Posts de Julho 16th, 2007|Página de posts diários

Charge do Dia

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As vaias e o souvenir mais vendido no PAN

Brasileiro é realmente muito rápido quando se trata de ganhar dinheiro e fazer piada. Já no sábado pela manhã existiam pessoas usando a blusa abaixo. Alguém tem dúvida que vai ser o souvenir mais disputado do PAN? Abaixo segue a vaia ao Lula no momento da abertura dos jogos.

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Deputados com base em Montes Claros também respondem a ações

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Reportagem de Luiz Ribeiro para o Estado de Minas:
O deputado estadual Luiz Tadeu Leite (PMDB), ex-prefeito de Montes Claros, votou a favor do PLC 17/07, que restringe o poder dos promotores de Justiça. Ele diz que o seu voto não teve nenhuma motivação de vingança. “Respeito muito o Ministério Público, que entendo como apenas uma parte do processo, cumprindo a sua função. Quem julga é o juiz”, alega o parlamentar. Ele atenua a decisão da Assembléia: “Não estamos impedindo o MP de agir. Não queremos blindar ninguém”.

Mas, por conta de uma iniciativa de um promotor, o peemedebista já teve muita dor de cabeça com a Justiça. Trata-se de ação relacionada com o Centro de Estudos Supletivos (Cesu) de Montes Claros, obra para a qual foram liberados recursos de convênio com o governo do estado, na primeira gestão na prefeitura (1983/1988), e que não saiu do alicerce. O terreno fica ao lado do fórum e hoje é um estacionamento usado também por serventuários da Justiça.

O “Caso Cesu” já foi explorado por adversários do deputado em várias campanhas políticas. Depois de averiguação pelo Tribunal de Contas do Estado, em 7 de dezembro de 2001, o promotor Felipe Gustavo Caires, da Procuradoria do Patrimônio Público de Montes Claros, entrou com ação civil pública, pedindo a suspensão dos seus direitos políticos e o ressarcimento aos cofres públicos.

Tadeu Leite argumentou que recebeu a verba e iniciou a construção do prédio. Mas houve atraso e a liberação ocorreu já no fim da gestão (1988). Sustenta ainda que fez a compra dos materiais e prestou contas do convênio. “Como a nossa administração chegou ao fim, deixei os materiais no almoxarifado da prefeitura para o meu sucessor, que não deu prosseguimento aos serviços. A impressão que tenho é que ele teve boa intenção e deve ter usado o material em outra obra mais urgente. Mas ela não foi retomada talvez porque os recursos não foram suficientes”, diz o deputado.

O processo do “Caso Cesu”, ao qual o Estado de Minas teve acesso, já tem 949 páginas. Em 11 de julho de 2004, o juiz Richardson Xavier Brant, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Montes Claros, determinou liminarmente a indisponibilidade dos bens do deputado – que na época estava fora da Assembléia e concorria a uma nova eleição à prefeitura (foi derrotado por Athos Avelino) – e a quebra do seu sigilo bancário de dezembro de 1982 até o fim de 1987.

Os advogados de Tadeu Leite recorreram. Conforme os autos, em 23 de maio de 2005, a 8ª Câmara do Tribunal de Justiça reformou a decisão, optando por tornar indisponível parte dos bens do ex-prefeito – dois terrenos em Montes Claros, um de 600 metros quadrados e outro de 2.383 metros quadrados. O parlamentar disse que não foi notificado sobre a indisponbilidade de bens e quebra de sigilo bancário. “Isso já foi muito usado contra mim. Mas tenho certeza de que vou ser absolvido, pois não causei prejuízo ao patrimônio público”, garantiu.

• Petista diz ser alvo de perseguição
O líder da Minoria, Paulo Guedes (PT), é outro deputado estadual que responde a ação civil pública, sob acusação de improbidade administrativa. Em 2003, quando ocupava a presidência da Associação dos Vereadores da Área Mineira da Sudene (Avams), teria usado de “bens pertencentes à associação” e um funcionário da entidade para “fins particulares, especialmente para redação de matérias para o Jornal Vale do Sol, que pertencia ao petista.

“A denúncia é injusta. Não tem nenhum fundamento”, afirma Guedes. Segundo ele, a acusação foi orquestrada por adversários, que pretendiam impedir que ele assumisse a direção regional do Departamento de Obras Contra as Secas (Dnocs) em Minas, cargo que ocupou de 2003 a abril de 2006. “O próprio MP mandou fazer uma diiligência e o laudo demonstrou que não havia nenhuma evidência de que usei a estrutura da Avams. Mesmo assim, a ação teve seqüência. Estão gastando muito dinheiro na apuração, encaminhando ofícios para todas as câmaras de vereadores do Norte. Quero saber quem vai restituir isso depois se ser comprovado que não houve nada de errado”, afirma o deputado petista.

Ele diz que, como o PT fechou questão e é “um homem de partido”, votou pela retirada do projeto que reduz a atuação dos promotores. Mas que, pessoalmente, é a favor da limitação de poder. “Tenho muito respeito pelo MP. No entanto, acho que os promotores precisam ter mais cuidado na hora de fazer acusações.” 

PS: Pena que não estamos na China…

Nova York: US$225.000,00 por uma vaga de estacionamento

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Para vocês terem uma idéia de como é caro estacionar na cidade que nunca dorme, um condomínio no Lower West Side anunciou a venda de cinco vagas de estacionamento por nada menos que 225.000 dólares cada! O valor é quase igual ao dos apartamentos acima. Aí a reação natural de todos é pensar: “Mas quem seria louco o suficiente para desembolsar essa quantia por uma simples vaga na garagem? Bom, cinco pessoas já estão na fila…

Vi no Motorblog

Olha o Nenê aí, gente!

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Por André Petry na VEJA deste fim de semana:
O empresário Nenê Constantino é um fenômeno. Desde que seu nome foi envolvido no escândalo que resultou na renúncia do ex-senador Joaquim Roriz, Nenê Constantino ficou na muda como bom mineiro. Ele era dono do cheque de 2,2 milhões de reais que Roriz disse ter descontado no dia 13 de março, embolsado 300.000 reais e devolvido o troco, de 1,9 milhão de reais. Mas Nenê Constantino não dizia nada. Na semana passada, os repórteres Jailton de Carvalho e Gerson Camarotti, do jornal O Globo, conseguiram fazer Nenê falar. Ele confirmou a versão de Roriz e fez um acréscimo delicioso: disse que o troco de 1,9 milhão de reais ficou em sua casa, guardadinho, até 3 de julho. Nesse dia, Nenê depositou o dinheiro no banco, contadinho, até com as moedinhas dos centavos. O dinheiro, portanto, ficou 112 dias parado, em casa. Nesse tempo, numa aplicação convencional do mercado financeiro, renderia 72.000 reais.

Os procuradores – esses incrédulos! – desconfiam que Nenê Constantino só fez o depósito para dar alguma credibilidade à farsa contada por Roriz. Só pode ser uma injustiça! Nenê Constantino, esse empresário fenomenal, talvez esteja apenas dando ao país uma mostra de seu talento para acumular dinheiro. Foi deixando de ganhar 72.000 reais aqui, mais 72.000 reais ali que Nenê deve ter enriquecido. Foi com essa clarividência, com essa pertinácia para o lucro, com essa inovadora prática de guardar dinheiro debaixo do colchão (no país dos juros estratosféricos!) que Nenê fez sua fortuna. Os procuradores não estão reconhecendo o valor da lição excepcional que Nenê nos dá! E de graça!

Nenê Constantino tem 76 anos e nasceu pobre na cidade mineira de Patrocínio. Nem concluiu o curso primário, mas, aos 18 anos, conseguiu comprar seu primeiro caminhão, que virou jardineira, que virou um ônibus, que virou três ônibus, que viraram quinze, que viraram 132, que viraram 1.478 – e assim construiu uma das maiores frotas de ônibus do mundo. É podre de rico. Aos 69 anos, fundou a Gol. Outro sucesso retumbante. O crescimento da empresa aérea foi tão vertiginoso que a Gol se transformou num símbolo do dinamismo do novo capitalismo brasileiro. É essa trajetória de sucesso que foi construída com a esperteza de perder 72.000 reais aqui, mais 72.000 reais ali, com a esperteza de guardar dinheiro em casa. Brasileiros e brasileiras, eis uma forma inovadora de começar a fazer fortuna! Captem a lição!

Por que o empresário guardou o dinheiro em casa por 112 dias? Ele respondeu: “Por simples comodidade”. Viram só? O empresário que fundou o símbolo do dinamismo do capitalismo brasileiro acha que cômodo mesmo é fugir de toda a sofisticação da automação bancária – e guardar dinheiro em casa, ora. E por que Nenê resolveu dar um fim à comodidade e depositar o dinheiro depois de 112 dias? “Para evitar distorções ainda maiores.” Viram só? Perceberam a agilidade? O caso veio a público em 23 de junho, e Nenê ficou quietinho. Dez dias depois, já na véspera da renúncia de Roriz, com água vazando por todos os lados, Nenê resolveu “evitar distorções”.

O caso deixa uma indagação: dos políticos se cobra tudo; e dos empresários tudo pode?”

Roriz favoreceu empresas de transporte de Constantino

Da Folha de S.Paulo, ontem:
“Primeiro congressista a renunciar ao mandato na atual legislatura sob suspeita de ter recebido propina do empresário Nenê Constantino, presidente do Conselho de Administração da Gol, o ex-senador Joaquim Roriz (PMDB) concedeu vários benefícios às empresas que controlam o transporte público urbano no Distrito Federal, entre elas as viações da família de Constantino, donas de 36% da frota em circulação.

Quando comandou o governo do DF -de 1988 a 1990, de 1991 a 1994 e de 1999 a 2006-, Roriz permitiu que três famílias mantivessem o domínio sobre cerca de 80% das concessões pois resistiu à realização de licitações expressivas, chegando a ignorar recomendações sucessivas do Ministério Público e até mesmo uma decisão judicial.

“O resultado não poderia ser outro: cartelização, ausência total de competitividade, extorsivas tarifas, serviços precários e deficientes. (…) O que vemos hoje no Distrito Federal é um cenário absurdo de verdadeira encampação do serviço de transporte coletivo pelas atuais empresas permissionárias, (…) observando-se que no caso concreto é a administração [pública] quem se dobra à vontade de seus contratados, agindo conforme a vontade destes”, dizem duas ações civis públicas movidas pelo Ministério Público do Distrito Federal.

Estudo do Ministério das Cidades mostra que Brasília saltou de capital com tarifa de ônibus mais barata, em 1994, para a terceira mais cara, em 2003.

Roriz renunciou ao mandato de senador no último dia 4 diante da repercussão da gravação telefônica em que ele discute a partilha de um cheque de R$ 2,23 milhões.

Nenê Constantino assumiu a paternidade do cheque, mas, assim como Roriz, disse que o peemedebista ficou com apenas R$ 300 mil, a título de empréstimo.

Até agora, o Ministério Público do Distrito Federal trabalha com a hipótese de que a motivação para o repasse do cheque pode ter sido a venda de um terreno em Brasília que teria se valorizado em R$ 72 milhões após aprovação de lei por aliados de Roriz. O terreno pertence hoje a empresa que tem Nenê como um dos investidores.”

Pior mágico do mundo

Manchetes do Dia (16/07)

O Tempo: Cidade não está pronta para aumento da frota

Hoje em Dia: Minas tem 1,2 milhões de carros irregulares

Estado de Minas: INSS paga R$ 400 milhões em correção de benefícios