Posts de Maio 23rd, 2007|Página de posts diários
O imóvel de R$ 3 milhões do ex-governador do MA
Por Fausto Macedo, no Estadão:
Quando assumiu o governo do Maranhão, em 2002, José Reinaldo Tavares declarou patrimônio de R$ 535, 34 mil. Declarou, ainda, que ele e Alexandra Miguel Cruz Tavares, então sua mulher, tinham dívidas com o Banco Daimler Chrysler S. A. e com a Paulo Octavio Investimentos Imobiliários nos valores, respectivamente, de R$ 40 mil e R$ 319,1 mil. O resultado: patrimônio líquido de R$ 176,24 mil.Em abril de 2006, seu último ano no Palácio Henrique de La Rocque, sede do governo maranhense, José Reinaldo adquiriu em Brasília, na Superquadra Norte 109, imóvel avaliado em R$ 3 milhões. Uma cobertura dúplex com 681,9 metros quadrados de área privativa, 4 suítes, hidromassagem, ar-condicionado, varandas, 4 vagas na garagem e lazer completo, incluindo piscina, saunas e churrasqueira.É uma “mansão suspensa”, definem amigos do ex-governador, que agora é alvo da Operação Navalha porque teria favorecido a Construtora Gautama por meio de contratos para obras fantasmas.Documento oficial, do 2.º Ofício do Registro de Imóveis do Distrito Federal, revela que o casal Tavares adquiriu o apartamento – matrícula 93.979 – pelo preço de R$ 1,118 milhão da Paulo Octavio Investimentos Imobiliários Ltda.
Garotinho: prioridade de pagamento à Gautama
De O Globo, hoje:
“Dois dias antes de o ex-governador Anthony Garotinho deixar o cargo, em abril de 2002, o governo do Estado do Rio efetuou pagamentos em “regime de prioridade” para a empreiteira Gautama, acusada pela Polícia Federal de liderar esquema de fraude em licitações no país. Os pagamentos, que somam cerca de R$ 4 milhões, eram referentes a um contrato para a construção de casas populares em Duque de Caxias. O contrato foi assinado em 1998, no governo Marcelo Alencar, mas, pelos dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE), recebeu cinco termos aditivos na gestão de Garotinho.
As autorizações de pagamento constam no Sistema Integrado de Acompanhamento Financeiro do Estado (Siafem). O governo Garotinho emitiu uma ordem no dia 3 de abril de 2002, em nome da Gautama, no valor de R$ 1,7 milhão. No dia seguinte, foram feitos mais 14 pagamentos com valores variados para a empreiteira, todas com a seguinte determinação: pagamento com prioridade. Garotinho deixou o governo no dia 5 de abril para concorrer às eleições presidenciais daquele ano. Ele foi substituído pela vice-governadora Benedita da Silva (PT), com quem havia brigado nos primeiros anos de governo.”
Senador quer reconstituir tragédia do Boeing da GOL

Anote o nome dele: Welington Salgado, milionário empresário carioca da área de Educação, senador pelo PMDB na vaga aberta com a transferência de Hélio Costa para o Ministério das Comunicações. Foi aquele cara que outro dia lamentou em discurso a quantidade de água que deperdiça quando faz xixi ao acordar – lembra?
Vejam agora a última dele segundo notícia publicada esta tarde no site do Senado:
“O senador Wellington Salgado (PMDB-MG) apresentará um requerimento para realizar uma “reconstituição” das condições em que ocorreu o acidente aéreo envolvendo um avião da Gol e um jato Legacy, em setembro do ano passado, no qual morreram 154 pessoas. O anúncio do pedido foi feito pelo senador durante reunião realizada nesta terça-feira (22) pela CPI do Apagão Aéreo.
Wellington Salgado afirmou que requisitará um avião da Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A.) para realizar tanto o percurso do Legacy quanto o do avião da Gol, atravessando o local onde ocorreu a colisão. Ele afirmou que participará da reconstituição.
- Quero pedir autorização à torre para voar na mesma altura, à mesma velocidade, e chegar no ponto onde houve o acidente – declarou ele.
O senador ressaltou que, nessa reconstituição, o transponder poderia ser desligado para se verificar se isso impossibilitou o contato entre as duas aeronaves. O transponder é um aparelho utilizado para evitar a colisão entre aviões”.
Vi no blog do Noblat e no site do Senado Federal
PS: Podia pedir antes para reconstituir a tragédia do Titanic. Aí ficaríamos livres dele por um bom tempo.
Como Zuleido operava (ou Notinha na coluna de Cláudio Humberto)
De O Globo, hoje:
“Discrição não era o forte do empreiteiro Zuleido Veras, lobista e pagador de propina de sua empresa. Ele mantinha contato direto com políticos, visitava ministérios, participava de almoços e solenidades de assinatura de convênios com prefeituras. O empresário comandava as negociatas e, apesar de demonstrar certo receio de ser grampeado, não media as palavras em telefonemas. A interceptação telefônica da PF mostra que Zuleido tinha desenvoltura até para ‘plantar’ notícias contra seus desafetos
Foi o que fez contra seu ex-sócio Latif Abud, com quem brigou. A disputa pelo contrato de uma obra em Brasília foi parar no Tribunal de Contas da União. O jornalista e porta-voz do governo Fernando Collor, Cláudio Humberto, que hoje é colunista e tem um site informativo, publicou nota contrária a Latif e favorável a Zuleido. A nota, de 7 de julho de 2006, dizia que a movimentação de Latif estava incomodando e que o tribunal até pensava em vetar sua entrada no prédio. Zuleido ligou no mesmo dia para o jornalista e agradeceu. Em seguida, ligou para Maria de Fátima Palmeira, diretora da Gautama, e afirmou:
“— A nota tá dentro daquilo que a gente acertou.”
Zuleido Veras liga para o jornalista Cláudio Humberto em 7 de julho de 2006 para agradecer a publicação de uma nota em sua coluna que o favorece.
Zuleido: Cláudio?
Humberto: É.
Zuleido: Parabéns, tá?
Humberto: Ficou bom?
Zuleido: Muito bom.
Humberto: Você não imagina a choradeira, viu?
Zuleido: Foi (risos).
Humberto: Rapaz, mas foi pela madrugada.
Zuleido: A hora que bateu na internet, foi?
Humberto: Foi. Rapaz, a coisa é mais grave. O cara tá lá comprando ministros, foi expulso de uma sala. Eu dei a coisa mais amena possível.
Zuleido: Aquela frase final foi terrível.
Humberto: É bom porque constrange, né?
Zuleido: Tá bom, meu amigo. Parabéns, obrigado.
Humberto: Às suas ordens, viu?”
Manchetes do Dia (23/05)
Jornal de Notícias: 8,5% de reajuste
O Tempo: Multa de radar só vale com placa indicativa
Hoje em Dia: Escândalo derruba ministro
Estado de Minas: Propina derruba ministro
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