Archive for 14 de junho de 2007|Daily archive page

E agora, Renan?

Clique na imagem para ver a matéria do Jornal Nacional (14/06) que comprova falhas nos recibos apresentados pelo Senador Renan Calheiros ao Conselho de Ética do Senado. E agora, Senador?

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Em primeira mão: suposto assassino do menino Sidney é preso

Foi preso na manhã desta quinta-feira, 14, o acusado do assassinato do jovem Sidney Junior Andrade Souza, 10 anos, crime que chocou Montes Claros neste mês de junho. O preso, de nome Francisco Reis de Almeida, 19 anos, vulgo Dé, filho de Maria Rabo de Peixe, está neste momento sendo ouvido na delegacia regional de polícia civil.

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Fonte: Site do Jornal O Norte / Fotos: Wilson Medeiros

Charge do dia

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Privacidade? Onde?

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Conheci um site que presta um suposto “serviço” à população brasileira. Tudo bem, até que presta, mas na situação atual de violência que rondam os lares brasileiros a idéia parece meio absurda. Com uma interface simples e limpa o site FONELISTA pede apenas para que se digite o Nome + Palavra-Chave + Estado e retorna o telefone e endereço da pessoa. A base de dados utilizada é certamente de operadoras telefônicas. Há uma suposta “segurança” ao se pedir informações sobre “Lula”, por exemplo. Mas basta digitar a palavra de segurança e a pesquisa é concluída. A procura por nomes famosos de astros globais também retorna com telefone e endereço. Sei que a informação está disponível nas Listas Telefônicas, mas divulgá-las na Internet? Sei não…achei a idéia muito perigosa.

Vi a dica do site no Charles? Que Charles?

Quem foi quem na sessão do Conselho de Ética

Como se comportaram hoje na sessão do Conselho de Ética as principais figuras do Senado:

epitacio2.jpgEpitácio Cafeteira (PTB-MA) – relator do processo, defendeu Renan Calheiros sem pestanejar. E se recusou a ouvir o depoimento do advogado de Mônica antes que seu relatório fosse votado: “Não tem sentido eu não acreditar no presidente do Senado para acreditar num advogado que nega tudo (o que Renan diz)”. Foi inflexível e não aceitou nenhuma sugestão feita pelos demais integrantes do Conselho. “Não mudo uma vírgula no meu relatório”, disse.

siba2.jpgSibá Machado (PT-AC) – presidente do Conselho, deixou que todos falassem e brigassem entre si. Ficava apenas no controle para garantir que não houvesse bate-boca. Tentou ao máximo ficar de fora das polêmicas. Ao final, teve de se posicionar e acabou por decidir em favor de Renan, marcando a sessão para engavetar o processo para sexta-feira.

renan.jpgRenan Calheiros (PMDB-AL) – presidente do Senado e representado no Conselho, não apareceu na sessão, mas atuou de fora para facilitar sua vida. Mandou para a sessão dois subordinados que nada tinham a ver com o Conselho: a secretária da Mesa Diretora, Cláudia Lyra, e o advogado-geral do Senado, Alberto Caiscais. Cláudia ficou o tempo todo ao pé do ouvido de Sibá. Caiscais ficou sentado assistindo e acompanhando cada detalhe da sessão. Renan suspendeu ainda a sessão do plenário para que a TV Senado transmitisse ao vivo a sessão do Conselho. Sabia que seria absolvido e queria que todo mundo visse.

juca.jpgRomero Jucá (PMDB-RR) – líder do governo no Senado, atuou como principal defensor de Renan Calheiros. Tentou acelerar ao máximo a votação do arquivamento da ação no Conselho de Ética. Tratou de derrubar a proposta de ouvir os depoimentos do advogado da jornalista Mônica Veloso, Pedro Calmon, e do lobista da construtora Mendes Júnior, Cláudio Gontijo, antes que o processo fosse julgado. Fez a defesa explícita do colega Renan.

torres.jpgDemóstenes Torres (DEM-GO) – desde ontem, dizia que não concordaria com o arquivamento sumário da representação sem que se ouvissem os envolvidos – a jornalista Mônica Veloso, que tem uma filha com Renan, e o lobista da construtora Mendes Júnior, Cláudio Gontijo. Na sessão de hoje, insistiu desde o início para que depoimentos e investigações fossem feitos antes da conclusão do processo. “Não há nenhum procedimento em que não se tenha feito uma investigação. Será o primeiro caso”, disse logo no início da sessão. Passou as quatro horas da sessão do Conselho repetindo a mesma tese, mas foi derrotado.

virgilio.jpgArthur Virgílio (PSDB-AM) – líder do PSDB no Senado, sugeriu que a votação fosse marcada para sexta-feira, como foi, e que nesse meio tempo fossem ouvidos o advogado da jornalista Mônica Veloso, Pedro Calmon Filho, e Cláudio Gontijo. A proposta não estava amparada pelo regimento. Além disso, a tropa de choque de Renan não aceitou o acordo.

ideli.jpgIdeli Salvatti (PT-SC) – líder do PT no Senado, foi das mais aguerridas defensoras de Renan e crítica da imprensa. Chegou a sugerir sansões à revista VEJA, autora da matéria que gerou o processo: “Eu quero saber se vai ter Conselho de Ética para o decoro jornalístico”. Levantou e sentou várias vezes, fez breves reuniões e volta e meia cochicou com os colegas.

agripino.jpgJosé Agripino (DEM-RN) – líder do DEM no Senado, chegou no final da sessão para concordar com a sugestão de Arthur Virgílio de que a votação do processo fosse adiada e testemunhas fossem ouvidas. Não insistiu muito para não desagradar o amigo Cafeteira.

raupp.jpgValdir Raupp (PMDB-RO) – líder do PMDB, fez a proposta mais favorável a Renan: votar em 24 horas o arquivamento da ação para terminar com o caso. “Em 24 horas dá tempo para ler um livro de 400 páginas. Vamos votar isso para que o Senado não continue sangrando”.

nery2.jpgJosé Nery (PA) – líder do PSOL, estava isolado na sessão. Foi o autor da representação contra Renan e assumiu um papel de promotor, insistindo para que a investigação fosse aprofundada. Não conseguiu e criticou o Conselho.

Renan quase livre

No Estadão On Line:
O presidente do Conselho de Ética do Senado, senador Sibá Machado (PT-AC), aceitou pedido coletivo de vista do parecer em que o relator do processo contra o presidente da Casa, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), por suposta quebra de decoro parlamentar, manda arquivar o caso. O pedido de vista vale até as 10 horas da próxima sexta-feira.

Entretanto, uma reação do PSDB, DEM e do PSB inviabilizou a estratégia traçada pelos aliados do senador Renan. O próprio senador foi procurado, separadamente, por senadores do PSDB e pelo senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Eles defenderam mais tempo para discutir o assunto e ouvir duas testemunhas, alegando também que apressar o fim do processo seria desgastante para o Senado e a idéia de que tudo terminara em pizza.

A mesma posição foi defendida pelo senador Renato Casagrande (PSB-ES) e também pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP). Renan Calheiros, que queria encerrar o episódio ainda na semana passada, ouviu as ponderações dos colegas dos partidos de oposição. “O Senado não pode ficar sangrando”, disse o líder do PMDB, senador Waldir Raupp (RO), que queria fixar um prazo de 24 horas para o pedido de vista apresentado pelo senador Jefferson Péres (PDT-AM) ao relatório do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA), que propôs o arquivamento do processo contra Renan.

Jefferson Péres disse que 48 horas seria pouco e defendeu cinco dias para a votação do processo no Conselho de Ética. Ao final da sessão, o presidente do Conselho, senador Sibá Machado (PT-AC), optou pela proposta do PSDB e marcou uma nova reunião na próxima sexta-feira, não deixando claro se as duas testemunhas serão ouvidas.

Lula em dois momentos

Editorial de O Estado de S.Paulo, hoje:
“Com sete dias de intervalo, o presidente Lula teve duas reações distintas ao envolvimento do seu irmão mais velho, Genival Inácio, o Vavá, com o batoteiro Nilton Cezar Servo, preso pela Polícia Federal (PF) sob a acusação de chefiar a máfia dos caça-níqueis baseada em Mato Grosso do Sul. Da primeira vez, na terça-feira da semana passada, em Nova Délhi, Lula enfrentou com elegância e propriedade a constrangedora situação em que foi posto ao se tornar público que a PF vasculhara, com autorização judicial, a casa de Vavá em São Bernardo do Campo. Pior, soube-se ainda que os federais haviam pedido a decretação da sua prisão preventiva, mas não foram atendidos – diferentemente do que ocorreu no caso de Dario Morelli Filho, o compadre do presidente apontado como sócio de Servo. (Ambos já foram soltos.)

Lula fez questão de separar parentesco e função pública. Falando como irmão, disse “não acreditar mesmo, de verdade” nos malfeitos atribuídos a Vavá. Falando como presidente, como deixou claro, disse que “se a Polícia Federal tinha uma autorização judicial e o nome dele aparecia, paciência”. Instado anteontem a se manifestar de novo sobre o caso – o que se recusara a fazer na Alemanha, depois da visita à Índia, dizendo que só trataria disso no Brasil -, ele foi menos claro. Revivendo o costume de recorrer a metáforas para lidar com situações embaraçosas, enveredou pela ictiologia ao comparar o irmão a um lambari apanhado em meio a um “cardume de pintados”, que apenas teria ganho notoriedade por ser um “lambari especial”, dada a relação de parentesco entre eles. E emendou: “Vavá está mais para ingênuo do que para lobista.” Leia mais aqui

O banho, o plano e a gafe

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Na cerimônia de lançamento de um plano de incremento ao setor, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, foi irônica na resposta sobre a solução dos problemas de atrasos e filas enfrentados pelos passageiros nos aeroportos: “Relaxa e goza, porque você vai esquecer o transtorno”, sugeriu. Mais tarde, divulgou nota pedindo desculpas pelo conselho e reconhecendo que a declaração foi infeliz. O plano prevê investimentos de R$ 984 milhões, até 2010, para estimular o turismo interno e divulgar o Brasil no exterior.

Manchetes do Dia (14/06)

Jornal de Notícias: Chegam recursos para socorro de flagelados

O Tempo: Relator pede arquivamento de processo contra Renan

Hoje em Dia: Acidente ambiental dá 08 anos de prisão em MG

Estado de Minas: Engenheiros da barragem são condenados a 8 anos