Em jantar, Lula queixa-se de que PT não o defende

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A exemplo que fizera com o PMDB, Lula jantou na noite desta terça-feira (24) com a bancada de congressistas do PT. Diferentemente do comportamento que adotara com os peemedebistas, aos quais brindou com afagos e elogios, o presidente cobriu os seus próprios correligionários de críticas e cobranças.

Lula queixou-se de que o seu partido não defende o governo. Rogou para que o PT não deixe a oposição sem respostas. Disse que muitas “provocações” têm ficado sem o devido contraponto. Algo que, segundo ele, não combina com o histórico do PT, habituado ao contraditório desde a sua origem sindical.

Informado previamente de que o petismo julga-se preterido no rateio de cargos do primeiro e do segundo escalões, Lula tratou de enquadrar o seu partido. Lembrou que o PT não tem maioria na Câmara. O que o obriga a se compor com outras legendas. E pôs-se a auto-elogiar-se por ter conseguido atrair para o seu lado uma coalizão que, segundo a sua definição, dá “conforto” ao governo no Congresso.

Reuniram-se em torno de Lula cerca de sete dezenas de congressistas e uma dúzia de ministros petistas. O repasto com os peemedebistas ocorrera na casa do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). O jantar com os petistas aconteceu na residência oficial do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP).

Os petistas foram ao encontro dispostos a cobrar mais atenção do presidente com a legenda que lhe dá abrigo. Foram, porém, enquadrados por Lula. Depois do discurso do presidente, não houve quem se animasse, por exemplo, a tratar de cargos, hoje a principal preocupação do PT.

Lula reteve também as críticas à política econômica do governo. Antecipando-se aos queixumes do partido, o presidente tratou de repetir que em nenhum outro instante da história do país o país esteve tão “preparado para crescer.” Na platéia, o deputado Antonio Palocci, ex-czar da economia no primeiro reinado, assentia com movimentos de cabeça.

Um dos presentes esboçou uma crítica a um dos tópicos do PAC, a regra que prevê que os reajustes salariais do funcionalismo público ficará limitado à variação anual da inflação, acrescida de 1,5%. Respondendo à crítica de que a medida impõe, na prática, um congelamento nos vencimentos dos servidores, o presidente perguntou: “Qual o governo que dá inflação e mais 1,5%?” Depois, disse que não se opõe à retirada da regra do pacote que instituiu o PAC. Mas, neste caso, afirmou, os servidores ficariam sem política salarial.

Fonte: Blog do Josias / Foto: Wilson Dias(ABr)

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