Posts de Setembro 26th, 2007|Página de posts diários

Charge do dia

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Lobão lança o movimento “Peidei, mas não fui eu”

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Por Josias de Souza: 

O roqueiro Lobão lançou o “Peidei, mas não fui eu.” Trata-se de um misto de movimento anárquico e embrião de partido político. Destina-se, segundo diz, a combater a corrupção que grassa no país. Diferentemente do “Cansei”, o “Peidei” não exclui Lula do rol de “malfeitores”. Em entrevista ao Programa do Jô, exibida na madrugada desta quarta-feira (26) Lobão disse que, quem tiver a oportunidade de examinar a mão do presidente da República, verá que ela está “amarela”.  Explicou que um dos objetivos do “Peidei” é o de “acordar” a esquerda brasileira, que, a seu juízo, anda meio “adormecida”. No seu melhor estilo, Lobão entoou a música-tema do seu movimento. Trata-se de uma paródia da célebre melodia “Que será que será”, do lulista Chico Buarque.

Na versão de Lobão, “Que será” virou “Quem Será que Peida” (ouça a música).

E se Walfrido Mares Guia fosse um sindicalista?

de Elio Gaspari para a Folha de São Paulo:

“Se o ministro da Articulação Política do governo fosse um petista saído do movimento sindical, o céu já teria desabado sobre Brasília.

Imagine-se um companheiro metido numa reunião para definir a arrecadação da caixinha eleitoral de um candidato que acabou derrotado na eleição de 1998. Some-se um empréstimo pessoal feito por esse mesmo petista ao candidato, depois de sua derrota. Walfrido Mares Guia fez tudo isso, mas o tucanato trata o assunto com um silêncio retumbante, indicador do oportunismo com que manipula a moralidade alheia.
Mares Guia não é um sindicalista, mas próspero empresário; não está no ABC, mas na plutocracia mineira; não se meteu na campanha dos companheiros, mas na do então governador Eduardo Azeredo, que viria a ser presidente do PSDB. Sua praia é outra, a do tucanato que considera falta de educação tratar das maracutaias do andar de cima.
A principal gracinha propagada pelos defensores de Eduardo Azeredo é a teoria do “não sabia”. Se ele não sabia que sua campanha era azeitada por recursos tungados à Viúva e entregues a Marcos Valério, qualquer tentativa de associá-lo à roubalheira é injusta. Afinal, Lula diz que não sabia das mesmas trambicagens, praticadas quatro anos depois pela direção do PT com o mesmo Marcos Valério. Nas palavras da assessoria do tucano: “As questões financeiras da campanha não foram de [sua] responsabilidade”.
Seria um caso clássico de dois pesos e duas medidas. Todavia, o argumento é falso. Para que fosse verdadeiro, precisaria aparecer um empréstimo pessoal de R$ 511 mil, feito por Lula junto a um petista amigo que participou da coordenação de sua campanha. (Em 2003, Paulo Okamotto, atual presidente do Sebrae, pagou uma conta de R$ 29 mil de Lula, mas não esteve na banca petista de 2002.) Isso não permite sugerir que Lula não sabia dos malfeitos de Delúbio Soares, ou que não sabe de onde veio o dinheiro de Okamotto. Indica apenas que não se acharam as suas impressões digitais. No caso de Azeredo, elas estão lá, no empréstimo de Mares Guia.
Quando um petista é confrontado com as mutretas de seus companheiros, se enraivece e atribui a referência a algum tipo de conspiração elitista. Quando um tucano fica na mesma situação, ofende-se e corre para a blindagem do silêncio. Assim desconversou-se em 2000, quando apareceram as planilhas da segunda campanha de FFHH. Elas indicavam um caixa clandestino de pelo menos R$ 8 milhões. Uma parte desse dinheiro passara pela destilaria de Marcos Valério, cuja tecnologia financeira foi adquirida pelo PT na eleição seguinte.
Vice-governador de Eduardo Azeredo, ministro de Lula, Mares Guia é uma encruzilhada de gentilezas. Foi na sua vizinhança (e de Lula) que se disparou a demissão do engenheiro Dimas Toledo de uma diretoria de Furnas. Essa foi a faísca que incendiou os sentimentos do deputado Roberto Jefferson e a crise do mensalão.
O PT já buscou a indulgência de seus crentes com a teoria do “fizemos-o-que-todo-mundo-faz”. A novidade no desdobramento das investigações do mensalão tucano está na paralisia mental do PSDB.
O comando tucano diz que vai discutir a situação de Azeredo. Vai nada. Se falasse sério, teria feito isso há dois anos. Correm atrás do prejuízo que poderá advir de uma denúncia do procurador-geral da República contra o ex-governador.

Governo ganha senadores, oposição míngua

De Cristiana Lôbo, no G1:

Começou ontem a debandada de senadores eleitos pela oposição rumo à base do governo, o que pode garantir maioria qualificada do Palácio do Planalto na Casa – podendo, teoricamente, chegar a 51 senadores. – número suficiente para aprovar emendas constitucionais, como a da prorrogação da CPMF. Mas dentro da base do governo, sempre aparecem defecções, como no PMDB e PDT. O Democratas deve perder quatro de seus 17 senadores.

O primeiro a sair deve ser o senador César Borges (BA), eleito com o apoio de Antonio Carlos Magalhães, que vai deixar o partido para ingressar no PR. Seu primeiro voto com o governo será pela indicação de Luiz Antonio Pagot para a diretoria-geral do DNIT, que está parada no Senado por conta da obstrução da oposição.

Pelos cálculos do governo, pelo menos mais três senadores devem seguir o caminho rumo ao governo Lula: Edison Lobão (MA), ligado à família Sarney; Romeu Tuma, que tem um filho Tuma Junior como Secretário de Justiça do Ministério da Justiça e Aldemir Santana, que é suplente do vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octávio. A lista ainda pode aumentar com Demóstenes Torres, que pretende abrir espaço na política goiana em outro partido. Ele já conversou com o presidente Lula sobre o assunto.

- Vou me desfiliar hoje. Faço uma cartinha e mando para o presidente do partido, lá na Bahia – disse César Borges. A carta será dirigida ao ex-governador Paulo Souto, hoje desafeto político de Borges.

O esforço do governo é chegar a três quintos do Senado para assegurar, com tranquilidade, a votação da prorrogação da CPMF. Com estas novas adesões, que podem acontecer todas ainda hoje e, ainda, ampliar.

César Borges disse que vai para a base do governo, mas ainda não assegura seu voto a favor da CPMF. Ele disse ter posição clara contrária ao chamado imposto do cheque, mas poderia votar a favor se o governo demonstrar “flexibilidade” – aceitando reduzir outros impostos ou a alíquota da CPMF.

STF nega pedido para votação secreta no Conselho de Ética do Senado

Do G1:

Senador Almeida Lima, aliado de Renan, havia entrado com mandado de segurança. Conselho de Ética vai decidir forma de julgamento de processos contra Renan.

O site do Supremo Tribunal Federal (STF) informou nesta terça-feira (25) que a ministra Cármen Lúcia indeferiu um pedido de liminar feito pelo senador Almeida Lima (PMDB-SE) para que fosse secreta a votação, no Conselho de Ética do Senado, dos processos contra o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Almeida Lima queria que o Supremo aplicasse ao Conselho de Ética a regra prevista na Constituição Federal para votação de processos de cassação de mandato no plenário do Senado. Esta regra determina que os votos dos parlamentares sejam secretos.

Segundo o site, o mandado de segurança pede que o presidente do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), seja notificado para que ”toda e qualquer votação referente a processo de cassação de mandato de senador seja conduzida por escrutínio secreto, especialmente os pareceres de conclusão das Representações nº 2, 3 e 4, de 2007″. As representações nº 2, 3 e 4 têm como alvo o presidente do Senado.

A assessoria de imprensa do STF informou que a íntegra da decisão da ministra ainda não estava disponível até as 15h20. A decisão final sobre o mandado de segurança cabe ao plenário do Supremo. 

Nesta quarta (26), o Conselho de Ética deve se reunir para decidir a forma de análise e julgamento das representações contra Renan Calheiros. 

No caso do primeiro processo contra Renan, em que o senador era suspeito de ter tido contas pessoais pagas por um lobista, a votação no Conselho de Ética foi aberta. O relatório que pedia a cassação do presidente do Senado foi aprovado no conselho por 11 votos a 4. No julgamento no plenário, onde o voto foi secreto, Renan Calheiros foi absolvido por 40 votos a 35.

Nesta terça, Renan indicou que trabalhará contra o voto aberto tanto no plenário, em caso de novo julgamento, como também no Conselho de Ética, como antecipou o G1.

“Em relação ao voto aberto ou fechado, há muita polêmica porque o aberto expõe a pessoa à pressão do poder econômico, do poder político e de setores da mídia. Se faz o voto fechado justamente para que isso não aconteça”, argumentou.

 PSOL entrou com ação contra sessão secreta

Na última terça-feira (18), o PSOL entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo contra a regra que determina sessões secretas para votação de processos de cassação de mandato no plenário.

O partido contesta parte do artigo 197 do regimento do Senado, que trata do tema. Na ação, o PSOL pediu para o STF suspender o trecho do artigo, alegando que a norma regimental é inconstitucional e fere “o princípio da publicidade e transparência que deve reger os atos públicos.”

Lula manda montar operação para salvar Mares Guia

Por Vera Rosa, no Estadão Online:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou ontem de Nova York para o ministro das Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia – citado no relatório da Polícia Federal que trata do mensalão mineiro – e pediu a ele que mantivesse a tranqüilidade. “Toca para a frente e faça seu trabalho”, recomendou. Por ordem de Lula, o governo começou ontem mesmo a montar uma operação para salvar Mares Guia. A estratégia para os próximos dias inclui até declarações públicas de dirigentes do PT – que reúne hoje sua Executiva Nacional – a favor do articulador político do Planalto. O fim do fogo amigo foi exigido por Lula para estancar a crise e evitar que o caso do mensalão mineiro – suposto esquema de caixa 2, a partir de desvio de dinheiro público, para a campanha de 1998 do então governador de Minas, Eduardo Azeredo (PSDB), hoje senador – atrapalhe a votação de projetos de seu interesse. A prioridade, agora, é a emenda que estica a validade da CPMF até 2011.

Mares Guia recebe solidariedade de deputados aliados

Pelo menos quatro deputados da base aliada do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniram-se com o ministro das Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia, simplesmente para prestar solidariedade ao “chefe”.

Os líderes do governo, José Múcio (PTB-PE), do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), do PR, Luciano Castro (RR) e o vice-líder do governo Henrique Fontana (PT-RS) foram ao encontro de Mares Guia, responsável pela articulação do governo no Congresso, no começo da noite desta terça (25).

Nas palavras do presidente do PMDB, Michel Temer (SP), que esteve com Mares Guia logo após o almoço: o ministro está tranqüilo e continua desempenhando a função de articulador do governo mesmo respondendo às supostas acusações. “Ele está tranqüilo (…) Ele me ligou ontem [segunda-feira] e me ligou várias vezes hoje. Ele está trabalhando”, disse.

Azeredo abre o bico e envolve até FHC

Pivô do escândalo que colocou o PSDB sob suspeita de ter se beneficiado do valerioduto, o senador Eduardo Azeredo (MG) afirmou que prestações de contas de campanhas políticas, no passado, eram mera “formalidade”, que não “existia rigor”. Azeredo disse que teve “problemas” ao prestar contas, mas que a campanha envolvia outros cargos e partidos.

Disse que contou na eleição para o governo de Minas, em 1998, com o apoio do ministro Walfrido dos Mares Guia (Relações Institucionais), inclusive na captação de recursos. Segundo o senador, Walfrido não tinha o papel de coordenador, mas participava de tudo.

Azeredo afirmou ainda que o dinheiro arrecadado para sua campanha -oficialmente foram gastos R$ 8,5 milhões- foi usado para campanhas de deputados e senadores da sua coligação e, até mesmo, do então candidato à Presidência Fernando Henrique. “Ele não foi a Minas, mas tinha comitês bancados pela minha campanha.”  (Folha de São Paulo)

Aécio vê diferenças entre mensalões

O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), insistiu ontem em que o mensalão mineiro não tem “paralelo” com o escândalo que veio à tona no primeiro governo Lula. “Na minha avaliação, há uma diferença muito grande entre aquilo que ocorreu no plano federal e os problemas que ocorreram na campanha do então candidato Eduardo Azeredo. Acho que com serenidade e muita transparência Azeredo terá tempo de apresentar seus argumentos e demonstrar que não há paralelo entre uma questão e outra”, afirmou. (O Estado de São Paulo)

Manchetes do dia

- Jornal de Notícias: Polícia garante pistas

- O Tempo: Radares vão triplicar nas estradas mineiras em 2008

- Estado de Minas: Queimadas dobram em Minas

- Folha: Walfrido afirma inocência e diz que fica no ministério

- Estadão: Lula diz na ONU que o etanol não produz fome

- Globo: Lula anuncia na ONU novo plano contra desmatamento