Posts de Julho 10th, 2007|Página de posts diários
Onde só havia bandido
De Marcelo Rocha no Correio Braziliense, hoje:
“O suplente do ex-senador Joaquim Roriz (PMDB-DF), Gim Argello (PTB-DF), aparece na condição de investigado no inquérito da Operação Aquarela, apuração do Ministério Público e da Polícia Civil do Distrito Federal contra esquema de desvio de dinheiro do Banco de Brasília (BRB). Procurado ontem pelo Correio, o juiz Roberval Belinati, da 1ª Vara Criminal, onde tramita o caso, confirmou a informação, mas se negou a comentar o teor do que existe contra Gim. Restringiu-se a dizer que houve menção ao nome do suplente em escutas telefônicas colhidas durante a investigação.
Belinati pediu aos promotores de Justiça e policiais encarregados do caso uma varredura nos documentos e computadores apreendidos durante a Operação Aquarela. São pelo menos 300 caixas de papéis e 150 computadores, recolhidos no dia 14 de junho e levados para a Divisão de Combate ao Crime Organizado (Deco) da polícia, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). Com a ajuda de técnicos do Judiciário, as autoridades procuram no material qualquer referência sobre o ex-distrital.
Sabe-se de pelo menos uma até o momento. Monitorado pela polícia e pelo MP, o empresário Nilson Wanderlei — um dos 20 presos durante a operação — conversou por telefone, em 9 de março, com Deodomiro Alves Silva, a quem chamou de Miro, sobre encontro para discutir algo de interesse comum. Na conversa, Deodomiro disse que se a Polícia Federal fosse ao escritório prenderia a todos porque ali só “tinha bandido”, numa referência a Gim Argello e ao empresário Nenê Constantino”.
Farra dos cartões corporativos

Assessores do governo Lula precisaram de apenas 6 meses para torrar R$ 36,2 milhões através de cartão corporativo, superando em R$ 3,2 milhões o que gastaram ao longo de 2006. O cartão corporativo é um serviço que permite aos funcionários do governo federal a realização de saques ou pagamentos de rotina sem a necessidade de autorização prévia. “O governo Lula é uma farra de escândalos” – desabafa o deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) – “ele usa um biombo legal, mas nada transparente, para esconder onde e como foram desperdiçados recursos do contribuinte”. Dados do Portal da Transparência, mantido pela Controladoria-Geral da União, mostram a evolução dessas despesas desde 2004. Naquele ano, petistas gastaram R$ 14,1 milhões. Em 2005, R$ 21,7 milhões. No ano passado foram registradas despesas de R$ 33 milhões.
Professor acusado de racismo vai processar UnB

De Ilimar Franco em O Globo, hoje:
“Punido pela Universidade de Brasília (UnB) com suspensão de 30 dias, após ter sido acusado de racismo por sete alunos, o professor do Departamento de Ciência Política Paulo Roberto da Costa Kramer disse ontem que vai entrar com um mandado de segurança para suspender a pena. Também afirmou que processará o reitor Thimoty Mulholland, a universidade, os alunos do curso que o denunciaram e os professores da comissão de sindicância:
— Fui rotulado de uma coisa que não sou. Não sou racista e não aceito a decisão.
O professor foi denunciado por racismo, em julho de 2006, por alunos de pós-graduação de ciência política. O caso começou numa aula de teoria política moderna, em 24 de abril de 2006, quando Kramer criticou as políticas afirmativas americanas dizendo que “não adianta dar dinheiro para essa crioulada”.
O aluno Gustavo Amora enviou um e-mail para Kramer reconhecendo “seu jeito brincalhão”, mas dizendo que era preciso ter limites. Segundo os alunos, Kramer teria se desculpado. Ele chegou a dar declarações de que o termo “crioulada” tinha como intensão traduzir a expressão “black underclass”.
Querem escândalo? Eis um de R$ 131 bi
Da Agência Brasil: Governo quer definir negociação de dívidas agrícolas até domingo, diz ministro.
Os ministérios da Agricultura e da Fazenda e a Comissão de Agricultura do Senado Federal devem definir até domingo (15) as condições para a renegociação das dívidas de agricultores. Segundo o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, este é o prazo para que eles possam obter empréstimos para a safra de verão, que começa em agosto. “Deveremos ter regras que não se constituam impedimento para a obtenção de recursos para a próxima safra”. Uma das soluções em estudo seria jogar 80% das dívidas a vencerem este ano para o final das prestações, de modo a deixar o produtor adimplente. “É preciso encontrar uma fórmula para tornar o agricultor adimplente novamente. Estamos estudando adiar para o final dos empréstimos as prestações que não foram honradas por causa da situação desfavorável do setor em safras passadas”. O ministro disse que as dívidas do setor agrícola com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e com o Banco do Brasil chegam a R$ 131 bilhões, incluídas as dívidas que vêm sendo renegociadas desde a década de 90 e cujo prazo de vencimento é nos próximos 20 anos. “A maior parte desta dívida tem prazo de vencimento de até cinco anos, mas você tem dividas que vêm sendo prorrogadas por até 20 anos e que vêm desde o início da década de 90. Causadas por fatores diversas que vão da seca aos planos econômicos”.
Eis um escândalo bilionário. O agronegócio deve R$ 131 bi para o BNDES e o Banco do Brasil. Segundo a reportagem, “incluídas as dívidas que vêm sendo renegociadas desde a década de 90″. Agora, o ministro da Agricultura propõe mais uma benesse, “jogar 80% das dívidas a vencerem este ano para o final das prestações”. Pois eu tenho uma idéia melhor: executar as dívidas a partir de um certo valor. O agronegócio brasileiro sustenta-se num tripé: 1) prosperidade privada, 2) dinheiro público barato, na modalidade de empréstimos que não necessariamente precisam ser pagos e 3) recordes anuais de produção e também de choradeira. Querem capitalismo? Pois então que tenhamos capitalismo. Deve e não pagou, a dívida será executada. Aposto que não vai faltar terra para a reforma agrária. Talvez a coisa resvale em algum dos novos amigos de infância do presidente da República e de seu partido. Mas não se faz omelete sem quebrar ovos, não é?
Retirado do Blog do Alon
As concessionárias de serviços públicos e o PT
Por Fábio Zanini, na Folha desta terça:
O PT recebeu em 2006 doação de concessionária de serviço público o que, segundo entendimento já firmado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), é vedado pela legislação. O dinheiro de empresas ao partido destinou-se a campanhas eleitorais, incluindo a de Luiz Inácio Lula da Silva.
A Folha apurou junto ao TSE que o PT corre risco de ter as contas rejeitadas. Isso traria sanções como a perda do Fundo Partidário (dinheiro público destinado aos partidos).
Em 4 de outubro de 2006, entraram nos cofres do partido R$ 50 mil, oriundos da Rodrimar S/A Transportes, Equipamentos e Armazéns Gerais, dona de um “porto seco” em Ribeirão Preto (SP). “Porto seco” é um recinto concedido pela União a empresas privadas, mediante licitação, para operações alfandegárias.
Além disso, R$ 750 mil foram doados ao PT pela Libra Terminais, controladora do “porto seco” LibraPort Campinas. Nesse caso, como a doação foi feita em nome da controladora, e não da subsidiária que tem a concessão, a jurisprudência do TSE não é clara.
A área técnica do tribunal entende que a doação da Libra também seria proibida, segundo a Folha apurou, mas os ministros poderão ter outro entendimento quando o caso for julgado, no segundo semestre.
Em dezembro de 2006, as contas da campanha de Lula já tinham sido rejeitadas pelo TSE, justamente por uma doação de um “porto seco”.
Manchetes do Dia (10/07)
Jornal de Notícias: PC identifica corpo queimado
O Tempo: Dólar tem menor cotação desde 2000
Hoje em Dia: Julho tem 5 mortes por dia nas estradas de MG
Estado de Minas: PAC quer unificar ações no país
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