As ligações de Roriz e Constantino

roriz1.jpgDa Folha de S.Paulo, hoje:
“Uma empresa que tem entre seus investidores o empresário Nenê Constantino, presidente do Conselho de Administração da Gol, conseguiu uma valorização de 129% em um terreno, no prazo de um ano, por conta de uma lei aprovada por aliados políticos do senador Joaquim Roriz (PMDB-DF). Em números absolutos, a valorização corresponde a R$ 72 milhões.

Constantino é o dono do cheque de R$ 2,23 milhões que pode levar à abertura de processo contra o senador. Roriz foi flagrado em grampo combinando a partilha do valor com o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Tarcísio Moura.

A empresa beneficiada pela valorização é a Antares, que constrói pelo menos três empreendimentos imobiliários no DF e que têm Constantino como investidor, segundo o advogado da própria Antares.

Tudo começou em março de 2006, quando o então deputado distrital Wigberto Tartuce (PMDB), aliado e ex-secretário do governo de Joaquim Roriz, adquiriu de um conjunto de estatais do Distrito Federal, por R$ 15,21 milhões, um terreno de 80 mil m2 no Setor de Áreas Isoladas Oeste de Brasília

Entre as estatais que venderam o terreno ao então deputado estava o BRB, investigado pelo Ministério Público e Polícia Civil devido à suspeita de que R$ 50 milhões foram desviados de seus cofres.

Em maio deste ano, a Aldebaram -empresa ligada à Antares-, adquiriu o terreno do agora ex-deputado por R$ 45,9 milhões, duas vezes mais do que ele desembolsara.

Para o presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de Brasília, Luiz Carlos Attié, em valores de mercado, o terreno vale hoje cerca de R$ 128 milhões, com base no cálculo da área do terreno em que pode haver construção.

Portanto, há indícios de subfaturamento da negociação imobiliária tanto na venda para Tartuce quanto no repasse para a Aldebaram.

Deixados de lado os valores declarados aos cartórios nas negociações, o terreno realmente teve uma valorização de mercado de R$ 72 milhões em um ano, graças a um projeto de lei aprovado em apenas um dia, em dezembro de 2006. O projeto foi proposto pelo Executivo e apoiado pelos aliados de Roriz na Câmara Distrital.

A proposta da lei foi assinada pela então governadora Maria de Lourdes Abadia, vice de Roriz e aliada do peemedebista. Ela assumiu quando Roriz foi disputar uma vaga no Senado. A lei autorizou ampliar a área construída do imóvel de 56.000 m2 para 128.000 m2 .”

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