Brasil tem nova classe média, diz ‘The Economist’

O Brasil tem uma nova classe média, surgida quase da noite para o dia, segundo uma reportagem publicada na edição desta semana da revista britânica The Economist. Essa fatia da população teria se beneficiado da estabilidade e do crescimento econômico no país e também em boa parte da América Latina.

“Tendo deixado a pobreza para trás, a sua incipiente prosperidade está conduzindo o rápido crescimento de um mercado de consumo de massa numa região há muito tempo notória pelo duro contraste entre uma reduzida elite privilegiada e uma maioria pobre. Seu advento promete transformar a política da região”, diz a revista.

A Economist frisa que enquanto é possível medir a pobreza, o termo “classe média” já é mais subjetivo, e esclarece que a reportagem está se referindo àquelas pessoas que poderiam ser descritas como de classe média baixa. Muitas têm pequenos negócios ou trabalham no mercado de serviços.

Consumo

Segundo a reportagem, entre 2000 e 2005, o número de famílias com renda anual entre R$ 12 mil e R$ 45 mil cresceu em 50% no Brasil, enquanto o grupo ganhando menos de R$ 6 mil anuais diminuiu dramaticamente. Outra evidência da chamada “nova classe média” citada pela revista é o nível recorde da venda de carros novos, computadores e eletrônicos no país.

Além disso, de acordo com a Economist, “os sinais de progresso estão em toda parte. Novos prédios de apartamentos, do tipo comum nas partes mais chiques de São Paulo, agora sobressaem por entre as casas do que ainda lembra as favelas”.

Editorial

Em editorial na mesma edição, a revista diz que apesar das notícias sobre “revoluções” populistas ou “socialismo do século 21” na América Latina, a situação em muitos países da região está, na realidade, melhor hoje do que em qualquer outro momento desde a metade dos anos 70.

“O ponto importante é que o caminho tomado pela maioria dos países latino-americanos – o da democracia e das economias de mercado – está finalmente rendendo frutos”, diz o editorial.

Segundo a Economist, as mudanças ainda são frágeis, “mas as lições para os governos são claras. Para impulsionar a nova classe média, é crucial manter a inflação baixa. Assim como melhorar a educação de baixa qualidade oferecida pelas escolas e universidades da região”.

Melhorar a infraestrutura de transportes e retirar o excesso de proteção no mercado também são medidas necessárias, segundo a revista. Assim, “as democracias latino-americanas poderiam virar uma esquina importante, na qual desigualdade, pobreza e populismo dariam lugar a prósperas democracias de classe média onde a maior parte tem interesse na estabilidade”.
 
Fonte: Jornal Estado de Minas

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