Ex-PM cheira até a morte cocaína comprada de policiais fardados

O caso do ex-PM Marcelo Vieira da Silva, de 38 anos, que provavelmente morreu de uma overdose de cocaína, revela pelo menos três aspectos gravíssimos e nenhum deles tem a ver com o fato de ter transformado num inferno a vida da talentosa atriz Susana Vieira.

1) PMS TRAFICANTES – A namorada de Marcelo, Fernanda Cunha, revelou à polícia que ele adquiriu a droga das mãos de policiais militares fardados, em pleno Centro do Rio. Não é novidade a existência da sociedade entre policiais e traficantes de drogas em várias partes do país. Não é de hoje que eu ouço histórias de operações policiais montadas exclusivamente com o objetivo de apreender drogas que serão depois revendidas pelos próprios agentes da lei. Outro dia, vocês lembram, acharam cocaína dentro do alojamento de policiais do 12o BPM (Niterói). O que surpreende dessa vez é sabermos que policiais fardados estão negociando a morte em plena luz do dia, por alguns trocados.

2) TESTE ANTIDROGAS – Os sinais de paranóia demonstrados pela vítima, antes de morrer, apresentam fortes indícios de que Marcelo era um dependente químico há muito tempo. A diretora do Nepad (Núcleo de Estudos e Pesquisas em Atenção ao Uso de Drogas), Tereza Aquino, informou ao repórter Marcelo Dutra que só um usuário freqüente e antigo sofre da chamada “nóia da cocaína”, que são alucinações e sentimento de perseguição. A pergunta é como Marcelo – que só este ano foi expulso da PM – permaneceu tanto tempo sem que a corporação percebesse os sinais da doença. É por isso que há quem defenda que policiais sejam submetidos periodicamente a testes antidroga, o que ajudaria a detectar agentes públicos mais propensos a uma convivência absolutamente ilegal com traficantes. Eu, confesso, que ainda não tenho idéia formada à respeito. Mas é uma boa discussão. O que vocês acham?

3) FALTA DE INFORMAÇÃO – Por último, mas não menos importante, o episódio é um exemplo clássico de como o desconhecimento dos efeitos de drogas ilícitas pode impedir que um dependente seja salvo. Segundo o relato da namorada de Marcelo, ele demonstrou claros sinais de que estava sofrendo uma overdose, mas ela não o encaminhou para um atendimento médico de urgência. Achou que era apenas mais uma crise nervosa do namorado que no entanto agonizava diante dela. Não era. Naquele momento o coração e os pulmões de Marcelo estavam entrando em falência. E a causa teria sido uma só: o uso de uma droga que oferece momentos de euforia, traduzidos em muito brilho e fantasia, mas ao final leva à destruição do sistema nervoso central, num caminho sem volta.

Kibado do Repórter de crime

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