Roriz renunciou

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Joaquim Roriz renunciou ao mandato de senador. A carta-renúncia acabou de ser lida por seu colega Mão Santa (PMDB-PI) na sessão ainda em curso do Senado.

– Volto para o grande mistério da vida”, diz Roriz a certa altura da carta. Ele se disse vítima do “mal”, apesar de sua vida ter sido pautada pelo “resguardo da coisa pública”.

Roriz não quis se arriscar a responder processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética do Senado. Se o fizesse e fosse condenado ali e, depois, pela maioria dos seus pares no plenário do Senado, ficaria inelegível até 2002.  

Renunciando, Roriz preserva seus direitos políticos e pode se candidatar nas eleições de 2010. Em 2008, haverá eleições municipais no país – mas não em Brasília. Aqui não há prefeito nem vereadores. Deputado estadual aqui se chama deputado distrital.

– Sinto, acima de tudo, que não se pode viver feliz olhando-se apenas para si mesmo. É preciso viver para os outros, sobretudo para os humildes, os necessitados. É o que tenho procurado fazer por toda a minha vida – diz Roriz na carta-renúncia.

– O desapreço dos senadores pelo destino do colega [ele] foi notável. Apenas 12 compareceram [à sessão onde ele se defendeu da tribuna do Senado].

– Demonstrei cabalmente a lisura da minha conduta. [Mas o Corregedor do Senado, Romeu Tuma] condenou-me publicamente pela imprensa. Minha inocência por mim proclamada não mereceu acolhida.

– O furor da imprensa, o açodamento de alguns, lamentavelmente ecoaram mais alto. Pesou apenas o propósito de destruir uma vida pública coroada por relevantes serviços prestados à sociedade, particularmente ao povo mais humilde.

– Meu alento está em que o Ministério Público fez questão de ressaltar que os fatos a mim imputados não guardam relação com a malfadada Operação Aquarela [que apura o desvio de recursos públicos no Banco Regional de Brasília].

– São essas as razões motivadoras do posicionamento que sou obrigado a tomar, tanto mais em respeito ao povo do Distrito Federal. Não temo que meu gesto seja interpretado como demonstração de fraqueza.

–  A gente de Brasília, os humildes aos quais nunca faltei, o povo, enfim, haverá de me entender. E todos me farão justiça. Tenho plena convicção.

Fonte: Blog do Noblat / Foto: Roberto Stuckert Filho(Agência O Globo)

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