Irmão de Lula pedia propina a bingos

vava.jpgInvestigações da Polícia Federal revelam que o irmão mais velho do presidente Lula, Genival Inácio da Silva, o Vavá, 66, pedia propinas para empresários de bingos e caçaníqueis envolvidos em crimes, a pretexto de influir politicamente no executivo nacional e ainda explorar seu prestígio junto ao Poder Judiciário. Segundo a PF, Vavá pedia pequenas quantias, de R$ 2.000, R$ 3.000, para favorecer pessoas envolvidas com formação de quadrilha, contrabando e corrupção, presos na operação Xeque-Mate, mas não cumpria suas promessas. Cópias das gravações telefônicas e do inquérito seriam distribuídas ontem à noite aos advogados dos 79 acusados presos na operação. Foram entregues ontem cerca de 40 CDs à Justiça pelos delegados da PF que comandam a investigação.

“Ele (Vavá) não chegava a efetivar os pedidos, sequer os encaminhava, mas de qualquer modo, como irmão do presidente da República ele pedia dinheiro a pretexto de influir politicamente nas ações criminosas. E isso é crime”, afirmou um delegado da PF que atua no caso, cujo nome é preservado.

Além de gravações de telefonemas envolvendo Vavá , obtidos pela PF com autorização do juiz Dalton Conrado, de Campo Grande, um dos presos na operação Xeque-Mate, Andrei Cunha, aceitou o sistema de delação premiada e contou que o irmão do presidente pedia dinheiro.

Cunha é ex-gerente de uma casa de caça-níqueis de Nilton Cezar Servo, o principal chefe das quadrilhas investigadas na operação e de quem se tornou desafeto.

Nilton, que também está preso com a mulher, os três filhos e alguns funcionários de suas casas de caça-níqueis espalhadas no Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo e Minas Gerais, é amigo de Vavá e fazia festas em Caraguatatuba, na casa de praia de Dario Morelli Filho, compadre do presidente Lula.

“Na verdade, o Vavá é um cara simples, quase analfabeto, que enrolava as pessoas, porque não conseguia passar da porta do Palácio do Planalto, não tinha relações para isso”, disse outro delegado da Polícia Federal que também atua no caso (são dez delegados federais).

O ex-gerente Andrei Cunha contou à PF que Servo costumava ficar irritado com os pedidos de Vavá, que lhe pedia sempre pequenas quantias (entre R$ 2.000 e R$ 3.000). Todas as vezes que Servo ia a Caraguatatuba, Vavá lhe pedia dinheiro, de acordo com Cunha.

O advogado de Cunha, Marcelo Dib, confirmou ontem que seu cliente aceitou a delação premiada.

Outro delegado da PF informou que o ex-deputado Nilton Cezar Servo (PSB) era apenas uma das pontes de Vavá para o tráfico de influências e exploração de prestígio, crimes nos quais Vavá foi indiciado pela PF no inquérito que investiga a máfia dos caça-níqueis que atuam em seis Estados brasileiros.

Na realidade, Vavá só foi descoberto por causa de sua amizade com Servo, ao ser flagrado em uma das conversas monitoradas de Servo, segundo o delegado.

Fonte: Agência O Globo

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