Posts de Maio 26th, 2007|Página de posts diários

Charge do dia

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Veja 3 – Diogo Mainardi: por que parar o PAC

A imprensa acoberta Lula. Quer ver como isso acontece? No último dia 17, o esquema de propinas da empreiteira Gautama foi desmantelado pela Polícia Federal. No mesmo dia, o Tribunal Superior Eleitoral divulgou que a empreiteira Andrade Gutierrez se tornara a maior mantenedora do PT, tendo doado oficialmente ao partido, no ano passado, mais de 6 milhões de reais, 2 dos quais depois da campanha presidencial. Ninguém se deu ao trabalho de associar os fatos. Ninguém comparou as duas empreiteiras. As regalias que a Gautama ofereceu aos políticos de todos os partidos foram detalhadas pela imprensa. As regalias que a Andrade Gutierrez ofereceu a Lula foram caridosamente escondidas.

É só para isso que eu sirvo. Meu dedo está eternamente apontado para o peito de Lula. Eu sou a bússola do lulismo, o ponteiro magnetizado destes tempos ruins. Se a maior parte da imprensa acha que um presente dado por uma empreiteira a um secretário de Obras nos cafundós de Alagoas é diferente de um presente dado por uma empreiteira ao presidente da República, eu acho o contrário. A amizade entre os donos da Andrade Gutierrez e Lula é conhecida. Assim como é conhecida a generosidade com que eles sempre o trataram. A Gautama deu 20.000 reais ao sobrinho de ACM? Uma das donas da Andrade Gutierrez deu uma cirurgia plástica a Lurian. A Gautama ofereceu um passeio de barco em Salvador a Dilma Rousseff? Uma das donas da Andrade Gutierrez ofereceu uma estada de seis meses em Paris a Lurian. A Gautama entregou um pacote com 100.000 reais no gabinete de Silas Rondeau? A Andrade Gutierrez, por meio da Telemar, entregou bem mais do que isso à Gamecorp. E continua a entregar. Quanto? Oito milhões de reais? Doze milhões de reais? Leia a íntegra da coluna aqui

Veja 2 – Lobista de construtora paga contas de Renan Calheiros

Por Policarpo Junior:
Desde que a Operação Navalha foi deflagrada, o senador Renan Calheiros, do PMDB de Alagoas, tem sido instado a explicar suas relações com o empreiteiro Zuleido Veras, dono da Gautama. O senador tem dito que são apenas conhecidos, mas são mais do que isso. Em 1990, o empreiteiro bancou sorrateiramente a campanha do senador ao governo de Alagoas e, embora tenha terminado em derrota, a eleição serviu como marco de uma amizade sólida. Sólida mesmo, a ponto de o empreiteiro freqüentar a residência oficial do presidente do Senado. A situação de Renan Calheiros, porém, é mais complicada do que sua intimidade com Zuleido Veras. É que o senador tem outro amigo explosivo no submundo da empreita que, tal como Zuleido, freqüenta sua casa e, tal como Zuleido, é seu dileto amigo. O amigo de alta octanagem é Cláudio Gontijo, lobista da construtora Mendes Júnior, uma das maiores do país. Nos últimos anos, Gontijo, mais do que um amigo, tem se apresentado no papel de mantenedor do senador. VEJA apurou os laços financeiros entre os dois:

• O lobista da Mendes Júnior coloca à disposição do senador um flat num dos melhores hotéis de Brasília, o Blue Tree. O flat, número 2 018, é usado para compromissos que exijam discrição. Está em nome de Cláudio Gontijo.

• O lobista da Mendes Júnior pagou, até março passado, o aluguel de um apartamento em Brasília para o senador. O imóvel tem quatro quartos e fica em uma área nobre da capital federal. O aluguel saía por 4.500 reais.

• O lobista pagava 12.000 reais mensais de pensão para uma filha do senador, de 3 anos de idade. A pensão foi bancada por Cláudio Gontijo de janeiro de 2004 a dezembro do ano passado.

• O lobista ajuda nas campanhas do senador Renan Calheiros e nas de sua família. Já ajudou o próprio senador, seu filho e seu irmão.
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Veja 1 – Revista tem acesso a um giga de corrupção

Por Diego Escosteguy:
A Operação Navalha, que desmontou uma quadrilha de assaltantes de verbas públicas, trouxe à tona conexões criminosas em quatro ministérios, revelou laços em seis estados nordestinos, enlameou a biografia de quatro governadores e ex-governadores, além de dois prefeitos e um deputado, e derrubou um ministro – Silas Rondeau, de Minas e Energia. Como a quadrilha logrou criar tantas ramificações, do governo federal a prefeituras do interior? Como conseguiu corromper desde altas autoridades da República, como se suspeita que tenha acontecido com Silas Rondeau, acusado de receber propina de 100.000 reais, até burocratas de quinto escalão de pequenos municípios, como o funcionário da prefeitura de Camaçari que se vendeu por uma passagem aérea de 600 reais? As respostas podem ser encontradas no inquérito da Operação Navalha, a cuja íntegra VEJA teve acesso. O arquivo, em formato de DVD, ocupa 1 giga e tem 52.000 páginas. Contém relatórios de vigilância, vídeos, centenas de gravações de telefonemas e transcrições de diálogos. O material revela a existência de uma quadrilha rudimentar, dona de métodos quase toscos, mas muito ousada – e que atuava com extrema liberdade, como se tivesse a certeza de que nunca seria flagrada na ilegalidade. Se o DVD fosse colocado à venda, como as autoridades que aparecem nele, poderia receber o título de “O Show da Corrupção” e seria na certa um sucesso.
(…)
As ações da quadrilha eram tão abertas quanto seus diálogos. Seus integrantes foram filmados e fotografados em situações suspeitas. A polícia filmou a diretora Fátima Palmeira levando um envelope a uma sala contígua ao gabinete do agora ex-ministro Silas Rondeau. Segundo a polícia, o envelope continha 100 000 reais. Rondeau é a mais alta autoridade abatida pelo escândalo até agora. Antes de pedir demissão, fez questão de consultar seus padrinhos políticos – os senadores José Sarney e Renan Calheiros. Faz sentido. O ex-ministro tem laços sólidos com a família Sarney.
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Veja da semana (26/05)

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Os intocáveis

Foi a partir da suspeita de que havia agentes federais envolvidos em crimes que a polícia desbaratou a quadrilha chefiada por Zuleido Veras, dono da empretieira Gautamo. O nome Navalha foi dado à operação porque a polícia imaginara cortar na própria carne. Até agora não foi autorizada a cortar.

A ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça, ficou de decidir o que deve ser feito com os agentes investigados pela Polícia. Por ora, eles não sofreram nenhuma sanção.

Faz parte do “Relatório parcial de inteligência 1″, incluído no inquérito 544 da Polícia Federal, o nome das seguintes pessoas e o que foi apurado contra elas:

Delegado Paulo Fernando Bezerra, ex-superintendente da PF na Bahia e atual secretário de Segurança Pública do Estado – É  acusado de vender informações de inquéritos para  investigados por meio de advogados. Também recebeu “mimos” em troca. Juntamente com seu diretor executivo Antônio César Fernandes Nunes, ganhou ingressos para camarotes, abadás de blocos e até passeio no carro de apoio de um trio elétrico durante carnaval em Salvador.

Delegado Antônio César Fernandes Nunes, ex-diretor executivo e atual Superintendente Regional da PF na Bahia – É acusado de envolvimento nos mesmos crimes que teriam sido praticados pelo seu então chefe, delegado Paulo Fernando Bezerra. Também recebeu “mimos” e jantares em troca de vazamento de informações para pessoas investigadas pela polícia. César Nunes é um delegado conhecido da grande mídia. Foi ele quem conduziu em 2003 as investigações sobre o famoso caso “Waldomiro Diniz”.

Delegado João Batista Paiva de Santana, na época Superintendente da PF no Ceará – Avisou empresas de segurança da Bahia de que elas estavam sendo investighadas pela polícia. Em troca, recebeu passagens aéreas, hospedagem e carro à sua disposição e de sua família durante suas idas a Salvador. Também informou a um empresário sobre a ocorrência de outra mega operação da polícia, a Octopus. Alertou, inclusive, sobre os grampos telefônicos utilizados na investigação.

Delegado Rubem Paula de Carvalho Patury Filho, na época Superintendente da PF no Sergipe – Sua festa de posse foi paga pelo empresário Zuleido Veras por intermédio de outros empresários. O dinheiro, R$ 7 mil, foi depositado na conta bancária da mulher dele, Magna Soraya da Silva Patury. Em troca, o policial vazou informações sigilosas sobre operações da polícia.

Retirado do blog do Noblat

“Acusação tem dedo de Sarney”

De José Reinaldo Tavares (PSB-MA), ex-governador do Maranhão, preso na Operação Navalha em entrevista ao O Estado de S.Paulo, hoje:

Estadão: “O sr. afirma que a investigação tem apenas motivação política. Com que objetivo?

Eu não tenho a menor dúvida. Vingança do Sarney. Pela derrota da filha dele Roseana nas eleições de 2006. O que ele não esperava é que a operação tomasse vulto e pegasse o Ministério de Minas e Energia e os aliados dele.

Estadão: Como explicar as gravações captadas pela PF, em que as suas obras são tema de conversa dos lobistas?

Eu não sabia que estava sendo investigado e, inclusive, as gravações que foram feitas e aqui eu quero fazer uma ressalva. No documento todo que me foi entregue não há participação direta minha. Há terceiros falando sobre isso. A gravação que está no inquérito é de antes da autorização legal da escuta. A autorização legal da escuta da ministra foi dia 29 de novembro de 2006, e as gravações que se referem a mim são de muito antes.

Estadão: Há alguma denúncia ou irregularidade da Gautama no Maranhão?

A Gautama chegou ao Maranhão no governo de Roseana Sarney. No meu governo as obras não foram tocadas porque houve um problema com o Tribunal de Constas da União, relativo ao edital de licitação. Essas obras estão paradas lá.”

Leia a entrevista aqui (link aberto)

Lula tenta defender Renan e defende a si mesmo. Como sempre…

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Do Portal G1:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (25) desconhecer o conteúdo de reportagem da revista VEJA sobre o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Mesmo assim, preferiu cautela e disse que “é preciso dar a chance ao acusado de prestar explicações”.

Na reportagem da edição que chega às bancas nesta sexta (25), VEJA informa que o lobista Cláudio Gontijo, da construtora Mendes Júnior, paga contas do presidente do Senado. Segundo a revista, Gontijo pagava o aluguel de um apartamento em Brasília para o senador, no valor de R$ 4,5 mil, e uma pensão de R$ 12 mil para a filha de 3 anos com a jornalista Mônica Veloso.

“Aprendi nesse período todo que pobre de quem fizer o julgamento de uma pessoa por uma matéria [reportagem]. Essas coisas têm que ter um processo, têm que ter uma investigação, têm que ter a chance daquele acusado de prestar as explicações”, afirmou o presidente ao final do almoço oferecido no Itamaraty ao colega do Panamá, Martín Torrijos.

Lula afirmou também que conversou com o senador do PMDB na quinta (24) e na quarta-feira (23) e disse que “Renan está tranquilo”. Nesta sexta, Renan esteve numa audiência, em uma vara de família, em Brasília, discutindo detalhes da pensão que paga à jornalista Monica Veloso, com quem tem uma filha. A audiência terminou por volta de 14h45. Renan deixou o local cercado por seguranças, acenou aos jornalistas, entrou em um elevador e foi embora sem conceder entrevista.

A construtora Mendes Júnior nega responsabilidade sobre eventuais pagamentos feitos para Renan. “Sobre os pagamentos mencionados, não existe, nem nunca existiu, qualquer participação da Mendes Júnior”, afirma o texto de nota divulgada pela empresa nesta sexta.

Chinaglia
“Neste momento, prefiro crer que aquilo não seja verdade, até porque não há nenhum elemento para algum tipo de avaliação”, afirmou sobre o episódio o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP).

Chinaglia disse esperar uma manifestação de Renan. “Nós não conhecemos os fatos, ali tem assuntos pessoais. Creio que não cabe opinar sobre tais condicionantes. Eevidentemente o senador Renan vai se pronunciar de alguma forma, imagino”, afirmou. “Todos nós temos que estar à altura de nossa responsabilidade”, ressaltou.

A relação política entre Chinaglia e Renan se restringe à cordialidade dentro do Congresso. Isso porque o presidente do Senado trabalhou a favor da candidatura à reeleição de Aldo Rebelo (PC do B-SP), adversário do petista na disputa pela presidência da Câmara em fevereiro. Desde então, Chinaglia não fez esforços para se aproximar de Renan, e o contato entre os dois se limita a encontros oficiais em solenidades dentro e fora do Congresso.

Manchetes do Dia (26/05)

Jornal de Notícias: Ação contra seis municípios

O Tempo: Operação Navalha respinga em Minas

Hoje em Dia: Após 60 anos CENSO revela mineiros mais urbanos e instruídos

Estado de Minas: Receita faz devassa na Gautama