Posts de Setembro 22nd, 2007|Página de posts diários

A Fatura da CPMF

Os jornais continuam a fazer a conta das barganhas políticas que permitiram a aprovação na Câmara, em primeira votação, da emenda que prorroga a CPMF até 2011. Segundo a Folha de São Paulo e o jornal O Globo, Lula liberou R$ 47 milhões em verbas para emendas de parlamentares ao Orçamento. O jornal Estado de S.Paulo preferiu usar um número mais impressionante, de R$ 100 milhões, incluindo na conta liberações referentes ao Orçamento de 2006 e empenhos (promessas de liberação) de 2007.
Acaso ou não, o PSDB foi o partido mais beneficiado, segundo o Estadão: R$ 7,5 milhões. Mesmo assim, o governo foi obrigado a adiar para a semana que vem o prosseguimento da batalha pela aprovação, que ainda exige uma votação na Câmara e duas no Senado. Anteontem foram feitas nomeações políticas para o Banco do Nordeste e para o Porto de Santos, explica o mesmo Estadão. Na fila, o PMDB aguarda cargos na Eletronorte, na Petrobras e na Braspetro. Josias de Souza, em seu blog, detalha a negociação em curso no Senado, onde o boicote da oposição a Renan Calheiros levou o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), a negociar diretamente com PSDB e DEM.

Falando em Renan…

A mesa do Senado aprovou o encaminhamento ao Conselho de Ética de mais uma representação contra Renan Calheiros. É a quarta nos últimos quatro meses. O motivo são as denúncias feitas por Bruno Miranda Brito Lins a ÉPOCA, sobre um esquema de desvio de recursos comandado por nomeados de Renan. Bruno é ex-marido de uma assessora do presidente do Senado.
A Folha transcreve uma frase que Renan teria dito a Lula, na quarta-feira, em um rápido encontro durante uma solenidade no Planalto: “No meu vocabulário não tem a palavra licença ou renúncia”. No Estadão, na coluna de Dora Kramer, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) tenta, sem muito sucesso, se explicar pela abstenção na sessão secreta que absolveu Renan: “Suspendi meu voto porque há ainda outras três acusações sobre as quais devo me posicionar. Ao fim, terei uma convicção a favor ou contra e a defenderei publicamente.”

Walfrido anotou caixa dois de Azeredo na eleição de 98

“Na eleição de 1998, o hoje ministro Walfrido dos Mares Guia (Relações Institucionais) registrou em dois manuscritos repasses a aliados de dinheiro da campanha de Eduardo Azeredo (PSDB-MG) que não foram declarados à Justiça Eleitoral. Ou seja, caixa dois.

Em um dos casos citados pelo ministro, o da candidata ao Senado Júnia Marise (PDT), a Polícia Federal identificou a entrada de R$ 200 mil do caixa dois de Azeredo, operado pelo empresário Marcos Valério de Souza, nas contas pessoais de dois assessores da política.

As transferências ocorreram uma semana após a anotação de Walfrido, a partir de uma conta da SMPB, agência usada para lavar o dinheiro nos esquemas do valerioduto nacional e mineiro. Dois assessores de Marise disseram à PF que o dinheiro veio do valerioduto em troca de apoio a Azeredo.

Walfrido diz que não conhecia a origem do dinheiro e nega que tenha participado oficialmente da campanha do então governador, embora admita ter integrado uma “força-tarefa” no segundo turno na tentativa reelegê-lo, o que não ocorreu. Walfrido era vice de Azeredo.

No material apreendido pela PF, há três manuscritos de Walfrido, cuja autoria é reconhecida pelo ministro. Em um deles, sem data, Walfrido fez anotações de gastos. Segundo ele, eram previsões de despesas feitas na pré-campanha, entre maio e junho de 1998. No papel, Walfrido anotou R$ 500 mil para JM e R$ 1 milhão para HG. À PF, o ministro disse que eram referências a Júnia Marise e ao candidato ao Senado Hélio Garcia (PTB). Além de ser do mesmo partido de Walfrido, foi pelo intermédio dele que o ministrou ingressou na política.” Assinante da Folha leia mais

As manchetes deste sábado

- Jornal de Notícias: Mãe entrega o filho à polícia por suspeita de tráfico

- Estado de Minas: Escola pública terá 50% das vagas nas Federais

- Folha: Investimento estrangeiro cresce 161%

- Estadão: Governo alicia oposição na guerra para aprovar a CPMF

- Globo: PT vence a primeira batalha dos partidos pela Petrobras