Posts de Maio 19th, 2007|Página de posts diários

Charge do dia

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Veja 5 – Diogo e a Censura 2

Acusei Lula de reintroduzir a censura prévia no Brasil. Eu sei que ninguém mais se incomoda com ele. Eu sei que o antilulismo ficou datado. Mas Lula tem um plano de longo prazo. O risco é termos de aturar o lulismo para sempre.

A censura prévia está sendo reintroduzida por meio da Portaria 264. O artigo 4° determina que os programas de TV, antes de ir ao ar, devem ser vistoriados e autorizados pelo Ministério da Justiça. Mas há algo ainda pior do que isso. Algo que espantosamente parece ter passado despercebido. O artigo 5° da mesma portaria estabelece as bases para a censura dos programas jornalísticos. Trata-se do maior atentado de Lula à liberdade de informação. Se no futuro ele quiser censurar o Jornal Nacional ou o Fantástico, a Portaria 264 lhe dará o instrumento legal.

É melhor ir aos poucos, de frase em frase, para que o AI-5 lulista fique bem caracterizado. O artigo 5° estipula que os programas jornalísticos estão isentos da classificação indicativa. As emissoras de TV não terão de pedir autorização prévia do governo para transmitir seus noticiários, contrariamente ao que acontecerá com os programas de entretenimento. Até aí tudo certo. O autoritarismo do governo só se manifesta mais adiante, no parágrafo 2°, que diz: “A não atribuição de classificação indicativa aos programas de que trata este artigo” – e, repito, o artigo 5° inclui os programas jornalísticos – “não isenta o responsável pelos abusos cometidos, cabendo ao Departamento de Justiça e Classificação encaminhar seu parecer aos órgãos competentes”. Assinate lê mais aqui

Veja 4 – O crime na mira de Serra

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Por Rafael Corrêa:
Uma das vergonhas nacionais é o fato de bandidos continuarem agindo de dentro dos presídios. De sua cela, líderes de facções planejam assaltos, ordenam assassinatos e comandam rebeliões como as que levaram o caos às prisões paulistas há um ano. É óbvio, portanto, que uma das melhores formas de combater a criminalidade é tornar mais rigoroso o sistema prisional. Foi o que fez o tucano José Serra desde que assumiu o governo do estado de São Paulo. As evidências e os dados de inteligência recolhidos pela polícia mostram que o governo conseguiu retomar o controle dos presídios antes assolados pela indisciplina e dominados pela organização criminosa Primeiro Comando da Capital, o PCC. O resultado é que, de janeiro até abril deste ano, não ocorreu nenhuma rebelião e o número de fugas caiu 33%. A palavra de ordem de Serra é disciplina – todo preso que comete uma falta, seja o uso de celular, seja a agressão a um funcionário, deve ser investigado. E, se for o caso, punido com a perda de benefícios, como a progressão de pena, conforme prevê uma lei que parecia esquecida. Com isso, o número de processos administrativos cresceu 48% na média mensal em relação a 2006. Para acabar de vez com a impunidade, o governo montou uma rede, dentro dos presídios, para identificar as lideranças e provar sua responsabilidade naquilo que acontece de errado.

A tolerância anda próxima do zero. Um exemplo: no fim de fevereiro, alguns presos fizeram uma “greve branca”. Recusaram-se a comparecer a apresentações judiciais ou a trabalhar nas oficinas das penitenciárias. Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), encarregada de administrar o sistema prisional paulista, não houve nenhum incidente grave durante o movimento. No entanto, como o protesto dos presos, mesmo sendo pacífico, pode configurar uma infração, a SAP instaurou 2 193 processos para determinar se os presos serão punidos com a perda de benefícios. As providências não param por aí. Enquanto não são construídas novas unidades, o governo estadual se encarrega de diminuir as complicações decorrentes da superlotação. Os presídios que tinham regime semi-aberto e fechado foram reestruturados para abrigar somente um tipo de regime. Isso evita que presos do semi-aberto funcionem como fonte de informações e contrabando para os detentos do fechado. Os dezenove presídios avariados durante as rebeliões do ano passado passaram por reformas. Três deles, que foram totalmente destruídos, como o de Araraquara (veja fotos e quadros nestas páginas), tiveram sua segurança e capacidade ampliadas. O resultado são 4.500 novas vagas no sistema. Assinante lê mais aqui

Fotos Diego Padgurschi/Folha Imagem e Fabiano Accorsi

Veja 3 – Ataque ao território do tráfico

Por Ronaldo Soares:
A imagem que se vê na foto acima é apenas uma fatia, um naco da favelização que se espalha por cinco bairros da Zona Norte do Rio de Janeiro, no aglomerado conhecido como Complexo do Alemão. Espremem-se ali 130.000 pessoas em dezoito favelas, numa região que já foi industrial e hoje é o maior cemitério de fábricas da cidade. A imensa favela que se vê não surgiu em um descampado pela simples ação de invasores. Boa parte dos barracos ocupa o lugar em que antes havia uma cidade formal, que sucumbiu e se degradou. Essa é a gênese da imensa trincheira que se formou ali.

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Tomada pelos traficantes, a região virou um enclave em meio à cidade. É nesse cenário que se desenrola, há mais de duas semanas, uma guerra sem precedentes no Rio entre a polícia e os traficantes. A contagem de baixas já registra dezesseis mortos e cinqüenta feridos. Quase todos os feridos, aliás, são moradores atingidos pelos próprios traficantes, que pretendiam jogar a opinião pública contra a polícia. O que está em jogo ali não é apenas prender bandidos. O desafio do governo fluminense é reincorporar à cidade a região onde o tráfico de drogas impõe suas leis. Quem manda ali é o Comando Vermelho. O que está em jogo é o futuro da luta da cidade e do estado contra a bandidagem. Em caso de fracasso no Complexo do Alemão, a guerra terá sido perdida no Rio. Desmantelar o que é hoje uma das principais bases de operações do narcotráfico no Rio tornou-se o desafio. Na semana passada, o próprio governador Sérgio Cabral se referiu ao Complexo do Alemão da seguinte forma: “Há ali um foco de terroristas e de pessoas do mal”. A frase do governador dá a idéia da prioridade que a ação tem para o estado. Foi ali, em meio aos vales que se formam na Serra da Misericórdia, que aconteceram alguns dos crimes mais bárbaros de que se tem notícia. Um exemplo: no alto de um dos morros, o jornalista Tim Lopes foi julgado, torturado e morto, em 2002. É a partir dali que o Comando Vermelho se abastece de drogas, armas e munições para dominar a maioria das favelas da cidade. Um caderno de contabilidade do tráfico apreendido pela polícia mostrou que pelo menos 65 favelas enviavam dinheiro para uma espécie de caixa único da facção, operada a partir do complexo. O dinheiro serve para financiar ações criminosas, comprar armas e drogas e subornar policiais. Foi essa caixinha que financiou, por exemplo, a série de ataques a alvos civis que no fim do ano passado deixou dezenove mortos e mais de vinte feridos no Rio. “O que o governo está fazendo é emblemático. O Complexo do Alemão é o símbolo da perda de controle do poder público sobre o território”, diz o economista André Urani, do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets).
Assinante lê mais aquiFoto: Custódio Coimbra/Ag. O Globo

Veja 2 – Um homem chamado Zuleido e seus amigões

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Por Alexandre Oltramari e Policarpo Junior:
A Operação Navalha, que implodiu uma quadrilha que assaltava verbas públicas, pode ser mais explosiva pelo que ainda esconde do que pelo que já mostrou. No plano visível, a batida policial colocou 46 pessoas na cadeia, entre elas o ex-governador do Maranhão José Reinaldo Tavares, acusado de receber um carro de mais de 100.000 reais de propina, e Ivo Almeida Costa, assessor do ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, suspeito de ter fraudado uma licitação. (…)
O líder do esquema, apontado como “chefe dos chefes” no despacho do Superior Tribunal de Justiça que autorizou as prisões, era o empreiteiro Zuleido Soares Veras, 62 anos, dono da empresa Gautama, com sede em Salvador e tentáculos por todo o Nordeste. Grave esse nome: Zuleido Veras.
(…)
Suas ligações mais notórias são com o presidente do Senado, Renan Calheiros. Eles se conhecem há trinta anos, mas a relação se intensificou durante o governo Collor. (…)
Rosevaldo Melo [um dos presos] é lobista da Gautama e é suspeito de pagar propinas em troca de obras para a empresa, em especial no Ministério da Integração Nacional. Conseguiu qualificar a Gautama para participar da licitação da transposição do Rio São Francisco, a obra mais cara do atual governo. Antes de virar lobista da Gautama, Melo trabalhava como secretário de Infra-Estrutura Hídrica do próprio Ministério da Integração Nacional, onde era tratado como afilhado político de Renan Calheiros. (…)
Em suas traficâncias por Brasília, o empreiteiro Zuleido Veras conseguiu uma penca de amizades influentes e aproximou-se da família Sarney, que lhe abriu as portas dos governos do Maranhão, Piauí, Sergipe e Distrito Federal – pois no Distrito Federal até Roberto Figueiredo Guimarães, presidente do BRB, o banco estatal, acabou preso na semana passada. Zuleido e Sarney também são amigos. (..)
No dia 25 de novembro do ano passado, [Zuleido] emprestou sua lancha, batizada de Clara, um espetáculo de 1,5 milhão de dólares com 52 pés e três suítes, ao governador da Bahia, Jaques Wagner, para ele passear pelas águas da Baía de Todos os Santos com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. (…) Assinante lê mais aqui

Fotos: Ed Ferreira/AE, Ailton de Freitas/Ag. O Globo, Dida Sampaio/AE

Veja 1 – Vícios não são virtudes

Reportagem de Anna Paula Buchalla:
Por trinta anos, o empresário paulista Nelson Augusto Martos, de 45 anos, fumou de dois a três maços de cigarro por dia. Na última década, por diversas vezes, ele tentou abandonar o vício. Sem sucesso. Martos experimentou de tudo – de antidepressivos e adesivos de nicotina a vitamina C diluída em água e simpatias. O máximo a que o empresário chegou foi manter-se longe do cigarro por trinta dias. Agora, depois de tantos fracassos, pela primeira vez, ele está confiante. Em sua mais recente investida contra o tabagismo, ele não dá uma única tragada há três meses. Martos é um dos primeiros brasileiros a se tratar com comprimidos de vareniclina, vendidos nos Estados Unidos pela Pfizer como Chantix e na Europa como Champix, o mesmo nome adotado no Brasil.

A vareniclina acaba de chegar ao Brasil. Essa nova arma contra o vício químico atua nos mecanismos cerebrais da dependência, bloqueando a sensação de prazer proporcionada, por exemplo, pela nicotina. A idéia é tornar a absorção de nicotina tão sem sentido quanto a fumaça de um cigarro de chuchu. Em uma possível recaída, as baforadas vão ter efeito nulo sobre os centros de prazer do paciente e a tendência é que ele consiga se manter longe do cigarro.

A vareniclina é apenas parte do arsenal contra o vício químico que já está à disposição dos médicos. Muitos outros remédios encontram-se em testes. Só nos Estados Unidos, estão em estudo duas centenas de novas medicações contra os mais diversos vícios químicos. Da nicotina ao álcool e drogas pesadas e até exageros comportamentais compulsivos que, em sua essência, podem ser explicados pela dependência neuronal a certas substâncias prazerosas lançadas na corrente sanguínea pelo jogo compulsivo, pelas compras, pelo sexo e pela comida.

Espera-se que, nos próximos dois anos, passem a ser comercializadas duas vacinas – uma contra a dependência de nicotina e outra para deter o uso da cocaína. Também está em fase avançada de testes clínicos um remédio para o tratamento do vício em álcool e metanfetaminas, classe de drogas cujo representante mais conhecido é o ecstasy. O medicamento age sobre o neurotransmissor GABA, otimizando a sua ação no organismo. Essa substância, produzida no cérebro, pode funcionar como um interruptor nos processos de compulsão. Assinante lê mais aqui

Capa da Veja (19/05)

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Aeroporto inova na segurança e ‘escaneia’ passageiros na Holanda

O aeroporto de Schiphol, na Holanda, se tornou o primeiro do mundo a colocar para funcionar uma máquina que ‘escaneia’ os passageiros. Nele, as pessoas têm que levantar o braço e é possível ver tudo o que ela carrega, de armas até dinheiro no bolso. As fotos aparecem em frente (esquerda) e de costas.

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Fonte: Portal G1 / Fotos: France Presse e Reuters

Homem sofre coice e morre ao tentar namorar jumenta

O desempregado Cícero Balbino da Nóbrega, 20, conhecido por “Deca Batalhão”, que residia na cidade de Patos (PB) morreu na manhã desta segunda-feira ao receber o coice de uma jumenta com a qual tentava fazer sexo.

O coice do animal atingiu Cícero nos testículos e ele teve morte quase que imediata. Conforme a polícia local, o fato aconteceu por trás da Igreja Santo Expedito, no bairro Dona Melindra. O corpo do desempregado foi encontrado por populares.

Ele estava sem camisa e com as calças abaixadas até o joelho, enquanto a jumenta estava amarrada ao seu lado. A polícia foi acionada e ouviu algumas testemunhas. Elas disseram que Cícero era acostumado a fazer sexo com o animal, cujo nome é “mimosa”.

A polícia acredita que o animal foi amarrado durante a madrugada, mas no momento do sexo desferiu o coice fatal no desempregado.

Retirado do Paraíba Online

PS: O título poderia ser: Jumenta mata seu marido “Jumento”. Sim, pois só um animal mesmo para fazer uma aberração destas. Desculpem-me pelo post, mas é preciso divulgar estas aberrações.

Manchetes do Dia

Jornal de Notícias: Mata ex-esposa com três tiros

O Tempo: R$ 204 para o aluno que passar de ano

Hoje em Dia: DNIT demora até 06 anos para julgar multa

Estado de Minas: Câmara de BH prepara volta do trem da alegria