Escola culpa aluno que não aprende

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Matéria de Carolina Coutinho para Agência Estado:
O mau aprendizado da criança se deve, em maior parte, por culpa dela mesma, na opinião de professores, pais, diretores, coordenadores e até do próprio estudante. É o que aponta o estudo “Repensando a Escola: um Estudo sobre os Desafios de Aprender, Ler e Escrever”, realizado pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco). A pesquisa, divulgada na última segunda, foi feita por amostragem em dez Estados brasileiros, apenas em escolas públicas, com alunos da quarta série do ensino fundamental.

Entre os professores ouvidos, cerca de 40% consideram que, se um aluno não passa de ano, a culpa é do próprio estudante. Outros 24% acreditam que a culpa é dos pais e apenas 2% reconhecem algum tipo de responsabilidade. Cerca de um terço dos diretores e técnicos também considera que a culpa é do aluno, mas metade deles acredita que a escola é a verdadeira responsável.

A gerente de coordenação de política pedagógica e de formação da Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte, Marília de Sousa, disse não ser possível creditar o desempenho do aluno a apenas uma pessoa. Segundo ela, condições de estudo, capacidade dos educadores, estrutura e incentivo familiar e interesse próprio do estudante são elementos que juntos contribuem para o resultado final.

Pais
De acordo com o estudo, a maior parte dos professores também culpa pais e mães pelo fracasso escolar do filho e considera que não há participação suficiente ou, pelo menos, acha que o aluno não irá adiante porque a família não tem como ajudar. O estudo mostra, porém, que, na maioria dos casos, é na família que a criança encontra ajuda quando precisa. A escola aparece apenas em quarto lugar. Para Marília de Souza, os pais têm o dever de cobrar qualidade da escola e também devem cobrar resultados de seus filhos.

Já o papel da escola, segundo Marília, é identificar o motivo da falha do aluno e oferecer alternativas para o mesmo. Os educadores devem também manter diálogo com a família do estudante para que o problema possa ser verificado mais facilmente e proporcionar um maior tempo dentro da escola. “Para os alunos com dificuldades ou baixo desempenho, a escola deve propor atividades diferenciadas, que dêem mais oportunidade dele aprender. Aulas de reforço também podem ser uma opção”, disse.

PS: Não conheço as bases da pesquisa, mas acho que a mesma não considerou a falta de estrutura, falta de tecnologia e de professores capazes de transmitir corretamente o conhecimento no universo educacional brasileiro. Na minha opinião os alunos são mais vítimas do que culpados.

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