Posts de Maio 18th, 2007|Página de posts diários
ACM, Renan e a Gautama: Boi preto conhece boi preto
O bate-boca é de 7 de março de 2001, mas se tornou atual. Os senadores Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) e Renan Calheiros (PMDB-AL) trocavam acusações em plenário.
À época, ACM era acusado de violar o painel de votações no processo de cassação do ex-senador Luiz Estevão. A gravação de uma conversa de ACM com procuradores da República era a prova do delito.
Renan anunciou em plenário que a conversa comprometedora seria revelada no dia seguinte durante sessão da Comissão de Fiscalização e Controle do Senado.
Os dois travavam uma briga a parte. Renan queria mostrar que ACM tinha a ver com a liberação de R$ 17 milhões para a prefeitura de São Paulo, dinheiro que foi repassado posteriormente para a construtora OAS, do genro de ACM.
O troco de ACM foi dizer que Renan tinha muita intimidade com um tal de Zuleido – Zuleido Soares Veras, dono da construtora baiana Gautama, preso hoje pela Polícia Federal por ocasião da Operação Navalha.
Foi assim o diálogo:
ACM – Quanto a minha ligação com a OAS, eu tenho um genro na OAS, mas V. Exª tem amigos empreiteiros com quem tem muito mais intimidade do que eu com a OAS.
Renan – Mais do que V. Exª com a OAS?
ACM – Muito mais.
Renan – Ninguém tem.
ACM – V. Exª tem. V. Exª conhece o Zuleido, não é? V. Exª não conhece o Zuleido, da Gautama? Então, com isso já está dito.
Renan – Eu o conheço; foi da própria OAS.
ACM – Depois nós vamos tratar desse assunto. Quando era da OAS, também; e agora, não, agora é mais ligado a V. Exª do que à própria OAS. Quanto a isso, a CPI das Empreiteiras que eu tanto espero, nós vamos trazer esses empreiteiros todos para ver com quem estão ligados. E fique certo V. Exª de que não está imune; eu sei, e V. Exª sabe disso. De maneira que não se apresse a querer ocultar problemas que já estão claros, como o do Banpara. Está claro o Banpara ou não está?
Renan – Eu quero responder a V. Exª; conclua, por favor.
Na resposta, o assunto Gautama foi esquecido por Renan, que concentrou os ataques no suposto envolvimento de ACM com a OAS.
Hoje, em conversa há pouco com o blog, ACM mudou o discurso:
Noblat – O que o senhor sabia dessa história naquela época quando fez esse discurso?
ACM – Não, não sei nada não. Nessa ocasião, eu estava numa disputa com o Jader (Barbalho) e o Renan falou algumas coisas e eu disse isso sobre o Zuleido, que é empreiteiro.
Noblat – O senhor não tinha nenhuma informação comprometedora?
ACM – Não, não.
Noblat – Então foi coisa da política?
ACM – Foi um debate político.
Noblat – O senhor acha que o Zuleido, que este caso tem alguma ligação com o Renan Calheiros?
ACM – Não tem. Que eu saiba, não tem nenhuma ligação. Não sei. O Zuleido pode ser amigo dele.
Noblat – Mas o senhor acha que eles podem ter feito negócios juntos?
ACM – Eu acho que não.
Noblat – Pelo jeito o senhor já não é mais a melhor pessoa para falar desse assunto, não é, senador?
ACM – É. Você vai ter que procurar outra fonte.
Retirado do blog do Noblat
A pedido de Renan Calheiros o Presidente Lula autorizou repasse de R$ 70 milhões para obra tocada por empreiteira Gautama que está no centro da Operação Navalha
Leia abaixo a matéria do repórter Lúcio Vaz, do Correio Braziliense, em 17/09/2006, sobre a liberação da verba para a empreiteira:
Nove obras da construtora Gautama, espalhadas por seis estados, estão paralisadas por decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) porque apresentam irregularidades graves. Seus contratos somam R$ 483 milhões. Com indícios de superfaturamento, transferência ilegal de contratos, aditivos acima dos limites previstos em lei e conluio entre empresas, essas obras não podem receber recursos federais. Nem por isso a empresa deixa de receber dinheiro. Na carona da medida provisória que abriu créditos extraordinários de R$ 825 milhões, a MP 270, em dezembro do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atendeu pedido encaminhado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e destinou R$ 70 milhões para as obras do sistema de abastecimento de água do rio Pratagy, em Maceió, obra tocada pela Gautama. O tribunal registra, ainda, irregularidades em outras nove obras executadas pela empreiteira.
Uma das obras da Gautama paralisadas por determinação do TCU, o sistema de macrodrenagem do Tabuleiro dos Martins, em Maceió, teve início em 1997, no governo de Manoel Gomes de Barros (PTB). A licitação foi feita na gestão do então secretário estadual de Infra-Estrutura, o deputado federal Olavo Calheiros (PMDB), irmão do presidente do Senado. Do contrato de R$ 48 milhões, a empreiteira executou apenas R$ 25,6 milhões. O TCU aponta um possível sobrepreço e divergência em quantitativos que podem chegar a um valor pago indevidamente de R$ 15 milhões. Outras irregularidades apontadas são a subcontratação de 50% do total contratado para a Cipesa Engenharia, a ausência de posse das área destinadas às obras e a falta de estudo de impacto ambiental.
Concorrentes
Segundo o tribunal, as exigências feitas no Edital de Concorrência 03/97 para qualificação técnica das empresas “não possuem fundamentação técnica e frustraram o caráter competitivo da licitação”. Por isso, todas as empresas concorrentes foram eliminadas na fase de habilitação, com exceção das construtoras Gautama e Queiroz Galvão, que depois também foi eliminada. Segundo o TCU, a proposta da Queiroz Galvão apresentou os itens conforme a planilha de orçamento da Secretaria de Infra-Estrutura: “Isto fez com que o preço total da Gautama ficasse inferior ao da segunda colocada no certame (Queiroz Galvão), apesar da proposta ser mais vantajosa. Desta forma, a proposta mais vantajosa para a administração pública não foi adjudicada na licitação”.
O TCU também apontou irregularidades na execução das obras. O volume de escavação pago não está de acordo com as medições realizadas, nem estas estão de acordo com os serviços executados. “Os preços unitários de escavação das lagoas de contenção, carga e transporte do material representa 320% a mais do que o efetivamente realizado”, informa o relatório. Nesse item houve pagamento indevido de R$ 6,5 milhões. A execução do túnel de ligação das lagoas com o Rio Jacarecica teve superfaturamento de R$ 8 milhões.
Olavo também conduziu a licitação para outra obra de grande porte tocada pela Gautama em Alagoas, a construção das adutoras do Alto Sertão e do Agreste Alagoano, no valor total de R$ 131 milhões. O TCU apontou irregularidades nas obras: o não-parcelamento da licitação e a sub-rogação de parte do contrato para a empreiteira Cipesa. Em razão do avançado estágio da obra (68%) em 2002, o tribunal autorizou a sua continuidade, mas registrou que existiu, “na origem, vício grave, ao não realizar a divisão do objeto”. Acrescentou que houve a sub-rogação do contrato para outra construtora “ao arrepio da lei”.
A Gautama tem como sócio majoritário Zuleido Soares Veras, que foi um executivo da construtora OAS. Nove das 96 obras paralisadas por causa de irregularidades graves apontadas pelo TCU são executadas pela empreiteira. Uma delas, a construção da adutora da Serra da Batateira, em Sobradinho (BA), foi iniciada em 1993. Paralisada em 2000, após um investimento de R$ 20 milhões, apresentou 27 irreguralidades, incluindo superfaturamento de preços e termos aditivos em valores acima dos limites legais. Segundo dados do tribunal, serão necessários mais R$ 21 milhões para a sua conclusão. Procurado no dia 6 deste mês, o empresário não respondeu aos questionamentos do Correio.
Operação Navalha prende 46

Da Folha On Line (ontem):
A Polícia Federal prendeu 46 pessoas nesta quinta-feira durante a Operação Navalha, que desarticulou uma suposta quadrilha que fraudava licitações públicas para a realização de obras, como as previstas no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e o Luz Para Todos –ambas do governo federal.
Entre os presos estão o ex-governador do Maranhão José Reinaldo Tavares (PSB), o filho do ex-governador João Alves Filho (DEM-SE), João Alves Neto, dois sobrinhos do governador Jackson Lago (PDT-MA) –Alexandre de Maia Lago e Francisco de Paula Lima Júnior–, além dos prefeitos de Sinop Nilson Aparecido Leitão (PSDB-MT) e de Camaçari Luiz Carlos Caetano (PT-BA).
A operação também prendeu o deputado distrital Pedro Passos (PMDB), o funcionário do Planejamento Ernani Soares Gomes Filho cedido para o gabinete do deputado Márcio Reinaldo Moreira (PP-MG), além do assessor especial do gabinete do ministro Silas Rondeau (Minas e Energia) Ivo Almeida Costa e do superintendente de Produtos de Repasse da Caixa Econômica Federal Flávio José Pin.
Também foram detidos o secretário de Infra-Estrutura de Alagoas, Adeílson Teixeira Bezerra; o diretor do Detran de Alagoas, Márcio Menezes Gomes.
A PF também prendeu os donos e vários funcionários da empresa Gautama, que coordenaria o esquema de fraudes nos Estados de Alagoas, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Sergipe, Pernambuco, Piauí, Maranhão, São Paulo e no Distrito Federal.
Há uma ordem de prisão contra Zaqueu de Oliveira Filho, servidor de Camaçari. Mas a PF ainda não conseguiu prendê-lo.
Veja abaixo a lista de presos:
1. Zuleido Soares Veras: dono da Gautama
2. Rodolpho de Albuquerque Soares de Veras: filho de Zuleido
3. Maria de Fátima Palmeira: diretora comercial da Gautama
4. Flávio Henrique Abdelnur Candelot: empregado Gautama
5. Abelardo Sampaio Lopes Filho: engenheiro e diretor da Gautama
6. Bolivar Ribeiro Saback: empregado-lobista da Gautama
7. Rosevaldo Pereira Melo: lobista da Gautama
8. Tereza Freire Lima: funcionária da Gautama
9. Florencio Brito Vieira: empregado da Gautama
10. Gil Jacó Carvalho Santos: diretor-financeiro Gautama
11. Jorge E. Dos S. Barreto: engenheiro da Gautama
12. Vicente Vasconcelos Coni: diretor da Gautama no Maranhão
13. Dimas Soares de Veras: irmão de Zuleido e empregado da Gautama
14. Henrique Garcia de Araújo: administra uma fazenda do grupo Gautama
15. Ricardo Magalhães da Silva: empregado da Gautama
16. João Manoel Soares Barros: empregado da Gautama
17. Flávio Conceição De Oliveira Neto: ex-chefe da Casa Civil do governo João Alves Filho e atual Conselheiro do Tribunal de Contas Estadual
18. João Alves Neto: filho do ex-governador João Alves Filho (SE)
19. José Edson Vasconcelos Fontenelle: empresário
20. Alexandre de Maia Lago: sobrinho do governador do Maranhão
21. Francisco de Paula Lima Júnior: sobrinho do governador do Maranhão
22. Jair Pessine: ex-secretário municipal de Sinop (MT)
23. Ernani Soares Gomes Filho: servidor do Planejamento cedido à Câmara Dos Deputados
24. Roberto Figueiredo Guimarães: consultor financeiro do Maranhão
25. Ivo Almeida Costa: assessor especial do gabinete do Ministério de Minas e Energia
26. Jorge Targa Juni: presidente da Companhia Energética do Piauí
27. Iran César De Araújo Filho: Secretário de Obras de Camaçari (BA)
28. Edílio Pereira Neto: assessor de Iran César de Araújo Filho
29. Everaldo José De Siqueira Alves: subsecretário de Iran César de Araújo Filho
30. Luiz Carlos Caetano: prefeito de Camaçari (BA)
31. Adeilson Teixeira Bezerra: secretário de Infra-Estrutura de Alagoas
32. Denisson de Luna Tenório: subsecretário de Infra-Estrutura de Alagoas
33. José Vieira Crispim: diretor de Obras da Secretaria de Infra-Estrutura de Alagoas
34. Eneas De Alencastro Neto: representante do governo de Alagoas em Brasília
35. Marcio Fidelson Menezes Gome: diretor do Detran e ex-secretário de Infra-Estrutura de Alagoas
36. José Reinaldo Tavares: ex-governador do Maranhão
37. Nilson Aparecido Leitão: prefeito de Sinop (MT)
38. Ney Barros Bello: secretário de Infra-Estrutura do Maranhão
39. Sebastião José Pinheiro Franco: fiscal de obras do Maranhão
40. José De Ribamar Ribeiro Hortegal: servidor da secretaria de Infra-Estrutura do Maranhão
41. Flávio José Pin: superintendente de Produtos de Repasse da Caixa Econômica Federal
42. Pedro Passos Júnior: deputado distrital
43. Humberto Rios de Oliveira: empregado da Gautama
44. Geraldo Magela Fernandes da Rocha: assessor do ex-governador José Reinaldo Tavares
45. Sérgio Luiz Pompeu Sá: não é servidor do Ministério de Minas e Energia, apesar de aparecer dessa forma para a PF
46. José Ivan De Carvalho Paixão: ex-deputado federal
Fotos: Paulo Soares (AE) / Arestides Baptista (Agência O Globo)
Mc Lanche Marijuana

O casal Keith e Andrea Irelan comprou um Mc Lanche Feliz para seu filho de 08 anos numa loja McDonald’s em Chicago, Estados Unidos. De brinde, além dos famosos bonecos, um pouco de maconha. Isto mesmo, maconha. Segundo apurou a polícia um funcionário de 17 anos acabou esquecendo sua droga na caixa do lanche. O jovem foi preso por posse de entorpecente. A família com certeza ganhará alguns milhares de dólares em ação judicial.
Retirado do 10news.com (Inglês)
PS: Vai virar lenda urbana nos Estados Unidos, aguardem.
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