PF acha material pornográfico em equipamentos da Abin

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Por Fausto Macedo, no Estadão

“Farta quantidade de arquivos de conteúdo pornográfico” é o que os peritos da Polícia Federal encontraram entre os registros secretos da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). A revelação sobre as atividades insólitas de arapongas consta do Relatório de Análise de Mídias que a PF produziu a partir do exame realizado em HDs de cinco computadores recolhidos por ordem judicial no prédio número 135 da Rua Equador, no bairro do Santo Cristo, endereço da base de operações da Abin no Rio.

O relatório, ainda parcial, é subscrito por um delegado e quatro agentes da Polícia Federal que investigam o vazamento de dados confidenciais da Satiagraha, missão federal que tem como alvo maior o banqueiro Daniel Dantas, do Grupo Opportunity. O documento, de dez páginas, circula em Brasília desde terça-feira.

Uma cópia está em poder do senador Heráclito Fortes (DEM-PI), presidente da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência. Outra na mesa do general Jorge Félix, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, ao qual está afeta a Inteligência do Brasil.

“Boqueteira”, “Ninfeta que você nunca viu” e “Jussara” são três desses arquivos rotulados estratégicos que os peritos identificaram na CPU HP DX5150 MT, patrimônio Abin 89408, lacrado sob número 012545.

A central foi localizada em uma sala do prédio e indicada pelo servidor Vicente Ernani Filho “como sendo equipamento que teria sido utilizado pelos agentes da Abin que atuaram na Operação Satiagraha”.

Para abrir e disponibilizar os arquivos achados em disco rígido, a perícia da PF adotou procedimento denominado Sistema de Acesso Remoto de Dados.

A devassa tem amparo em ordem da Justiça. No dia 5 de novembro, a PF vasculhou o Centro de Operações da Abin/Rio e outros locais, incluindo o apartamento do delegado da PF Protógenes Queiroz, mentor da Satiagraha, mas afastado do caso.

A PF informa que não tem interesse em escancarar os segredos da agência que sucedeu o Serviço Nacional de Informações (SNI), do regime militar. Os federais avaliam, porém, que os arquivos pornográficos que predominam no reino dos arapongas explicam tanta ansiedade e impaciência diante da operação de busca.

Desde que os equipamentos – computadores, pen drives, HDs e mídias de armazenamento – foram recolhidos pela PF, o governo trava uma batalha incessante para fiscalizar a perícia da PF e impedir sua divulgação.

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