Archive for 16 de junho de 2007|Daily archive page

Charge do dia

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Operação limpeza

Nos últimos meses as notícias têm sido cada vez mais desagradáveis para os políticos brasileiros: Operação Furacão, Cheque-Mate, Renangate, etc. Todo mundo pede uma limpeza no Congresso Nacional, nas Assembléias e Câmaras de Vereadores. Seguindo o ditado de que “a voz do povo é a voz de Deus” o PP em Belo Horizonte, partido do Deputado Gil Pereira e do Vereador Ildeu Maia, resolveu começar a limpeza. E pela placa é banho completo.

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Veja 3: Diogo Mainardi é o Vavá da imprensa

“Gilberto Gil me considera o Vavá da imprensa. Ele declarou à Playboy que me acha ‘bonito, mesmo dizendo essas coisas todas’. Para Gilberto, sou inimputável como Vavá. Só para terminar: o que eu mais aprecio em Gilberto Gil também é seu aspecto físico”. Assinante lê mais aqui.

Veja 2: A ética que vem do pasto

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Reportgem de Otávio Cabral:
O Conselho de Ética do Senado deu na semana passada uma valiosa contribuição para consolidar a péssima reputação da classe política brasileira. Sem se preocupar em ao menos fazer de conta que pretendia investigar alguma coisa, o senador Epitácio Cafeteira, do PTB do Maranhão, concluiu que o presidente do Congresso, Renan Calheiros, não praticou atos que ferissem o decoro parlamentar ao utilizar os serviços de um lobista da empreiteira Mendes Júnior para pagar as despesas de uma filha durante quase dois anos. Cafeteira também não viu nada de mais no fato de esses serviços incluírem o empréstimo de um apartamento para encontros particulares e o uso do escritório da empreiteira como se fosse uma tesouraria de Renan Calheiros. O senador Epitácio também não detectou conflito algum no fato de o presidente do Congresso manter relações de amizade com um empreiteiro do calibre de Zuleido Veras, acusado de corrupção, formação de quadrilha e fraude em licitações. Se aprovada, a decisão de Cafeteira, além de constranger os políticos sérios, cria um novo e vergonhoso patamar ético no Parlamento. Qualquer senador pode sentir-se autorizado a receber um empreiteiro em sua casa, pedir-lhe um favor financeiro e, depois, compensá-lo com a apresentação de uma emenda ao Orçamento. Estará simplesmente seguindo a jurisprudência criada pelo senador Cafeteira. Assinante lê mais aqui.

Foto: Wilson Dias/ABR

Veja 1: Que Estado é este?

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Até pouco tempo atrás a ordem natural das coisas no Brasil era que, em busca de progresso social e econômico, os melhores filhos de pais funcionários públicos procurassem carreiras como profissionais liberais ou em grandes empresas privadas. Hoje o sentido da corrida se inverteu. Um dos grandes sonhos da classe média brasileira que começa a vida economicamente ativa é passar em um concurso que dá acesso a um emprego público na União, no estado ou na prefeitura. Pelo volume e pela qualidade dos cargos oferecidos, a corrida por cargos públicos não tem precedentes na história brasileira. Trabalhar para o estado tornou-se a opção preferencial de um enorme contingente de jovens recém-saídos da faculdade e até de profissionais sem maiores chances de ascensão no setor privado.

A proporção de funcionários públicos entre os trabalhadores com carteira assinada no Brasil passou de 17%, na década de 80, para 22%, hoje. É uma proporção maior do que a do Chile, da Argentina, dos Estados Unidos, da Inglaterra. Ela só é menor do que na França (23%), entre as democracias industriais modernas do Ocidente. Parte disso se explica pela cruel lei das burocracias, segundo a qual, deixadas à própria sorte, elas crescem de tamanho e ampliam indefinidamente seus privilégios. Outra parte se explica pelo gigantismo do estado brasileiro, que obriga os cidadãos a trabalhar 145 dias por ano, ou cinco meses, ou, para ficar ainda mais claro, de janeiro a maio, só para custear as despesas do governo. Mas a questão não se esgota nisso. Do lado positivo, as novas levas de funcionários públicos estão ajudando a criar burocracias mais eficientes e menos delinqüentes do que aquelas que tornaram a palavra guichê sinônimo de inferno no Brasil. Assinante lê mais aqui.

Montagem sobre foto de Ernani d’Almeida

Capa da Veja (16/06)

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Renan terá de explicar como conseguiu a alta rentabilidade na pecuária em Alagoas

Veja nos quadros abaixo a rentabilidade fantástica do Rei do Gado de Alagoas. As informações foram retiradas do blog do Fernando Rodrigues:

1) O quadro abaixo traz o sucesso empresarial do senador. 

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2) Eis aí um negócio bom. Vender bois em Alagoas.

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3) A fecundidade: vacas incríveis.

No Brasil, fazendas de boa tecnologia conseguem uma taxa de fecundidade de 73%. Ou seja, para cada 100 vacas, 73 conseguem parir bezerros com sucesso ao longo do ano.

É pouco para Renan. Num cálculo aproximado (pois ele não revela a composição de seu rebanho em detalhes), as vacas do presidente do Senado chegam a atingir uma taxa de fecundidade de até 90,8%. Uma beleza.

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4) A rentabilidade: coisa de 1º mundo

Eis aí um pecuarista de mão cheia. Poderia seria tranquilamente um grande ministro da Agricultura. O valor da arroba médio obtido por Renan é mais alto do que o praticado no Estado de São Paulo.

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5) As fazendas: faltam terras

Aqui, as fazendas do senador. Note a inconsistência no tamanho das terras e no rebanho colocado em cima. Faltam terras para tantos bois. Exceto, é claro, se o presidente do Senado tem um sistema intensivo de criação, confinando o gado. É possível? Claro, é possível…

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Relaxa e goza!

Manchetes do Dia (16/06)

Jornal de Notícias: Copasa pode devolver taxas

O Tempo: Nova denúncia prolonga a agonia de Renan Calheiros

Hoje em Dia: Crime aterroriza em novo golpe de celular

Estado de Minas: Perícia em notas adia julgamento de Renan