Archive for 30 de junho de 2007|Daily archive page

Charge do dia

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Veja 3: Edir Macedo e a Teologia da Prosperidade

casaedir.gifO repórter José Edward visitou uma mansão em Campos do Jordão, recanto de inverno dos endinheirados de São Paulo: “ (…) 35 cômodos (…) distribuídos em quatro andares. Ao todo, são dezoito suítes, todas equipadas com banheiras de hidromassagem. A maior delas (…) tem 100 metros quadrados, sauna e uma banheira suficiente para seis pessoas.” De quem é? Do auto-intitulado bispo Edir Macedo, chefe máximo da Igreja Universal do Reino de Deus, dono de fato da Rede Record e de mais uma penca de coisas, dadas certamente por Deus, com quem ele demonstra impressionante intimidade. Só a banheira, como se vê, já seria suficiente para um pequeno culto de louvor ao Altíssimo, que inspirou em Macedo a chamada Teologia da Prosperidade. Ele ainda é o melhor seguidor da corrente a que deu início no Brasil. Assinante lê aqui.

A volta dos que não foram: Silvinho Land Rover

silvinho.jpgQuem andava com saudade de Silvio “Land Rover” Pereira, aquele militante petista, ex-secretário-geral do partido, que caiu logo nos primeiros dias do mensalão? Pois é. Ele está de volta ao noticiário. Reportagem de Camila Pereira e Naiara Magalhães, na VEJA desta semana, mostra que ele, a mulher e um irmão são sócios de uma empresa de eventos chamada DNP. Até aí, tudo certo. VEJA teve acesso a documentos que provam que a Petrobras — ela mesma! — patrocinou a Cinemostra de Verão, no Espírito Santo. Oficialmente, as empresas que a idealizaram e executaram foram a TGS Consultoria e a Central de Eventos e Produções, ambas de propriedade de um mesmo dono, Julio Cesar dos Santos. E quem Santos subcontratou para organizar o evento? Sim, vocês acertaram: a empresa de Silvinho Land Rover. Ela recebeu, só por esse servicinho, R$ 55 mil. O tal Santos, vejam só, foi diretor da empresa municipal de São Paulo Anhembi Turismo, hoje SPTuris, na gestão da ex-prefeita Marta Suplicy. Não se esqueçam: Silvinho ganhou a Land Rover justamente de uma empreiteira que trabalhava para a Petrobras. Assinante lê aqui.

Veja 1: A lama invade o Senado

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É a lama, é a lama!  No imbróglio Joaquim Roriz, a Veja responde a pergunta aonde foi parar o restante do dinheiro, R$ 1,9 milhão. O cheque do empresário era de R$ 2,2 milhões, e o senador teria usado apenas R$ 300 mil numa bezerra. Pois é: Diego Escosteguy revela tudo na VEJA. Pelo menos R$ 1,2 milhão, acreditem, foi destinado ao pagamento de suborno a juízes do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal que livraram Roriz de uma cassação de mandato. É isso aí: vocês leram direito. E isso é só um dado de uma história ainda mais escabrosa. Assinante lê aqui.

Capa da Veja (30/06)

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As ligações de Roriz e Constantino

roriz1.jpgDa Folha de S.Paulo, hoje:
“Uma empresa que tem entre seus investidores o empresário Nenê Constantino, presidente do Conselho de Administração da Gol, conseguiu uma valorização de 129% em um terreno, no prazo de um ano, por conta de uma lei aprovada por aliados políticos do senador Joaquim Roriz (PMDB-DF). Em números absolutos, a valorização corresponde a R$ 72 milhões.

Constantino é o dono do cheque de R$ 2,23 milhões que pode levar à abertura de processo contra o senador. Roriz foi flagrado em grampo combinando a partilha do valor com o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Tarcísio Moura.

A empresa beneficiada pela valorização é a Antares, que constrói pelo menos três empreendimentos imobiliários no DF e que têm Constantino como investidor, segundo o advogado da própria Antares.

Tudo começou em março de 2006, quando o então deputado distrital Wigberto Tartuce (PMDB), aliado e ex-secretário do governo de Joaquim Roriz, adquiriu de um conjunto de estatais do Distrito Federal, por R$ 15,21 milhões, um terreno de 80 mil m2 no Setor de Áreas Isoladas Oeste de Brasília

Entre as estatais que venderam o terreno ao então deputado estava o BRB, investigado pelo Ministério Público e Polícia Civil devido à suspeita de que R$ 50 milhões foram desviados de seus cofres.

Em maio deste ano, a Aldebaram -empresa ligada à Antares-, adquiriu o terreno do agora ex-deputado por R$ 45,9 milhões, duas vezes mais do que ele desembolsara.

Para o presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de Brasília, Luiz Carlos Attié, em valores de mercado, o terreno vale hoje cerca de R$ 128 milhões, com base no cálculo da área do terreno em que pode haver construção.

Portanto, há indícios de subfaturamento da negociação imobiliária tanto na venda para Tartuce quanto no repasse para a Aldebaram.

Deixados de lado os valores declarados aos cartórios nas negociações, o terreno realmente teve uma valorização de mercado de R$ 72 milhões em um ano, graças a um projeto de lei aprovado em apenas um dia, em dezembro de 2006. O projeto foi proposto pelo Executivo e apoiado pelos aliados de Roriz na Câmara Distrital.

A proposta da lei foi assinada pela então governadora Maria de Lourdes Abadia, vice de Roriz e aliada do peemedebista. Ela assumiu quando Roriz foi disputar uma vaga no Senado. A lei autorizou ampliar a área construída do imóvel de 56.000 m2 para 128.000 m2 .”

Manchetes do Dia (30/06)

Jornal de Notícias: R$ 1,2 mil em dinheiro falso

O Tempo: Câmara abre processo para investigar Mário de Oliveira

Hoje em Dia: Pacote legaliza sacoleiros

Estado de Minas: Oposicão pede devassa do IR de Renan na Receita