Ceia de Natal fica até 30% mais cara com preços variando em até 309%

Nice Silva, Especial para o Hoje em Dia

A ceia de final de ano deve ficar entre 20% e 30% mais cara, calculam comerciantes. Todos os produtos importados e, portanto, com preços vinculados ao dólar, sofreram com a elevação da moeda norte-americana a partir do mês de setembro. De janeiro a novembro deste ano, o dólar acumula um aumento na cotação de 35,59%. Até as brasileiríssimas castanhas de caju e do Pará, que têm os preços influenciados pelas exportações, aumentaram entre 15% e 20% e se igualaram ao encarecimento das tâmaras, das castanhas chilenas, dos damascos turcos ou do pistache iraniano.

Segundo pesquisa divulgada ontem pelo site Mercado Mineiro, a diferença entre os preços praticados na semana passada e a última semana de novembro de 2007 pode chegar a 61%, caso da ameixa importada. As nozes (35%) e as avelãs (18%) também ficaram mais salgadas.

Mesmo com a alta de preços imposta pela desvalorização do real, no entanto, continua valendo a pena bater perna para pesquisar. O quilo da castanha do Pará, por exemplo, pode variar de R$ 8,90 a R$ 38,99, uma variação de 338,08%, segundo a pesquisa.

No Mercado Central, o bacalhau mais vendido, o saith, tem preços que variam entre R$ 16,90 e R$ 25 o quilo. Já a variedade mais cara, o bacalhau do Porto, pode ser encontrado de R$ 39,90 a R$ 69,80 nas lojas especializadas e supermercados, uma diferença de 78,97%.

Mas o consumidor anda estranhando o sal do bacalhau. O comerciante Geraldo Henrique Lopes, do empório Amanda, diz que há uma semana baixou o preço do corte sem pele e espinhas, de mais de R$ 78 para pouco mais de R$ 70.

Também baixou outro corte mais barato, de R$ 48,90 para R$ 46,90. Ele diz que as medidas tiveram pouco efeito, e o movimento continua fraco , e se queixa também da especulação dos importadores: “eles vendem, mas não entregam”, conta, referindo-se aos atacadistas paulistas dos quais ele compra e que estariam segurando a mercadoria, de olho no vaivém do dólar e na proximidade das festas de fim de ano. Segundo Lopes, o preço do bacalhau pode subir ainda mais nos próximos dez dias.

O comerciante Cleisson Valadares, do Empório Valadares, afina o coro com Lopes. “É claro que eles especulam, porque a cada dia que a gente consulta, o preço sobe acompanhando a cotação do dólar”, observa.

Mas o vendedor Gesivaldo Santiago, da Minas Caju, acha que o preço do bacalhau já se estabilizou. “Os importados variam de acordo com a onda do dólar, mas parece que a moeda já conseguiu uma certa estabilidade, por isso o bacalhau não deve mais subir”, defende.

O gerente do Império dos Cocos, Alexandre Cândido, garante que a crise não elevou o preço do bacalhau que ele vende. “Tinha feito estoques entre julho e agosto e espero manter o preço até encerrar o ano”, diz.
Cândido avalia que o consumo do bacalhau vem passando por mudanças de uns 13 anos para cá. “Atualmente, até restaurantes de comida a quilo têm o bacalhau no cardápio, e o consumo do final de ano que era pequeno há alguns anos, já chega a ser cerca de 80% do que é consumido no período da Quaresma”, explica.

No Império das Azeitonas, as graúdas e as castanhas de caju tiveram elevação de 27% há um mês e meio e ficaram nas alturas. Mas o comprador Dulcinei de Souza Silva não se abala e assegura que a freguesia se mantém fiel. “Não faço estoque. O preço pode estar alto, mas o freguês sabe que aqui ele tem garantia de encontrar mercadorias novas”, diz.

Entre lojas, a variação dos preços justifica, e muito, a pesquisa. O quilo de passas, por exemplo, varia 309,52%, com a preços entre R$ 3,15 e R$12,90. Já o quilo das amêndoas variou de R$ 19,58 até R$ 62,49 na semana passada, uma diferença de 219,15%. entre os estabelecimentos.

Para o quilo das nozes sem casca foram encontrados preços entre R$ 45 e R$93,90, o que representa uma variação de 108,66%. Já o quilo da ameixa seca com caroço registrou uma variação de 74,41%, com o menor preço encontrado a R$ 8,99 e o maior de R$ 15,68 . Confira a pesquisa na íntegra em www.mercadomineiro.com.br. (Colaborou Cássia Eponine)

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