Archive for 15 de agosto de 2007|Daily archive page

Charge do dia

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“Est modus in rebus”

Se existe um lema para a atual administração municipal de Montes Claros é “Est modus in rebus”, exatamente o que dizia o poeta Horácio (65 a.C. / 8 a.C.) sobre sua arte, ou seja, as coisas têm limite. Limite porque a condução da política municipal é coisa de cocheiro imberbe e inexperiente tentando domar uma carroça com um burrico em disparada.

É fato que a administração nunca teve um grande 1º escalão de servidores. Criou um samba do crioulo doido colocando técnicos sem nenhum conhecimento de gestão, ainda mais da coisa pública, misturado com militantes politiqueiros. O resultado é esta pífia condução administrativa sem qualquer resultado político positivo.

Ontem na reunião da Câmara mais um fiasco. Quando se pensava que a bancada do governo faria uma salva de elogios ao resultado da licitação que, entre mortos e feridos resultou em um pagamento de R$ 12 milhões de reais aos cofres municipais pelas atuais concessionárias do serviço público, ocorreu justamente o contrário.

O vereador Mameluque (PMDB) quase sufocou os governistas, que são maioria na casa, afirmando que a licitação só foi concluída porque a oposição não deixou haver maracutaia. Pura falácia. Mesmo não concordando muitas vezes com a atual administração devo reconhecer que foi o único prefeito com “peito” para conduzir a licitação. Por que o vereador Mameluque não lembrou que quando o partido, do qual é atual presidente, estava no comando municipal não teve coragem de fazer a licitação? Simplesmente renovou a concessão sem que houvesse pagamento de um centavo para os cofres públicos.

A culpa disto é justamente dos condutores da política municipal. Nesta prefeitura não tem Secretaria de Governo? Quem cuida da relação com os vereadores? Cadê o responsável pelas relações institucionais? E a toda poderosa secretaria de Comunicação, faz o quê? Será que ninguém pensou em munir os vereadores de munição para debater a licitação e enaltecer o ganho para a população?

Acho que agora, mesmo distante quase 12 meses do pleito de 2008, o sentimento geral da administração é “o ultimo a sair apaga a luz”. Que pena!

Ricardinho: Ferido e humilhado

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No dia do lançamento de seu livro “Levantando a vida”, o levantador Ricardinho fez revelações inéditas sobre o seu misterioso e polêmico corte dos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro. Nesta terça-feira, o jogador não conteve as lágrimas ao falar de sua ausência da seleção brasileira masculina de vôlei no Rio-2007 e garantiu que a “Família Bernardinho” não existe mais aos seus olhos.

Ricardinho não esteve na lista de convocados do treinador para o Pan, apesar de ter sido eleito o melhor jogador da Liga Mundial, realizada uma semana antes. Na época, falou-se apenas em um desgaste do relacionamento no grupo, mas nesta quarta o atleta minimizou os comentários do técnico e negou os boatos de que o corte havia sido em função de desavenças quanto a premiações.

“A discussão do prêmio foi muito comentada, mas é um absurdo dizer que eu não quis dividir o prêmio de melhor jogador da Liga Mundial com o grupo”, iniciou o jogador. “O dinheiro é dado pela FIVB (Federação Internacional de Vôlei) e repassado à CVB (Confederação Brasileira da modalidade) que divide a quantia com todos. Mas não discuto premiação desde 2005. Quem trata desse assunto são Giba, Rodrigão, Gustavo e André Heller”, complementou, antes de lembrar algo que aconteceu antes do Rio-2007.

“O que havia sido decidido era que o prêmio do Pan não seria dividido com a comissão técnica, mas apenas entre os jogadores. Fizemos uma votação para decidir com seria feito isso e a maioria optou com a repartição apenas entre os atletas”, prosseguiu.

Ricardinho chegou a chorar enquanto falava do sentimento de ter perdido a chance de disputar uma medalha pan-americana, inédita para a geração, em solo pátrio. “No final do meu livro eu apareceria com o ouro no peito, mas a medalha foi arrancada. Não é só raiva e ódio o que eu sinto, mas sim dor. Perder uma medalha no país é algo que não dá para explicar”, lamentou.

O levantador apresentou detalhes do momento em que foi noticiado do corte. “Eu me encontrei com o grupo às 17h40 daquele sábado (21 de julho) e ele (Bernardinho) falou durante dez minutos. Disse que havia um desgaste muito grande em relação às minhas cobranças, desde divisão de prêmios como folgas. Ele expôs de forma agressiva, falando que não suportava mais essa situação. Tudo foi colocado de um jeito que não deveria acontecer em uma família”.

O jogador também garantiu que não possui mais a visão de que a seleção brasileira seja mais uma família. “Parte do grupo que está lá pensa assim, mas para mim foi apenas uma fantasia. Não acredito mais”, disse, usando como argumento o próprio pacto que havia feito com Giba, antes da final dos Jogos Olímpicos de 2004. “Combinamos que nós dois deveríamos participar de todas as competições até Pequim-2008. Mas esse combinado foi quebrado quando os jogadores me deixaram sair daquela sala (onde conversou com Bernardinho)”, emendou.

Por fim, Ricardinho acenou para um possível retorno, que pode acontecer apenas se Bernardinho se retratar sobre o caso. “A cicatriz está aberta e, no momento, não tem volta. Se ele (o treinador) se explicar, posso voltar. Faço parte do Brasil, mas não basta dizer que as portas estão abertas. A pessoa que foi responsável pela dispensa que deve se justificar até para que possa haver o retorno”, concluiu.

Sucessor 

Ricardinho reconheceu que o levantador Bruno Rezende, filho de Bernardinho e convocado em seu lugar para o Pan, é o mais cotado para ficar com a posição na seleção. No entanto, o camisa 17 deu uma leve alfinetada no colega de profissão.

“O Bruno será o meu sucessor e também do Marcelinho, mas é um garoto novo que ainda tem que aprender. É um jogador que treina muito e que se esforça, mas que não tem um talento nato. Só o tempo vai mostrar”, encerrou.

Pressão segura trem da alegria

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Um novo trem da alegria na Câmara dos Deputados está ameaçado de descarrilar, com aproximadamente 260 mil servidores na beira de ganharem estabilidade, sem passar por concurso público. O Palácio do Planalto escalou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, para convencer a base aliada a não apoiar a manobra, que é defendida por governadores petistas. “Difícil, muito difícil, praticamente impossível”, já vaticina o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), sobre a aprovação. Diante do receio de outro desgaste na opinião pública, admite-se agora apenas a votação, nas próximas semanas, de matéria efetivando servidores. A bateria palaciana foi direcionada contra a Proposta de Emenda Constitucional 54/99, de autoria de Zenaldo Coutinho (PSDB-PA), que garante estabilidade a servidores das administrações direta e indireta contratados sem concurso antes da Constituição de 1988. Só essa PEC efetiva cerca de 200 mil servidores que prestam serviços temporários a estados e municípios. Outra PEC, do deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE), efetiva servidores requisitados há mais de cincos anos, desde que tenham sido aprovados em concurso no órgão de origem. Só na Câmara há 810 que podem ser beneficiados.

Câmara aprova por unanimidade aumento de verba para municípios

plenario-aprova-reajuste-fpm.jpgApós passar por duas votações na Câmara, o aumento do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) segue agora para o Senado. Os deputados aprovaram a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 58/2007 por unanimidade. Foram 389 votos a favor e apenas a abstenção do presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP).

A aprovação, em segundo turno, aumentou em um ponto percentual o FPM repassado a municípios. As prefeituras agora vão ter direito a 23,5% da arrecadação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Antes, os municípios recebiam 22,5%.

O aumento foi promessa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última Marcha de Prefeitos a Brasília. Segundo o projeto, o repasse será reajustado a partir de setembro, mas será pago nos primeiros dez dias de dezembro.

PS: Vamos aguardar para ver até quando dura a satisfaçao dos municípios com o aumento da CPMF, que nem de longe resolverá os problemas municipais. Isto porque o grande mal continua sendo a corrupção e falta de competência para gerir a coisa pública.

Banco Popular tem prejuízo de R$ 10,7 mi no semestre

bancopopular.gifO Banco Popular do Banco do Brasil (BB) teve prejuízo de R$ 10 770 milhões no primeiro semestre do ano. O resultado, entretanto é 58,2% menor que o prejuízo de R$ 25,765 milhões, ocorrido em igual período do ano passado. O presidente do Banco Popular, Robson Rocha, acredita que a instituição poderá passar a registrar resultado positivo ainda no último trimestre do ano.

Ele ainda destacou que a taxa de inadimplência do banco se estabilizou durante o primeiro semestre do ano num patamar próximo dos 25%. “Temos que lembrar que a inadimplência já foi maior que 30% em outros momentos”, disse. A expectativa, de acordo com o presidente do Banco Popular, é de que a taxa de inadimplência continue estável ou tenha uma pequena queda neste segundo semestre. “O ideal de alcançarmos uma inadimplência abaixo dos 10% não será alcançado neste ano”, afirmou.

Manchetes do Dia (15/08)

Jornal de Notícias: Souto sugere união de partidos

O Tempo: Divisão da CPMF é retirada do projeto de prorrogação

Hoje em Dia: Violência custa R$ 3 bi ao SUS

Estado de Minas: Pressão segura trem da alegria