Entrevista da Folha de São Paulo com o pai de um dos agressores de Sirlei Pinto, no Rio de Janeiro

Folha – O sr. acredita na acusação contra seu filho?
Ludovico Ramalho Bruno – Eles não são bandidos. Tem que criar outras instâncias para puni-los. Queria dizer à sociedade que nós, pais, não temos culpa nisso. Eles cometeram erro? Cometeram. Mas não vai ser justo manter crianças que estão na faculdade, estão estudando, trabalham, presos. É desnecessário, vai marginalizar lá dentro. Foi uma coisa feia que eles fizeram? Foi. Não justifica o que fizeram. Mas prender, botar preso, juntar eles com outros bandidos…Essas pessoas que têm estudo, que têm caráter, junto com uns caras desses? Existem crimes piores.

Folha – O sr. já falou com ele?
Bruno – Não. É um deslize na vida dele. E vai pagar caro. Está detido, chorando, desesperado. Daqui vai ser transferido. Peço ao juiz que dê a chance para cuidarmos dos nossos filhos. Peguei a senhora que foi agredida, abracei, chorei com ela e pedi perdão. Foi a primeira coisa que fiz quando vi a moça, foi o mínimo que pude fazer. Não é justo prender cinco jovens que estudam, que trabalham, que têm pai e mãe, e juntar com bandidos que a gente não sabe de onde vieram. Imagina o sofrimento desses garotos.

PS: Num país coalhado de notícias de escândalos políticos, corrupção e tráfico de drogas o Sr. Ludovico Ramalho Bruno conseguiu produzir a entrevista da semana. Coitado.

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