Posts de Julho 14th, 2007|Página de posts diários

Charge do dia

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Veja 3: Um buraco chamado Sivam

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Reportagem de Leonardo Coutinho:
A foto acima mostra uma das telas de controle do Sivam. A imagem, feita em 2 de junho, exibe o espaço aéreo de São Luís, no Maranhão. Tudo o que aparece na cor laranja são informações falsas transmitidas pelos radares do sistema militar. Eles detectam aviões inexistentes. No momento em que a imagem foi captada, apenas um avião sobrevoava, de fato, a área. Ele aparece em verde (destacado pelo quadrado vermelho). No controle aéreo da Amazônia, esse tipo de falha, chamado de “pista falsa”, é constante. 

O Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) foi criado em 1997 para que a Aeronáutica pudesse monitorar o espaço aéreo da Amazônia. O governo investiu 1,7 bilhão de dólares para que o sistema fosse capaz de controlar as rotas de jatos comerciais, o percurso de aeronaves militares, detectar aviões de traficantes e contrabandistas que entram no país, mensurar a devastação ambiental e até mesmo levar telefone a povoados isolados. Em 2002, os dados dos seus radares passaram a ser partilhados pelo Cindacta 4, que cuida do tráfego aéreo no norte do país, e pelo Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), que monitora as florestas. A confiabilidade do Sivam foi colocada em xeque pela primeira vez há dez meses, quando o vôo 1907 da Gol colidiu com o jato Legacy. As investigações mostraram que, embora o sistema não tivesse contribuído para a ocorrência, havia buracos negros no céu da Amazônia – áreas que os radares não alcançam. Desde então, VEJA visitou seis instalações do Sivam, entrevistou controladores de vôo, militares, pilotos, reuniu fotografias, gravações e documentos confidenciais sobre o sistema. A conclusão a que se chega a partir desse material é estarrecedora: o Sivam é incapaz de vigiar a Amazônia. Assinante lê mais aqui

Veja 2: O poço das corrupções

Reportagem de Ronaldo França:
Maior empresa brasileira, com um faturamento anual de 205 bilhões de reais, a gigante Petrobras sempre foi uma presa atraente para as matilhas de corruptos que vivem em busca de negócios fáceis e do dinheiro público. Mas nunca um ataque aos cofres da estatal havia sido revelado e esquadrinhado com detalhes tão impressionantes quanto na semana passada. Quando veio à tona a operação Águas Profundas, da Polícia Federal, o que se viu foi um esquema construído dentro de seus corredores, nos quais os fraudadores circulavam com incrível desenvoltura. Os sócios Mauro Zamprogno, Fernando Stérea, Wladimir Gomes e Simon Clayton formaram a Angraporto especificamente para participar de concorrências na Petrobras e cooptaram funcionários da estatal do petróleo para sangrar seus cofres. Durante quatro anos, a partir de julho de 2003, eles obtiveram vantagens em cinco licitações, cujo valor total chega a 239 milhões de reais, pelo que se sabe até agora. O esquema, embora milionário, é pequeno comparado à média anual dos investimentos da companhia, de 32 bilhões de reais. As licitações nas quais se encontraram provas de irregularidade foram feitas para serviços como reparos em plataformas antigas, construídas na década de 80. O que impressiona é o poder que a quadrilha tinha de interferir em cada detalhe dos editais. A operação pode ser o fio da meada para se chegar a esquemas muito maiores nas entranhas da estatal.
(…) Além de fraudar licitações, a quadrilha simulava a necessidade de reparos técnicos, que eram pagos mediante a apresentação de notas frias. Para dificultar a fiscalização, criou pelo menos cinco empresas-fantasma, pelas quais transitavam o dinheiro a caminho das contas dos empresários e as propinas pagas aos funcionários da estatal, dois deles já demitidos. O pagamento também era feito em viagens internacionais e em presentes caros, como automóveis. Assinante lê mais aqui

Veja 1: Escancarada – assim é sua casa

Reportagem de Sandra Brasil:
Para muitos pais e mães que passaram a infância na pré-história eletrônica, ver o filho de 6 anos manusear mouse e teclado com a desenvoltura de quem nasceu para isso – e nasceu mesmo – é de encher o coração de orgulho. Um pequeno empurrão, que nem precisa vir de casa (um colega esperto ou um primo um pouco mais velho fazem o mesmo efeito), e em dois tempos o pequeno gênio domina o vocabulário da rede, baixa música e vídeo, descobre sites, joga on-line, troca mensagens com os amigos. É bom que assim seja? É espetacular. O acesso ao conhecimento e ao infinito mundo de conexões propiciado pela internet é talvez o mais transformador fenômeno do mundo contemporâneo. Nunca é demais exaltar as maravilhas que essa janela virtual para o mundo propicia. Nesta reportagem, porém, vamos falar do lado escuro da força da rede, realidade que nenhum adulto responsável por uma criança conectada pode se permitir ignorar. A internet é um espaço aberto e ingovernável, no qual circula todo tipo de boas e más intenções. Nele, qualquer ser humano que saiba ler está sujeito a encontrar o que quer, o que não quer e o que nem sabe que não quer. Se adultos escorregam na rede, risco muito maior correm as crianças, inexperientes e influenciáveis – situação que demanda dos pais supervisão constante e preocupação permanente, visto que controle total e absoluto eles nunca vão ter. “A gente cresceu ouvindo os pais dizer para não abrir a porta para estranhos, não aceitar carona de desconhecidos, não falar com qualquer um na rua. Pois na internet a criança abre a porta para o mundo. Muitos pais ainda acham que ela está segura dentro do quarto, brincando no computador”, espanta-se a gerente da área de segurança da Microsoft no Brasil, Marinês Gomes. Assinante lê mais aqui

Capa da Veja (14/07)

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Números da abertura do PAN!

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- 7 mil artistas: 4.500 na Abertura e 2.500 no Encerramento. Todos
voluntários.
- 250 pessoas na equipe (staff) – 97% da mão-de-obra brasileira
- 300 pessoas de força de trabalho
- 25 coreógrafos
- 1.020 voluntários de suporte de backstage
- 5.365 fantasias completas de 56 modelos diferentes
- 6 mil sapatos
- 155 alegorias em 24 modelos
- Figurino para 23 artistas e respectivas bandas
- Palco: em formato de Sol, com 28 metros de diâmetro, cinco metros de
altura e visão circular;
- Pira: tem seis metros de diâmetro; seis metros de altura e pesa
cinco toneladas. Vai queimar 750 quilos de Gás Líquido de Petróleo
(GLP) a uma temperatura que varia entre 100 e 400 Graus Centígrados.

“Pandemônio”: sem-teto espalham imagens de Cauê de fuzil e vendem camisetas

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São sem-teto os responsáveis pelas imagens de Cauês (mascote do Pan) armados de fuzis que foram espalhadas pela cidade nos últimos dias e provocaram a indignação até do governador Sérgio Cabral. Integrantes do ocupação Zumbi dos Palmares, ligados ao Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e à Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência, admitem a autoria das pichações em pontos de ônibus e em áreas dos Jogos, e vendem camisetas com o desenho e a inscrição “Pandemônio” em diversos pontos da cidade, inclusive em frente ao prédio invadido, localizado a um quarteirão da superintendência da Polícia Federal, na Praça Mauá.Vi no O Dia

Uma vaia e uma fuga para ficarem na História

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 Vaiado seguidamente por um Maracanã lotado, Luiz Inácio Lula da Silva não falou na abertura dos Jogos Pan-Americanos. Eu acompanho as cerimônias (Pans, Olimpíadas) desde 1967 e nunca vi nada parecido. Um vexame completo, o presidente da República correr de discursar na abertura dos mais importantes jogos organizados pelo país. Ou então o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Nuzman, enfiou os pés pelas mãos e tomou para si a missão de declarar abertas as competições no lugar do presidente da República. Ou uma mistura das duas coisas. Lula ia falar, intimidou-se com as vaias e desistiu. Mas foi anunciado, daí resolveu falar, mas não avisaram ao Nuzman, que se antecipou e falou. Trapalhada sobre trapalhada. Qual é o problema de ser vaiado? Nenhum. Feio é correr de vaia. Fazia tempo que Lula não se expunha a maracanãs. Muito tempo. Na foto do G1, um Lula ainda animado acena ao público ladeado pelos já constrangidos prefeito César Maia e governador Sérgio Cabral. Aliás, as vaias que sobraram para Lula transformaram-se em aplausos quando a delegação de Cuba entrou no estádio.

Retirado do Blog do Alon

PS: Vaiaram em espanhol. Vaiaram em português. Vaiaram em inglês. Isto que é democracia.

Operação Águas Profundas: Entrevista com German Efromovich

germanefromovich.jpgProprietário do estaleiro Mauá Jurong, uma das empresas investigadas pela Polícia Federal na Operação Águas Profundas, o empresário German Efromovich afirma que está sendo vítima de uma “pilantragem” armada por seus concorrentes, mas ele não quis nomear os responsáveis pela suposta armação contra ele. Nascido na Bolívia e naturalizado brasileiro, Efromovich é dono de empresas em diversas áreas, entre as quais as companhias aéreas Ocean Air e a colombiana Avianca, do estaleiro Eisa e da empresa prestadora de serviços na área de petróleo Marítima. Em entrevista por telefone à Folha, ele afirma que nunca teve negócios com a Angraporto, empresa que seria o núcleo do suposto esquema, segundo a Polícia Federal:

FOLHA – Sua empresa está sendo acusada de participar de um esquema de fraude em licitações da Petrobras. Como o sr. responde?
GERMAN EFROMOVICH – É preciso deixar claro. A Polícia Federal está achando que a Mauá Jurong teve uma participação numa fraude da P-16. A incursão que ela fez ontem lá na Mauá [no escritório da companhia] não durou mais do que uma hora. Nenhuma pessoa da Mauá foi presa ou indiciada. É preciso ter muito cuidado, porque estão causando um dano, sem saber o que está acontecendo antes, através de uma pilantragem, de que podemos ter sido vítimas, “caídos” de babacas.

FOLHA – Vítimas de quem?
EFROMOVICH – Não sei. Não conheço os fatos. Está tudo de surpresa. Não sabemos de onde vem isso.
(…)

FOLHA – Existe uma disputa judicial entre a Marítima, também do seu grupo, com a Petrobras.
EFROMOVICH – Não vou responder isso pelo telefone. Esse mercado é uma guerra de tubarões, golpes baixos. Não sei se alguém está aprontando, ou alguém está nos preparando para alguma coisa.
(…)

FOLHA – A Mauá Jurong doou para campanhas de petistas no ano passado. Por quê?
EFROMOVICH – Está tudo documentado. Não fui eu que escolhi, nem sei. Essa ligação é maldosa, criminosa e escrota. Porque não está escondido. O que foi dado está nos documentos. Se doou, é dentro da lei. Assinante lê íntegra aqui

Sacanagem?

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O Nuzmam começou conversando com a platéia. “Boa noite Brasil…” e a resposta em coro: “Boa Noite…..” O mexicano veio logo em seguida e disse “Hoy” que em espanhol significa hoje. Mas os 90 mil gaiatos de plantão responderam… Oooiiiii…

Manchetes do Dia (14/07)

Jornal de Notícias: Presa com pedras de crack e chip na vagina

O Tempo: Pimentel recua e diz que vetará guaritas

Hoje em Dia: Taxis de BH terão rastreador

Estado de Minas: Emprego com carteira bate recorde