Posts de Julho 7th, 2007|Página de posts diários

Charge do dia

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Ruy Muniz: O JK do sertão norte de Minas?

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Matéria do Jornal O Norte (para ler clique aqui) diz que o Deputado Estadual Ruy Muniz se inspira em JK para ser o futuro prefeito de Montes Claros. Coitado do JK aparece cada assombração para usá-lo como comparação.

Engraçado é que os assessores insistem comigo que o Deputado Ruy Muniz já pagou pelos seus pecados e merece uma outra chance. Concordo plenamente. E a chance já foi dada e alcançada. O Deputado é um grande expoente da SOEBRAS, uma das potências do ensino em Minas Gerais. Quer melhor segunda chance do que ser atingido por uma condenação criminal e alcançar o sucesso empresarial anos depois? Agora pleitear uma vaga de Prefeito e desejar que todos esqueçam que o mesmo foi acusado, julgado e condenado criminalmente por golpe ao Banco do Brasil, aí já é demais. Por este prisma porque não damos uma 2ª chance ao Renan Calheiros e ao Joaquim Roriz, afinal ainda sequer foram condenados criminalmente?

As pessoas esquecem que ao entrar para a carreira política a vida pessoal torna-se exposta, confunde-se com a pública. Ora, e não há nada de errado nisto. Ao elegermos um vereador, deputado, prefeito, governador, senador ou presidente o fazemos fundados no lastro moral do candidato e não na relação de bens ou saldo da conta bancária. Genericamente falando, a competência, capacidade e eficiência não são a mesma coisa de honradez, caráter e honestidade. 

Foto: Wilson Medeiros

Veja 5: Mainardi e o “crioulo” de Lula

Diogo comenta o caso da punição estúpida a Paulo Kramer, da UnB e lembra que Lula se referiu a negro como “crioulo” no mesmo dia em que o professor era vítima do fascismo politicamente correto. “No mesmo dia em que foi aplicada a multa ao professor Kramer, Lula, num evento no Rio de Janeiro, contou que, aos 14 anos, aproveitava as enchentes em seu bairro para ganhar uma gorjeta dos vizinhos. Ele estendia uma tábua sobre o charco, no meio de fezes, ratos e baratas, e cobrava um pedágio dos passantes. Um de seus clientes era, de acordo com ele, “um afrodescendente, que naquele tempo a gente chamava de crioulo, bem forte e alto”. A claque presidencial riu e aplaudiu, sem se incomodar com o deboche da linguagem politicamente correta. O episódio demonstra que, desde cedo, Lula aprendeu a lucrar com a miséria alheia. Demonstra também que as regras que se aplicam a uns podem ser impunemente violadas por outros. Aquele mesmo “crioulo” que rendeu uma multa ao professor Kramer foi calorosamente aprovado na boca de Lula.” Assinante lê aqui

Veja 4: Médicos e monstros

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Os primeiros homens-bomba do Oriente Médio deram origem a um estereótipo equivocado do terrorista islâmico. Ele foi inicialmente descrito como um jovem pobre, solitário e pouco instruído. O martírio seria sua forma de alcançar algum grau de prestígio social, ainda que póstumo, em sua comunidade. Esse perfil partia do pressuposto de que só alguém sem perspectivas sociais seria capaz de acabar com a própria vida num atentado. O ataque contra o aeroporto de Glasgow, na Escócia, no sábado 30, e os atentados frustrados com dois carros-bomba no dia anterior, em Londres, mostram uma dinâmica psicológica mais fugidia. Os oito presos pela polícia britânica por envolvimento na conspiração terrorista têm alto nível educacional e desfrutavam um bom padrão de vida – as oportunidades profissionais eram cortesia da Inglaterra, país cujos cidadãos pretendiam massacrar. Seis deles eram empregados do serviço inglês de saúde pública.
(…)
A presença de diplomas universitários na guerra santa islâmica não chega a surpreender. Mohamed Atta, líder dos atentados de 11 de setembro de 2001, acabara de concluir pós-graduação em planejamento urbano numa universidade alemã. A participação de engenheiros e médicos no terrorismo islâmico é alta. O número 2 da Al Qaeda, Ayman al-Zawahiri, é médico. Ele já disse considerar vantajoso recrutar militantes nessas duas carreiras. Não apenas por mostrarem habilidade no planejamento de atentados complexos como pela facilidade com que são aceitos nos países do Primeiro Mundo. “O fato de serem inteligentes ou bem-sucedidos não os impede de se sentirem motivados pelo mesmo tipo de ressentimento de outros fanáticos islâmicos”, disse a VEJA o especialista em terrorismo Bill Durodié, da Universidade Cranfield, na Inglaterra. O terrorismo islâmico alimenta-se de uma salada de idéias. A mais significativa é o sentimento de que eles são as vítimas de uma conspiração ocidental para mantê-los pobres e destruir o Islã. Misturam-se a essa convicção totalmente descolada da realidade elementos inerentes ao islamismo – como a crença na superioridade absoluta de sua religião. Assinante lê mais aqui

Fotos: Reuters e Simon Dawson/AP

Veja 3: A primeira vítima

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Reportagem de Reinaldo Azevedo:
(…)Na semana passada, o professor de ciências políticas Paulo Kramer, 50 anos, acusado de “racismo”, foi condenado pela direção a trinta dias de suspensão, pena convertida em multa de 1 750 reais. Numa aula, referiu-se a negros americanos como “crioulada”.

Na UnB, uma fotografia decide quem tem direito a cota racial – o que já a fez aceitar um gêmeo e recusar o outro, idêntico. Arruaças envolvendo estudantes africanos foram vistas como conflitos de raça. A instituição foi criada pelo antropólogo Darcy Ribeiro (1922-1997), um teórico da neomiscigenação, para quem “o surgimento de uma etnia brasileira, inclusiva, passa tanto pela anulação das identificações étnicas de índios, africanos e europeus como pela indiferenciação entre as várias formas de mestiçagem”. A sua UnB virou um monstro.

Contra Kramer estão Gustavo Amora, 25 anos, mestrando de ciência política e militante negro – sua pele é só morena –, e o professor Alexandre Bernardino, presidente da comissão de sindicância e expoente do grupo O Direito Achado na Rua, cujo propósito é afrontar o direito tradicional. Amora não gostou da palavra “crioulada”, e o professor se desculpou pelo mal-entendido. O aluno voltou ao tema em outra aula, liderando um grupo, aí com um gravador escondido. Kramer chegou a chamá-los de “Ku Klux Klan negra”, sugerindo que eles adotavam as mesmas táticas dos racistas brancos dos EUA. Sua conduta foi considerada “indevida”. Recebido o parecer, na semana passada, em menos de 24 horas o reitor Timothy Mulholland decidiu a punição. A comissão pede ainda ao Ministério Público que investigue crime de racismo. Assinante lê mais aqui
Foto: André Dusek/AE

Veja 2: Kanitz – O cérebro sexual

stephen_kanitz.jpgUm dos melhores livros que li nos últimos anos foi “A Mente Seletiva”, de Geoffrey Miller, um especialista em psicologia e genética comportamental. Nunca escrevi algo polêmico aqui antes, porque assuntos polêmicos requerem um livro inteiro, não uma única página. Vou arriscar e abrir uma exceção. Ele começa apontando um segundo livro de Darwin que poucos lêem, A Origem do Homem, em que ele fala de seleção sexual. Mulheres selecionam homens, e vice-versa. A variação genômica não é só conseqüência do meio ambiente.

O melhor exemplo é a plumagem do pavão, que o torna mais lento na hora de fugir dos seus predadores, mas é do que as fêmeas gostam, e por isso ele deixa mais descendentes quanto maior e mais bela for sua plumagem. Se você achava que Darwin e “evolução” significam “a sobrevivência do mais forte”, você foi ludibriado por alguém. Não podemos esquecer a seleção sexual que age para “a sobrevivência dos mais atraentes ao sexo oposto”. Uma bela diferença.

Geoffrey Miller traz uma nova teoria sobre por que o cérebro humano é tão mais desenvolvido que o dos outros animais. Ele sugere que foram as mulheres que nos fizeram mais inteligentes. Até hoje, homens selecionam mulheres bonitas, mas mulheres selecionam homens inteligentes. Elas namoram mauricinhos, mas casam-se com o que chamam de “homem-cabeça”.

Muitos homens já sabiam disso intuitivamente, basta responder a esta singela pergunta: “Para conquistar o amor de uma mulher você usaria prosa ou poesia?”. Se respondeu que amor se conquista com poesia, você é do time do Miller. Pela lógica, você deveria ter respondido “prosa”. Prosa é mais amplo, você pode dizer absolutamente tudo. Poesia é limitante, especialmente se for rimada em versos alexandrinos. Tente rimar “seus lindos olhos azuis”. Você só tem mais alguns segundos antes de ela sumir.

Só que Miller está certo: mulheres ficam fascinadas com homens que sabem escolher o ritmo das palavras, que selecionam um pequeno grupo estranho de termos, não aqueles que realmente descrevem seus sentimentos. Mulheres preferem um homem feio com senso de humor ao oposto.

Se a tese for comprovada, as conseqüências são múltiplas e devastadoras. O cérebro seria mais um órgão sexual que muitos homens usam descaradamente, mentindo, por exemplo. Isso explica o intelectual pavão, que utiliza o cérebro não na busca da verdade, mas para seduzir o sexo oposto. Explica por que tão poucos intelectuais conseguem convencer outros intelectuais nesses simpósios e debates públicos que acabam sendo conversas de surdos e que são feitos só para as pessoas aparecerem, e não para criar o necessário consenso para consertar alguma coisa. Miller explica o motivo: homem não aceita idéia de outro homem, por uma questão de honra.

Mais uma vez, nesta semana usei os ensinamentos de Miller ao ler uma crítica aos nossos políticos na internet, por terem filhos fora do casamento, o que é uma grosseira generalização. Nossos políticos não são mulherengos, pelo menos não mais nem menos do que o resto da população. O problema é que mulherengos se tornam políticos por ter justamente os requisitos intelectuais necessários para seduzir o eleitor. Vide Bill Clinton, Mitterrand e Kennedy. Se Miller estiver certo, é uma pá de cal na democracia, não é esse o tipo de político que queremos, gastador por definição.Se mulherengos escolhem propositadamente algumas profissões, em que possam usar seus privilegiados cérebros para conquistar mulheres, quais seriam elas? E, aí, como vamos separar o joio do trigo? Como teremos uma sociedade mais justa e igualitária? Miller responde a algo que sempre me intrigou: por que alguém com 1 milhão de dólares arrisca tudo para dobrar o seu capital? O que estaria por trás de toda essa ganância da direita e dessa ânsia de poder da esquerda? A resposta dele para as perguntas: mulher. Por outro lado, aponte-me alguém que continue rico após o quarto casamento ou que atraia mulher em fim de mandato.O que chamamos de egoísmo é no fundo altruísmo, um desejo de atrair o sexo oposto e compartilhar a vida com ele.

Por isso, intelectual odeia rico, e vice-versa, e as mulheres adoram ambos. O trailer é esse, minha gente. Leiam o livro para tirar as próprias conclusões.

Stephen Kanitz é administrador (www.kanitz.com.br)

Veja 1: O homem da tubaína

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(…)
Em 2003, o deputado Olavo Calheiros, irmão do senador, resolveu abrir a Conny Indústria e Comércio de Sucos e Refrigerantes, em Murici, no interior de Alagoas, terra natal dos Calheiros. Ganhou, de graça, um terreno de 45.000 metros quadrados, avaliado em 750.000 reais. O doador foi a prefeitura de Murici, na época comandada por Remi Calheiros, irmão de Olavo e Renan. A prefeitura também deu à fábrica isenção por três anos no pagamento de água, insumo essencial para uma fábrica de refrigerantes. Com terreno e água de graça, Olavo bateu à porta do Banco do Nordeste, o BNB, e conversou com o gerente José Expedito Neiva Santos, que fez gestões junto ao BNDES para conceder ao deputado um empréstimo de 6 milhões de reais, com vencimento em vinte anos. O gerente Expedito Santos aceitou, como garantia do empréstimo, a escritura de uma fazenda que o Ministério Público suspeita ser falsificada. Concluído o empréstimo, o gerente, por indicação de Renan Calheiros, foi promovido a superintendente estadual do BNB em Alagoas

Com fábrica instalada, água e terreno de graça e dinheiro para pagar em duas décadas, a Conny, ainda assim, foi um completo fracasso. Três anos depois, só vendia refrigerantes na região de Murici. Tinha apenas 0,1% do mercado nordestino. Devia 150.000 reais em contas de luz, não pagava o empréstimo e já devia 9,9 milhões de reais ao BNDES. A situação era tão lamentável que a fábrica recorria contra dívidas irrisórias. Entrou com ação judicial para não pagar a anuidade de 1.600 reais ao Conselho Regional de Química. Também foi à Justiça para não pagar 3.600 reais por ano de taxa de fiscalização ao Ibama, o órgão que cuida do meio ambiente. Sofria até ação de cobrança do Inmetro, que fiscaliza o padrão e a qualidade dos produtos no país. O Inmetro cobrava 900 reais da fábrica dos Calheiros. Com as contas no vermelho e prestes a fechar as portas, a fábrica conseguiu ser negociada por 27 milhões de reais. Olavo pagou as dívidas – e embolsou 17 milhões de reais, limpinhos, conforme a Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, que autorizou o negócio. Assinante lê mais aqui

Capa da Veja (07/07)

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PAN: Arena olímpica do Rio

A arena olímpica do rio considerada uma das três melhores do mundo pelos ginastas, e, de longe, a melhor da América Latina! Veja reportagem do JN abaixo.

Manchetes do Dia (07/07)

Jornal de Notícias: SADA confirma nova usina

O Tempo: Metrô de BH recebe apenas 20% da verba prevista no PAC

Hoje em Dia: Começa extermínio de pitbull

Estado de Minas: PBH venderá ações da Copasa por R$ 328 mi