Festival em Tiradentes revela gastronomia democrática

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 Reportagem de Eduardo Tristão Girão para o Estado de Minas: 
No segundo dia, o Festival Internacional de Cultura e Gastronomia de Tiradentes deu mostras de que sua proposta democrática está consolidada. De jantares sofisticados a cursos gratuitos nas praças, a programação do evento, em sua 10ª edição, atraiu muita gente para a cidade histórica mineira. Além de almoços e jantares de todos os preços, o público poderá conferir, até o próximo domingo, várias atividades (muitas delas gratuitas), entre cursos de culinária, debates, degustações, shows e exposições.

A manhã de sábado foi marcada por um dos eventos mais tradicionais, o preparo da paella no Largo das Forras. Gente de todas as idades acompanhou passo a passo a receita do mais famoso prato espanhol, ensinada pelo chef Eduardo Maya. Acompanhada pelos pais, Luís e Teresa, a pequena Bruna Macknight, de 7 anos, é uma das primeiras a experimentar o prato, assim que ele começou a ser oferecido ao público presente. “Ela ama azeite de oliva”, comenta sua mãe.

“Antes, íamos mais aos festins. Desta vez, estamos acompanhando mais os eventos abertos ao público. Eles são mais democráticos, mais importantes. Uma verdadeira aula”, afirma Luís. É a sexta vez que o casal, vindo da cidade paulista de Sorocaba, visita Tiradentes em razão do festival. “Devemos voltar na semana que vem”, ele diz. Neste domingo haverá curso gratuitos de vinagretes e marinadas e de risotos, no Largo das Forras. No Largo da Rodoviária, serão feitas degustações de pães finos e cafés a partir das 12h.

Também no Largo das Forras, o bar oficial do Comida di Buteco é outra prova de que a programação de apelo mais popular é um dos pontos altos do festival. Quatro bares de Belo Horizonte marcaram presença no local: Família Paulista, Köbes, Bar do Véio e Bar do João. Cada um serviu seu próprio petisco, com preços variando entre R$ 10 e R$ 17. “Boteco também faz parte da gastronomia. O público do festival é de alto nível, gente que também freqüenta boteco”, avalia Nicola Vizioli, proprietário do bar Família Paulista. Apesar de a cozinha ter encerrado suas atividades por volta de 1h, a clientela permaneceu no bar além das 2h.

“Sempre tivemos preocupação com variedade de culinárias e preço. A comida dos botequins é de qualidade e é brasileira. Atende desde a pessoa que só pode pagar por um petisco até gente mais sofisticada”, diz Ralph Justino, um dos organizadores do evento. Ele também comemora a procura pelos festins (jantares especiais), já que os ingressos de alguns deles foram esgotados já no mês passado. “Há dois anos não acontecia isso”, revela.

Um dos destaques foi o festim do projeto Sabor e Saber, comandado pelos chefs André de Melo e Lucas Neri, belo-horizontino e argentino, respectivamente, que trabalham em restaurantes de Barcelona, na Espanha. Eles encantaram o público na noite de sexta-feira, com cardápio sintonizado com a moderna cozinha feita na região espanhola da Catalunha. Ingredientes de alta qualidade (chocolate com grande concentração de cacau, por exemplo), combinações inusitadas (como licor de nozes e rabo de boi) e produtos peculiares (embutido catalão e azeite de carvão, entre outros) marcaram o jantar. “A Catalunha é privilegiada por ter mar e montanha. Por isso, tem tanta diversidade de produtos”, afirma André.

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