Crise financeira já afeta a geração de emprego no país

Por Humberto Medina, na Folha:
A crise financeira internacional já afeta a geração de empregos no Brasil. O resultado de outubro foi o pior registrado neste mês desde 2003 -apenas 61.401 vagas criadas (contratações menos demissões) no mercado formal, 70% menos do que o verificado no mesmo mês ano passado (205.260).

“Houve insegurança das empresas com relação à crise e elas puxaram o freio de mão na hora de contratar”, disse o ministro Carlos Lupi (Trabalho). Para tentar estimular a construção civil, um dos setores que mais contratam mão-de-obra, e tentar manter o crescimento na geração de empregos, o governo deverá lançar novas linhas de crédito com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para a compra de imóveis. De acordo com o ministro, as novas linhas serão definidas ainda neste ano para vigorar em 2009.

Até outubro, o Brasil tinha 31.114.161 empregos formais. Nos últimos 12 meses, foram gerados 1.953.111 empregos (6,7% a mais do que no mesmo período do ano passado). O governo mantém a meta de terminar 2008 com a criação de 2 milhões de vagas. Para 2009, a expectativa oficial é de 1,8 milhão de novas vagas.

No mês passado, a construção civil gerou 2.149 empregos formais, ante 21.685 registradas em outubro de 2007. O crescimento da geração de empregos nesse setor em outubro caiu de 1,42% no ano passado para 0,12% neste ano.

Menos contratações
A agricultura, que geralmente elimina vagas em outubro, cortou 38.422 vagas, mais do que o triplo dos 11.405 cortes em outubro do ano passado. Nos demais setores houve redução do ritmo de contratações. No setor de serviços, o ritmo de crescimento caiu pela metade. Havia sido de 0,6% em outubro de 2007 e passou para 0,3% no mês passado, com a criação de 36.142 vagas (67.751 em outubro de 2007).

No comércio, foram criadas 54.590 vagas em outubro, 13% a menos do que em outubro de 2007. Na indústria, a queda foi mais forte. Em outubro do ano passado, haviam sido criadas 60.034 vagas. No mês passado, esse número caiu para 8.730. No setor, o ritmo de crescimento dos empregos formais caiu de 0,85% ao ano para 0,12%. Assinante lê mais aqui.

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