Posts de Maio 27th, 2007|Página de posts diários
Os 300 de Montes Claros
Em comemoração aos 150 anos da cidade de Montes Claros a prefeitura local lançou duas medalhas: A Civitas e a Urbis. A primeira é para homenagear as 150 pessoas que fizeram a história de Montes Claros. A outra, a Urbis, visa homenagear as pessoas que estão fazendo a história.
Em relação à Medalha Civitas pessoalmente acho que faltou um nome ou outro ali, contudo reconheço que os 150 homenageados realmente fizeram a história de nossa cidade. Já a Medalha Urbis, me desculpem os homenageados, mas é política pura. Grande parte dos indicados merece esta medalha como Walduck Wanderley, os irmãos Walfrido e Marcos dos Mares Guia, o vice-presidente José de Alencar, o Padre Alvimar, Jacó do Cinema, Irmã Kazuko, Yara Tupinambá, o Popoff, Beto Guedes e mais alguns que realmente fazem a história de nossa cidade na atualidade. Alguns nomes porém são brincadeira. Para não ser indelicado com os homenageados não os declinarei aqui. Aliás devo salientar que talvez esses nomes merecessem ganhar uma medalha pelos sucesso profissional que alcançaram, mas não são nem de longe nomes que marcarão os próximos 150 anos.
O critério para a Medalha Urbis foi “pras cucuia”. Houve bom senso e educação ao indicar os adversários políticos Luiz Tadeu Leite e Jairo Ataíde, ex-prefeitos por 02 mandatos cada um. Porém por que não indicaram a Deputada Ana Maria? E o Deputado Ruy Muniz? Tudo bem que é novato na política em relação aos demais deputados, todavia é um empresário da educação dos mais antigos de Montes Claros com geração de centenas de empregos. Aliás não foi esse o critério para indicar presidentes de grandes empresas instaladas em Montes Claros?
Por fim deixo aqui minha indignação, já que a lista foi prolixa, com a não indicação para a Medalha Urbis de: Karoba, Cloadoaldo, Fátima Moura Imperial, Lena Doida, Galinheiro e Maria Babona.
Simples, direto e barato
O outdoor da WWF para representar o aumento do volume dos mares e oceanos é simplesmente fantástico pela sua simplicidade. Com o passar das horas a sombra sobe e imita a elevação do nível das águas.
Saúde frouxa e o Marido Traído
A saúde de Montes Claros anda de mal a pior. Problemas com recursos são inerentes à qualquer administração, principalmente no que tange ao SUS. Porém, problemas de recursos humanos não. Isto é um problema fácil de resolver. Devem-se utilizar seminários, painéis internos, simpósios, enfim toda uma gama de recursos para capacitá-los. Mas nada resolve quando o problema é com o chefe máximo. Este hoje é o principal problema da Saúde de Montes Claros: o secretário Júnior Souto.
O secretário é ausente, viaja praticamente toda semana, supostamente à “trabalho”, sem que o povo tenha recebido conhecimento de qualquer sucesso destas suas andanças. Quando fala em público apresenta projetos futuros ou apenas realizações da administração passada do ex-secretário João Batista.
A última dele foi, ao ser entrevistado pela Intertv (afiliada Rede Globo), dizer que estava sendo informado pela reportagem que faltavam remédios nos postos de saúde da cidade. Até o porteiro da secretaria sabia disto há dias. Só ele não sabia. Certamente quis fazer graça e acabou caindo do cavalo quando viu a repercussão da sua fala. Virou motivo de chacota da população e até ganhou um apelido: Marido Traído. Depois, fugiu da reportagem.
Se sua soberba, pose e arrogância fossem canalizadas em prol da Saúde de Montes Claros teríamos uma gestão cinco estrelas. Mas infelizmente é direcionada apenas para aparecer no Jornal do COSEMS e do Ministério da Saúde. Os 350.000 cidadãos da cidade merecem um secretário mais competente, mais profissional, mais participativo e, principalmente, mais educado.
Governo transforma Luz para Todos em feudo do PT

Da Folha de S.Paulo, hoje:
“No centro do escândalo da Operação Navalha, que derrubou o ministro Silas Rondeau (Minas e Energia), o Programa Luz para Todos entrou no loteamento político do governo federal como um feudo de petistas e da CUT (Central Única dos Trabalhadores).
Lançado em 2004, o programa de eletrificação rural rende bons dividendos políticos ao governo. Com R$ 7,5 bilhões já contratados, almeja universalizar o acesso à energia elétrica até o ano que vem, beneficiando 2 milhões de famílias. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em mais de uma oportunidade, elogiou o programa durante discursos pelo país.
Na última terça-feira, Rondeau pediu demissão, após a Polícia Federal ter apontado suposto recebimento de R$ 100 mil em propina da construtora Gautama para fraudar obras do programa no Piauí. O coordenador nacional do Luz para Todos, José Ribamar Lobato Santana, também caiu por causa do escândalo.” Assinante lê mais aqui
“Vou desligar o transponder e mergulhar mil metros”

O Senador Wellington Salgado (PMDB-MG) vai mesmo apresentar à CPI do Apagão Aéreo um requerimento para que a Presidência da República lhe ceda um jato Legacy. Quer fazer a reconstituição do acidente. Veja a entrevista dele com a Mônica Bergamo, na Folha:
Mônica: Demóstenes Torres (DEM-GO) disse que, caso sua idéia vingue, os senadores vão receber auxílio-funeral, não diárias de viagem.
Mas tu acha que aquilo é o Triângulo das Bermudas? Que vai vir outro avião da Gol e bater? Você está convidado a ir comigo, para perder esse medo. O Legacy é seguro. Mas já começaram as piadas. Recebi um e-mail dizendo: “Leva a senadora Ideli Salvatti [PT-SC] de aeromoça”. Estou desconfiado que foi o senador Heráclito Fortes [DEM-PI] que mandou.
Mônica: Algum senador já se ofereceu para ir no avião?
O Romeu Tuma [DEM-SP] falou que vai comigo. É meu companheiro, não tem medo de nada. Acho que o Arthur Virgílio [PSDB-AM] também é macho o bastante. Isso você conta no dedo aqui.
Mônica: Como a reconstituição pode ajudar a elucidar o acidente?
Existe no local do acidente o chamado “buraco negro” [do espaço aéreo], que hoje eles falam que está coberto pelos radares. Eu iria desligar o transponder do avião, botar um senador na torre [onde ficam os controladores do tráfego aéreo] em terra, e falar: “Está me vendo? Sumi?”. Depois, mergulhava mil metros e falava: “Está me vendo? Em que altura estou?”. Claro que mandando os outros aviões saírem dali na hora, né? Quero um senador esperto na torre, o Mário Couto [PSDB-PA]. Se botar o [Eduardo] Suplicy [PT-SP], é perigoso.
Mônica: Levaria o Suplicy no avião?
Desde que ele não fosse até a cabine. Vai que, na hora de desligar o transponder, ele aperta o botão que desliga a turbina!
Foto: Antônio Cruz/ABr
Renan Calheiros: Campeão de citações nas escutas
Do Jornal do Brasil, hoje:
O presidente do Senado, Renan Calheiros, é o político do alto clero mais citado nos grampos telefônicos que captaram as conversas do dono da Gautama, Zuleido Veras, e de seus interlocutores, quando o tema são as obras federais em Alagoas. Num diálogo com um funcionário da Gautama, Rosevaldo Pereira de Melo, Zuleido quer demonstrar que tem intimidade com o presidente do Senado e aposta que ele não interferiria para resolver uma pendência da Secretaria de Infra-Estrutura de Alagoas.
“Rose diz que para esse negócio resolver tem que pedir a Renan. Zuleido diz que Renan não pede isto. Diz que só se o nosso amigo der uma de doido, de maluco”, diz o trecho da transcrição que figura no inquérito da Polícia Federal.” Leia mais aqui
Gasolina a R$ 1,42 lota postos em BH

De Rafael Alves para o Estado de Minas:
Na comemoração do Dia de Liberdade de Impostos em cinco cidades brasileiras, Belo Horizonte teve gasolina vendida a R$ 1,429, na Região Centro-Sul, e muita confusão no trânsito. A campanha levou centenas de motoristas aos dois postos que venderam o combustível com desconto de R$ 1, referente aos impostos sobre o produto, e provocou fila de até 14 quarteirões. A data é considerada um marco simbólico da luta contra a elevada carga tributária do país. Segundo cálculos do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), a cada ano, os ganhos de 146 dias de trabalho são destinados apenas ao pagamento de impostos aos cofres dos governos federal, estaduais e municipais.
A campanha escolheu a gasolina, porque 45%, em média, do preço final corresponde a tributos. O principal é o imposto sobre circulação de mercadorias e prestação de serviços (ICMS), cobrado pelos estados, que aumenta em R$ 0,65 o valor nas bombas. A Cide, contribuição federal, onera o litro em mais R$ 0,21, e o PIS e a Cofins o elevaram em R$ 0,20. O preço médio na capital, com todos os encargos, calculado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), está em R$ 2,418.
Os dois postos iniciaram a promoção às 10h, mas, no Posto Albatroz, na Avenida Afonso Pena, Bairro Funcionários, a aglomeração de carros à espera da oportunidade de pôr 30 litros de gasolina com desconto era grande antes mesmo das 7h. O limite de combustível por cliente foi estipulado pelo sindicato dos postos (Minaspetro) e pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL-BH), organizadores do protesto.
“Fiquei sabendo da venda com desconto e cheguei antes de 6h30. Moro no Bairro Pompéia (Zona Leste) e vim até aqui só para abastecer. Economizei muito”, disse o professor Alexandre Silveira. Ele pagou R$ 42,87 pelos 30 litros de gasolina, quase R$ 30 menos do que normalmente gasta com a mesma quantidade. O movimento afetou o trânsito nas ruas próximas às avenidas Afonso Pena e Bias Fortes, nos quais ficam os dois postos.
No início da tarde, perto do horário previsto de encerramento das vendas, o grande número de motoristas que ainda aguardavam a vez gerou discussões. A Polícia Militar precisou ser chamada para evitar mais confusão. Quem conseguiu abastecer, comemorou. “Foi uma boa surpresa que tive. Fui levar minha mulher para trabalhar, vi a faixa explicando a promoção e entrei logo na fila”, comentou o vigia Oséias Torres.
Ações em Brasília, São Paulo, Vitória e Novo Hamburgo (RS) procuraram informar os consumidores de que os impostos estão em todo produto ou serviço. Nos supermercados, o peso dos impostos normalmente representa 30% do preço. No caso do sabão em pó e do açúcar, a porcentagem ultrapassa 40%. “A sociedade cobra justiça tributária, ou seja, que os governos retornem os tributos pagos em forma de educação, saúde e segurança”, explica o vice-presidente de Assuntos Jurídicos e Tributários da CDL-BH, Marcelo de Souza.
Foto: Jair Amaral/EM
Manchetes do Dia (27/05)
Jornal de Notícias: Álcool para o futuro
O Tempo: Explosão em fábrica mata pai e filho
Hoje em Dia: Corrupção gera apatia popular
Estado de Minas: Dono da Gautama fica calado e volta para prisão
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