Archive for 28 de junho de 2007|Daily archive page

Charge do dia (foto)

Brasileiro não perde a piada…

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A gafe do ano

De acordo com a imprensa paulista, jogador de um grande clube paulista estaria disposto a assumir que é gay. Até um programa de TV estaria negociando com o atleta uma entrevista exclusiva, mas dirigentes do seu clube  e o próprio empresário seriam contra, por achar que resultaria no fim da carreira do atleta. No programa “Debate Bola”, da TV Record, o vice-presidente do Palmeiras, José Cyrillo Júnior, cometeu gafe ao ser entrevistado pelo jornalista Milton Neves. “É do Palmeiras o jogador que vai assumir na televisão que é homossexual?” – perguntou Milton, ao dirigente do Palmeiras. José Cyrillo, descuidado,  respondeu: “Não, o Richarlyson quase foi do Palmeiras. O procurador dele assinou um pré-contrato com o Palmeiras, mas no dia seguinte ele foi para o São Paulo”.  Richarlyson citado pelo dirigiente, tem 24 anos e nasceu em Natal, no Rio Grande do Norte.

Dois anos depois, PT não puniu seus mensaleiros

De O Globo, hoje:
“Passados dois anos do escândalo do mensalão, que provocou a maior crise da história do PT, a única pessoa punida pelo partido foi o ex-tesoureiro Delúbio Soares. Uma comissão de sindicância criada em julho de 2005, com prazo de 30 dias para apresentar um relatório, nunca surtiu resultado. A resolução do 13 Encontro Nacional, segundo a qual os episódios deveriam ser apurados após a eleição de 2006, foi ignorada, assim como as determina$ções do diretório nacional para que fossem investigados os envolvidos no caso do dossiê contra os tucanos, na campanha eleitoral do ano passado.

O PT está decidido a esquecer o passado. Parte do partido pensa em criar mecanismos que evitem turbulências no futuro. Após pedir oito vezes a investigação dos mensaleiros — barrada pelo antigo Campo Majoritário —, os petistas hoje agrupados em torno do texto “Mensagem ao partido” jogaram a toalha. No 3 Congresso Nacional do PT, marcado para setembro, vão propor a criação de um código de ética e de uma corregedoria interna, mas com foco no futuro.

— Insistimos oito vezes lá atrás (sobre a investigação), mas a corrente majoritária conseguiu vetar. Agora, passou o tempo político. Vamos propor um código de ética, mas o foco é no futuro — disse o secretário-geral, Joaquim Soriano.”

As vaias dos petistas a Aécio

lulaaecio.jpgEm evento do governo federal para assinatura dos convênios para obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) hoje em Belo Horizonte, o governador Aécio Neves (PSDB) foi vaiado por parte da militância petista ligada aos movimentos sociais presentes ao Palácio das Artes, que estava com todos os 1.700 lugares ocupados. Nem a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva inibiu as repetidas manifestações dos petistas, sempre que o nome de Aécio era citado e quando foi chamado para discursar.

Mesmo assim, Lula, o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), e o próprio Aécio voltaram a trocar elogios mútuos e a dizer que petistas e tucanos podem se relacionar bem. Embora contumaz nos elogios a Aécio, o prefeito Pimentel, no entanto, criticou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), mesmo sem citá-lo nominalmente.

Ao dizer que a área econômica do governo Lula reconheceu o esforço fiscal da gestão Aécio em Minas e elevou a capacidade de endividamento do Estado, Pimentel afirmou que foi secretário municipal da Fazenda por muitos anos e que nunca os ministros da Fazenda deram tratamento igual, “inclusive aquele que foi ministro e depois presidente”.

Na defesa de Aécio, cuja claque era pequena e não pôde superar as vaias, o prefeito de Juiz de Fora, Alberto Bejani (PTB), aproveitou sua fala para defender o tucano, dizendo que todos ali tinham que reconhecer o esforço e o trabalho de Aécio e torcer para que ele “viva mais 50 anos”.

Ao discursar, Aécio disse que vivia naquele instante um “entendimento republicano”, apesar de ser de oposição. “É natural que hajam críticas, contestações e cobranças. Mas são todos homens de bem, independentemente de coloração partidária”, disse. Indiretamente, respondeu aos que o vaiaram ao dizer que “a boa educação é uma marca consolidada dos mineiros”.

Aécio, que também fez a propaganda do seu governo, agradeceu a Lula pela ajuda que tem dado a Minas. “Eu cobrei com dureza e hoje agradeço e reconheço.”

Lula voltou a falar dos métodos e ações suprapartidárias do seu governo e disse que não será maltratando os opositores e adversários que irá arrumar o país. “Vamos arrumar esse país tratando bem as pessoas. Esse deve ser a dinâmica do nosso comportamento.”

As fitas de Mônica: situação de Renan piorou muito

(Síntese da reportagem do Jornal Nacional, 27/06)

O Conselho de Ética do Senado recebeu hoje cópias de gravações de conversas entre a jornalista Mônica Veloso e o lobista da Mendes Júnior, Cláudio Gontijo. O presidente do Senado, Renan Calheiros, do PMDB de Alagoas, é suspeito de ter as despesas com a pensão da filha que tem com a jornalista pagas pelo lobista.

O advogado da jornalista Mônica Veloso entregou os cinco CDs e a transcrição das gravações ao Conselho de Ética. O material teve a autenticidade comprovada pelo perito Aidano Faria.

Segundo o advogado, as gravações foram feitas para ser usadas num processo de reconhecimento de paternidade. Para Pedro Calmon, um dos diálogos gravados mostra que o senador Renan Calheiros recorria ao lobista da construtora Mendes Junior, Claudio Gontijo, quando ele precisava de dinheiro para a campanha.

A conversa foi gravada por Mônica Velloso na sede da Mendes Júnior, em março de 2005. Mônica escondeu um gravador na bolsa e, durante meia hora, conversou com Cláudio Gontijo sobre suas dificuldades financeiras. Em um dos trechos, Gontijo diz a Mônica que Renan Calheiros recorreu a ele para resolver dívidas de campanha. No diálogo, segundo Calmon, Gontijo se refere a Renan como ‘esse cara’.

“Pra que não haja mais especulações sobre o assunto, que seja revelado a existência das fitas e do laudo verdadeiro, que foi uma solicitação da minha cliente pra liquidar com esse assunto de uma vez por todas”, disse Pedro Calmon.

Cláudio Gontijo não foi encontrado. A empresa Mendes Júnior informou que ele está em licença médica, se recuperando de uma cirurgia. Renan Calheiros não pôde comentar as gravações porque está presidindo a sessão do Senado. No Conselho de Ética, a renúncia do presidente Sibá Machado, do PT do Acre, aprofundou a crise.

A renúncia de Sibá Machado desencadeou várias reuniões, dentro e fora do Congresso. Renan Calheiros foi ao Planalto conversar com o presidente Lula sobre a crise política. Ao chegar ao Congresso, criticou o Conselho de Ética.

“Não adianta o Conselho de Ética fingir que está cumprindo seu papel ou tentar cumprir o seu papel e não fazê-lo na plenitude e ficar essa zona cinzenta”, afirmou o presidente do Senado.

O vice no Conselho é Adelmir Santana, do Democratas, a quem cabe convocar eleição para novo presidente. E o PSDB resolveu disputar o cargo.

“Eu vou lançar a candidatura. Não tem ninguém que me impeça. Então se alguém achar que minha candidatura não é conveniente, que reúna forças pra derrotá-la”, disse o senador Arthur Virgílio.

Virgílio até já sugeriu um relator: Aloizio Mercadante, do PT, que não aceitou a missão. Mas o Democratas encampou a idéia.

“A candidatura de Arthur Virgílio é aplaudida pelos democratas”, se animou o senador José Agripino.

O investigado Renan Calheiros também aprovou. “O Arthur Virgílio é um grande quadro, um grande amigo, um dos maiores oradores do Senado Federal. Ele reúne todas as condições para exercer qualquer cargo no Senado”, comemorou Renan.

No plenário, o clima era de um grande acordo entre todos os líderes.

Anoiteceu e o Senado ainda estava tomado por reuniões e acertos de bastidores. O PMDB, de Renan Calheiros, não concordou com a proposta do PSDB. E avisou que vai disputar o comando do Conselho.

A sessão do Conselho de Ética ainda não começou. O PMDB pode apoiar a efetivação do senador Adelmir Santana, do Democratas, na presidência, ou indicar o senador Leomar Quintanilha, do PMDB de Tocantins.

Quanto custa o Congresso

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Não há dúvida nem disputa sobre a necessidade do Congresso para consolidação da democracia. Ruim com o Congresso, pior sem ele.

Mas o Poder Legislativo não pode ser imune a críticas. Eis abaixo uma análise pertinente divulgada hoje pela Transparência Brasil. Vale a pena ler, relfetir e cobrar dos deputados e dos senadores mais comedimento com seus gastos. Está na hora de os congressistas passarem a pensar um pouco mais nas suas funções e na sua real utilidade. Congresso brasileiro é o que mais pesa no bolso da população em comparação com parlamentos de 11 países.

“O Congresso brasileiro é o mais caro por habitante, segundo levantamento da Transparência Brasil sobre os Orçamentos do Legislativo federal em 11 outros países. Apenas o Congresso dos Estados Unidos é mais caro que o brasileiro, mas ainda assim pesa menos no bolso de cada cidadão do país”.

“A pesquisa da Transparência Brasil comparou o orçamento do Congresso brasileiro com os da Alemanha, Argentina, Canadá, Chile, Espanha, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, México e Portugal”.

“Em 2007, o Brasil destinou para a manutenção do mandato de cada um de seus 594 parlamentares federais quase quatro vezes a média do gasto dos parlamentos europeus e do canadense. Pelos padrões europeus de gasto parlamentar, o orçamento do Congresso brasileiro – equivalente a R$ 11.545,04 por minuto – poderia manter o mandato de 2.556 integrantes”.

“Se for levado em conta o custo absoluto do Congresso brasileiro por habitante (R$ 32,49), ele seria o terceiro mais caro do mundo, atrás do italiano (R$ 64,46) e do francês (R$ 34,00). O Brasil fica mais caro, porém, se for calculado o peso desse custo no bolso de cada habitante por duas medidas importantes para comparar economias nacionais – o salário mínimo e o PIB per capita. No Brasil, gasta-se dez vezes, em relação ao salário mínimo, o que se gasta na Alemanha ou no Reino Unido. Comparado ao PIB per capita, o gasto nacional é mais de oito vezes maior que o espanhol”.

“O mandato de cada parlamentar brasileiro custa hoje 2.068 salários mínimos – mais que o dobro do que ocorre no México, segundo colocado entre os países pesquisados, e 37 vezes o gasto proporcional ao salário mínimo registrado na Espanha”.

“Embora não tenham sido levantados neste estudo os custos diretos do mandato – salário, benefícios, assessores e verbas indenizatórias –, é possível comparar os gastos verificados na Câmara dos Deputados (R$ 101 mil mensais) aos da Câmara dos Comuns britânica (R$ 600 mil por ano). Cada parlamentar brasileiro consome mais do que o dobro de um parlamentar de um país em que a renda per capita e o custo de vida são muito superiores aos do Brasil”.

“Mesmo se não houvesse Senado – a Casa mais cara do mundo por membro, segundo o levantamento –, o Brasil ainda teria um dos Legislativos mais caros existentes. O Orçamento de um Congresso unicameral seria menor que o do Parlamento italiano, o terceiro da lista”.

“O presente levantamento reforça a percepção de que os integrantes das Casas legislativas brasileiras perderam a noção de proporção entre o que fazem e o país em que vivem”, escreveu o diretor executivo da Transparência Brasil, Claudio Weber Abramo, na apresentação do trabalho”.

O levantamento pode ser baixado da internet no endereço: http://www.transparencia.org.br/docs/parlamentos.pdf

Vi no blog do Fernando Rodrigues

Paraguai recebe presidentes de “Mercosul inútil”, diz jornal

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O principal jornal paraguaio, o ABC Color, criticou duramente nesta quinta-feira a reunião de cúpula do Mercosul, que tem início na capital do país, Assunção, trazendo em sua capa, sob a manchete “Chegam os presidentes de um Mercosul inútil”, um editorial de página inteira no qual acusa Brasil e Argentina, os principais sócios do bloco, de violar a soberania do Paraguai.

“Nas últimas décadas, a Argentina e o Brasil, no mais absoluto desprezo pela soberania paraguaia, vêm aplicando políticas infames de neocolonialismo com a intenção de se apoderar definitivamente do controle do mais valioso recurso natural energético existente no Paraguai: a hidroenergia”, afirma o editorial.

O Brasil e a Argentina são sócios do Paraguai, respectivamente, nas usinas hidroelétricas de Itaipu e de Yacyretá. Para o jornal, os acordos para a construção das duas usinas foram “negociados com funcionários corruptos da ditadura de Alfredo Stroessner” e são prejudiciais ao Paraguai.

O editorial afirma que os paraguaios devem se rebelar contra os “neocolonizadores” como fizeram em sua luta pela independência contra os colonizadores espanhóis, em 1811.

“O espírito de 1811 exige de todos os paraguaios rechaçar com decisão e firmeza a infame maquinaria do neocolinialismo de nossos vizinhos trapaceiros, que nos condenam injustamente a viver no estancamento e na miséria, apesar dos valiosíssimos recursos energéticos de que dispõe o nosso país”, diz o texto.

“O Paraguai deve recuperar a soberania nacional sobre seus recursos energéticos e tornar independente o controle da energia elétrica paraguaia gerada em Itaipu e em Yacyretá da pretensão imperialista que estão mostrando, sem vergonha, a Argentina e o Brasil”, conclui o editorial.

Ausência de Chávez
A cúpula de Assunção também tem destaque nos principais jornais argentinos nesta quinta-feira, com especial atenção à ausência do presidente Hugo Chávez, da Venezuela, que havia aderido ao bloco na cúpula do ano passado.

“Com a significativa ausência política do presidente venezuelano, Hugo Chávez, e com uma agenda de trabalho concentrada principalmente no problema energético e nas dificuldades para a livre circulação de mercadorias entre fronteiras que preocupam o bloco nestes dias, começará hoje no Paraguai a 33ª cúpula do Mercosul”, relata a reportagem do diário La Nación.

O Clarín ironiza a ausência de Chávez, dizendo que ele “sempre trabalha para conseguir protagonismo, seja por ‘excesso’ ou por ‘ausência’”. Para o jornal, Chávez “percebeu que entrar no Mercosul supõe uma tarefa: cumprir etapas às vezes dolorosas como a liberação do comércio”.

“É nesse ponto em que Chávez começa a advertir que os custos podem ser maiores do que ele tinha calculado. Não por acaso, Caracas atrasou até agora o estabelecimento de um calendário para começar a incorporar as normas comunitárias”, diz o jornal.

O jornal Página/12, por sua vez, observa que a adesão da Venezuela ao Mercosul ainda não foi ratificada pelos Congressos do Brasil e do Paraguai, dizendo que no caso brasileiro a demora “é produto do rechaço que Chávez gera em vários setores da principal potência econômica da região”.

“A situação se agravou há algumas semanas, quando Chávez acusou o Senado brasileiro de repetir “como papagaios” as posições dos Estados Unidos, depois de receber um documento dos legisladores que pedia a reabertura do canal venezuelano RCTV”, diz o jornal.

Segundo o diário, “alguns analistas críticos de Chávez sustentam que o tratamento do protocolo no Brasil se congelou pela disputa, mas o certo é que a situação já vinha atolada”.

Manchetes do Dia (28/06)

Jornal de Notícias: Justiça não comenta nome

O Tempo: Começa amanhã cobrança por minuto

Hoje em Dia: PAC chega a 43 cidades em MG

Estado de Minas: Câmara abre processo contra deputado de MG