Veja 3 – Diogo, o “Dono do Cavalo Marrom” do petismo

Segue trecho do texto de Diogo Mainardi.

Os petistas só se referem a mim como “O colunista” ou “O colunista da VEJA”. Trata-se de um tabu bastante comum entre os povos primitivos. Os índios nambiquaras nunca pronunciam os nomes dos outros membros da tribo. Eles acreditam que os nomes próprios possuem propriedades mágicas, sendo escolhidos diretamente por Dauãsununsu, o ente supremo. Revelá-los é um sacrilégio.

Os oromos, da Etiópia, nutrem o mesmo temor pelos nomes próprios. As mulheres oromos costumam denominar seus maridos a partir de alguma característica marcante. Podem chamá-los de “O Honesto”, ou “O Prudente”, ou “O Desdentado”, ou “O Dono do Cavalo Marrom”.

Eu sou o “Dono do Cavalo Marrom” dos petistas. Se eu sou o “Dono do Cavalo Marrom” dos petistas, eles só podem ser os meus oromos, os meus nambiquaras. Sinto em relação aos petistas o mesmo espanto e o mesmo encantamento que Claude Lévi-Strauss sentiu em relação aos selvagens de Mato Grosso. Claude Lévi-Strauss, num de seus principais tratados sobre o assunto, comparou os nambiquaras a “uma raça gigante de formigas”. Edgar Roquette-Pinto, que percorreu o território nambiquara duas décadas antes do antropólogo francês, definiu-os como “homens da Idade da Pedra”. O presidente americano Theodore Roosevelt, que também passou pelas terras dos nambiquaras, afirmou que eles “nem chegaram à Idade da Pedra, sendo ingênuos e ignorantes como animais domésticos”.

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