria punição para os amotinados.

A REAÇÃO MILITAR

23 horas. Saito discutia com os mais próximos sua vontade de pedir demissão. A notícia se espalha. “Como vai ser se não houver mais hierarquia?”, disse um brigadeiro. O almirante Júlio Moura, comandante da Marinha, presta solidariedade e diz que o acompanharia em qualquer decisão. Logo depois o comandante do Exército, general Enzo Peri, disse o mesmo. Às 10 horas de sábado, começou uma reunião do alto comando da Aeronáutica. Todos os nove brigadeiros quatro-estrelas estavam lá. Saito anunciou que pediria demissão. Anunciaram, um a um, que se demitiriam juntos. Menos um: o brigadeiro José Américo dos Santos, segundo na hierarquia. Foi então que o clima mudou. Um brigadeiro deu a idéia de Saito resistir. Queria que a força entrasse de prontidão e, armada, cumprisse a lei militar, passando por cima de Lula. “Mas ele é o comandante-em-chefe das Forças Armadas”, argumentou Américo. “Ele é o comandante, mas nem ele está acima do Regulamento Disciplinar”, decretou Saito.

LULA VOLTA ATRÁS

Na tarde de 31 de março, Saito relatou sua decisão aos comandantes da Marinha e do Exército. Deixou claro a Gilberto Carvalho que nenhuma das três forças aceitava mais Waldir Pires na Defesa.

Lula retornou de Washington na tarde de domingo. No início da noite, recebeu os comandantes no Palácio da Alvorada. Diante de Lula, não exigiram a cabeça de Waldir. Mas exigiram respeito à hierarquia e à disciplina. O presidente respondeu que estava sendo mal informado dos acontecimentos, por isso afastara Saito da crise. No dia seguinte, já no programa Café com o presidente, Lula passou a atacar os controladores. A semana terminou sem que ele decidisse nada de concreto sobre o caos aéreo. Nem quem será o novo ministro da Defesa.

Veja 2 – Crise aérea: o nome dele é Edleuzo

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Por Alexandre Oltramari:
“O cerco se fechou.” Foi com esse desabafo que o sargento Edleuzo Souza Cavalcante, 38 anos, explicou a uma amiga seu sumiço nos últimos dias. Ele não conta onde está hospedado, não atende o celular e tem chorado com freqüência, com receio de ser punido pelo comando da Aeronáutica. Não é para menos. Edleuzo Cavalcante é duas vezes estopim do motim que parou os aeroportos do país no dia 30 de março. Primeiro porque ele é o líder mais ativo na mobilização dos sargentos em todo o país. Nos últimos dias, vinha fazendo reuniões sigilosas em Brasília e trocava cerca de 250 e-mails por dia com sargentos de norte a sul, conforme apontou uma investigação da Aeronáutica. Segundo porque sua transferência de Brasília para Santa Maria, no interior gaúcho, decidida para puni-lo por sua agitação sindical, revoltou seus colegas e ajudou a fermentar o motim.