Brasil registra sua maior saída de dólares desde janeiro de 1999

dolar

O saldo da entrada e saída de dólares do país (fluxo cambial) ficou negativo em US$ 7,159 bilhões, em novembro, o pior resultado desde janeiro de 1999 (US$ 8,587 bilhões de saldo negativo). A informação foi divulgada ontem pelo Banco Central. Em novembro de 2007, segundo o BC, o saldo foi positivo em US$ 5,281 bilhões. No acumulado do ano, houve mais entradas do que saídas, com resultado positivo de US$ 5,390. Mesmo assim, o valor foi bem menor do que o registrado em igual período de 2007: US$ 82,057 bilhões.

A maior contribuição para esses resultados negativos veio da conta financeira do fluxo cambial, que é o registro das entradas e saídas de recursos das Bolsas de Valores, investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações. Em momentos de oscilações do mercado financeiro, como o atual, essa conta costuma registrar resultados negativos.

Em novembro, o saldo negativo dessa conta ficou em US$ 10,298 bilhões, contra US$ 2,023 bilhões de resultado também negativo no mesmo mês de 2007. No ano, o saldo negativo é de US$ 42,630 bilhões, contra US$ 8,587 bilhões de saldo positivo registrado de janeiro a novembro de 2007.

O fluxo comercial também tem resultados da conta comercial, que inclui dados da balança comercial (exportações e importações), de adiantamentos sobre contratos de câmbio (ACC) e pagamentos antecipados de exportação (PA), que são financiamentos destinados aos exportadores brasileiros. No fluxo comercial, houve redução do saldo, na comparação entre 2008 e 2007.

O saldo da conta comercial foi positivo em US$ 3,139 bilhões, em novembro, e de US$ 48,020 bilhões no acumulado do ano. No mesmo período do ano passado, esses resultados eram, respectivamente, de US$ 7,304 bilhões e US$ 73,470 bilhões.

As exportações no mês chegaram a US$ 13,492 bilhões e as importações, a 10,353 bilhões. No acumulado do ano, as vendas brasileiras ao exterior somaram US$ 176,580 bilhões e as importações ficaram em US$ 128,560 bilhões.

No mês, os contratos de ACC chegaram a US$ 3,683 bilhões, contra US$ 4,334 bilhões de novembro de 2007. No acumulado de 2008, esses contratos somam US$ 43,034 bilhões, contra US$ 42 382 bilhões de janeiro a novembro do ano passado.

No caso dos pagamentos antecipados de exportação, no mês de novembro o valor chegou a US$ 2,384 bilhões e no ano, a US$ 43 074 bilhões, sendo que em igual período de 2007 os valores foram respectivamente, US$ 4,393 bilhões e US$ 41,985 bilhões.

Comercial tem alta de 3,46%
O dólar comercial foi cotado a R$ 2,475 para venda, em um forte avanço de 3,46%, nas últimas operações de hoje. Trata-se da taxa mais alta desde junho de 2005. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi negociado a R$ 2,530, em um recuo de 0,78%.

“Não vi nenhuma notícia mais forte que tenha realmente afetado o mercado. A alta foi principalmente uma questão de fluxo. As saídas estão muito fortes”, comenta Vanderley Muniz, operador da corretora gaúcha Onnix.

Outro operador, que falou sob anonimato, relata que o mercado está volátil demais, sem que as intervenções do BC façam efeito para deter a onda especulativa com origem no mercado futuro. Operadores acusam uma forte saída de moeda nos últimos dias, principalmente por conta da habitual remessa de lucros e royalties por fundos e empresas estrangeiras.

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