Posts de Agosto 24th, 2007|Página de posts diários
Massacre em Ponte Nova

Uma rebelião na cadeia da Delegacia Regional de Ponte Nova, na Zona da Mata de Minas, resultou na morte de 25 presos, na madrugada de ontem. Segundo as primeiras apurações da polícia, uma gangue que disputava o poder na prisão com um bando rival, arrombou as celas e, com um revólver, cercou as vítimas numa delas, ateando fogo em colchões. As chamas se alastraram e os 25 homens foram carbonizados. Ao ouvir os gritos de socorro, PMs que faziam a vigilância tentaram evitar o massacre, mas disseram ter sido recebidos a bala. Quando o reforço chegou, era tarde. Foi a terceira maior tragédia da história no sistema prisional do Brasil, atrás apenas das chacinas nos presídios do Carandiru (SP), em 1992, na qual morreram 111 detentos, e Urso Branco (RO), em 2002, quando 27 perderam a vida. A cadeia de Ponte Nova foi interditada, sendo os presos transferidos para outras cidades do estado. Deputados federais da CPI Carcerária chegam hoje à cidade para participar das investigações.
Fotos: Sidney Looes (EM) / Ronaldo Arlindo da Silva / Jornal Listão Notícias
Mensalão: Recordar é viver
Relembre a fala do Arnaldo Jabor no Jornal Nacional em setembro do ano passado. Hilária.
Mônica Veloso na Playboy
O blog nao divulga imagens de mulheres nuas ou semi-nuas. Porém, como a foto abaixo saiu na coluna da Mônica Bergamo na Folha de São Paulo, a reproduzo aqui para informar aos marmajos de plantão que a ex-amante do Renan Calheiros, a jornalista Mônica Veloso, posou na semana passada no Rio de Janeiro para seu ensaio nú para a Playboy de outubro. O cenário foi uma casa na Gávea, zona Sul da cidade.

Além da expectativa sobre o desempenho da revista – ela terá participação nas vendas – Mônica Veloso confessa plano de continuar na TV, como apresentadora de um programa de entrevistas. A jornalista disse também que após a maratona de divulgação da Playboy, vai se dedicar a escrever um livro onde promete contar “coisas de Brasília que nunca foram publicadas”.
Novo indicador financeiro
Achei este indicador financeiro “sui generis” no site Guia Financeiro. Mas indica o quê? Seria o índice de corruptômetro dentro do governo? Para conferir clique aqui.

O trabalhador brasileiro e suas férias

Matéria de Peri de Castro para a REvista EXAME:
Férias e feriados parecem passar sempre rápido demais, mas os brasileiros aparentemente têm pouco a reclamar nesse sentido, pelo menos quanto ao que determina a lei. Numa pesquisa sobre legislação trabalhista realizada em 33 países da Europa e da América Latina pela consultoria americana Mercer Human Resources, o Brasil aparece como vice-campeão mundialde folgas.
Os trabalhadores brasileiros têm direito assegurado oficialmente a 40 dias de folga, em média, levando-se em conta os 30 dias de férias e os dez “dias festivos” nacionais – os feriados que valem para todos os Estados.
Esse número deixa o Brasil à frente de 39 países, na lista da consultoria, e atrás apenas da Finlândia, com 44 dias de descanso por ano. Empatados com os brasileiros no ranking dos dias não-trabalhados estão a os franceses e os lituanos, ambos com 40. Na América Latina, os brasileiros são os mais “descansados”.
País Total (dias)
Finlândia 44
Brasil 40
Lituânia 40
França 40
Argentina 39
Malta 38
Áustria 38
Estônia 38
Grécia 37
Chipre 36
Eslovênia 36
Espanha 36
Polônia 36
Suécia 36
Dinamarca 35
Luxemburgo 35
Eslováquia 35
Venezuela 35
Alemanha 34
Portugal 34
Hungria 33
Colômbia 33
Bulgária 32
Itália 31
Letônia 31
República Checa 31
Chile 30
Bélgica 30
Irlanda 29
Países Baixos 28
Romênia 28
Reino Unido 28
México 22
A boa posição no ranking, no entanto, não significa comemoração para todos. Mesmo no universo de trabalhadores com carteira assinada, uma fatia muito significativa jamais consegue usufruir desses 40 dias, de acordo com o diretor de desenvolvimento e negócios da Mercer, Marcelo Ferrari.
“O número é uma base legal, é a teoria, mas na prática, a gente sabe que boa parte dos funcionários das empresas vende um terço ou mais dos dias a que tem direito, por razões econômicas, e que outra parcela grande nunca consegue tirar os 30 dias de férias porque a dinâmica de trabalho não permite que a pessoa fique tanto tempo afastada”, explica.
Para o consultor, também é fundamental levar em conta que não é o número de dias de folga que determina o ritmo da economia de um país, mas sim como os dias trabalhados são aproveitados. Nos países de produtividade elevada – aqueles com alto nível educacional, governo eficiente e empresas com processos de gestão avançados – é possível trabalhar por menos horas ao longo do dia e por menos dias durante o ano sem ficar para trás em termos de competitividade.
“Na Suécia, o número de folgas anuais chega a 36, próximo aos 40 do Brasil, mas a cultura de planejamento a longo prazo e de espírito coletivo deles é muito mais desenvolvida. Não existe, essa idéia de que tudo ‘é para ontem’, como aqui porque o que tinha que ser resolvido já estava sendo trabalhado há tempos. Isso é um exemplo de que, quanto mais eficiente é a maneira de
trabalhar, mais espaço também haverá para a vida pessoal sem prejuízos à economia”, diz.
Segundo Ferrari, o México é o exemplo contrário. O país, onde férias e feriados correspondem a apenas 22 dias, foi o que apresentou menor número de descansos anuais da lista da Mercer, mas não por isso pode ser considerado o país mais produtivo.
Ele ressalta, porém, que se a quantidade de folgas no Brasil não é determinante para a produtividade, faz diferença no custo de manter um empregado, tanto pelo fato de a empresa ter que pagar por um número grande de horas não-trabalhadas quanto por uma peculiaridade de legislação brasileira, o adicional de férias. Por lei, o trabalhador com registro em carteira tem direito a um acréscimo de 30% do salário, no mês em que sai de férias, o que para o consultor é uma contradição vista em poucos lugares do mundo.
“Somos um dos únicos países onde o trabalhador ganha mais quando está em descanso do que nos meses em que trabalha. É uma lógica difícil de entender”, afirma.
“Brasilidade” eleva vendas de produtos de beleza, diz jornal americano
A indústria de cosméticos nacional aposta na “brasilidade” para impulsionar as vendas ao exterior – e a estratégia está funcionando, afirma nesta sexta-feira uma reportagem do jornal The New York Times. Apostando em essências de origem amazônica, o setor viu suas exportações alcançarem US$ 484 milhões no ano passado, um aumento de mais de 150% em relação a 2001, afirma o diário.
“Em um mercado de varejo receptivo à palavra ‘natural’, a existência abundante de óleos naturais, frutas e extratos de plantas do país também tem um papel crucial em elevar as vendas”, relata o NYT. Segundo a matéria, “executivos da indústria dizem que os produtos brasileiros são vistos como algo mais puro do que os provenientes de outras partes do mundo”.
Além disso, “a imagem dos brasileiros de pessoas saudáveis e atraentes” também influi na aceitação do produto nacional no exterior. De acordo com o texto, novos mercados de exportação, como Rússia, Cuba e Angola, já se abrem aos produtos de beleza brasileiros, somando-se aos tradicionais países da América do Sul, para onde vão 60% das vendas para o exterior.
O NYT lembra um fator histórico que colabora para o desenvolvimento do setor: a miscigenação de povos de distintas origens. “A mistura de sangue europeu, indígena, africano e japonês criou uma nação com todo tom de pele, tipo de cabelo e formato de corpo imaginável.”
“Fabricantes de produtos de beleza são forçados a atender a todos eles, o que significa que, independentemente de qual seja o mercado-alvo no exterior, eles têm um produto adequado.”
Manchetes do Dia (24/08)
Jornal de Notícias: Operário morre soterrado
O Tempo: 25 presos morrem queimados em MG
Hoje em Dia: 25 presos carbonizados
Estado de Minas: Massacre na cadeia
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