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Charge do dia

Veja 6 – Mônica Veloso, a “gestante”, conta tudo

 Há duas semanas, VEJA revelou que o senador Renan Calheiros, do PMDB de Alagoas, teve algumas de suas despesas pessoais pagas por Cláudio Gontijo, lobista da construtora Mendes Júnior. O senador recorreu aos préstimos financeiros do lobista para pagar a pensão e o aluguel da jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha de 3 anos. Desde então, todos os personagens do caso já se manifestaram publicamente. O senador admitiu que pediu ao lobista que atuasse como intermediário entre ele e a jornalista, mas garantiu que o dinheiro era seu. O lobista, em depoimento no Senado, confirmou a versão do senador. Até a esposa de Calheiros, Verônica, falou sobre o caso, embora tenha discorrido sobre o romance extraconjugal do senador, assunto que só interessa a ela e ao seu marido, e não tenha dito mais do que uma palavra sobre a origem do dinheiro que bancava a pensão e o aluguel, assunto, esse sim, que interessa ao país.

A única personagem que ainda não havia contado sua versão resolveu falar. A jornalista Mônica Veloso, 38 anos, em entrevista exclusiva a VEJA, conta que:

• o dinheiro que recebia era sempre pago pelo lobista da Mendes Júnior;
• os pagamentos eram sempre em dinheiro vivo;
• como regra, os pagamentos eram feitos no escritório da Mendes Júnior em Brasília. Poucas vezes aconteceram fora dali;
• Renan Calheiros nunca falava de dinheiro e nunca lhe dissera que o dinheiro era dele;
• sempre que tinha de tratar de dinheiro, o interlocutor era o lobista Cláudio Gontijo, nunca o senador.
(…)

VEJA – Onde a senhora pegava o dinheiro?
MÕNICA – Na maioria das vezes, era no escritório da Mendes Júnior. Mas houve várias formas. Nos últimos meses da gravidez (a criança nasceu em julho de 2004) e no período do resguardo, o Cláudio me entregava os envelopes com dinheiro na minha casa, na minha produtora… Mas, depois disso, eu ia buscar o dinheiro na Mendes Júnior e o depositava na minha conta. Não tenho o costume de guardar dinheiro debaixo do colchão.

VEJA – A senhora pegava o dinheiro na portaria do edifício da Mendes Júnior ou entrava no escritório?
MÔNICA – Eu chegava ao prédio e me identificava na portaria. Eles anotam nome, identidade, hora e a sala aonde você vai. Se eles guardaram esses registros, é só conferir que minhas entradas estarão todas lá. Eu pegava o elevador até o 11º andar. Lá, me anunciava no interfone e a secretária abria a porta do escritório.

(…)
A entrevista de Mônica, associada ao depoimento do lobista e aos extratos do senador, derruba algumas versões e mantém a dúvida central: quem pagava as despesas do senador? Na semana passada, o conselho de ética do Senado abriu processo para investigar as ligações do senador com o lobista. O senador não gostou. Preferia que o caso fosse encerrado logo. Mas é engano imaginar que a abertura de processo significa que o Senado está empenhado numa investigação séria. A maioria dos senadores está decidida a acabar com o assunto de uma vez, mas precisa produzir ao menos um simulacro de legalidade. É assim que funcionam os clubinhos fechados. O relator do caso será o senador Epitácio Cafeteira, 82 anos, do PTB do Maranhão, aliado de Renan Calheiros e José Sarney. Quando o jornal O Globo perguntou a Cafeteira se ele pretende convocar a jornalista para depor, o senador deixou evidente sua disposição de abafar o caso: “Chamar a moça para quê? Para fofocar?”. Não, Cafeteira, chame a moça para ajudá-los a fazer contas. Assinante lê mais aqui

Foto: Anderson Schneider

Veja 5 – Diogo Mainardi: “Eu quero saber de tudo”

Um delegado da Polícia Federal, citado por O Globo, definiu Vavá como “um cara simples, quase analfabeto, que enrola as pessoas”. Eu diria que ele possui todos os predicados para suceder ao presidente da República. Vavá 2010.
(…)
Lula tem direito a uma vida particular? Renan Calheiros tem direito a uma vida particular? Algum político tem direito a uma vida particular? A imprensa acredita que sim. Mais do que isso: a imprensa acredita que pode determinar o que é um fato de interesse particular e o que é um fato de interesse público.
(…)
Os jornalistas conhecem a intimidade dos políticos. Eles ficam a maior parte do tempo bisbilhotando os detalhes mais sórdidos sobre essa gente. Mas só publicam o que, para eles, estamos aptos a entender. (…)

Eu nunca me escandalizo com o comportamento dos outros. Mas me recuso a aceitar que a imprensa imponha seus valores omitindo os fatos. Se um senador é adúltero, eu quero saber. Se uma ministra dormiu com um presidente, eu quero saber. Se a mesma ministra traiu o marido com um líder oposicionista, eu quero saber. Depois concluo do jeito que quiser.

Os brasileiros acham que o fetiche da imprensa americana pela vida amorosa dos políticos é um sinal de jequice. Eu acho que jequice é delegar a um repórter de uma sucursal de Brasília a escolha sobre o que eu devo ou sobre o que eu posso saber.
(…)
A política brasileira é repulsiva. A gente deveria punir os políticos arruinando sua vida particular. Ao contrário do que se diz, não há nada de errado nisso. Se as aventuras sexuais de Marco Antônio foram relatadas pelos romanos, por que os brasileiros não haveriam de relatar as de Renan Calheiros?
(…)
Íntegra da coluna aqui

Veja 4 – A “boliburguesia” de Chávez

(…)
Conforme o próprio Chávez não se cansa de repetir, seu projeto consiste em eliminar a “elite oligárquica” do país – através da expropriação de empresas privadas, da censura aos formadores de opinião e da criação de um partido único, entre outras medidas autoritárias. O que o aspirante a ditador não diz (mas todo vendedor de artigos de luxo em Caracas sabe) é que ele está apenas substituindo a tradicional elite venezuelana por outra, formada por altos funcionários públicos corruptos, sindicalistas e empresários cujo principal mérito é bajular o ditador. Na Venezuela, essa nova classe é chamada de “boliburguesia”, uma alusão a duas das expressões mais usadas por Chávez: bolivariano e burguesia.
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A boliburguesia de Chávez pode ser facilmente identificada nas lojas de Caracas de duas maneiras. Primeiro, através do uso do bonezinho vermelho, peça básica do vestuário dos militantes chavistas. Segundo, pelo estranho hábito que seus integrantes têm de pagar tudo com pilhas e pilhas de dinheiro vivo.
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O carro preferido da elite bolivariana é o Hummer H2, de 100.000 dólares. A loja Super Autos vendeu, só neste ano, duas dezenas de unidades do modelo, a maioria para chavistas. Em março, o governador do estado de Carabobo, Luis Acosta Carlez, um expoente do chavismo e ele próprio dono de um Hummer, disse em uma entrevista na TV: “Por que nós, os revolucionários, não temos o direito de ter um Hummer? Se ganhamos dinheiro, podemos comprar”. Assinante lê mais aqui

Foto: Jorge Silva/Reuters

Veja 3 – Uma vitória contra o porno-marxismo

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Ao se interessar pelo material didático usado na escola da filha, a dona-de-casa Mírian Macedo, 53 anos (foto acima), levou um susto. Ela correu ao Colégio Pentágono, de São Paulo, um dos que aplicam as apostilas, decidida a cancelar a matrícula da filha. Luísa, de 15 anos, estudava lá havia nove. Mírian condensou as passagens que soavam a ela como “panfletagem grosseira” em um texto no qual denuncia o que chama de “Porno-marxismo”. Em março, o artigo da dona-de-casa passou a circular na internet. O caso acabou na Justiça. Por meio de uma liminar, o COC exigiu a retirada do nome da instituição do documento. Há duas semanas, a Justiça reavaliou a questão e deu a Mírian o direito de divulgar a versão original. O COC, por sua vez, avisou que fará uma revisão de suas apostilas, usadas por 220.000 estudantes. Reconhece Chaim Zaher, o dono do grupo: “Erramos mesmo”.
(…)
Apostilas e livros didáticos adotados pelas escolas brasileiras estão contaminados pela doutrinação política esquerdizante. Resume o sociólogo Simon Schwartzman: “As crianças não aprendem mais o nome dos rios ou as datas relevantes da história da humanidade. Elas estão tendo contato com uma ciência social superficial, marcada pela crítica marxista vulgar”.
(…)
O colégio onde estuda a filha reagiu com coragem e correção. Não renovou o contrato com o COC e mandou tirar de sua própria apostila o texto em questão. Assinante lê íntegra aqui

Foto: Roberto Setton

Curioso para ler o texto da Sra. Mírian Macedo? Segue abaixo:

Acabei de tirar minha filha, de 14 anos, do Colégio Pentágono/COC (unidade Morumbi – São Paulo) em protesto contra o método pedagógico “porno-marxista” adotado pela escola no ensino médio este ano. O sistema COC, que começou como cursinho pré-vestibular há cerca de 40 anos em Ribeirão Preto-SP, está implantado hoje em mais de 150 escolas em todo Brasil, atingindo cerca de 200 mil alunos. O Pentágono – que, além do Morumbi, tem colégios em Alphaville e Perdizes – é uma das escolas-parceiras.
As provas de desvio moral-ideológico são incontáveis. Numa apostila de redação, a escola ensina “como se conjuga um empresário” e, para tanto, fornece uma seqüência de verbos retratando a rotina diária deste profissional:

“Acordou, barbeou-se… beijou, saiu, entrou… despachou… vendeu, ganhou, lucrou, lesou, explorou, burlou… convocou, elogiou, bolinou, estimulou, beijou, convidou… despiu-se… deitou-se, mexeu, gemeu, fungou, babou, antecipou, frustrou… saiu… chegou, beijou, negou, etc., etc.”.

A página 4 da apostila de Gramática ostenta a letra de uma música de Charlie Brown Jr, intitulada Papo Reto (Prazer É Sexo O Resto É Negócio) – assim mesmo, tudo em maiúscula, sem vírgula. Está escrito:
“Otário, eu vou te avisar:/ o teu intelecto é de mosca de bar/ (…) Então já era,/ Eu vou fazer de um jeito que ela não vai esquecer”.

Noutro exemplo, uma letra de Vitor Martins, da música Vitoriosa:
“Quero sua alegria escandalosa/ vitoriosa por não ter vergonha/ de aprender como se goza”.

As apostilas de História e Geografia, pontilhadas de frases-epígrafes de Karl Marx e escritas em ‘português ruim’, contêm gravíssimos erros de informação e falsificação de dados históricos. Não passam, na verdade, de escancarados panfletos esquerdejosos que as frases abaixo, copiadas literalmente, exemplificam bem:
“Sabemos que a história é escrita pelo vencedor; daí o derrotado sempre ser apresentado como culpado ou condições de inferioridade (sic). Podemos tomar como exemplo a escravidão no Brasil, justificada pela condição de inferioridade do negro, colocado (sic) como animal, pois era ‘desprovido de alma’. Como catequizar um animal? Além da Igreja, que legitimou tal sandice, a quem mais interessava tamanha besteira? Aos comerciantes do tráfico de escravos e aos proprietários rurais. Assim, o negro dava lucro ao comerciante, como mercadoria, e ao latifundiário, como trabalhador. A história pode, dessa forma, ser manipulada para justificar e legitimar os interesses das camadas dominantes em uma determinada época”.

Sandice é dizer que a Igreja legitimou a escravidão. Em 1537, o Papa Paulo III publicou a Bula Veritas Ipsa (também chamada Sublimis Deus), condenando a escravidão dos ‘índios e as mais gentes’. Dizia o documento, aqui transcrito em português da época que “com authoridade Apostolica, pello teor das presentes, determinamos, & declaramos, que os ditos Indios, & todas as mais gentes que daqui em diante vierem á noticia dos Christãos, ainda que estejão fóra da Fé de Christo, não estão privados, nem devem sello, de sua liberdade, nem do dominio de seus bens, & que não devem ser reduzidos a servidão”.

Outra pérola do samba do crioulo doido, extraída da apostila de História:
“O progresso técnico aplicado à agricultura (…) levou o homem a estabelecer seu domínio sobre a produção agrícola em detrimento da mulher”.

Ok, feministas. Agora, tratem de explicar a importância e o poder das inúmeras deusas na mitologia dos povos mesopotâmicos, especialmente Inana/Ishtar, chamada de Rainha do Céu e da Terra, Alta Sacerdotisa dos Céus, Estrela Matutina e Vespertina e que integrava, com igual poder, a Assembléia dos Deuses, ao lado de Anu, Enlil, Enki, Ninhursag, Nana e Shamash. Na Suméria,”tanto deuses quanto deusas eram patronos da cultura; forças tanto femininas quanto masculinas estavam envolvidas com a criação da civilização. A realidade dos papéis das mulheres dentro de casa estava em perfeito acordo com a projeção destes papéis no mundo divino”. (Tikva Frymer-Kensky em seu livro de 1992, In the Wake of Goddesses: Women, Culture and Transformation of Pagan Myth. Fawcet-Columbine, New York.

Mais delírio marxista de viés esquerdológico:
“Estas transformações provocaram a dissolução das comunidades neolíticas, como também da propriedade coletiva, dando lugar à propriedade privada e à formação das classes sociais, isto é, a propriedade privada deu origem às desigualdades sociais – daí as classes sociais – e a um poder teoricamente colocado acima delas, como árbitro dos antagonismos e contradições, mas que, no final de tudo, é o legitimador e sustentáculo disso: o Estado”. (Definição de propriedade privada, classes sociais e de Estado, em sentido marxista, no neolítico, nem Marx!).

Calma, não acabou: No capítulo sobre a Mesopotâmia, a apostila informa que o deus Marduk (grafado Manduque) ordenou a ‘Gilgamés’ que construísse uma arca para escapar do dilúvio. (Gilgamesh é, na verdade, descendente do Noé caldeu/sumério, chamado Utnapishtin/Ziusudra. É Utnapishtin que conta a Gilgamesh a história da arca e do dilúvio. Há versões em que Ubaretut, filho de Enki, é que é o verdadeiro Noé; Utnapishtin apenas revela a história do dilúvio a Gilgamesh).

Outro trecho informa que o “dilúvio seria enviado por Deus, como castigo às cidades de Sodoma e Gomorra”. (Em Genesis (19,24), lê-se: “O Senhor fez então chover do céu enxofre e fogo sobre Sodoma e Gomorra”. Além disto, a destruição de Sodoma e Gomorra nada tem a ver com Noé e sim, com o patriarca Abraão e seu sobrinho Ló).

Outros achados:
“Diz a tradição que Sargão era filho de um jardineiro, o que nos faz pensar que, nesta época, como era possível alguém das chamadas camadas baixas da sociedade, ter acesso ao poder?”. (Que reflexão revolucionária! E que estilo!).

No capítulo “Geografia das contradições” lê-se: “Uma das graves contradições relaciona-se à economia: na sociedade capitalista quase todos trabalham para gerar riquezas, mas apenas uma minoria burguesa se apropria dela (sic) (…) Por outro lado, é necessário compreender que a sociedade foi e é organizada por meio das relacões sociais de produção. Entre nós, e na maioria dos países, temos o modo de produção capitalista, em que a relação básica é representada pelo trabalho. Nele encontram-se os proprietários dos meios de produção e os trabalhadores que, não possuindo os meios de produção, vendem sua força de trabalho”. (Marxismo puro, simples assim).

O mais grave é que estas apostilas, de viés ideológico explícito, vêm sendo adotadas por um número cada vez maior de escolas no País. Além das escolas próprias, o COC faz parcerias com quem queira adotar o sistema, como aconteceu este ano com o Colégio Pentágono, onde minha filha estuda desde o primário. Estas apostilas têm de ser proibidas e as escolas-parceiras e o COC têm de ser responsabilizados. É a escuridão reinante.

Veja 2 – Para nunca mais perguntar quem matou JFK

Resenha do livro Reclaiming History (algo como “História Resgatada”), do promotor americano Vincent Bugliosi.

“Ah… o assassino pode também ter sido Larry Crafard. Larry quem? Ora bolas, o vigia noturno do Carousel Club, a boate cujo dono era Jack Ruby, o homem que matou Lee Oswald. Crafard é o candidato a assassino preferido do maior de todos os autores de teorias conspiratórias, o promotor Jim Garrison, de Nova Orleans, vivido no cinema pelo astro Kevin Costner em JFK, filme de Oliver Stone, exibido no Brasil em 1991. Qual a evidência contra Larry Crafard? Depois do assassinato de Kennedy, o desempregado Crafard voltou de carona para sua cidade natal, no estado de Michigan. Só isso? Só. Mas é desse material que são construídas as teorias conspiratórias. A escassez de lógica, paradoxalmente, as torna bem mais difíceis de ser dinamitadas por provas reais.

Além de fluidas, incorpóreas, transmissíveis como o vírus da gripe no vagão do metrô, as teorias sobre a morte de JFK têm um grande aliado, a natural, e em muitos casos amplamente justificada, incredulidade das pessoas diante de versões oficiais. Sete de cada dez americanos recusam a idéia de que Lee Oswald agiu sozinho no dia 22 de novembro de 1963, em Dallas. Cinco em dez preferem acreditar que Deus criou todos os seres vivos como descrito no livro bíblico Gênesis a aceitar a teoria da evolução de Charles Darwin. Quatro em dez acham que o homem nunca foi à Lua e que a Nasa inventou tudo. O número de americanos que acreditam em anjos é maior que o daqueles que acreditam em antibióticos.

Mas, como Vincent Bugliosi mostra, não se pode colocar todo o peso da propagação das mentiras no caso JFK sobre os ombros das pessoas que acreditam nelas. O livro de Bugliosi tem o pomposo título de Reclaiming History, que pode ser traduzido para História Resgatada. Ele foi escrito não apenas para convencer o leitor de que Lee Oswald agiu sozinho mas para provar que as teorias conspiratórias não passam de idiotices produzidas por pessoas movidas pelas mais diversas razões. Essa é uma abordagem bem mais proativa do que, por exemplo, a adotada por outro formidável livro, Case Closed (Caso Encerrado), de Gerald Posner, que se limita a demonstrar que o tiro que matou Kennedy foi dado por Lee Oswald. Bugliosi faz um livro de combate. Ele assume o tom usado pelos promotores nos tribunais do júri. Quer e consegue incriminar Lee Oswald, que, pelas páginas de “História Resgatada”, finalmente enfrenta a justiça dos homens – uma vez que Jack Ruby o colocou diante do tribunal divino dois dias depois do crime. Bugliosi consegue também, e o faz com um prazer indisfarçável, destruir as teorias conspiratórias que proliferaram depois da morte de Kennedy.” Assinante lê mais aqui

Veja 1 – Mais sexo, menos Aids?

Equações e estatísticas se prestam a sustentar quaisquer teses e a resolver todos os problemas do mundo. Desde, é claro, que se ajeitem as variáveis direitinho, de forma a atingir o objetivo desejado. Steven Landsburg, professor de economia da Universidade de Rochester, no estado de Nova York, domina essa arte com mestria. Dotado de uma sólida formação matemática, ele se diverte construindo raciocínios lógicos para defender teses politicamente incorretas. Por exemplo: mais sexo pode retardar a contaminação pelo vírus do HIV. Ou: pornografia on-line reduz a ocorrência de estupros. Landsburg é colunista da revista on-line Slate e pioneiro no uso de métodos e ferramentas econômicas para contrariar convicções e desvendar os mistérios da vida cotidiana. O primeiro de seus três livros, The Armchair Economist: Economics and Everyday Life (O Economista de Poltrona: Economia e o Cotidiano), de 1993, serviu como referência a Steven Levitt, autor do best-seller Freakonomics e o mais notável entre a geração dos economistas pop. Ao contrário de Levitt, no entanto, Landsburg não só desafia o senso comum. Também o agride, com um humor lúgubre e com uma lógica nem sempre convincente, mas divertida e suficientemente hermética para não ser desmentida.
(…)
Escreve Landsburg: “Imaginem Martin, um jovem cuidadoso e charmoso com uma história sexual limitada e que flerta com sua colega de trabalho Joan. Martin e Joan nutrem a esperança de ficar juntos na festa de fim de ano da empresa. Infelizmente, ao ir para o trabalho na manhã da festa, Martin lê no metrô um aviso do Ministério da Saúde que prega as virtudes da abstinência e decide faltar à festa. Joan, então, cai nas garras de Maxwell, igualmente charmoso, mas menos prudente. E Joan pega aids”. Por ser mais cuidadoso, sustenta Landsburg, Martin teria o poder de tirar Joan da linha de perigo. Mas e se Martin for à festa e, em vez de ficar com Joan, cair ele mesmo nas graças de Maxwell? Responde Landsburg: “Martin nos prestaria um segundo favor, de natureza macabra: nesse caso, por ser mais recluso que Joan, Martin irá para casa, viverá solitário e, quando morrer, levará o vírus com ele”. E se Maxwell, insaciável, contaminar Joan e Martin na mesma noite? Aí está o calcanhar-de-aquiles da teoria de Landsburg.
Assinante lê a íntegra aqui

Capa da Veja (09/06)

Sai, satanás!

A bispa Sônia Hernandes e o apóstolo Estevam Hernandes, fundadores da Igreja Renascer em Cristo, deverão pagar uma multa por entrarem nos Estados Unidos com dinheiro não-declarado. A penalidade está prevista no acordo assinado nesta sexta-feira entre os advogados que defendem o casal e os promotores norte-americanos durante audiência realizada hoje no tribunal federal de Miami.

Os termos do acordo foram divulgados na tarde de hoje pela assessoria da igreja. Além da multa, o casal Hernandes deverá passar por um período chamado “probation”, provavelmente de um ano, no qual se compromete a não violar qualquer lei.

O acordo assinado hoje foi apresentado ao juiz Frederico Moreno, que marcou a sentença para o dia 17 de agosto. Até lá, enquanto o juiz analisa os termos do acordo e os documentos apresentados, Sônia e Estevam continuarão cumprindo prisão domiciliar em Miami.

Segundo a assessoria da Renascer, o acordo não prevê pena de prisão a Sônia e Estevam, mas evitará que eles sejam levados a júri popular, pois assumiram a culpa.
No início de janeiro, Sônia e Estevam foram presos pela polícia americana acusados de entrarem nos Estados Unidos com dinheiro não-declarado. Segundo a polícia, eles estavam com US$ 56 mil (em espécie), mas declararam à alfândega que não possuíam mais do que US$ 10 mil.

A multa prevista no acordo pode ser no valor total ou parcial da quantia que eles entraram nos Estados Unidos. Segundo a assessoria da Renascer, o casal prefere não se manifestar sobre o caso e aguardará o pronunciamento do juiz “com serenidade e a confiança de sempre em seus atos”.

Homem em cadeira de rodas fica preso a caminhão a 80 km/h

Um usuário de cadeira de rodas ganhou uma carona indesejada em alta velocidade pelas estradas do Estado americano de Michigan depois que sua cadeira ficou presa à grade dianteira de um caminhão. Segundo a polícia da cidade de Paw Paw, o homem de 21 anos, que não teve seu nome divulgado, passava em frente a um caminhão que deixava um posto de gasolina quando a parte traseira de sua cadeira ficou presa à frente do veículo. Sem saber que tinha um novo passageiro, o motorista do caminhão seguiu viagem, chegando a uma velocidade de 80 km por hora. Motoristas que viram a cena avisaram a polícia.

Vários quilômetros adiante, o motorista estacionou o caminhão em um depósito, e só então ficou sabendo que tinha carregado o homem durante todo o percurso.

De acordo com a polícia, o motorista só se convenceu de que tinha um homem em uma cadeira de rodas preso ao seu caminhão quando viu o “passageiro” com seus próprios olhos.

O homem ficou o tempo todo preso à cadeira de rodas por um cinto de segurança e não sofreu ferimentos.

Conforme a polícia, ele disse que foi “uma viagem e tanto”, e só reclamou que, durante o “passeio”, acabou derrubando o refrigerante que tinha nas mãos.

Vi no site da BBC (português) e no SouthBendTribune.com (inglês)

PS: A notícia acima me parece completamente inverossímil. Mas foi destaque na BBC e no jornal regional (Michigan) SouthBendTribune. Se fosse em Montes Claros/MG, a terra dos buracos, o sortudo teria morrido nos primeiros 100 metros. A cadeira teria entrado num buraco e virado na frente do caminhão.

Manchetes do Dia (09/06)

Jornal de Notícias: Polícia registra outra tentativa de homicídio

O Tempo: Planos de saúde têm reajuste de 5,76%

Hoje em Dia: Plano de Saúde sobe 5,76%

Estado de Minas: Plano de saúde sobe o dobro da inflação