Posts de Setembro 19th, 2007|Página de posts diários

Charge do dia

auto_frank.jpg

100.000 visitas

 Orgulhosamente informo a vocês que o 2Dedos de Prosa chegou a 100.000 visitas. Considerado ser um site voltado para notícias políticas acho que é uma grande marca. Desde o tímido início de 01/01/2007 o blog vem registrando um crescimento expressivo. Para se ter uma idéia fechamos o primeiro mês (01/2007) com 1.055 visitas. Mês passado, agosto, fechamos com 20.240.

O site passa por uma transformação que vários visitantes já notaram. Escrevia muito sobre Montes Claros e reduzi um pouco a produção porque existe uma enorme curiosidade para saber a verdadeira identidade deste blogueiro. Quem ler o blog do início vai perceber que a o pseudônimo Platão foi criado apenas para proteger as minhas fontes e a mim. Nunca foi usado para realizar acusações ou propagar mentiras. Contudo com a proximidade das eleições de 2008, tudo voltará ao normal, prometo.

Por fim deixo aqui meu agradecimento pelas visitas e participações nos comentários. Obrigado!

O que ensinam às nossas crianças

Artigo do jornalista Ali Kamel, no Globo de hoje, está gerando o merecido barulho.

Não vou importunar o leitor com teorias sobre Gramsci, hegemonia, nada disso. Ao fim da leitura, tenho certeza de que todos vão entender o que se está fazendo com as nossas crianças e com que objetivo. O psicanalista Francisco Daudt me fez chegar às mãos o livro didático “Nova História Crítica, 8ª série” distribuído gratuitamente pelo MEC a 750 mil alunos da rede pública. O que ele leu ali é de dar medo. Apenas uma tentativa de fazer nossas crianças acreditarem que o capitalismo é mau e que a solução de todos os problemas é o socialismo, que só fracassou até aqui por culpa de burocratas autoritários. Impossível contar tudo o que há no livro. Por isso, cito apenas alguns trechos.

Sobre o que é hoje o capitalismo: “Terras, minas e empresas são propriedade privada. As decisões econômicas são tomadas pela burguesia, que busca o lucro pessoal. Para ampliar as vendas no mercado consumidor, há um esforço em fazer produtos modernos. Grandes diferenças sociais: a burguesia recebe muito mais do que o proletariado. O capitalismo funciona tanto com liberdades como em regimes autoritários.”

Sobre o ideal marxista: “Terras, minas e empresas pertencem à coletividade. As decisões econômicas são tomadas democraticamente pelo povo trabalhador, visando o (sic) bem-estar social. Os produtores são os próprios consumidores, por isso tudo é feito com honestidade para agradar à (sic) toda a população. Não há mais ricos, e as diferenças sociais são pequenas. Amplas liberdades democráticas para os trabalhadores.” Sobre Mao Tse-tung: “Foi um grande estadista e comandante militar. Escreveu livros sobre política, filosofia e economia. Praticou esportes até a velhice. Amou inúmeras mulheres e por elas foi correspondido. Para muitos chineses, Mao é ainda um grande herói. Mas para os chineses anticomunistas, não passou de um ditador.”

Sobre a Revolução Cultural Chinesa: “Foi uma experiência socialista muito original. As novas propostas eram discutidas animadamente. Grandes cartazes murais, os dazibaos, abriam espaço para o povo manifestar seus pensamentos e suas críticas. Velhos administradores foram substituídos por rapazes cheios de idéias novas. Em todos os cantos, se falava da luta contra os quatro velhos: velhos hábitos, velhas culturas, velhas idéias, velhos costumes. (…) No início, o presidente Mao Tse-tung foi o grande incentivador da mobilização da juventude a favor da Revolução Cultural. (…) Milhões de jovens formavam a Guarda Vermelha, militantes totalmente dedicados à luta pelas mudanças. (…) Seus militantes invadiam fábricas, prefeituras e sedes do PC para prender dirigentes “politicamente esclerosados”. (…) A Guarda Vermelha obrigou os burocratas a desfilar pelas ruas das cidades com cartazes pregados nas costas com dizeres do tipo: “Fui um burocrata mais preocupado com o meu cargo do que com o bem-estar do povo.” As pessoas riam, jogavam objetos e até cuspiam. A Revolução Cultural entusiasmava e assustava ao mesmo tempo.”

Sobre a Revolução Cubana e o paredão: “A reforma agrária, o confisco dos bens de empresas norte-americanas e o fuzilamento de torturadores do exército de Fulgêncio Batista tiveram inegável apoio popular.” Sobre as primeiras medidas de Fidel: “O governo decretou que os aluguéis deveriam ser reduzidos em 50%, os livros escolares e os remédios, em 25%.” Essas medidas eram justificadas assim: “Ninguém possui o direito de enriquecer com as necessidades vitais do povo de ter moradia, educação e saúde.”

Sobre o futuro de Cuba, após as dificuldades enfrentadas, segundo o livro, pela oposição implacável dos EUA e o fim da ajuda da URSS: “Uma parte significativa da população cubana guarda a esperança de que se Fidel Castro sair do governo e o país voltar a ser capitalista, haverá muitos investimentos dos EUA. (…) Mas existe (sic) também as possibilidades de Cuba voltar a ter favelas e crianças abandonadas, como no tempo de Fulgêncio Batista. Quem pode saber?”

Sobre os motivos da derrocada da URSS: “É claro que a população soviética não estava passando fome. O desenvolvimento econômico e a boa distribuição de renda garantiam o lar e o jantar para cada cidadão. Não existia inflação nem desemprego. Todo ensino era gratuito e muitos filhos de operários e camponeses conseguiam cursar as melhores faculdades. (…) Medicina gratuita, aluguel que custava o preço de três maços de cigarro, grandes cidades sem crianças abandonadas nem favelas… Para nós, do Terceiro Mundo, quase um sonho não é verdade? Acontecia que o povo da segunda potência mundial não queria só melhores bens de consumo. Principalmente a intelligentsia (os profissionais com curso superior) tinham (sic) inveja da classe média dos países desenvolvidos (…) Queriam ter dois ou três carros importados na garagem de um casarão, freqüentar bons restaurantes, comprar aparelhagens eletrônicas sofisticadas, roupas de marcas famosas, jóias. (…) Karl Marx não pensava que o socialismo pudesse se desenvolver num único país, menos ainda numa nação atrasada e pobre como a Rússia tzarista. (…) Fica então uma velha pergunta: e se a revolução tivesse estourado num país desenvolvido como os EUA e a Alemanha? Teria fracassado também?”

Esses são apenas alguns poucos exemplos. Há muito mais. De que forma nossas crianças poderão saber que Mao foi um assassino frio de multidões? Que a Revolução Cultural foi uma das maiores insanidades que o mundo presenciou, levando à morte de milhões? Que Cuba é responsável pelos seus fracassos e que o paredão levou à morte, em julgamentos sumários, não torturadores, mas milhares de oponentes do novo regime? E que a URSS não desabou por sentimentos de inveja, mas porque o socialismo real, uma ditadura que esmaga o indivíduo, provou-se não um sonho, mas apenas um pesadelo?

Nossas crianças estão sendo enganadas, a cabeça delas vem sendo trabalhada, e o efeito disso será sentido em poucos anos. É isso o que deseja o MEC? Se não for, algo precisa ser feito, pelo ministério, pelo congresso, por alguém.

Índios pedem justiça contra assassinato

assassinatomissoes.jpg

Tristeza, revolta e, principalmente, apelo por justiça. São os sentimentos que marcam a comunidade indígena xacriabá de São João das Missões, no Norte de Minas, onde vivia o índio Avelino Nunes Macedo, de 35 anos (detalhe), espancado até a morte por três jovens, em Miravânia, na madrugada de domingo. Avelino ficara viúvo há um ano e dois meses e agora deixou totalmente órfão seu único filho, João Marcos, de 5 anos (E). Edson Gonçalves Costa, de 18 anos; e os menores V. S. e G. P., ambos de 16 (D), que confessaram o crime, estão detidos na delegacia de Manga. Eles alegam que queriam apenas assustar o índio.

Walfrido diz que não se afasta do cargo

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia (PTB), negou ontem que vá renunciar ao cargo para se defender das acusações de participação no caixa dois da campanha ao governo de Minas, em 1998. Demonstrando nervosismo e evitando detalhes da defesa, Walfrido rechaçou o conteúdo do relatório da Polícia Federal (PF) e garantiu que apresentará provas documentais “auditadas” para se defender. “Não há razão (para afastamento)”. Conforme o relatório final sobre o chamado “mensalão mineiro”, elaborado pela PF e que será encaminhado à Procuradoria Geral da União (PGR), Mares Guia teria indicado políticos que receberiam dinheiro da campanha, intermediado a contratação do publicitário Duda Mendonça e levantando empréstimos no Banco Rural.

Em rápida entrevista no final da tarde de ontem no Palácio do Planalto, o ministro afirmou que sua participação na campanha eleitoral de Eduardo Azeredo limitou-se ao ano de 1994. Durante a entrevista, ele se referiu às acusações como fonte de reportagem da revista “IstoÉ” e não como fruto das investigações da PF. “Eu nunca fui coordenador da campanha de 98. Em relação às questões financeiras que aparecem nas reportagens, eu não tinha participação na organização e terei condições através de documentos formais, inclusive com auditoria feita por empresas de caráter internacional, demonstrar com simplicidade, clareza e objetividade que tudo que foi feito tinha razão de ser”, resumiu. Para se antecipar a uma convocação da PGR, o ministro solicitou audiência com o procurador geral, Antonio Fernando de Souza, no início da noite de ontem.

No encontro, que durou cerca de 30 minutos, Walfrido pediu um prazo de 15 dias para que a Price Water House, empresa internacional de auditoria, vistorie a documentação da empresa Samos, de sua propriedade. Questionado, o ministro não informou o que teria ouvido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem se reuniu ontem pela manhã, quando trataram do assunto. “Ele me demonstrou solidariedade, amizade e confiança”, desconversou. O ministro também negou que tenha articulado a contratação do publicitário Duda Mendonça.

Governo lança novo pacote tributário

Luciane Lisboa para O Tempo:
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), encaminhou ontem à Assembléia Legislativa, projeto de lei que promove uma série de alterações na legislação tributária do Estado. Trata-se de um pacote contendo 30 medidas que irão contemplar diversos setores da economia mineira, com a redução de impostos da ordem de R$ 74 milhões em 33 produtos, além da eliminação de taxas em determinados segmentos. Apesar de o governo negar, o anúncio é uma sinalização de que Minas Gerais estaria entrando de vez na guerra fiscal ou, ao menos, adotando medidas para evitar perdas em relação a outros Estados, por meio da equiparação de alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Nas palavras do próprio Aécio, tais medidas irão “garantir maior competitividade ao empresariado mineiro, corrigindo distorções entre alíquotas de Minas com as de outros Estados, o que dificultava a competitividade”. Para o secretário de Estado da Fazenda, Simão Cirineu, não há guerra fiscal. Segundo ele, na realidade, Minas está se equiparando à legislação dos outros Estados. “Eu estaria fazendo guerra fiscal se estivesse cobrando menos que os outros Estados”, explicou.

No entanto, Cirineu admitiu que “o Estado vem perdendo em alguns casos” e que o pacote visa evitar essas perdas. Entre as principais alterações propostas no projeto de lei do Executivo – que será apreciado na Assembléia Legislativa – está a redução de alíquotas do ICMS. A queda no tributo chega, em alguns casos, a 52% (no caso do álcool combustível, que cai de 25% para 12%), 60% (materiais de construção e escritório, pedras ornamentais, derivados do leite, cachaça e prestação de serviços de transporte de passageiros) e até 100%, no caso das transações de produtos artesanais entre cooperados e cooperativas, que passam a ter isenção do tributo. “O pacote contém um conjunto extremamente amplo e positivo de medidas que estimularão setores que estavam tendo dificuldade de competição, principalmente com outros Estados, e que passarão agora a ter a situação extremamente mais favorável”, ressaltou Aécio Neves.

reducaoicmsmg.jpg

Ajuste fiscal
Além da redução da alíquota do ICMS, o governo também irá implementar uma série de ajustes fiscais, no sentido de permitir que Minas Gerais tenha uma legislação tributária semelhante a de outros Estados. Segundo o governador, tais ajustes irão promover a simplificação tributária de diversos setores, criando mecanismos de apuração automática em substituição aos créditos normais. Os produtos rurais, por exemplo, terão tratamento tributário simplificado e as pequenas e micro empresas inscritas no Simples Nacional ficarão isentas de taxas. Dentre os serviços prestados via Internet pela Secretaria do Estado da Fazenda, a retirada da Certidão Negativa de Débito passará a ser gratuita.

O secretário Simão Cirineu salientou que a implantação de tais medidas já vinha sendo estudada há algum tempo. “Nós fizemos o impacto, verificamos quais os efeitos colaterais delas (medidas) e quais os efeitos positivos. Acreditamos que este seja o momento adequado, já que a proposta, para ser implementada a partir de janeiro de 2008, precisa ser enviada à Assembléia até 90 dias antes do fim do período legislativo”, explicou Cirineu.

Manchetes do Dia (19/09)

Jornal de Notícias: Patrulha para evitar a seca

O Tempo: Novo pacote tributário coloca Minas na guerra fiscal

Hoje em Dia: MG corta imposto do álcool

Estado de Minas: Confins ganha mais 12 vôos