Na infância violada, a inocência é de criminosos

De O Globo, hoje:
“Crianças e adolescentes vítimas de crimes violentos como homicídio e seqüestro, além de abuso e exploração sexual, são também vítimas da impunidade. Pesquisas mostram que investigações desses crimes estão longe de pôr seus autores na cadeia. Os processos se arrastam, em muitos casos, até 14 anos, com raras condenações, ao mesmo tempo em que cresce a violência infanto-juvenil.

Levantamento da Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente (Anced), que resultou no livro “Impunidade! Até quando?”, mostra que, dos 24 crimes mais violentos pesquisados entre os anos de 1999 e 2000, em todo o país, 85% não apresentam qualquer solução. Desse universo, o tempo de duração do processo é de mais de dez anos (38,1%). Apenas 9,5% dos processos duraram até cinco anos.

— Ao não adotar políticas de proteção à criança e ao adolescente, o Estado se torna duplamente o maior violador dos direitos dessas pessoas, já que a pesquisa também mostra que 33% dos crimes analisados foram cometidos por agentes policiais — diz a coordenadora do grupo de trabalho sobre impunidade da Anced, Enza Mattar.” Leia mais em O Globo

“K. tem 5 anos. Aos 4, foi violentada por Wilson Petronilo de Sá, de 40 anos, segundo consta em inquérito na Gerência de Proteção à Criança e ao Adolescente de Pernambuco. O acusado é filho da madrinha da garota e era pessoa de confiança da família. O crime ocorreu há quase um ano, mas, até hoje, permanece impune. O criminoso mora duas casas depois da vítima, no Alto José do Pinho, Zona Norte de Recife, e passa freqüentemente em frente à residência da menina. A cada vez que ele se aproxima, a garota sente tremores e solta gritos de medo. Apesar de estar com prisão preventiva solicitada desde o ano passado, pela delegada Lúcia Fátima Gomes de Oliveira, até hoje o pedido ainda não foi analisado na Vara de Crimes Contra a Criança e o Adolescente.

— A criança sente que ele é um perigo para ela — afirma a bisavó da garota, de 73 anos.

A impunidade levou a aposentada à depressão e a ficar dois meses internada em um hospital público, deixando a garota, que vive com ela desde que nasceu, aos cuidados de uma tia. Hoje, a criança faz tratamento psicológico no Instituto de Medicina Materno Infantil (Imip).” Leia mais em O Globo

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